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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 158 - O Cristo e os dons



Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 158


O Cristo e os dons


Jesus Cristo, na estrutura universal, age através de forças de duas naturezas: uma exterior e outra interior à consciência do Espírito. Exteriormente, identifica as necessidades humanas e propicia os recursos necessários, cabendo ao homem apenas a vontade de assimilá-los e usá-los. Interiormente, o Cristo é a consciência cósmica implodindo na consciência do Espírito de várias maneiras, para libertar a criatura e fazê-la conhecer-se a si própria internamente.

Nessa manifestação interior, o sol de dentro irmana-se com o de fora e inicia a alma no conhecimento do caminho, da verdade e da vida.

É nesse encontro que o céu aparece no coração do ser espiritual e ele passa a entender e a atender os chamados da divina voz do Senhor. Todos nascemos com essa força "crística" nas entranhas da alma, que somente é despertada pelos processos iniciados por Jesus, na seqüência do seu vivo Evangelho de amor.

Todos nós possuímos dons, colocados por Deus na gênese da mônada com tanto amor, que nunca morrerão, capazes então de esperar no tempo, como a semente lançada pelo agricultor no seio da terra, como a palavra que semeamos nas mentes alheias, um dia nascerão, trazendo de volta para quem plantou o mesmo clima dos sentimentos que os fez nascer, que os fez gerar.

Nós fomos criados pela Paternidade Universal, e sendo a Sua semelhança, co-criamos na lavoura imensurável da vida. Foi-nos dada uma mente, que funciona como oficina do Espírito, para dali saírem feitos compatíveis com os nossos sentimentos. Esses talentos que possuímos ainda são de difícil entendimento para os homens. É por isso que, por vezes, usam mal as suas forças, pois desconhecem os seus frutos, que sempre buscam quem os semeou. Sofremos muito por ignorar os próprios caminhos, até encetarmos na alma novas atitudes e compreendermos que Jesus é o nosso caminho; inteiramo-nos dos valores propostos pela educação dos sentimentos e pela disciplina ofertada pela dor, quando nos descobrem como aluno da vida que perdeu o entusiasmo.

Nós criamos os problemas e choramos embaraçados neles. Mas Jesus Cristo, que se faz presente por dentro e por fora, acode-nos em todos os comandos da existência e nos ampara por todos os meios de que necessitamos. Às vezes blasfemamos, por desconhecermos os meios usados pela luz mas, quando iluminados, damos graças a Deus pelo anjo da dor, que nos visitou, reabastecendo as nossas forças.

Queremos avisar a todos os médiuns, onde quer que estejam, para se anterem presentes nos seus afazeres espirituais, sempre aprimorando seus exercícios mediúnicos, para a construção da cidade de luz, no terreno do coração.

Nós, que daqui falamos, não estamos isentos de esforços. Pelo contrário, fazemo-los todos os dias. Não estamos ainda libertos, pelo contrário, estamos ainda presos a compromissos maiores na senda do aperfeiçoamento. Não temos as consciências tranqüilas no que tange aos fardos e aos jugos.

Estamos caminhando para tal desempenho, como todos que também oram e trabalham com Jesus, na certeza de liberarmos o Cristo, como sol, no centro da vida.

O Cristo interno é que comanda todos os dons de ouro. Se desconhecermos os valores da influência do Evangelho em nossa vida, os nossos dons serão usados somente para satisfação pessoal, ordenados pelo egoísmo e dirigidos pelo orgulho. Dessa forma, fracassaremos nas nossas tarefas, arruinando os próprios passos.

Todos temos valores imortais, pois o céu existe dentro de nós, como nos afirmou o Mestre, mas mesmo com ele vibrando em nossos corações, se não tivermos amor, não o encontraremos.

Jesus inaugurou o marco da nossa iniciação com Sua vinda à Terra, e para não nos esquecermos das lições, deixou o Evangelho como sementes de luz e os Seus discípulos na qualidade de semeadores da vida. Para nós, Ele representa a grande árvore e nós, os galhos. Se nos separarmos, secaremos. Nós, sem Ele, ficamos sem a vida e sem caminhos para a grande fonte.

Apelemos para o Mestre e despertemos os nossos dons com Ele, para conhecermos mais de perto a caridade, que nos salva; o amor, que nos redime; o perdão, que nos conforta e o saber, que nos esclarece.

Os dons mediúnicos, abençoados pelo Cristo, tornam-se sóis em profusão, a iluminarem todo o nosso céu e nos converter para a bondade divina. Não é suficiente sermos somente médiuns. Necessário se faz sermos também médiuns do amor e da caridade, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Nessa honradez de trabalho, poderemos consultar a consciência e sentir a voz interior do Cristo a dizer: A paz seja convosco.


Miramez











segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 101 - Capacidade mediúnica



Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 101


Capacidade mediúnica


A capacidade mediúnica depende muito mais do que pensamos, da harmonia dos corpos espirituais que, de certa forma, estão acoplados uns aos outros. Todos os centros de forças transferem suas energias uns aos outros, chegando até às glândulas endócrinas que, por seu turno, enriquecem o sangue que mantém vivo todo o mundo celular, para que a vida se expresse no fulgor que lhe é próprio.

Esse mecanismo inteligente da vida do homem, senão do Espírito, é que faculta o exercício de atributos como a mediunidade na sua amplitude. Quando obedece às leis naturais, a capacidade mediúnica tem tal alcance que é capaz de motivar a esperança e a fé nos corações que intentam buscá-las. Muitos combatem a mediunidade, porque somente conhecem os seus rudimentos.

Os médiuns de alta capacidade, cujos dons vibram em alta expressão espiritual, trabalham em silêncio, onde o amor se faz presente pelo ambiente oferecido pelos que participam. Pedimos a quem não conhece a função da mediunidade evangélica, que estude conosco a mediunidade amadurecida, pois encontrará recursos grandiosos para a sua própria paz e verá se abrirem, à sua frente, caminhos diversos, onde há verdadeiramente a alegria de viver. Queiramos ou não, estamos constantemente servindo de instrumentos para comunicações do desconhecido, em diversas modalidades.

Mediunidade não existe somente na área espiritualista. Não, ela é força universal, que se expressa em todos os campos da vida, onde quer que seja, esperando que os homens deem a ela a direção correspondente à sua natureza divina. O homem maduro, despertado na condição de instrumento da Divindade para a Terra, permanece na qualidade de medianeiro e recolhe no suprimento maior as intuições para beneficiar a humanidade. Uma vez despertados, devemos procurar entender o que podemos fazer da nossa força mediúnica em favor da paz de todas as criaturas.

A mediunidade é tão antiga quanto a humanidade, mas foi com Jesus que se abriu a escola de educação de todos os dons dos Espíritos e dos homens, pois Ele deixou o código da divina instrução para todos, estabelecendo a disciplina para todos os sentimentos. Mas não ficou somente aí; enviou depois o Consolador que prometera na figura grandiosa da doutrina dos Espíritos, na certeza de educar os poderes dos seres humanos, dando rumo certo às suas faculdades espirituais. Através dela, a capacidade mediúnica vem se transformando em um sol para beneficiar a todos, conseguindo despertar outras qualidades maiores para enfrentarmos as adversidades com o calibre das nossas forças.

A mediunidade desperta, igualmente, o entendimento entre as criaturas, na esfera que Jesus chama de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". O médium não pode esquecer a honestidade ante seus companheiros, o perdão frente aos que o ofendem e a caridade para com os que sofrem. Estamos procurando e trabalhando para que os homens entendam a mediunidade como ela é, na sua feição primorosa, qual é vista pela dignidade espiritual, e não como propalam os contraditores, que desconhecem as leis de Deus. Os que combatem o intercâmbio dos Espíritos com os homens estão servindo de médiuns, sem notarem que, por eles, estão se comunicando as trevas. Negando o próprio exercício a que se servem de instrumentos, são cegos e surdos, pois sentem a luz do sol da verdade e negam sua claridade. No entanto, para todos eles devemos ofertar o perdão e compreendê-los na escala evolutiva em que se encontram. Todos caminhamos para a frente e, algum dia, eles haverão de compreender a lei de Deus que regula todas as faculdades humanas.

Meu irmão, usa o teu talento mediúnico na difusão da fraternidade, que se consubstancia na paz. Usa a proficiência das tuas faculdades no discernimento, para que a vida se mostre sempre formulando esperanças. Usa a tua honestidade mediúnica na linguagem do silêncio, para que os teus companheiros confiem nos valores espirituais que em ti apartaram. Usa tuas experiências confirmadas no amor às criaturas como fonte inesgotável do bem, para que esse bem mostre a todos que Deus e Jesus existem, sempre nos amparando e dando sem nada nos pedirem.

Cada um de nós tem a sua capacidade mediúnica, que pode expandir-se cada vez mais, infinitamente. Cabe a nós estimulá-la. Devemos abrir as nossas próprias veredas e, mesmo com os pés sangrando nos espinhos, com as mãos machucadas pelas farpas e encontrando contradições nos caminhos, jamais devemos esmorecer, pois os contrastes transformam-se em revigoramento, quando aprendemos a amar tudo e todos como filhos de Deus.

A mediunidade opera em todas as faixas da vida. Estamos esperando que a ciência do mundo descubra essa verdade, para usar esse instrumento esperançoso, que deve manter-se afastado do interesse exagerado pelo ouro e firmar-se no amor aos que sofrem. Se os pássaros e os peixes não plantam nem colhem e nenhum deles morre de fome, o Senhor não iria se esquecer dos homens - seus filhos mais velhos - pelo entendimento que já mostram.

Ainda estamos longe da verdadeira capacidade mediúnica e, para tanto, pedimos a Deus suas bênçãos, a fim de que sejamos ajustados nos caminhos de Jesus e na educação que o Evangelho nos propõe, para sermos médiuns da felicidade e da alegria, do amor e da caridade em favor de todas as criaturas.


Miramez















domingo, 4 de setembro de 2022

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 18 - Sessão de desobsessão


Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 18


Sessão de desobsessão 
 

A obsessão é quase generalizada entre as criaturas e a desobsessão, por isso, torna-se um trabalho difícil entre os homens. Muitas reuniões espíritas perdem tempo e energia sublimada para conseguir a desobsessão de alguma criatura que ainda não pensou em melhorar-se. Os Espíritos reúnem-se por sintonia; isso é do conhecimento de todos, principalmente dos estudiosos da Doutrina Espírita, e de outros ramos do espiritualismo. Os iguais se unem, esta é uma lei universal, não somente quando se trata de Espíritos, mas, certamente, de todas as coisas. Portanto, enquanto pensares e viveres no clima dos Espíritos inferiores, serás um deles e terás suas companhias permanentemente.

O Espiritismo se estende por todo o Brasil, de norte a sul e de leste a oeste, com a missão grandiosa de levar consolo e instrução espiritual às pessoas que sofrem. No entanto, é indispensável o bom preparo do médium, em todos os sentidos, para não ofertar água suja como potável.

O ignorante não compreende adequadamente as leis mas, mesmo assim, a elas está sujeito. Assim como não se deve tomar banho em água suja, não se deve ensinar o que não se domina suficiente e equilibradamente.

A mediunidade é um dom generalizado em todos os povos porém, o conhecimento dela é pequeno. A própria razão humana diz que, para dirigir um carro, deve-se aprender primeiro todos os segredos do seu manejo, porque, já dizia Jesus, quando um cego guia outra cego, ambos podem cair no despenhadeiro. É comum, no meio espírita, o desequilíbrio emocional em decorrência de práticas nascidas de velhos conceitos e antigos condicionamentos do "fulano falou" ou "sicrano viveu tal ou qual modo de vida".

A Doutrina Espírita é uma escola que, a cada ano, apresenta modalidades diferentes, mais lógicas, porque o progresso é o mesmo Deus nos pedindo para nos elevarmos. Os obsediados ou familiares dos mesmos buscam alívio nas reuniões espíritas e muitas vezes não encontram a devida orientação para a busca de si mesmos ou, quando encontram, dispensam os modos sugeridos, por carecerem de certas reformas na modalidade de pensar e de viver. A obsessão é uma doença, por vezes crônica, cabendo ao obsediado uma cirurgia moral, que sempre traz conforto e equilíbrio para o corpo que o Espírito usa em sua passagem pela Terra.

O erro de muitos dirigentes de reuniões é achar que tudo é ação de Espírito; um simples fungar, um bocejo ou uma contração nervosa de desequilibrados já é motivo, para alguns, de acesso à mesa e qualificação de mediunidade aflorada. Todas as pessoas, sem exceção, que entram, por qualquer motivo, em um centro espírita à procura de alívio, ou mesmo para desenvolver suas faculdades, devem obedecer à naturalidade. O seu primeiro caminho é iniciar o trabalho em favor do próximo e o segundo é se instruir, começando a caridade consigo mesmo, para que não venha a cair em tentações ou sair pior do que entrou na organização onde veio buscar a paz.  Não existe equilíbrio sem esforço, não existe conquista sem trabalho honesto. Onde falta o amor, ali não permanece o reino de Deus.

Estamos vivendo uma época de grandes contrastes, sendo comum suas manifestações desequilibradoras entre os espíritas. Uns montam uma disciplina tamanha sobre a mediunidade que cortam as possibilidades de intercâmbio entre os dois mundos. Outros relaxam, em se tratando da educação, o que acaba favorecendo às hostes das trevas, onde falsos profetas invadem a casa por acharem as portas abertas.

A própria caridade tem de ser bem entendida em todas as linhas de ajuda ao próximo. A beneficência ajustada com a necessidade espiritual da criatura quase sempre não é aceita, por mostrar que há necessidade de esforço próprio para atingir algum progresso. A doutrina dos Espíritos traz uma bandeira da maior importância para a humanidade, com letras que brilham sem que os séculos consigam apagá-las: a renovação do homem - fazendo nascer o homem novo dentro do homem velho.

A obsessão é muito sutil, de tal forma que todos a sofremos em menor ou maior grau. Entretanto, se nos apegarmos ao estudo sério, reunindo-nos sempre em conjunto com aqueles que desejam melhorar, descobrimos com mais facilidade as nossas deficiências e encontramos forças para corrigi-las com maior desempenho.

Nós já visitamos muitos grupos especializados em desobsessão. Aos nossos olhos se apresentam como numa verdadeira festa infantil, onde o Espírito chora, promete, arrepende-se, mas não acha campo, nem no médium nem no dirigente, para sustentar as suas promessas porque, por vezes, eles fazem o mesmo que pedem ao Espírito para não fazer. E os assistentes que vieram ficar livres das companhias espirituais, no outro dia arranjam outras piores, ou em maior quantidade, como nos refere o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. No dizer comparativo, "sai um e vêm sete". Quando se corta uma árvore, o que dela fica faz nascer vários galhos. Arrancando-se a raiz, quando não a desejamos, ela desaparece da nossa companhia e da nossa vista.

Deves estudar a causa da obsessão e atingir até onde ela está sendo gerada, se queres ficar livre desse desequilíbrio. O tratamento pode e deve ser demorado. O conhecimento nos induz a crer que toda cura nesse sentido, feita de um dia para outro, é mais perigosa que a própria obsessão. Este terrível incômodo é, no fundo, um chamado para que despertemos os nossos valores espirituais, passando a compreender o que significa a vida e a necessidade que temos de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Nestas poucas linhas, não podemos tratar de tudo o que se refere à tranquilidade da consciência. Para atingir tão elevado objetivo, estamos tentando escrever um livro, como existem milhares de outros com o mesmo fim.

O mundo espiritual honesto está encontrando barreiras intransponíveis nas próprias reuniões, por faltar nos componentes dos trabalhos conhecimentos sobre o que se faz. É bom que nos conscientizemos de que uma simples palavra com um Espírito endurecido não vai modificá-lo de uma hora para outra. Analisa os teus próprios defeitos, observa a tua vida no lar e deixa a razão responder-te como demoram certas mudanças, para que o Cristo possa aparecer no coração e dizer-te: "A paz seja convosco".


Miramez

















segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 143 - As Mãos de um Médium




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Pág. 143


As Mãos de um Médium


As mãos de um médium tanto podem abençoar como perturbar as criaturas, dependendo do modo pelo qual ele se conduz na vida. Todos os dons são inerentes a todos os seres, encarnados e desencarnados. O que modifica a capacidade das pessoas para o bem ou para o mal é a decisão tomada, são as atitudes que acompanham seus passos.

No topo da cabeça de todos nós, posiciona-se um centro de força capaz de filtrar para o nosso mundo interno a energia divina, que podes chamar de éter cósmico ou hálito de Deus. Essa luz universal é despejada nas pétalas de luz do centro coronário e transmutada pela mente humana em magnetismo animal de variados teores, de conformidade com a capacidade de cada um, ou simplesmente da evolução da alma. A energia sublimada vem cândida do grande celeiro de Deus, como bênçãos para toda a criação e cada inteligência, ou coisa que a recebe, pode e deve fazer uso dessa misericórdia, nas suas necessidades e em favor dos outros, pela conquista dos seus próprios poderes.

Convém ao homem conscientizar-se dessas belezas do universo, que a natureza guarda em seu seio, na certeza de que, algum dia, a humanidade possa aproveitá-la, para sustentar e enriquecer o amor e a fraternidade.

Esse éter divino, ao penetrar a atmosfera da Terra, muda de composição para éter humano ou terreno, afeiçoando-se às nossas próprias vibrações, que não são tão boas como desejamos. Ele é, pois, de uma sensibilidade indescritível. Ao penetrar no nosso mundo coronário, em duas correntes, é distribuído para todas as estações de forças que existem em nós e consubstanciado em várias tonalidades e pulsações diferentes, armazenando-se e redistribuindo-se por canais ainda invisíveis aos olhos humanos. Tais canais escapam até à percepção dos sensitivos, exceção feita a alguns de mais apurada sensibilidade, que captam as suas vibrações circulantes nos meridianos humanos, que irrigam de energias de vida todo o sistema nervoso e favorecem o metabolismo nas cotas necessárias.

É aí que o médium pode participar com sua capacidade espiritual e mesmo intelectual. Concentrando-se no seu poder de visualização, atrai o quanto desejar e o quanto suas condições alcançarem em magnetismo de outras fontes, para projetá-lo onde seu interesse é mais forte. A energia é obediente à mente que a opera. É nesse sentido que nos empenhamos em educar os nossos pensamentos, na disciplina das nossas forças internas, para que possamos saber usar os nossos dons e usar bem essa energia divina, na divina sequência das suas vibrações universais. É bom que saibamos que existe uma cota dessa força mantedora da vida para cada pessoa e coisa.

No entanto, a razão despertada e a inteligência em ação podem aumentar essa manifestação energética, atraindo-a por processos mentais, avolumando as correntes para o centro coronário, enriquecendo-os, e vivendo por dentro e por fora, nesse mar de forças, como um campo de energias que se agita para o bem comum, de acordo com a vontade ampliada e determinada pela mente em ação.

Essa é a razão por que os grandes homens operavam milagres e sustentavam fenômenos indescritíveis, visando ao bem da humanidade, como igualmente a história registra grandes magos negros usando essas bênçãos de Deus e transformando-as para seus desejos mesquinhos, pagando, porém, pelos desvios das forças superiores que Deus lhes deu, por misericórdia, e por confiar em Seus filhos do coração.

Vamos aqui dizer que essas forças estão, com mais facilidade, nas mãos dos sensitivos, o que pode representar suas vitórias ou suas derrotas, dependendo do modo pelo qual são usadas. E é para tanto que estamos escrevendo aos leitores interessados no aprimoramento das suas faculdades. Em cada livro que escrevemos, deixamos passar alguns segredos que te ajudam a pegar o "fio da meada", perdido nas dobras dos evos e com os quais podes recompor as verdadeiras lições de como usar as bênçãos de Deus em benefício da humanidade toda.

Médium! Deves crer no suprimento maior, onde nada falta em matéria de luz e, para que sejas envolvido nesse mar de energias superiores, basta descobrires a porta de entrada, que pode começar pela leitura, pela caridade, pela confiança e pelo amor verdadeiro.

Aqui tratamos do valor das mãos do médium, que poderão ser dois focos de luz de Deus operando maravilhas em todos os rumos que a benevolência determinar. Recolhe-te, antes do passe que deves fazer no irmão enfermo, lembra-te de Deus sente-O na profundidade do teu relax e ora a Ele, com sinceridade, buscando, pela mente, encontrar esse mar de energias e nelas plasmar todo o bem que sentes no coração, pela humanidade. Cria em torno de ti um campo de força capaz de curar todas as enfermidades e de levar paz aos desesperados, que esse teu esforço apresenta ressonância nos altiplanos da vida maior, e serás assistido pelos benfeitores encarregados do bem em toda a face da Terra, porque serás um deles. Tuas mãos podem ser dois canais da luz do Senhor a curar os enfermos, levantar os caídos e dar vida aos que se encontram na morte. E aí passarás a ser um médium de Jesus a serviço do amor.


Miramez








quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 27 - Mediunidade Iluminada




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 27


Mediunidade Iluminada


Progredir na mediunidade todos desejam, mas o avanço nos caminhos da iluminação traz dificuldades enormes no transe do aperfeiçoamento. Todo ser humano tem o seu calvário, sem lhe faltar a cruz nos próprios ombros, mas raros se deixam crucificar para despertar Cristo no coração. A mediunidade tem de brilhar nas dificuldades da vida, caminhando para sua definitiva libertação.

O que chamamos de mediunidade iluminada é aquela que nunca esquece o Sermão da Montanha, proferido por Nosso Senhor Jesus Cristo: o das bem-aventuranças.

Nunca é demais repetir as palavras de ouro do Evangelho, Mateus, 5,1:12:

Vendo Jesus a multidão, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os Seus discípulos e Ele passou a ensinar-lhes, dizendo: "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus."

Jesus subiu ao monte com a multidão que O acompanhavam mostrando, no silêncio da Sua presença, que o acesso ao céu exige sacrifício, o esforço de cada um é indispensável e, quando testaram Suas forças no empenho de ouvir-Lhe a palavra, Ele passa a dizer do gozo espiritual dos humildes de espírito.

O médium consciente de seus deveres espirituais não para somente na humildade dos gestos que a inteligência estuda para mostrar aos que o cercam. Ele vai mais além, passando a dominar todos os seus instintos, que são muitos, educando-os na escola do amor e da caridade, nos moldes dos ensinamentos evangélicos, no sentido de que a sua mediunidade possa cintilar como estrela nos céus da consciência. Essa é a verdadeira humildade de espírito. Essa é a verdadeira bem-aventurança alcançada por uma humildade que a sabedoria concebeu com a participação do amor.

Prossegue o Mestre na Sua fala, desta forma: "Bem-aventurados os que choram, que serão consolados." Os que choram por arrependimento e que não pretendem mais errar, os que conheceram e seguiram os caminhos do aperfeiçoamento espiritual serão consolados pelos benfeitores divinos, onde quer que estejam, porque Deus é justiça na feição do próprio amor. Os filhos, quando pedem pela palavra da renovação, serão todos atendidos por mãos invisíveis que trabalham em nome da luz. Eis aí o caminho do medianeiro, para que sua missão possa dourar a sua vida.

O Filho do homem prossegue na Sua fala, anunciando: Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. A mansidão evangélica é o ponto alto da elevação dos sentimentos, onde germina a bondade testada diuturnamente na vivência com os semelhantes. Os mansos são criaturas de luz, que servem sem perder tempo com exigências ilusórias. E o Mestre nos diz que eles herdarão a Terra, herança futura que somente será concedida às pessoas renovadas nos sentimentos, onde o coração seja um sol e a cabeça um ninho de luz do entendimento. O médium em Cristo deve ser um manso. 

A voz do Senhor continua, assim: Bem-aventurados os que têm sede e fome de justiça, porque serão fartos. Certamente que quem tem fome e sede de justiça conhecerá, um dia, a lei da justiça divina, saciando-lhe o sentimento que se equilibrará na própria vida.

E o Nazareno prossegue com ponderação e sabedoria: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus."

Eis a essência das Suas palavras, focalizando antes a justiça e seu valor, não se esquecendo do amor como misericórdia. Depois acrescenta que os limpos de coração verão a Deus. Quando o coração se liberta das impurezas inferiores, começa a sentir outro mundo, o mundo da verdade, e passa a ver Deus em outra dimensão, a dimensão do próprio amor.

O médium iluminado, que fez todos os esforços para sentir e viver o Sermão da Montanha, é misericordioso e está constantemente em comunicação com os Espíritos nobres radicados na atmosfera da Terra, para ajudar os homens. 

A voz do Cristo continua: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. O intermediário dos Espíritos deve ser pacificador. Onde fores chamados a servir, pacifica!... pacifica!... pacifica... Onde não couber a palavra, pacifica pelo exemplo, mas pacifica! Caso sejas perseguido, continua pacificando, pois serás chamado filho da luz e encontrarás o reino de Deus com mais facilidade dentro do teu próprio peito.

E Jesus prossegue ensinando, dizendo: "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós."

O médium é, muitas vezes, testado, perseguido, injuriado e caluniado, mas será bem-aventurado se suportar tudo com coragem e discernimento, perdoando sempre. Regozija e exulta, porque quem sofre tranquilamente pela verdade, recebe como prémio a tranquilidade de consciência. Não deves blasfemar nem entristecer-te, para que possas receber o prémio de uma mediunidade iluminada, matizada de flores que o Bem alcança nas asas do Amor.


Miramez





VÍDEO:

Segurança Mediúnica - Cap. 27 - Mediunidade Iluminada
Centro Espírita Anália Franco de Araporã - MG

Apresentação: Gisele Borges e Maria Inês.





quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 21 - O Silêncio é a Tônica




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 21


O Silêncio é a Tônica 
 

Em todo transe mediúnico, o silêncio marca os primeiros passos para uma boa comunicação entre os dois mundos, como para qualquer tipo de exercício da mediunidade.

O barulho nos tira da harmonia por criar perturbação no ambiente onde procuramos a paz. Todo equilíbrio requer brandura. A música nos ajuda muito nos requintes dos ajustamentos vibratórios, desde que ela não passe dos tons que alteram a nossa audição. A própria conversação tem uma escala, de maneira a não irritar a nossa sensibilidade auditiva. Quando falamos que o silêncio é a tónica para o trabalho com o Cristo, falamos da moderação de todos quantos se reúnem para os trabalhos espirituais. Todos os dons, sem exceção, estão ligados ou super ligados ao sistema nervoso, que vibra em uma faixa onde a harmonia é a vida. Ao passar das vibrações que ele não comporta, não nos sentimos bem. E a própria educação nos convida para a suavidade no falar e para a delicadeza nos gestos. De outra forma, demonstramos que não aprendemos a ternura. Quando se faia em amor, lembramo-nos imediatamente da afeição, da prudência de uma atmosfera onde todos se entendem sem os devidos barulhos que a ignorância incentiva e que a prepotência alimenta.

Em quase todas as mensagens, lembramo-nos da educação, disciplina de todos nós, onde fomos chamados a viver porque, sem ela, dificilmente encontramos a paz. Se já estás lendo este livro, algo está te falando por dentro, que deves trabalhar com tuas próprias forças, que conquistaste, não te esquecendo da auto-educação, que não deixa de ser uma disciplina de todos os impulsos que se fazem conhecidos pela inferioridade.

É tão agradável conversar com alguém que ama a moderação nas próprias palavras, que articula os sons na medida que agrada e eleva! Essa personagem fica sempre inesquecível em nossos corações. Procuramos sempre médiuns que amam a educação das palavras e usam o freio nos impulsos desnecessários e prejudiciais à boa paz. Podes atrair bons Espíritos com os esforços que empregas no aprimoramento das tuas qualidades internas, mas no relaxamento desses valores, vêm as trevas semear a discórdia, sem a devida compostura.

Na Terra, há ambiente para muito silêncio, porque existem momentos em que a ignorância pode atrofiar certos valores, formando discussões. É inteligente se calar até o Bem tomar corpo e crescer no entendimento dos que ouvem. Entretanto, quando a palavra é útil, devemos usá-la. Ela constrói onde haja quem saiba ouvir.
O médium curador, aquele que trouxe consigo o dom de aliviar os enfermos, se não sabe, é bom aprender a entrar em silêncio, buscando as forças superiores pelas meditações e os pensamentos universais dos mais profundos ensinamentos da vida.

A natureza divina nos fala constantemente pelos seus variados recursos. Basta que ouçamos com as faculdades que devemos aguçar, doadas pelo próprio Deus. É para tanto que escrevemos e estaremos sempre ao lado dos homens e, juntos, se Deus quiser, alcançaremos a luz do verdadeiro entendimento.

Vejamos o porquê da educação. O homem amável dificilmente é atingido pelo nervosismo, por estar amparado pela bondade. A criatura delicada não tem tempo para se lembrar de agressões e já se encontra fora da faixa de orgulho. O Espírito prudente se admira quando vê alguém envolvido pela violência e não acredita que a opressão dê bons resultados.

O cultivo das virtudes é o melhor antídoto contra qualquer mal que se possa encontrar pelos caminhos. A mediunidade precisa desse ambiente de serenidade e confiança, porque sem o Evangelho, não podemos acreditar em intercâmbio com os Espíritos, de modo útil para a humanidade. Se os homens não tomarem novas direções de vida, diferentes daquelas que os levaram a guerras fratricidas e a discórdias internacionais e internas, se não procurarem urgentemente educar os sentimentos, não sabemos o que será do mundo onde habitas, ou para onde deveras ir, em virtude do endurecimento dos corações.

Em tempos passados, a Terra recebeu avalanche de Espíritos vindos dos expurgos de outros planetas, que não quiseram ouvir a voz do Bem. Agora pode-se repetir essa triagem de almas a serem levadas para outros mundos, repetindo o que aconteceu em outras casas de Deus. São entidades que não desejam acordar para a luz do entendimento espiritual. Elas se deitam e vivem nas camas dos confortos transitórios do mundo e não desejam conhecer coisas melhores, porque isso requer esforço próprio e conquista com o próprio suor. Renunciam ao amor que nivela todas as criaturas como filhas de Deus.

Médium! Espírita! Abraça o chamado, para que possas ser escolhido no sentido de herdar a Terra e ficar nela, porque na verdade te dizemos que este planeta que habitas é o paraíso que podes perder, se não deixares o Cristo nascer em teu coração.


Miramez









terça-feira, 31 de agosto de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 20 - O Passe por Dentro




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 20


O Passe por Dentro


O passe é um socorro urgente que a Doutrina Espírita adoptou e vem aprimorando cada vez mais nos anos que decorrem da sua existência benfeitora. A aplicação do passe está ao alcance de muitas criaturas, desde que tenham o dom de curar. No entanto, até determinados limites, todos os homens podem aliviar os enfermos pela imposição das mãos e fluidificação das águas.

Podes observar muitas pessoas, mesmo familiares, doentes e machucados, que melhoraram ao simples toque das mãos! Isto acontece todos os dias. As mãos são dotadas de grande poder curador, principalmente quando são movidas por mente que não desconhece as leis do amor, da fraternidade e da fé.

O agente divino circula em todo o nosso corpo e passa pelas mãos, por ordem mental, indo restabelecer o órgão em desequilíbrio ou o tecido desajustado. A mente educada entra em cadeia com outra mente desencarnada que tenha o mesmo ideal e eis que se operam maravilhas em nome da caridade.

A vida é um eterno fluxo e refluxo de energias circulando em ondas, que se fazem e refazem nas gamas correspondentes à harmonia, onde esta se mostrar necessária. A linfa divina vibra em toda parte à espera do pedido, como se fosse oração. É obediente ao comando dos pensamentos e estes, educados com o Cristo, restabelecem os desajustes onde eles estiverem, criam condições de paz onde esta se faz necessária e mantém serenidade onde haja carência de um ambiente tranquilo.

Tudo de bom está ao alcance das mãos. Em torno da nossa mente vibram e cantam, em todas as faixas, ondas de luz de todos os tipos, desejando ser usadas por leis que assessoram o Bem Universal. Como coadjuvante da restauração se encontra o amor, inspirando a mente para exercitar os dons de cura em si mesmo e em todos os companheiros que se encontram sofrendo.

Como aqui tratamos do passe de curar por dentro, este não deixa de ser um autotratamento que o médium, ou a criatura que deseja se curar, pode fazer em si mesmo, confiando nos poderes de Deus e naquilo que pode usar em seu favor. O primeiro passo é a fé. Ela ativa variados meios no organismo para que este se predisponha no sentido de receber o agente curador que, neste caso, pode ser a água fluidificada. Tomar água fluidificada é tomar o passe por dentro. Todavia, deves cooperar com a disposição mental, de modo que te sintas tomando os melhores remédios do mundo. A fé ativa a luz interior em muitas frequências e oferece o restabelecimento para várias enfermidades ou desequilíbrios, inclusive os psíquicos.

Ajuda-te, meu irmão, que o céu te ajudará, dependendo de abrires as portas do teu coração. Começa pela prece, pois ela pode descobrir em ti o tesouro da fé e da crença nas forças superiores da Vida. Descobre Deus em teu próprio coração e pede a Cristo que te leve a essa fonte inesgotável de vida, para que possas viver bem. O nosso interior ainda é desconhecido por nós. Nele reside tudo: o céu, a terra e as estrelas, como cópia exata do Universo.

Que queres mais? Dá os primeiros passos, que os caminhos aparecerão. "Pedi e obtereis", disse Jesus. Pede o que desejas, mas aprende a pedir. Se tens sede, busca a água, pois o Mestre nos disse: "Buscai e achareis".
Deus evita ensinar claramente aos Seus filhos quais os caminhos a tomar, apresentando-nos apenas a direção maior. Nós é que temos de decifrar o código que nos revela a nossa felicidade. O médium, principalmente, deve aprender a tratar de si mesmo, recorrendo aos irmãos de crença em último caso, libertando-se da costumeira dependência. Não queremos, com isso, colocar-te sob a influência do orgulho e ia vaidade.

O passe no centro espírita não deve ser obrigatório, para não cair no fanatismo. Quem está assistindo a uma reunião bem orientada já respira, por lei, os eflúvios superiores que são carreados para ali, em favor de todos os participantes. O passe é mesmo um socorro para quem não sabe manejar as suas próprias qualidades, ou para um doente que não sai do leito ou, ainda, para um que esteja sob forte provação. O passe requer tempo e energias, muitas vezes vindas de longe. A maior intenção da espiritualidade superior é a de que aprendamos os conceitos de Jesus e vivamos neles todos os dias, sem medo de que sejam condicionados na nossa mente.

Procura as causas das enfermidades e não seus efeitos, como fazem na Terra. Consta no Evangelho que não devemos misturar vinho novo em odres velhos, nem remendar roupas velhas com pano novo. E, acima da cura das enfermidades do corpo, existem as doenças da alma, que são as piores. O passe por dentro que devemos receber, encarnados e desencarnados, é a reforma dos nossos costumes, tão falada e anunciada pela nossa literatura.

Esquece o ódio, desconhece o ciúme e a vingança, foge das críticas e das ofensas, porque nesse regime de conserto interior, estamos curando por dentro as velhas enfermidades que nos fazem sofrer. Mas, antes disso, até chegares lá, toma a tua água magnetizada pelo amor e faz a tua terapia no ambiente da oração, pois a alegria não faz esperar e o amor te falará brevemente de Jesus nascendo em teu coração, a dizer-te: "A paz esteja contigo".


Miramez








sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 18 - A Cura pelo Sopro




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 18


A Cura pelo Sopro


Encontramos várias modalidades de cura, no terreno mediúnico e a que vai ser abordada nesta página é a cura pelo sopro, conhecida há milénios, do Egito à Indochina, e popularmente desenvolvida pelas mães, quando seus filhos se machucam.

Moisés simboliza a alma como o sopro de Deus para aparecer o ser vivente. A respiração é o sinal de vida nos aparelhos da carne. A criança respira a primeira vez quando nasce, e começa a viver; e o ancião respira pela última vez, e morre.

O ar é uma bênção de vida a visitar toda a Terra, dando e multiplicando a vida, por todos os rumos. Quando nascemos, respiramos perfeitamente. Depois de adultos, costumamos viciar-nos quanto à respiração correta, e sofremos as consequências do erro. O ser humano que consegue uma respiração natural, ou seja, profunda, dificilmente é achacado por enfermidades, porque o ar, além do oxigénio natural, é valorizado por outros elementos de vida, que a ciência, por vezes, desconhece. O ar estimula a criação de vitaminas pelo organismo, purifica o sangue, é o agente da força vital que, levada a todo o corpo, estimula os planos superiores da vida.

Estamos no século XX, quando a poluição é a norma de vida dos homens. Poluição de todos os matizes, que atinge até o nosso plano espiritual, porque vivemos juntos e trabalhamos de mãos dadas, para que o nosso esforço possa se transformar no bem-estar coletivo. É do conhecimento de todos os médiuns, principalmente dos espíritas, que atraímos aquilo que desejamos fortemente e, no que tange aos fluidos, muito mais, dada a sua sintonia com a força mental. Esta é, pois, uma regra a que não podemos fugir. É a lei dos afins, dos iguais.

Se começamos a pensar na alegria, nossa face começa a demonstrá-la. Assim com a fé, com o amor, com a educação e com a sabedoria. Então, comecemos a idealizar sempre com fé.

Nós, quase sempre, iniciamos dissertando bastante sobre o assunto, para depois enfocar o tema principal, de maneira que o interessado entenda com facilidade o que queremos dizer, na profundidade do aprendizado.

Observamos que existem muitas bocas paradas, no que tange à cura pelo sopro. Tais pessoas poderiam realizar muita coisa, com um simples alento em favor dos que sofrem, desde que abandonassem a displicência e o exagerado apego ao conservadorismo doutrinário. É bom que saibamos que tudo caminha, pois a ordem da luz é evoluir, em impulso constante, para a frente e para o alto. O médium curador, que dispõe dessa faculdade, não a tem por brincadeira, nem para ser pendurada nos cabides cobiçados pelos frequentadores dos museus, mas sim, para usá-la como ferramenta de trabalho, que não escolhe onde pode ser útil. Poucos minutos de instruções, por quem já usa o tratamento pelo sopro, bastam para colocar um sensitivo à disposição do labor desse tipo de cura.

A mente é um dínamo que atrai e repele o que se deseja. Começa a desejar o bem da coletividade, a visualizar em torno de ti uma chuva de fluidos benfeitores, onde as cores despertam a alegria e procura ajudar no restabelecimento do enfermo que queres curar. Respira, com contentamento, dentro dessa brisa divina, e sopra em direção ao que padece, na suavidade que a educação te ensinou, lembrando-te de que o silêncio é um bom companheiro, para todos os recursos de cura dos sofredores. Ajuda, pelo pensamento, a levar o teu magnetismo a todo o corpo do irmão necessitado, e nunca te esqueças do amor, nesse transe de caridade. Mas, antes, prepara-te com uma sentida prece, sem mostrares aos outros o que tens de bom no coração. Sê discreto, sem faltar com o carinho nos teus gestos. Antes de fazer esse tratamento, conversa com o necessitado, o tanto que achares conveniente, sem cansá-lo. Tem bom senso em tudo o que fizeres.

Se as tuas intenções forem as mesmas de Jesus e dos discípulos do Divino Mestre, notarás imediatamente a melhora do enfermo, em qualquer tipo de doença. Tem confiança. Ela é a força renovadora de todos os ambientes. Tudo o que sai de nós leva a marca do que somos e, por vezes, o que pretendemos ser.

A cura pelo sopro é uma realidade e, quando o médium é adestrado, faz milagres. O companheiro disposto ao aprendizado é, igualmente, levado, durante o sono, para escolas de comportamento, onde aprende o que lhe falta em instruções terrenas. Além disso, Espíritos de grande habilidade irão acompanhá-lo em todos os trabalhos de caridade.

Podes soprar à distância de meio metro, ou podes aproximar-te mais, conforme a intuição te indicar. Não deves seguir regras exigentes, como um esquema de fazer uma máquina. As coisas divinas são mutáveis de acordo com as necessidades, que são variáveis em todos os campos de vida.

Quando entrares nessa operação do sopro, não te esqueças de limpar a mente de toda e qualquer animosidade. Se não estiveres bem contigo mesmo, a ninguém sopres. Ora por ti mesmo, para que possas, no outro dia, estar melhor, para trabalhar com eficiência. Lembra-te bem de que a boca que cura deve perder o poder de ferir. As forças mentais que ajudam no restabelecimento dos enfermos não podem conhecer a discórdia nem aderir à maledicência.

Deves pensar e tornar a pensar todos os dias, médium curador, que Deus está constantemente te soprando, para que mantenhas a vida e tenhas alegria de viver. Tudo vem da boca de luz do Senhor, gratuitamente, e da mesma forma deves agir para com os teus irmãos que sofrem as consequências da ignorância.

Não percas a paciência com ninguém e não julgues, para não seres interrompido nos trabalhos que a luz te chamou para realizar. Entrega a tua boca a Deus e roga a Ele que mande Jesus soprar, por ela, a energia de vida, para que a vida se multiplique em todas as direções, por amor.

Sopra e torna a soprar, por esse amor de que tanto falava o Cristo.


Miramez








sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 16 - Comportamento Mediúnico




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 16


Comportamento Mediúnico


Todos os espíritas reconhecem o que é um bom comportamento. Se não te esforçares a melhorar, é porque te encontras tomado pela discórdia, dando vazão ao desentendimento por onde passas. A bondade de Deus é tão grandiosa que nós todos, recebemos pelo fluido universal, os pensamentos do Todo Poderoso, com todas as suas leis em estado de germinação para, dentro de nós, informar-nos sobre os caminhos a seguir. Cada um recebe de acordo com a sua capacidade e os Espíritos dotados da razão aproveitam o que sabem, o que o tempo lhes conferiu e plasmam nas sensibilidades etéricas aquilo que acham que deve ser.

Foge das arengas das esquinas e da hostilidade das casas que são próprias desse tipo de vida, pois tais ambientes negativos interrompem a tua função de transmissor da verdade e de cura aos teus irmãos que sofrem e choram. Precisamos de todos, como todos esperam de nós o que temos a dar. Confia em Deus, mas faze com que os outros confiem em ti. Planta pelas mãos dos sentimentos as tuas sementes para colheres na realidade o que plantaste.

Sentimos a glória de Deus em nossos corações, no surgir de uma luz dentro de nós, de onde nasce o Cristo, para ser o nosso motivo de grandes alegrias.

O raciocínio, no amanhã, será mais ajudado pela intuição. Aquele que apenas compreende pela razão, ainda se encontra em escala inferior. Quando mais evoluídos, compreenderemos sem pensar, conversaremos sem necessidade de articular sons e amaremos sem precisarmos dizer que estamos amando. O médium das linhas do bem deve bater nessa porta e entrar com humildade buscando as primeiras letras do alfabeto divino.

Jesus nos mostrou, pela experiência, vivendo o drama do Calvário, que a mediunidade com Ele necessita das marcas da cruz em todos os nossos destinos, problemas inúmeros e dores sem conta, espinhos na carne e contradições nos caminhos, para que possamos selecionar as nossas próprias diretrizes.

Quem vende os talentos que Deus lhe deu, sofrerá a falta deles no caminho da espiritualidade. Quem não vigia e não ora, não sabe o que há de ser do seu destino. Em todos os momentos em que fores exercitar a mediunidade em favor de alguém, convides o Cristo para assisti-la e testemunhar as tuas intenções para com ela. E nesse balanceado das tuas emoções, o Mestre poderá indicar-te o caminho melhor.


Miramez







sábado, 17 de julho de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 34 - Passe à distância




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 34


Passe à distância


O passe é uma transmissão de energia que pode ser feita à distância, sem perda dos valores magnéticos. O passe ao longe encontra muitos obstáculos. Primeiro, na mente do próprio médium, pois ele, não vendo o doente diante das suas mãos, esquece-se quase sempre de que a força divina desconhece distâncias e que o poder de Deus está acima de todas as dificuldades humanas. Depois, o próprio doente e mesmo os familiares, se predispostos a emitir ondas negativas, podem interromper o benefício. Existem ainda os inimigos do doente, que têm algum poder de interceptar, quando desconfiam que o enfermo está sendo beneficiado por alguém do plano físico ou espiritual. O médium curador precisa ser dotado de muita fé, confiança esta que isola todos os contrários e atinge o enfermo. É bom que nos lembremos de que Jesus curava os enfermos onde quer que eles estivessem, somente com a palavra. Os sons do seu verbo divino buscavam o necessitado envolvido no seu magnetismo curativo, restabelecendo o enfermo. Ele impunha as mãos quando os doentes estavam presentes, dava ordens quando estavam à certa distância, e despejava seu magnetismo em direção ao necessitado quando se encontrasse ao longe, ordenando que se levantasse, curando a todos. A benesse da sua personalidade era inesgotável, porque Ele era a vida, a fonte do amor.

Se a Doutrina Espírita deseja reviver o Cristianismo, curando os enfermos, dando pão a quem tem fome, vestindo os nus, perdoando os ofensores e ajudando sem distinção, os integrantes desse movimento renovador, especialmente os médiuns dotados do dom de curar, devem seguir o Divino Mestre, concedendo o que têm de melhor no coração em favor dos que sofrem quaisquer tipos de infortúnio.

O mediador das forças invisíveis deve entender as leis que regulam a atração e a ação dessas bênçãos do Criador, para ser mais útil aos que padecem. As regras estabelecidas para o equilíbrio da alma se encontram no Evangelho, nas obras codificadas por Allan Kardec e na vasta literatura mediúnica que existe por misericórdia de Deus, principalmente no Brasil. Tudo de bom está ao nosso alcance. Basta que busquemos, mas essa busca tem e deve ser feita com amor. Quando começamos a despertar para a luz, ficamos ansiosos para encontrar a felicidade, o céu, conversar com os Espíritos e coisas mais, não sabendo o aprendiz que tudo isso existe dentro de nós, no centro da nossa vida, crescendo e se avolumando para se tornar o berço do Cristo.

A humanidade se aproxima da nova era, onde tudo se transformará em luz, a luz em vida e a vida em amor, porque Deus é tão bom que nos fez dentro d'Ele e Ele dentro de nós. Jesus veio assinalar uma era diferente para os homens, com a mudança dos costumes, estabelecendo a harmonia no nosso modo de ser, ensejando que percebêssemos a existência de Deus, a segurança e a companhia dos Espíritos. Para tanto, precisamos educar a mente, de maneira que ela discipline todos os nossos impulsos outros que não sejam de caridade e amor. A mediunidade é um dom de luz, que não pode ser apagado pela ignorância. Ela deve crescer sempre com todos os sintomas da fraternidade pura.

Médium curador! Podes beneficiar muitas criaturas, mesmo à distância, pela força da fé! Para quem confia em Deus, o longe e o perto se confundem no inexplicável ambiente do amor. Tornemos a nos lembrar de Jesus, quando disse:

Onde estiverem duas ou mais pessoas em meu nome, aí estarei com elas.

Quando alguém pedir-te a assistência e lá não puderes ir por motivo justo, reúne dois ou três companheiros em nome de Cristo e lega ao enfermo o que tens para dar, mas faze-o com alegria de seres útil, com o desprendimento de um coração de luz. No momento da doação, não deixes que pensamentos negativos povoem a tua mente, abre as portas dos teus sentimentos com uma oração e visualiza, circundado por uma avalanche de fluidos curativos, onde o róseo e o verde claro são a tônica. Se possível, conforta-te pela respiração no ritmo do Universo, e despeja em direção ao necessitado as energias que Deus te deu por bondade.

Não deves esquecer-te da alegria, aquela que palpita por dentro do coração, no exercício do Bem. Todos unidos, no mesmo ideal de servir, fazem maravilhas.

O passe à distância não pode ser aplicado com mesclas de inferioridade. Se não conseguimos permanecer no bem o tempo indispensável para um tratamento, é bom que não tentemos. Procuremos tentar o exercício da meditação, que nos leva à estabilidade mental, de modo a pensarmos apenas na cura, durante o tempo que o passe à distância necessitar.

Nesse tratamento, é formada uma corrente de luz do curador ao enfermo e, por esse canal, emitimos o que pensamos. Mesmo a luz divina que nos chega, leva de nós o que somos através de uma simbiose com o nosso magnetismo pessoal. Vejamos a nossa responsabilidade diante desse trabalho de caridade. Tudo na vida requer preparo e todo preparo pede esforço e tempo para ser mais útil, a quem quer que seja. O médium curador não pode ser exigente, alterado, discutidor, displicente e nunca, jamais, querer ser o maior dentre seus companheiros, porque, sem eles, o que poderá fazer?

O Evangelho é sempre útil quando queremos fixar um conceito. Ei-lo:

Se quereis ser o maior, façaí-vos o menor de todos, que a luz de Deus não faltará em vosso coração.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 10 - Adestramento Mediúnico




Miramez - Livro Segurança Mediúnica - João Nunes Maia - Cap. 10


Adestramento Mediúnico

 
A mediunidade é uma flor, na árvore humana, configurando-se um dom depositado por Deus nos segredos da vida. A flor, na árvore, é também um dom, avisando e mostrando as belezas que o Senhor guarda nos reinos da Natureza. A flor é portadora de perfume, que é uma essência da vida em movimento.

Entretanto, podemos usar as fragrâncias mais próprias para o desequilíbrio, dentro de uma perturbação a que os instintos possam chegar.

A faculdade mediúnica desabrocha como a flor da esperança, a nos alegrar, porque, em si, ela nos mostra que ninguém morre. A mediunidade, no entanto, quando não é orientada para os caminhos do bom senso, pode turvar a vida e ser instrumento de perturbação geral. Eis porque devemos falar do adestramento mediúnico, necessário para o proveito das qualidades espirituais, que todos temos, vibrando no coração da alma. Se podemos dizer que a mediunidade é a flor do Espírito, podemos também afirmar que o Brasil é um jardim florido capaz de perfumar o mundo inteiro.

A responsabilidade de cada um e de todos, em conjunto, é muito grande, para que se restabeleça, na Terra, a maior glória de todos os tempos: a glória da caridade e do amor. Estão encarnados, e continuam a reencarnar, centenas de Espíritos com a missão da mediunidade de maior evidência, para reviver as mesmas lições do Cristo, noticiadas pelo Evangelho.

Assim como todo trabalho digno tem obstrução no começo, a mediunidade, com o nosso Divino Mestre, já teve e continua a ter muitos obstáculos, para que venha a se firmar, mais tarde, em valorosas experiências, com a vitória já idealizada e firmada no tempo e no espaço, pelo Cristo cósmico.

Os dons mediúnicos estão ainda sendo experimentados, com o ajustamento de sentimentos e qualidades, para que a luz venha a abastecer de puro amor a Terra e os homens, de forma que a caridade mais elevada seja um dever de cada criatura e, mais que um dever, um prazer manifestado no coração de quem ama.

Os companheiros que se reúnem nos serões evangélicos, procurando firmar as qualidades nobres, para, em seguida, atraírem a nobreza espiritual, não podem esquecer a vigilância constante, em todos os momentos da vida, nem o "orar e vigiar", lembrado por Jesus a todos os Seus discípulos.

A mente dos que seguem as qualificações da Boa Nova deve se ocupar com pensamentos elevados, para que a boca sirva de instrumento de paz aos tribulados e de orientação luminosa aos que permanecem nas trevas.
Ela deve falar, com proveito, onde quer que seja, sem esquecer da esperança, do incentivo do Bem e do exercício da caridade, como um sol de vida.

O médium não pode exercer suas faculdades sem o clima da harmonia que a disciplina imprime no seu carácter, No entanto, a ordem, com exagero, endurece os sentimentos; o policiamento, em demasia, tira toda a liberdade do vigiado. É comum observarmos médiuns em completo desleixo das suas faculdades, com as portas todas abertas e a casa em abandono, como também medianeiros fortes, fechando sistematicamente as portas, negando a própria luz que os orienta. Os extremos são perigosos, em quaisquer circunstâncias.

A exemplo do Cristo, e como Seus verdadeiros seguidores, devemos buscar o povo, se entendermos o "Sermão da Montanha". Jesus abriu as portas das escolas de iniciação, que existiam em todo o mundo, com o equilíbrio correspondente às necessidades humanas. Não deixou de limitar o que se deveria dizer às massas, pedindo aos Seus discípulos para não jogarem pérolas aos porcos. As virtudes celestiais brilham no meio dos extremos, conjugando o verbo divino e estendendo a misericórdia através do amor, presente até no ar que respiramos, beneficiando tanto o corpo, como a alma.

A mediunidade é, pois, uma candeia que deve ser posta em cima da mesa, no momento em que a claridade for útil, para que não sejam desperdiçadas as bênçãos de Deus.

Se a natureza nos ensina lições de moderação, o Espírito, já brindado pela inteligência, como primor de sua conquista, haverá de fazer o mesmo. Ensinamentos e que não faltam em todas as manifestações da vida. A mediunidade, nos homens e nos Espíritos desencarnados, está se aprimorando cada vez mais. O progresso é uma lei, pois outras leis estimulam o progresso, e quem não deseja aceitar o próprio melhoramento, fica às margens do caminho, até acordar para novas oportunidades.

As organizações espiritistas que não se ajustarem, nas linhas educativas da doutrina dos Espíritos, irão perder o sentido de ser e deixarão escapar, do seu organismo doutrinário, a própria vida. O médium é como um galho que pode dar muitas flores e propiciar, a muitos, o perfume da esperança e da saúde. No entanto, se ele se apartar do tronco, que é o Evangelho educador, morre, sem saber que já está morto. Toda escola, por bem aparelhada que seja, quando se esquece do amor, passa a nada significar para a vida do estudante, porque o amor é a essência da vida. Se tratas bem a quem te admira, estás apenas trocando cortesias. Mas se amas a quem te odeia, proporcionas ao ofensor meios para fazer o mesmo, e sais do dever para alcançar o plano da caridade.

Estamos escrevendo este livro sem imposição alguma. Porém, se te interessarem os conceitos nele expostos, observa, igualmente, as outras lições, porque em cada uma delas há uma conversa diferente, que regista caminhos idênticos, para o adestramento da mediunidade. A faculdade mediúnica, em harmonia com o universo, pode fazer grandes coisas e revelar tantas outras, para a felicidade dos que anseiam a paz. Todos, juntos, constituímos uma força maior e, quando nos reunimos com Jesus, nunca somos vencidos, porque vencemos a nós mesmos.

A educação da mediunidade pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura e alegria, amor e caridade, em todos os atos da vida.

Que Deus e Cristo Se façam mais presentes nesses momentos, por intermédio dos Espíritos nobres.