Mostrando postagens com marcador Prefacio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prefacio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Bezerra de Menezes - Livro Francisco de Assis - Miramez / João Nunes Maia - Prefácio



Bezerra de Menezes - Livro Francisco de Assis - Miramez / João Nunes Maia


Prefácio 


Para se falar sobre um Anjo toma-se necessário ser um Anjo também condição da qual estamos muito longe. Vamos dar leves traços sobre este livro que retrata a personalidade de Francisco de Assis, há oito séculos atrás.

O nosso companheiro Miramez escolheu alguns acontecimentos ocorridos com o Poverello de Assis, em uma sequência de quarenta e quatro anos e que foram quarenta e quatro anos de caridade, vividos no seio da humanidade, esta humanidade que ignorou a grandeza desta alma de esferas distantes, Espírito destinado a deixar um traço de união entre todos os seres que vivem e todas as organizações políticas e religiosas. O nosso amigo espiritual nos diz que este livro é uma simples anotação sobre a vida desse grande santo, que faz parte do colégio apostolar de Jesus Cristo.

Francisco de Assis viveu a mensagem do Evangelho de modo a consolidar a palavra Amor, fazendo-a sair da teoria e avançar para a prática do dia-a-dia. Não há jeito na Terra de se pensar e escrever sobre a Caridade, sem se lembrar do Homem da Úmbria: todos os caminhos por onde passou falam dele. Deixou impregnado no tempo e no espaço, nas coisas e na própria natureza, algo de divino, que somente o tempo poderá revelar no futuro, para a grandeza da fé. Não se pode lembrar dos hansenianos sem encontrar a figura extraordinária de Francisco; não se pode falar da assistência social, sem que ele esteja no meio; não se pode referir ao amor, sem a sua benfeitora irradiação.

O Cristo operava no mundo pelas mãos desse Anjo de Deus, confortando os doentes, curando os enfermos, instruindo os ignorantes, fartando os famintos e vestindo os nus.

Dava sem receber e recebia distribuindo.

Amava sem exigências e, quando ofendido, amava o ofensor.

Abençoava a todos, e, quando apedrejado, servia mais.

Falava sem ferir, e, quando ferido, compreendia o revoltado.

Nunca se indignava e, quando em meio à revolta, orava em favor de todos.

Trabalhava e amava o trabalho.

Defrontando-se com a inércia, estimulava o labor.

Tinha como base da felicidade, a alegria.

Quando encontrava a tristeza, alegrava-se mais.

Não falava em doenças.

Quando encontrava enfermos, enfatizava a saúde, sem esquecer a fé.

Ouvia em silêncio os que sofriam e falava quando a sua palavra fosse consolo ou paz.

Desejava o bem de todos, sem cogitar de onde procediam, para onde iam, a qual escola ou partido político pertenciam.

Não era dado a examinar procedências para servir, pois via a todos como filhos de Deus.

Este livro é uma bandeira de simplicidade, é um conjunto de regras fundamentadas nos preceitos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele abre uma compreensão mais vasta nos cambiantes da fraternidade pura, colocando os dois mundos em completa sintonia, para que a Caridade se saliente em todos os contornos da harmonia celestial. Mostra a natureza, enfocando o Criador em variadas operações, fazendo-0 expressar-se nos inúmeros reinos, nos quais tudo vive e busca o Belo, em demanda à perfeição.

Francisco de Assis mostra o quanto vale o Amor e faz a humanidade conhecer aquele Cristo de há dois mil anos, fundindo e refundindo todas as virtudes, na expressão que a Sua vida nos oferta. Francisco venceu a morte porque venceu as imperfeições, lutou contra os instintos inferiores e alcançou a vitória sobre os inimigos internos, consolidou os dons espirituais no coração e irradiou o Bem em todas as direções.

Foi bom, foi justo e honesto.

Foi feliz, trabalhador e irmão.

Foi perdão.

Foi manso, enérgico e compreensivo.

Foi caridoso, foi carinhoso e foi pai.

Foi tolerante, humilde e pastor.

Foi santo.

Foi místico e foi homem.

Foi Anjo, porque cultivou um jardim de virtudes dentro do coração, na presença do Cristo e na lavoura de Deus.

Este livro ser-te-á alimento para o espírito e saúde para todos os corpos que o Senhor te emprestou.


Bezerra 


Belo Horizonte, 19 de julho de 1982.

Fonte: Francisco de Assis (psicografia João Nunes Maia - espirito Miramez).pdf





ÁUDIO: 

Francisco de Assis – Miramez – Áudio livro – Prefácio
Áudio livro Espiritualidade




Francisco de Assis     – Miramez – Áudio livro - Narrado na íntegra

Além de descrever lances desconhecidos da vida e da obra de Francisco de Assis, Miramez  enfoca, à luz da reencarnação, a ação inestimável dos Espíritos enobrecidos, em favor da reforma íntima das criaturas. São analisados, com riqueza de detalhes, fatos históricos como as Cruzadas e a Inquisição, bem como a sua nefasta influência nos rumos do progresso, gerando sofrimento e dor que se estendem até os nossos dias.

“O Senhor te abençoe e te guarde, mostre a ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti, volte para ti o seu olhar e lhe conceda a paz.” – A benção de São Francisco.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Bezerra de Menezes - Livro Francisco de Assis - Miramez / João Nunes Maia - Prefácio



Bezerra de Menezes - Livro Francisco de Assis - Miramez / João Nunes Maia


Prefácio 


Para se falar sobre um Anjo toma-se necessário ser um Anjo também condição da qual estamos muito longe. Vamos dar leves traços sobre este livro que retrata a personalidade de Francisco de Assis, há oito séculos atrás.

O nosso companheiro Miramez escolheu alguns acontecimentos ocorridos com o Poverello de Assis, em uma sequência de quarenta e quatro anos e que foram quarenta e quatro anos de caridade, vividos no seio da humanidade, esta humanidade que ignorou a grandeza desta alma de esferas distantes, Espírito destinado a deixar um traço de união entre todos os seres que vivem e todas as organizações políticas e religiosas. O nosso amigo espiritual nos diz que este livro é uma simples anotação sobre a vida desse grande santo, que faz parte do colégio apostolar de Jesus Cristo.

Francisco de Assis viveu a mensagem do Evangelho de modo a consolidar a palavra Amor, fazendo-a sair da teoria e avançar para a prática do dia-a-dia. Não há jeito na Terra de se pensar e escrever sobre a Caridade, sem se lembrar do Homem da Úmbria: todos os caminhos por onde passou falam dele. Deixou impregnado no tempo e no espaço, nas coisas e na própria natureza, algo de divino, que somente o tempo poderá revelar no futuro, para a grandeza da fé. Não se pode lembrar dos hansenianos sem encontrar a figura extraordinária de Francisco; não se pode falar da assistência social, sem que ele esteja no meio; não se pode referir ao amor, sem a sua benfeitora irradiação.

O Cristo operava no mundo pelas mãos desse Anjo de Deus, confortando os doentes, curando os enfermos, instruindo os ignorantes, fartando os famintos e vestindo os nus.

Dava sem receber e recebia distribuindo.

Amava sem exigências e, quando ofendido, amava o ofensor.

Abençoava a todos, e, quando apedrejado, servia mais.

Falava sem ferir, e, quando ferido, compreendia o revoltado.

Nunca se indignava e, quando em meio à revolta, orava em favor de todos.

Trabalhava e amava o trabalho.

Defrontando-se com a inércia, estimulava o labor.

Tinha como base da felicidade, a alegria.

Quando encontrava a tristeza, alegrava-se mais.

Não falava em doenças.

Quando encontrava enfermos, enfatizava a saúde, sem esquecer a fé.

Ouvia em silêncio os que sofriam e falava quando a sua palavra fosse consolo ou paz.

Desejava o bem de todos, sem cogitar de onde procediam, para onde iam, a qual escola ou partido político pertenciam.

Não era dado a examinar procedências para servir, pois via a todos como filhos de Deus.

Este livro é uma bandeira de simplicidade, é um conjunto de regras fundamentadas nos preceitos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele abre uma compreensão mais vasta nos cambiantes da fraternidade pura, colocando os dois mundos em completa sintonia, para que a Caridade se saliente em todos os contornos da harmonia celestial. Mostra a natureza, enfocando o Criador em variadas operações, fazendo-0 expressar-se nos inúmeros reinos, nos quais tudo vive e busca o Belo, em demanda à perfeição.

Francisco de Assis mostra o quanto vale o Amor e faz a humanidade conhecer aquele Cristo de há dois mil anos, fundindo e refundindo todas as virtudes, na expressão que a Sua vida nos oferta. Francisco venceu a morte porque venceu as imperfeições, lutou contra os instintos inferiores e alcançou a vitória sobre os inimigos internos, consolidou os dons espirituais no coração e irradiou o Bem em todas as direções.

Foi bom, foi justo e honesto.

Foi feliz, trabalhador e irmão.

Foi perdão.

Foi manso, enérgico e compreensivo.

Foi caridoso, foi carinhoso e foi pai.

Foi tolerante, humilde e pastor.

Foi santo.

Foi místico e foi homem.

Foi Anjo, porque cultivou um jardim de virtudes dentro do coração, na presença do Cristo e na lavoura de Deus.

Este livro ser-te-á alimento para o espírito e saúde para todos os corpos que o Senhor te emprestou.


Bezerra 


Belo Horizonte, 19 de julho de 1982.

Fonte: Francisco de Assis (psicografia João Nunes Maia - espirito Miramez).pdf





ÁUDIO: 

Francisco de Assis – Miramez – Áudio livro – Prefácio
Áudio livro Espiritualidade




Francisco de Assis     – Miramez – Áudio livro - Narrado na íntegra

Além de descrever lances desconhecidos da vida e da obra de Francisco de Assis, Miramez  enfoca, à luz da reencarnação, a ação inestimável dos Espíritos enobrecidos, em favor da reforma íntima das criaturas. São analisados, com riqueza de detalhes, fatos históricos como as Cruzadas e a Inquisição, bem como a sua nefasta influência nos rumos do progresso, gerando sofrimento e dor que se estendem até os nossos dias.

“O Senhor te abençoe e te guarde, mostre a ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti, volte para ti o seu olhar e lhe conceda a paz.” – A benção de São Francisco.


domingo, 19 de abril de 2020

Emmanuel - Livro Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz / Chico Xavier - Prefacio - Raios, ondas, médiuns, mentes…




Emmanuel - Livro Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier - Prefacio


Raios, ondas, médiuns, mentes…




A Ciência do século XX, estudando a constituição da matéria, caminha de surpresa a surpresa, renovando aspectos de sua conceituação milenar.

Não obstante a teoria de Leucipo, o mentor de Demócrito, o qual, quase cinco séculos antes do Cristo, considerava todas as coisas formadas de partículas infinitesimais (átomos), em constante movimentação, a cultura clássica prosseguiu detida nos quatro princípios de Aristóteles, a água, a terra, o ar e o fogo, ou nos três elementos hipostáticos dos antigos alquimistas, o enxofre, o sal e o mercúrio, para explicar as múltiplas combinações no campo da forma.

No século XIX, Dalton concebe cientificamente a teoria corpuscular da matéria, e um maravilhoso período de investigações se inicia, através de inteligências respeitabilíssimas, renovando ideias e concepções em volta da chamada “partícula indivisível”.

Extraordinárias descobertas descortinam novos e grandiosos horizontes aos conhecimentos humanos.

Crookes surpreende o estado radiante da matéria e estuda os raios catódicos.

Röntgen observa que radiações invisíveis atravessam o tubo de Crookes envolvido por uma caixa de papelão preto, e conclui pela existência dos raios X.

Henri Becquerel, seduzido pelo assunto, experimenta o urânio, à procura de, radiações do mesmo teor, e encontra motivos para novas indagações.

O casal Curie, intrigado com o enigma, analisa toneladas de pechblenda e detém o rádio.

Velhas afirmações científicas tremem nas bases. Rutherford, à frente de larga turma de pioneiros, inicia preciosos estudos, em torno da radioatividade.

O átomo sofre irresistível perseguição na fortaleza a que se acolhe e confia ao homem a solução de numerosos segredos.

E, desde o último quartel do século passado, a Terra se converteu num reino de ondas e raios, correntes e vibrações.

A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo.

O estudo dos raios cósmicos evidencia as fantásticas energias espalhadas no Universo, provendo os Físicos de poderosíssimo instrumento para a investigação dos fenômenos atômicos e subatômicos.

Bohrs, Planck, Einstein erigem novas e grandiosas concepções. O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência.

Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.

Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a cerebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.

O futuro pertence ao Espírito! E, meditando no amanhã da coletividade terrestre, André Luiz organizou estas ligeiras páginas, em torno da mediunidade, compreendendo a importância, cada vez maior, do intercâmbio espiritual entre as criaturas.

Quanto mais avança na ascensão evolutiva, mais seguramente percebe o homem a inexistência da morte como cessação da vida.

E agora, mais que nunca, reconhece-se na posição de uma consciência retida entre forças e fluidos, provisoriamente aglutinados para fins educativos.

Compreende, pouco a pouco, que o túmulo é porta à renovação, como o berço é acesso à experiência, e observa que o seu estágio no Planeta é uma viagem com destino às estações do Progresso Maior.

E, na grande romagem, todos somos instrumentos das forças com as quais estamos em sintonia. Todos somos médiuns, dentro do campo mental que nos é próprio, associando-nos às energias edificantes, se o nosso pensamento flui na direção da vida superior, ou às forças perturbadoras e deprimentes, se ainda nos escravizamos às sombras da vida primitivista ou torturada.

Cada criatura com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica.

Semelhantes verdades não permanecerão semi-ocultas em nossos santuários de fé. Irradiar-se-ão dos templos da Ciência como equações matemáticas.

E enquanto variados aprendizes focalizam a mediunidade, estudando-a da Terra para o Céu, nosso amigo procura analisar-lhe a posição e os valores do Céu para a Terra, colaborando na construção dos tempos novos.

Todavia, o que destacamos por mais alto em suas páginas é a necessidade do Cristo no coração e na consciência, para que não estejamos desorientados ao toque dos fenômenos.

Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.

André Luiz é bastante claro para que nos alonguemos em qualquer consideração.

Cada médium com a sua mente. Cada mente com os seus raios, personalizando observações e interpretações.

E, conforme os raios que arremessamos, erguer-se-nos-á o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam. Isso, em boa síntese, equivale ainda a repetir com Jesus: — A cada qual segundo suas obras. 




Emmanuel







Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1954.
Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Emmanuel - Livro Ação e Reação - André Luiz / Chico Xavier - Prefacio




Emmanuel - Livro Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier - Prefacio 


Ante o Centenário


A 18 de abril de 1957, a Codificação Kardequiana, sob a égide do Cristo de Deus, celebrará o seu primeiro centenário de valiosos serviços à Humanidade terrestre.

Um século de trabalho, de renovação e de luz…

Para contribuir nas homenagens ao memorável acontecimento, grafou André Luiz as páginas deste livro.

Escrevendo-o, nosso amigo desvelou uma nesga das regiões inferiores a que se projeta a consciência culpada, além do corpo físico, para definir a importância da existência carnal, como sendo verdadeiro favor da Divina Misericórdia, a fim de que nos adaptemos ao mecanismo da Justiça Indefectível.

É por isso que entretece os fios de suas considerações com a narrativa das relações entre a Esfera dos Espíritos encarnados e os Círculos de purgação, onde se demoram os companheiros desenfaixados da carne, que se acumpliciaram na delinquência, criando, pelos desvarios da própria conduta, o inferno exterior, que nada mais é que o reflexo de nós mesmos, quando, pelo relaxamento e pela crueldade, nos entregamos à prática de ações deprimentes, que nos constrangem a temporária segregação nos resultados deploráveis de nossos próprios erros.

Von Liszt, eminente criminalista dos tempos modernos, observa que o Estado, em sua expressão de organismo superior, e excetuando-se, como é claro, os grupos criminosos que por vezes transitoriamente o arrastam a funestos abusos do poder, não prescinde da pena, a fim de sustentar a ordem jurídica.

A necessidade da conservação do próprio Estado justifica a pena.

Com essa conclusão, apagam-se, quase que totalmente, as antigas controvérsias entre as teorias de Direito Penal, de vez que, nesse ou naquele clima de arregimentação política, a tendência a punir é congenial ao homem comum, em face da necessidade de manter, tanto quanto possível; a intangibilidade da ordem no plano coletivo.

André Luiz, contudo, faz-nos sentir que o Espiritismo revela uma concepção de justiça ainda mais ampla.

A criatura não se encontra simplesmente subordinada ao critério dos penólogos do mundo, categorizados à conta de cirurgiões eficientes no tratamento ou na extirpação da gangrena social. 

Quanto mais esclarecida a criatura, tanto mais responsável, entregue naturalmente aos arestos da própria consciência, na Terra ou fora dela, toda vez que se envolve nos espinheiros da culpa.

Suas páginas, desse modo, guardam o objetivo de salientar que os princípios codificados por Allan Kardec abrem uma nova era para o espírito humano, compelindo-o à auscultação de si mesmo, no reajuste dos caminhos traçados por Jesus ao verdadeiro progresso da alma, e explicam que o Espiritismo, por isso mesmo, é o disciplinador de nossa liberdade, não apenas para que tenhamos na Terra uma vida social dignificante, mas também para que mantenhamos, no campo do espírito, uma vida individual harmoniosa, devidamente ajustada aos impositivos da Vida Universal Perfeita, consoante as normas de Eterna Justiça, elaboradas pelo supremo equilíbrio das Leis de Deus.

Eis por que, apresentando-as ao leitor amigo, reconhecemos nos postulados que abraçamos não somente um santuário de consolações sublimes, mas também um templo de responsabilidades definidas, para considerar que a reencarnação é um estágio sagrado de recapitulação das nossas experiências e que a Doutrina Espírita, revivendo o Evangelho do Senhor, é facho resplendente na estrada evolutiva, ajudando-nos a regenerar o próprio destino, para a edificação da felicidade real.

Em síntese, demonstra-nos o Autor que as nossas possibilidades de hoje nos vinculam às sombras de ontem, exigindo-nos trabalho infatigável no bem, para a construção do Amanhã, sobre as bases redentoras do Cristo.

Exaltando, assim, os méritos inestimáveis da obra de Allan Kardec, saudamos-lhe, comovidamente, o abençoado centenário.



Emmanuel



Pedro Leopoldo, 1.° de janeiro de 1957.




ÁUDIO:
Prefácio de Emmanuel - Ante o Centenário
Companheiros da Luz




 Livro Ação e Reação de André Luiz por Chico Xavier


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Emmanuel - Livro Ave, Cristo! - Chico Xavier - Prefacio




Emmanuel - Livro Ave, Cristo! - Chico Xavier - Prefacio 

Ave, Cristo!


Hoje, como outrora, na organização social em decadência, Jesus avança no mundo, restaurando a esperança e a fraternidade, para que o santuário do amor seja reconstituído em seus legítimos fundamentos.

Por mais se desenfreie a tormenta — Cristo pacifica.

Por mais negreje a sombra — Cristo ilumina.

Por mais se desmande a força — Cristo reina.

A obra do Senhor, porém, roga recursos na concretização da paz, pede combustível para a luz e reclama boa vontade na orientação para o bem.

A ideia divina requisita braços humanos.

A bênção do Céu exige recipientes na Terra.

O Espiritismo, que atualmente revive o apostolado redentor do Evangelho, em suas tarefas de reconstrução, clama por almas valorosas no sacrifício de si mesmas para estender-se, vitorioso.

Há chamamentos do Senhor em toda a parte.

Enquanto a perturbação se alastra, envolvendo-te, e enquanto a ignorância e o egoísmo conluiados erguem trincheiras de incompreensão e discórdia entre os homens, quebram-se as fronteiras do Além, para que as vozes inolvidáveis dos vivos da eternidade se expressem, consoladoras e convincentes, proclamando a imortalidade soberana e a necessidade do Divino Escultor em nossos corações, a fim de que possamos atingir a nossa fulgurante destinação na vida imperecível.

Alinhando, pois, as reminiscências deste livro, não nos propomos romancear, fazer literatura de ficção, mas sim trazer aos nossos companheiros do Cristianismo redivivo, na seara espírita, breve página da história sublime dos pioneiros de nossa fé.

Que o exemplo dos filhos do Evangelho, nos tempos pós-apostólicos, nos inspire hoje a simplicidade e o trabalho, a confiança e o amor, com que sabiam, abdicar de si próprios, em serviço do Divino Mestre! que saibamos, quanto eles, transformar espinhos em flores e pedras em pães, nas tarefas que o Alto depositou em nossas mãos!…

Hoje, como ontem, Jesus prescinde das nossas guerrilhas de palavras, das nossas tempestades de opinião, do nosso fanatismo sectário e do nosso exibicionismo nas obras de casca sedutora e miolo enfermiço.

O Excelso Benfeitor, acima de tudo, espera de nossa vida o coração, o caráter, a conduta, a atitude, o exemplo e o serviço pessoal incessante, únicos recursos com que poderemos garantir a eficiência de nossa cooperação, em companhia dele, na edificação do Reino de Deus.

Suplicando-lhe, assim, nos ampare o ideal renovador, nos caminhos de árdua ascensão que nos cabe trilhar, repetimos com os nossos veneráveis instrutores dos primeiros séculos da Boa Nova:

— Ave, Cristo! os que aspiram à glória de servir em teu nome te glorificam e saúdam!




Emmanuel




Pedro Leopoldo, 18 de abril de 1953.

domingo, 17 de novembro de 2019

Emmanuel - Livro Emmanuel - Chico Xavier - Prefacio - A tarefa dos guias espirituais





Emmanuel - Livro Emmanuel - Chico Xavier - Prefacio


A tarefa dos guias espirituais



Os guias invisíveis do homem não poderão de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra.

O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos.

Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente.

Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta.

O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá por em prática na administração.

Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem aos seus companheiros das beatitudes eternas nos Planos divinos da imensidade.

Todos os homens conhecem a fatalidade da morte e sabem que é inevitável a sua futura mudança para a vida espiritual. Todas as criaturas estão assim, fadadas a conhecer aquilo que já conhecemos.

Nossa palavra é para que a Terra vibre conosco nos ideais sublimes da fraternidade e da redenção espiritual.

Se falamos dos mundos felizes, é para que o planeta terreno seja igualmente venturoso.

Se dizemos do amor que enche a vida inteira da Criação Infinita, é para que o homem aprenda também a amar a vida e os seus semelhantes.

Se discorremos acerca das condições aperfeiçoadas da existência em Planos redimidos do Universo, é para que a Terra ponha em prática essas mesmas condições.

Os códigos aplicados, em outras Esferas mais adiantadas, baseados na solidariedade universal, deverão, por sua vez, merecer aí a atenção e os estudos precisos.

O orbe terreno não está alheio ao concerto universal de todos os sóis e de todas as Esferas que povoam o Ilimitado; parte integrante da infinita comunidade dos mundos, a Terra conhecerá as alegrias perfeitas da harmonia da vida. E a vida é sempre amor, luz, criação, movimento e poder.

Os desvios e os excessos dos homens é que fizeram do vosso planeta a mansão triste das sombras e dos contrastes.

Fluidos misteriosos ligam a Deus todas as belezas da sua criação perfeita e inimitável. Os homens terão portanto, o seu quinhão de felicidade imorredoura, quando estiverem integrados na harmonia com o seu Criador.

Os sóis mais remotos e mais distantes se unem ao vosso orbe de sombras, através de fluidos poderosos e intangíveis. Há uma lei de amor que reúne todas as Esferas, no seio do éter universal, como existe essa força ignorada, de ordem moral, mantendo a coesão aos membros sociais, nas coletividades humanas.

A Terra é, pois, componente da sociedade dos mundos. Assim como Marte ou Saturno n já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.

Os homens, portanto, não devem permanecer embevecidos, diante das nossas descrições. O essencial é meter mãos à obra, aperfeiçoando, cada qual, o seu próprio coração primeiramente, afinando-o com a lição de humildade e de amor do Evangelho, transformando em seguida os seus lares, as suas cidades e os seus países, a fim de que tudo na Terra respire a mesma felicidade e a mesma beleza dos orbes elevados, conforme as nossas narrativas do Infinito.



Emmanuel





Áudio Livro Espírita Emmanuel ( Chico Xavier )