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sábado, 31 de outubro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVII - João Nunes Maia - Cap. 18 - Responsabilidade



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVII - João Nunes Maia - Cap. 18


Responsabilidade


834. É responsável o homem pelo seu pensamento?

“Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, Ele o condena ou absolve, segundo a Sua justiça.” (O Livro dos Espíritos)


Já falamos alhures que somos responsáveis pelos nossos pensamentos. Eles são como que sementes, e a mente alheia é a Terra onde semeamos. Todo semear de ideias tem colheita, e a lei de justiça nos faz colher o que semeamos.

Certamente que o homem é responsável pelos seus pensamentos ante a Majestade Divina, no entanto, o Senhor, quando nos criou, e tendo onisciência, já sabia o uso que iríamos fazer dos nossos pensamentos e da nossa própria vida. A Inteligência Maior não nos criou já perfeitos, no que se refere à isenção de erros, por achar melhor que tivéssemos um pouco de trabalho para despertar os dons que se encontram em nossa estrutura espiritual, em estado de sono. Na profundidade, somos perfeitos, por termos sido criados pelo Ser Perfeito. Somente nos resta despertar essas qualidades já existentes dentro de nós.

Deus nos condena ou absolve pelo mecanismo das leis que Ele criou, sabendo antes que iríamos errar, se esse é o termo. Se Ele soubesse que não iríamos cometer faltas, para que existiriam leis? O Espírito, quando chega à perfeição, tem as leis de Deus vibrando dentro de si e nada de exterior o pode envolver, nem tão pouco disciplinar, porque ele é amor.

Vejamos como registrou Lucas, no capítulo doze, versículo cinquenta e um, as palavras do Mestre Jesus: 

"Supondes que vim para dar paz à Terra? Não, eu vô-lo afirmo, antes divisão." (Lucas 12:51) 

Por que divisão, se o Mestre é todo amor? A sociedade, com os velhos ensinamentos, não estava compreendendo o Espírito da letra que vivifica. Trouxe o Mestre novos conceitos, mais puros, mais visíveis, mas, mesmo assim, os homens iriam alterá-los por causa da verdade mais acentuada e se dividiram, como se vê pela quantidade de religiões que se multiplicaram no mundo, alicerçando-se no mesmo Jesus e no Seu Evangelho. Eis a divisão; são sementes lançadas em várias searas, com frutos que nos parecem desviados do verdadeiro objetivo da árvore-mãe, porque os homens não se encontram maduros, na maturação que corresponde ao amor mais puro.

A seara do Senhor é grande, e faltam nela ainda os bons servidores. Os países lutam entre si, gastando quantias astronômicas e matando uns aos outros por causa do orgulho e egoísmo, por um pedacinho de Terra a menos ou a mais, por palavras que desconsertam o adversário. Mas, no fundo, é o poder e o ouro influenciando e dando margem à discussão. Não se segue Cristo, porque Ele não tinha uma pedra onde reclinar a cabeça. A usura é um monstro que devora os ideais enobrecidos dos homens. Eles vendem e compram tudo, colocando o ouro como o seu deus, aquele que atende suas "necessidades". Que fazer agora nessa corrida do ouro? As sementes irão lhes trazer frutos com o mesmo teor da sua semeadura.

Ninguém pode reclamar do gosto amargo e das torturas advindas dos desvios das bênçãos que o Senhor lhe deu, como o poder de pensar. A justiça se faz segundo as ideias de Deus, impressas na lei de amor. 


Miramez

















quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Emmanuel - Livro Cura - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 9 - Responsabilidade



Emmanuel - Livro Cura - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 9


Responsabilidade


“Muito se pedirá a quem muito recebeu.” (Lucas, 12: 48)


Quase sempre registrando a afirmativa do Senhor — “muito se pedirá a quem muito recebeu”  — automaticamente nos recordamos daquelas criaturas a quem devemos apreço pela eminência a que foram guindadas nas telas de nosso tempo e de nossa vida.

E lembramos os grandes mordomos da economia amoedada, os vultos distintos da religião, os destacados criadores do pensamento literário, os cientistas de prol e personalidades outras de nosso convívio que transcenderam por seu trabalho a ordem comum.

E delas exigindo maiores somas de renunciação pessoal em nosso proveito, esquecemo-nos da quota de recursos do espírito que nos foi concedida para que também nós nos ergamos de nível no campo da experiência.

É imperioso saber que a responsabilidade não pode centralizar-se de maneira absoluta em alguém, sob pena de sufocarmos o progresso.

À feição da escola em que a instrução crescente é patrimônio de aprendizes e educadores e à maneira da oficina em que o trabalho é a riqueza de dirigentes e dirigidos, no terreno das conquistas morais é preciso não esquecer que todos somos chamados à obra em conjunto, na qual somos todos devedores à felicidade geral, no esforço que corresponda aos valores que recebemos da vida.

Ante a palavra do Cristo, não te fixes apenas no “muito” que os outros entesouraram, mas lembra acima de tudo os talentos que guardas por tua vez à espera de tua própria consagração ao bem, para que possas responder sem corar no balanço das horas, quando se pedirá de ti contas justas das bênçãos de segurança e conhecimento que acumulas contigo, com a obrigação de faze-las frutificar na esfera do serviço e no campo do rendimento, considerando-se as necessidades do próximo.


Emmanuel










quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 33 - Responsabilidade




Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 33 


Responsabilidade


É indispensável manter o Espiritismo qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios.


Bezerra






De mensagem recebida em reunião da Comunhão Espírita Cristã em 24 de abril de 1963, em Uberaba, MG.