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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 51 - Perfeição versus perfeccionismo



Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 51


Perfeição versus perfeccionismo


“... Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? — Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial....” — Mateus, 5:44-48 (E.S.E. - Cap. 17, item 1.)

As tendências ao perfeccionismo têm raízes profundas e escondidas revelando, às vezes, um grande medo indefinido e oculto. A diferença principal entre um indivíduo saudável e o perfeccionista é que o primeiro controla sua própria vida, enquanto o segundo é controlado sistematicamente por sua compulsão pertinaz.

Trazemos como somatório de múltiplas existências crenças negativas de que nosso valor é medido por nossos desempenhos bem-sucedidos e que os erros nos rebaixariam o merecimento como pessoa. Daí as emoções desconexas de medo, de desagrado e de punição. Como exemplo, pensamos inconscientemente que, se formos imperfeitos e falhos, as pessoas não vão mais confiar em nós, ou jamais teremos sucesso na vida, O transtorno dos perfeccionistas é não se aceitarem como espíritos falíveis, não aceitando também os outros nessa mesma condição, tentando assim agradar a todos e lhes corresponder às expectativas.

Às vezes os perfeccionistas podem até pensar, mas não admitem: “se eu fracassar, vão me criticar”; em outras ocasiões, insistem em dizer que “não pensam assim”, demonstrando, porém, o contrário, pois ficam profundamente descontrolados quando cometem algum erro.

Cenas fixações pelo desempenho perfeito são necessidades de aprovação e carinho que nasceram durante a infância: “Se você não fizer tudo certinho, a mamãe e o papai não vão gostar mais de você”. São vozes do passado que ecoam até hoje nas mentes perfeccionistas.

Esses distúrbios de comportamento levam, em muitas situações, os indivíduos a uma lentidão superlativa para fazer as coisas. Querem fazer tudo com tantos detalhes e precisão que nunca acabam o que estão fazendo. Outros são conhecidos pelo nome de proteladores, ou seja, adiam sistematicamente a ação, por temer um desempenho imperfeito. Por exemplo, se começam a apontar um lápis, levam o objeto à destruição em alguns minutos, pela busca milimétrica da perfeição. Outros sintomas ou sinais mais comuns: certas pessoas são obcecadas em dispor as coisas simetricamente, de modo que não fiquem um centímetro fora do lugar. Quanto mais verificam, mais querem checar e mais têm dúvidas.

Os perfeccionistas necessitam ser impecáveis, respondem a todas as perguntas, mesmo àquelas que não sabem corretamente. Por possuírem desordens psíquicas, buscam incessantemente controlar a ordem exterior, vigiando os comportamentos alheios como verdadeiros juízes da moral e dos costumes.

Por não admitirmos o erro e por não percebermos que o único fracasso legítimo é aquele com o qual nada aprendemos, é que os conceitos de perfeição doentia perturbam constantemente nossa zona mental. Por isso, o erro não deve ser considerado como perda definitiva, mas apenas uma experiência de aprendizagem.

‘‘Sede pois, vós outros, perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito’’ - disse-nos Jesus Cristo. Entretanto, não nos conclama com essa assertiva para que tomemos “ares” de perfeição presunçosa, e sim que nos esforcemos para um crescimento gradual no processo da vida, que nos dará oportunamente habilidades cada vez maiores e melhores.

Somos todos convocados pelo Mestre ao exercício do aperfeiçoamento, mas contemos com o tempo e a prática como fatores essenciais, esquecendo a perfeição doentia, atrelada a uma “determinação martirizante e desgastante, que nos faz despender enorme carga energética para manter uma aparência irrepreensível.

Repensemos o texto cristão, refletindo se estamos buscando o crescimento rumo à perfeição, ou se estamos simulando possuir uma santidade que não suporta sequer o toque da menor contrariedade.


Hammed













sábado, 28 de dezembro de 2024

Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 22 - Pedindo Luz



Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 22


Pedindo Luz


Luz de todo o Universo, ajuda-nos a encontrar a via de claridade que nos levará ao santuário sagrado que se encontra em nossa intimidade.

Concede-nos a bênção da lucidez, que nos livrará de maiores abandonos, entre os quais os que já fizemos de nós mesmos.

Pai Eterno, dá-nos suporte para nos libertar do cativeiro dos hábitos infelizes, das celas impostas pelas inseguranças ^cumuladas através dos tempos e dos grilhões dos medos que nos imobilizam diante da vida.

Não nos consintas viver iludidos a respeito de nós mesmos. E que tenhamos suficiente clareza de ideias para detectar as fragilidades que se transformaram em obstinação e caprichos, e a necessária lucidez para prever a consequencialidade dos atos e atitudes.

Frequentemente tentamos pôr o que é provisório no lugar do definitivo, o físico à frente do transcendental, o falar antes do escutar, considerando os bens materiais mais valiosos do que a própria consciência. 

Pai, concede-nos a visão crítica dos nossos deslizes, pois constantemente nos deixamos ilusionar com coisas que hoje existem e amanhã desaparecerão. Para ver com nitidez é preciso descerrar os olhos do ego. 

Amplia nossa habilidade de ver perfeitamente as consequências desastrosas nos caminhos já trilhados e, a partir daí, eleva nossa capacidade de superação. 

Alteia-nos o pensamento para identificarmos o cerne de nossos próprios desajustes, mas, sobretudo, ensina-nos a consultar as experiências passadas e tudo quanto a elas se associe, para que acertemos mais e erremos menos. 

A lucidez, como sabemos, é uma espécie de “função sensorial” que nos dá a habilidade de “degustar ideias ou saborear a visão de totalidade”. 

Inteligência Criadora, conduze-nos à renovação, para que iniciemos um novo modo de pensar e agir, avaliando os fatos e acontecimentos através da lógica, indiferentes a preconceitos, convenções arcaicas e a dogmas irracionais. 

Sê nosso abrigo e inspiração!... 

Assim seja. 


Hammed 











domingo, 8 de dezembro de 2024

Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 1 - Senhor, dize-me, onde e quando foi determinado?



Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 1


Senhor, dize-me, onde e quando foi determinado?


Pai ... Deus de Ilimitada Bondade, ajuda-me!

Não há anoitecer sem que eu faça mil perguntas a mim mesmo. Nenhum dia transcorre sem que eu me indague para que fui criado. O que o Senhor deseja de mim?

Nem sempre, Pai, encontro respostas satisfatórias, ou mesmo lógicas, sobre o que devo ser neste mundo. No entanto, reconheço que estou sob o véu de tua infinita proteção, cuidado e deve-lo.

O que é correto? O que é errado? Qual o meu lugar na vida?

Por que tenho fome, se não posso comer do pão que me apetece? Por que aguças meu interesse em navegar por águas diferentes, se não devo fazê-lo? Para que pernas, se sou proibido de correr em direção aos ventos que me levariam a lugares que me agradam?...

E por que tenho olhos que vislumbram ao longe, se não é para que eu enxergue sempre mais e mais?...

Sinto que é muita incoerência ter aspiração por coisas que não podem ser minhas!

Quero saber o motivo disso tudo! Ajuda-me, Criador da Vida!

Observo que pássaros ganham suas asas para voar e louvar-te, cantando nos céus as melodias que eles conhecem.

Percebo que as flores um dia foram botões que se abriram, e que elas também se transformaram em frutos...

Estou sedento do sentido de mim mesmo. Dize-me para que serve minha alma, se não pra mostrar-me o significado das coisas.

Por que tenho asas, se não fui feito para ser livre e voar para longe? Dize-me, Pai, onde está impresso o que devo ser? Para que serve a minha essência, a não ser para desvendar meus caminhos?

Vou poder um dia escolher os frutos da terra,  dos céus e do mar? Vou ter o meu quinhão em todas as realizações a que aspiro?

Dize-me ... Dize-me onde está impresso o que devo ser...

Se fui feito para amar, então há possibilidade para que eu atravesse mares, planícies e montanhas para além de qualquer conto de fadas?

Quero viver numa realidade mais amorosa e humanizada, que jamais discrimina e separa, antes se volta para o bem comum de todas as criações e criaturas.

O cerne de minhas indagações é que eu acredito que as possibilidades de "escolha de cada um" foram dadas pela Vida Maior. Pessoas são o que são, não o que queremos que sejam. Os caminhos alheios não podem ser resolvidos em debates ou plebiscito civis, políticos ou governamentais, pois aí apenas se decide essa ou aquela forma de governo, de economia ou de direito, e não se institui ou decreta como devem ser os gostos e anseios alheios. Aliás, já diziam os sábios: se quisermos vencer a natureza é preciso ficarmos a seu favor.

Revela-me, Pai Amantíssimo, o porque de meus sentimentos e onde e quando foi determinado o que eu deveria ser. Esclarece-me para que eu possa encontrar sentido nas manhãs e, a partir daí, ter a certeza de que minha porção de vida será garantida na existência por ti idealizada.

Dize-me onde foi determinado. Dize-me, por favor ...

Assim seja.


Hammed









Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Introdução - Oração reflexiva



Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Introdução


Oração reflexiva


"O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que o obtereis, e vos será concedido." (Marcos, 11:24)

Leitores amigos, as preces aqui apresentadas são um ponto de partida para que possamos externar nossas rogativas por meio de reflexões mais profundas. Elas nos ajudarão a expressar anseios e gratidão e a desvendaria força interior que até então desconhecíamos. 

Esta humilde coletânea de preces ou súplicas tem como "objetivo principal não somente solicitar ajuda, bênção, ou agradecer uma graça recebida, mas estimular-nos a meditar sobre aquilo que pedimos, e o motivo do pedido, além de nos incentivar a criar novas orações de acordo com nossas próprias fragilidades, e dores da alma. 

É um conjunto de mensagens seletas, escritas em diferentes épocas e agora reunidas para formatar este livro simples. São preces singelas que não devem ser lidas de afogadilho, de modo apressado e superficial, e sim pausadamente. Também é importante que as utilizemos, não apenas nas horas de aflição e conflitos, mas sempre que houver algum tempo disponível, ou seja, quando estivermos livres de compromissos imediatos. 

Sugiro que, depois da leitura, fechemos o livro e nos deixemos levar por reflexão pessoal sobre a ideia ali contida, pensando demoradamente e aplicando-a à própria vida. Acredito que recolheremos o alimento espiritual que tanto procuramos para solucionar nossas crises existenciais e para renovar atitudes. 

Adoração — do latim adoraúo, ónis — significa “culto a Deus, ação de venerar e reverenciar; admiração e respeito profundo”. O sentimento de adoração se mescla ao de religiosidade. 

A adoração é um subproduto da religiosidade e vice- versa. “Ela (Lei de adoração) está na lei natural, uma vez que é o resultado de um sentimento inato no homem. Por isso, ela se encontra em todos os povos, ainda que sob formas diferentes. [1] 

O Criador jamais está distante; nós é que não percebemos sua presença na nossa intimidade. A “Voz de Deus” é fonte inesgotável de bênçãos e, sempre que nos predispomos à prece, esse diálogo divino acontece em nosso âmago, através de uma linguagem não convencional. 

Fundamentando nosso pensamento, lançamos mão da luminosa dissertação de Léon Denis, o notável filósofo e espírita francês, sobre as leis divinas: 

"Deus nos fala por todas as vozes do Infinito. E fala não em uma Bíblia escrita há séculos, mas em uma bíblia que se escreve todos os dias, com esses característicos majestosos, que se chamam oceanos, montanhas e astros do céu; por todas as harmonias, doces e graves, que sobem do imo da Terra ou descem dos espaços etéreos. 

Fala ainda no santuário do ser, nas horas de silêncio e de meditação. Quando os ruídos discordantes da vida material se calam, então a voz interior, a grande voz desperta e se faz ouvir. Essa voz sai da profundeza da consciência e nos fala dos deveres, do progresso, da ascensão da criatura. 

Há em nós uma espécie de retiro Intimo, uma fonte profunda de onde podem jorrar ondas de vida, de amor, de virtude, de luz. Ali se manifesta esse reflexo, esse gérmen divino, escondido em toda Alma humana." [2] 

Por final, leitores, depositamos em suas mãos estas páginas para que delas retirem as forças necessárias para enfrentar as constantes batalhas travadas na vida íntima. Leiam-nas um pouco a cada dia. Abram-nas sempre que quiserem experimentar momentos de paz e oração, ou mesmo um estado de espírito propício a mudanças comportamentais. 


Hammed 

Catanduva, 9 de setembro de 2008. 





[1] Questão 652 (O Livro dos Espíritos). 
[2] O Grande Enigma, cap. VI, "As leis universais“, Ed FEB, p. 82-83 




quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 20 - Preceptor das almas



Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 20


Preceptor das almas


“Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina...” (Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Capítulo 1, item 4.)


Ele andou pelos caminhos terrenos desprovido de qualquer apego, consideração ou aplausos.

Ensinou a excelência da mensagem do amor em sua grandeza superlativa e, ao mesmo tempo, percorreu os caminhos, desacompanhado de seus pais ou parentes, solicitando, todavia, a presença espontânea de amigos amorosos que lhes absorveram as lições inesquecíveis.

Não tinha sequer onde reclinar a cabeça, despojado de qualquer bem material; nunca tomava decisões precipitadas em face de atitudes positivas ou negativas que aconteciam em seu redor, mas sempre reflexionava com sua estrutura divina, pois tinha plena consciência de sua missão terrena em favor da educação de uma humanidade ignorante e sofredora.

Ele afirmava que todos deveriam ser vistos como irmãos ou amigos, porque sabia que em potencial poderiam vir a ser pais, filhos, cônjuges ou irmãos, visto que é da lei universal a reencarnação e a caminhada a um só rebanho e a um só Pastor.

Independente de tudo e de todos, conhecia a estrada a ser percorrida, pois estava seguro em Si mesmo; dessa forma, fez sua trajetória livre de convenções e padrões preestabelecidos, não aceitando preconceitos de qualquer matiz, porquanto sabia transitar com grandeza e dignidade pelos caminhos do mundo. Criatura magnífica, retinha na mente poderes que lhe permitiam manipular desde a intimidade da matéria até as essências mais sutis da alma humana.

Homem generoso, sempre voltado à Natureza, com a qual se integrava em plenitude.

Amava os lírios dos campos, os pássaros dos céus, os montes arborizados, as brisas da manhã, as águas dos lagos, os trigais, e a própria natureza divina que existe em tudo e em todos.

Ele exemplificou as belezas naturais terrenas, comparando-as com o Reino dos Céus, fazendo dessa forma um elo divino, isto é, uma ligação de amor entre os Céus e a Terra.

Ensinou-nos a respeitar inicialmente as coisas da Terra, para que pudéssemos, então, amar as coisas da Vida Maior.

Aparentemente fracassado na cruz, mostrou-nos logo após que venceu o mundo em todos os aspectos.

Jesus podia “ver” com absoluta facilidade por trás das cortinas do teatro da vida humana e tinha a nítida percepção das intenções mais secretas.

Os seres humanos, para Jesus, eram verdadeiros “livros abertos”: seu olhar penetrava o âmago das almas, onde conseguia alcançar seus pontos fracos.

Não sufocava com a força de sua personalidade aqueles que O procuravam; ao contrário, afirmava: “Tudo depende de ti”, ou mesmo, “Atua fé te curou”. Em outras ocasiões, aconselhava-os:

“Vai e não peques mais”, convidando-os para uma vida autêntica e oferecendo apoio e incentivo para construírem a “Casa sobre a rocha”.

Foi Mestre por excelência, porque se manteve longe dos excessos nos relacionamentos: do excesso de “convites”, que promove desmedido envolvimento pessoal, dificultando a ajuda real, e do excesso de “indiferença”, que provoca falta de compaixão e posicionamento frio.

Preceptor das Almas, levou-nos à reflexão íntima, ou melhor, à interiorização de nós mesmos, quando assegurou: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”, (Jesus / João, 14:11), formalizando assim a necessidade do nosso autoconhecimento como base vital para alcançarmos o Reino do Céus.

Sigamos Jesus, Ele é a Luz do Mundo, o Sol Fulgurante que aquece as almas do frio interior, da desilusão e da desesperança.

Busquemos Jesus agora e sempre, porque só assim estaremos caminhando ao encontro da paz tão almejada.


Hammed
















Fonte: Renovando Atitudes-pdf

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Hammed - Livro A Imensidão dos Sentidos - Francisco do Espirito Santo Neto - Pág. 79 - Honestidade emocional



Hammed - Livro A Imensidão dos Sentidos - Francisco do Espirito Santo Neto - Pág. 79


Honestidade emocional


"(...) no estado de enfermidade, o cérebro está sempre mais ou menos enfraquecido, não existe equilíbrio entre todos os órgãos, alguns somente conservam sua atividade, enquanto que outros estão de alguma sorte paralisados; daí a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior. Aí está a verdadeira alucinação e a causa primeira das idéias fixas". (2ª Parte, Cap. VI, item 113) 


Um individuo em estado de fixação mental nada vê, nada ouve, nada sente ou nada percebe além da pessoa, objeto ou facto a que sua mente cristalizada se prendeu.

A fixação mental pode perdurar por séculos, ou seja, por diversas encarnações. A alma se isola do mundo externo, passando a visualizar unicamente o centro do desequilíbrio, permanecendo paralisada, dominada por ocorrências ou factos aflitivos, recentes ou remotos.

Trata-se de uma verdadeira tortura mental sobre a qual o enfermo não tem nenhum controle. A fonte pensadora mantém um dialogo ininterrupto: vive em constante conversa de si para consigo mesmo. A mente se fixa em determinada criatura ou acontecimento e fica incapaz de evitar que os pensamentos, as discussões e as palavras continuem girando sem parar. O mundo mental se torna hiperativo; repete o mesmo problema muitas vezes, levando a criatura à fadiga, acompanhada de uma sensação de cabeça pesada e de sobrecarga intima.

A perturbação interior pode imobilizar-se por tempo incalculável entre os fios de sua "textura de escuridão". A alma infeliz se faz prisioneira não só de inimigos externos, mas sobretudo, dos mais ferrenhos inimigos: os internos. Indivíduos doentes contemplam tão somente, e por largo tempo, as aflitivas criações mentais deles mesmos, ficando obstruída a possibilidade de observarem novas e edificantes paisagens de desenvolvimento e crescimento espiritual.

São processos de monoideísmo, verdadeiros estados mentais alucinatórios, em que vivem isolados em circuitos fechados. São aprisionados nos próprios painéis íntimos e justapostos às criaturas afins, desencarnadas ou não, coagulando ou materializando imagens repetidas por associação individual e espontânea.

Reservados, insociáveis, carrancudos, tímidos, envergonhados, supersensíveis e desprovidos de humor, eis as características mais frequentes desses indivíduos. Na mansão do pensamento, o raciocínio emite as ordens, mas é o sentimento que guia. A pessoa que não consegue aproximar-se dos outros e expressar suas emoções cria uma aversão à afetividade; reduz cada vez mais sua capacidade amorosa, tornando-se indiferente e apática.

As criaturas desenvolvem um "mecanismo de distância", isto é, cultivam um "isolamento alucinatório". Vivem uma espécie de desonestidade emocional, criando um afastamento não apenas do mundo, mas também de si mesmas.

"(…) a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior (…)" e "a verdadeira alucinação e a causa primaria das idéias fixas (…)" podem estar potencialmente ligadas ao facto de não expressarem nossos sentimentos ou emoções.

Criamos um bloqueio mental e/ou emocional, separando o nosso horizonte contextual e o nosso conteúdo sentimental, o que resulta na perda do verdadeiro significado de nosso mundo afetivo.

Estar com medo ou negar o que sentimos pode nos levar a uma situação que provoca alucinação. A criatura não consegue resolver-se, por ignorar suas reações emocionais, nem mexer-se, porque se autodistrai, criando uma ideia fixa que a mantém imobilizada ou paralisada intimamente. Aprender a identificar o que estamos sentindo é um desafio que podemos dominar, mas não nos tornamos especialistas da noite para o dia. Ignorar as sensações não faz com que os sentimentos desapareçam.

Muitos de nos tentamos nos convencer de que não devemos entrar em contato com nossos sentimentos; ficamos hábeis em seguir as regras do "não sinto nada" ou "não devo sentir isso". De todas as proibições que tivemos, essas talvez sejam as regras mais duradouras e persistentes em nosso mecanismo mental. Precisamos deixar um espaço para trabalhar nossos sentimentos e emoções. Somos seres humanos, não marionetes.

Quem somos, como amadurecemos, como vivemos e como crescemos, tudo esta intimamente interligado com nossa área emocional – uma parte preciosa de nos mesmos. Realmente temos sentimentos, às vezes difíceis e problemáticos, outras vezes explosivos, que precisamos reprimi-los rigidamente, nem permitir que eles nos controlem ou nos imponham atos e atitudes. Lembremo-nos de que apenas podemos nos redimir até onde conseguimos nos perceber, ou seja, até onde nos permitimos sentir.

Como nos reformar, se evitamos constantemente nossas sensações? Muitos de nos ficamos longo tempo ligados na negação. A "negação" é considerada um mecanismo de defesa que nos protege até que possamos ficar equipados para lidar com os factos da vida, dentro e fora de nos. Mas não devemos passar muito tempo negando a realidade.

A alucinação ou a ideia fixa, tanto consciente quanto inconsciente, limita a nossa liberdade de ação nas atividades mediúnicas, como também nos diversos sectores da vida. Toda ilusão deixa a criatura obcecada, e não admitir o que se sente é uma forma de autoilusão. Para não ficarmos enredados nas malhas da fixação mental, precisamos entrar em contato com o "chão da realidade".

A cura definitiva para esse tipo de mal é aprimorar nossos sentimentos e abrandar nosso coração, identificando com atenção as reações interiores e transformando-as para melhor.

A Vida Maior não tenta distanciar o homem da Natureza, mas facilitar sua conexão com ela. Portanto, mais cedo ou mais tarde, o homem terá de voltar à naturalidade da vida, destruindo gradativamente os excessos do formalismo social e religioso e os exageros do artificialismo das convenções, que contrariam as leis naturais e, por consequência, geram conflitos ilusórios e perturbação intima.

A edificação da paz no reino interior se estabelece em nos definitivamente quando começamos a cultivar a "honestidade emocional" em todas as nossas relações, com nos mesmos ou com os outros.


Hammed










quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 31 - Na presença da espiritualidade




Hammed - Livro Lucidez - A Luz que Acende na Alma - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 31


Na presença da espiritualidade


Senhor Jesus, aprendemos contigo que religiosidade é algo mais amplo do que o simples fato de cumprir minuciosamente ritos religiosos ou de pertencer a determinadas tradições espirituais.

Amigo Devotado, certa vez, durante seu encontro com a mulher samaritana, tu nos ensinaste: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espirito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.” (1) Logo, temos ciência de que “ter religião” é bem diferente de “ter religiosidade”, que é, em verdade, um sentimento inato existente na profundeza da alma humana, onde podemos adorar a Divindade “em espírito e verdade”.

Mestre Querido, hoje entendemos que ter um sentido voltado para as coisas sagradas e um senso de união com todas as manifestações vivas do Universo é a verdadeira espiritualidade que tu querias nos ensinar. Não são os livros sagrados, nem as cerimônias ritualísticas que nos unem a Deus; tanto estas como aqueles podem despertar ou estimular nossos potenciais transcendentais, mas apenas a religiosidade nos liga ao Pai.

Algumas igrejas e movimentos religiosos, assim como certos cultos ou credos devocionais, são em essência instituições egoicas coletivas, uma vez que se identificam com as estruturas governamentais, políticas, financeiras e outras tantas atividades ligadas aos bens temporais.

Da mesma forma, Senhor, compreendemos que o indivíduo que tem uma nova consciência já entendeu o significado da religação ou da união com a Divindade.

Condutor de Almas, amplia nossa consciência.

Clareia nossa visão a fim de percebermos que, tanto na atualidade como nos séculos passados, a ambição, o medo e a ânsia de poder foram a etiologia dos combates armados e das violências desencadeadas não somente pelos povos, nações e tribos, mas igualmente pelas religiões e ideologias.

Sabemos que a religião (do latim religare) é o processo de interligação da criatura com o Criador. Mas, afinal de contas, poderíamos nos perguntar: Será que o ser humano está separado de Deus? Então, qual a finalidade do religare ou da religião?

Relembramos, Mestre Jesus, a afirmativa de Paulo aos atenienses: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.” (2)

Com base nessas palavras conseguimos discernir que não estamos afastados de Deus, e sim nos relacionamos com Ele de modo constante, mas inconsciente. Por isso, nossa tarefa primordial é nos conscientizarmos da necessidade de resgatar, de trazer à luz essa ligação esquecida ou ignorada, esse religare.

O legítimo significado da religiosidade nada mais é do que o descobrimento na alma de uma capacidade que transcende a natureza física de tudo o que existe.

É o que toma possível ao homem, independentemente de sua convicção religiosa, a percepção do seu vínculo Divino com Deus, onde e com quem estiver.


Hammed



(1) João 4:23.
(2) Atos 17:24 e 25.32



terça-feira, 13 de abril de 2021

Hammed - Livro A Imensidão dos Sentidos - Francisco do Espirito Santo Neto - Pág. 79 - Honestidade emocional




Hammed - Livro A Imensidão dos Sentidos - Francisco do Espirito Santo Neto - Pág. 79


Honestidade emocional


"(...) no estado de enfermidade, o cérebro está sempre mais ou menos enfraquecido, não existe equilíbrio entre todos os órgãos, alguns somente conservam sua atividade, enquanto que outros estão de alguma sorte paralisados; daí a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior. Aí está a verdadeira alucinação e a causa primeira das idéias fixas". (2ª Parte, Cap. VI, item 113) 


Um individuo em estado de fixação mental nada vê, nada ouve, nada sente ou nada percebe além da pessoa, objeto ou facto a que sua mente cristalizada se prendeu.

A fixação mental pode perdurar por séculos, ou seja, por diversas encarnações. A alma se isola do mundo externo, passando a visualizar unicamente o centro do desequilíbrio, permanecendo paralisada, dominada por ocorrências ou factos aflitivos, recentes ou remotos.

Trata-se de uma verdadeira tortura mental sobre a qual o enfermo não tem nenhum controle. A fonte pensadora mantém um dialogo ininterrupto: vive em constante conversa de si para consigo mesmo. A mente se fixa em determinada criatura ou acontecimento e fica incapaz de evitar que os pensamentos, as discussões e as palavras continuem girando sem parar. O mundo mental se torna hiperativo; repete o mesmo problema muitas vezes, levando a criatura à fadiga, acompanhada de uma sensação de cabeça pesada e de sobrecarga intima.

A perturbação interior pode imobilizar-se por tempo incalculável entre os fios de sua "textura de escuridão". A alma infeliz se faz prisioneira não só de inimigos externos, mas sobretudo, dos mais ferrenhos inimigos: os internos. Indivíduos doentes contemplam tão somente, e por largo tempo, as aflitivas criações mentais deles mesmos, ficando obstruída a possibilidade de observarem novas e edificantes paisagens de desenvolvimento e crescimento espiritual.

São processos de monoideísmo, verdadeiros estados mentais alucinatórios, em que vivem isolados em circuitos fechados. São aprisionados nos próprios painéis íntimos e justapostos às criaturas afins, desencarnadas ou não, coagulando ou materializando imagens repetidas por associação individual e espontânea.

Reservados, insociáveis, carrancudos, tímidos, envergonhados, supersensíveis e desprovidos de humor, eis as características mais frequentes desses indivíduos. Na mansão do pensamento, o raciocínio emite as ordens, mas é o sentimento que guia. A pessoa que não consegue aproximar-se dos outros e expressar suas emoções cria uma aversão à afetividade; reduz cada vez mais sua capacidade amorosa, tornando-se indiferente e apática.

As criaturas desenvolvem um "mecanismo de distância", isto é, cultivam um "isolamento alucinatório". Vivem uma espécie de desonestidade emocional, criando um afastamento não apenas do mundo, mas também de si mesmas.

"(…) a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior (…)" e "a verdadeira alucinação e a causa primaria das idéias fixas (…)" podem estar potencialmente ligadas ao facto de não expressarem nossos sentimentos ou emoções.

Criamos um bloqueio mental e/ou emocional, separando o nosso horizonte contextual e o nosso conteúdo sentimental, o que resulta na perda do verdadeiro significado de nosso mundo afetivo.

Estar com medo ou negar o que sentimos pode nos levar a uma situação que provoca alucinação. A criatura não consegue resolver-se, por ignorar suas reações emocionais, nem mexer-se, porque se autodistrai, criando uma ideia fixa que a mantém imobilizada ou paralisada intimamente. Aprender a identificar o que estamos sentindo é um desafio que podemos dominar, mas não nos tornamos especialistas da noite para o dia. Ignorar as sensações não faz com que os sentimentos desapareçam.

Muitos de nos tentamos nos convencer de que não devemos entrar em contato com nossos sentimentos; ficamos hábeis em seguir as regras do "não sinto nada" ou "não devo sentir isso". De todas as proibições que tivemos, essas talvez sejam as regras mais duradouras e persistentes em nosso mecanismo mental. Precisamos deixar um espaço para trabalhar nossos sentimentos e emoções. Somos seres humanos, não marionetes.

Quem somos, como amadurecemos, como vivemos e como crescemos, tudo esta intimamente interligado com nossa área emocional – uma parte preciosa de nos mesmos. Realmente temos sentimentos, às vezes difíceis e problemáticos, outras vezes explosivos, que precisamos reprimi-los rigidamente, nem permitir que eles nos controlem ou nos imponham atos e atitudes. Lembremo-nos de que apenas podemos nos redimir até onde conseguimos nos perceber, ou seja, até onde nos permitimos sentir.

Como nos reformar, se evitamos constantemente nossas sensações? Muitos de nos ficamos longo tempo ligados na negação. A "negação" é considerada um mecanismo de defesa que nos protege até que possamos ficar equipados para lidar com os factos da vida, dentro e fora de nos. Mas não devemos passar muito tempo negando a realidade.

A alucinação ou a ideia fixa, tanto consciente quanto inconsciente, limita a nossa liberdade de ação nas atividades mediúnicas, como também nos diversos sectores da vida. Toda ilusão deixa a criatura obcecada, e não admitir o que se sente é uma forma de autoilusão. Para não ficarmos enredados nas malhas da fixação mental, precisamos entrar em contato com o "chão da realidade".

A cura definitiva para esse tipo de mal é aprimorar nossos sentimentos e abrandar nosso coração, identificando com atenção as reações interiores e transformando-as para melhor.

A Vida Maior não tenta distanciar o homem da Natureza, mas facilitar sua conexão com ela. Portanto, mais cedo ou mais tarde, o homem terá de voltar à naturalidade da vida, destruindo gradativamente os excessos do formalismo social e religioso e os exageros do artificialismo das convenções, que contrariam as leis naturais e, por consequência, geram conflitos ilusórios e perturbação intima.

A edificação da paz no reino interior se estabelece em nos definitivamente quando começamos a cultivar a "honestidade emocional" em todas as nossas relações, com nos mesmos ou com os outros.


Hammed







quarta-feira, 22 de julho de 2020

Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 50 - Tuas Insatisfações



Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espirito Santo Neto - Cap. 50


Tuas Insatisfações


"Um dos defeitos da Humanidade é ver o mal de outrem antes de ver o que está em nós..."
"... Incontestavelmente, é o orgulho que leva o homem a dissimular os próprios defeitos, tanto morais como físicos..." (E.S.E. - Cap. 10, Item 10.)


Jovens, adultos, idosos, criaturas das varias posições sociais e dos mais diferentes contextos de vida, sofrem a aguilhoada da insatisfação.

Muitos solteiros procuram incessantemente parceiros afetivos para que as "sarças da solidão" não possam alfinetar suas necessidades íntimas de se completar no amor, esquecendo-se, porém, de que a solidão é a falta de confiança em nós mesmos, quando nos rejeitamos e nos desprezamos, e não apenas a falta de alguém em nossas vidas.

Muitos casados reclamam sistematicamente que já não vêem mais o cônjuge com os mesmos olhos de antes e, por isso, sentem-se desiludidos e abalados diante da união infeliz, que outrora julgavam acertada. Contudo, não observaram que a decepção não era com o outro, porém com eles próprios. Por não aceitarem seus fracassos, é que projetam suas incompetências e insatisfações como sendo "pelos outros" e nunca "por si mesmos".

Várias criaturas enfrentam a pobreza, lutam incansavelmente para a aquisição de recursos amoedados, tentando dessa forma sair das agruras da miséria. Não percebem, todavia, que prosperidade é uma atitude de espírito, e que quanto mais declaram à sua mente que estão abertas para aceitar a abundância do Universo, mais a consciência se torna próspera; que a verdadeira prosperidade não se expressa em quantia de bens materiais que possuem, mas no receber e no dividir todo esse imenso tesouro de possibilidades herdado pela nossa Criação Divina.

Muitos ricos labutam constantemente para acumular mais e mais, e afirmam que isso é necessário para assegurar a manutenção dos bens já amontoados, por previdência e cautela. Não se dão conta de que sua insatisfação é produto da ganância desmedida, por alimentar crenças de escassez e míngua e por acreditar que a riqueza é que os faz homens respeitados e consideráveis, pois ainda não tomaram consciência do que é "ser" e do que é ter. 

Outros tantos buscam o poder, como forma de encobrir o desgosto e de se auto-afirmar perante o mundo, escravizando em plena atualidade criaturas simplórias e incautas, para satisfazer seu "ego neurótico". O desânimo tomou tamanha dimensão em torno deles que acreditam que, mandando arbitrariamente e desrespeitando leis e limites dos outros, podem eliminar o desalento que sempre os ameaça.

Jovens e adultos buscam dissimular a insatisfação interior, e para isso adquirem títulos acadêmicos, supondo que a outorga dessa distinção possa trazer-lhes permissão, diante da sociedade, para dominar e sobressair, com prestígio e capacidade que pensam possuir. O que ocorre, no entanto, é que não descobriram ainda o verdadeiro prestígio e capacidade, somente possíveis a partir do momento em que investirem em seus valores mais íntimos, em busca do autodomínio.

Insatisfação não se cura projetando-a sobre situações, pessoas, títulos, poder, posições sociais, mas reconhecendo a fonte que a produz.

Jesus de Nazaré, o Sublime Preceptor das Almas, convoca-nos a distinguir as "verdadeiras traves" que não nos deixam avistar as "causas reais" de nossas insatisfações, e nos receita de forma implícita o remédio ideal: através do autodescobrimento, fazer emergir de nossas profundezas as matrizes de nossos comportamentos inadequados, que provocam essa incômoda atmosfera de "descontentamento" a envolver-nos de tempos em tempos.


Hammed




Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão. (Mateus, VII: 3-5).

10 – Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio. Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando: Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço? É o orgulho, incontestavelmente, o que leva o homem a disfarçar os seus próprios defeitos, tanto morais como físicos. Esse capricho é essencialmente contrário à caridade, pois a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. A caridade orgulhosa é um contra senso, pois esses dois sentimentos se neutralizam mutuamente. Como, de fato, um homem bastante fútil para crer na importância de sua personalidade e na supremacia de suas qualidades, poderia ter ao mesmo tempo, bastante abnegação para ressaltar nos outros o bem que poderia eclipsá-lo, em lugar do mal que poderia pô-lo em destaque? Se o orgulho é a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as ações. Foi por isso que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso. (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec)





Fonte: Renovando Atitudes -pdf

segunda-feira, 23 de março de 2020

Hammed - Força Interior - Francisco do Espirito Santo Neto




Hammed - Força Interior - Francisco do Espirito Santo Neto



Não menosprezes a força interior que Deus te conferiu como dom natural.

Essas energias superiores estão em ti, basta somente que as liberte e um fluxo energético te guiará melhor ante tua própria existência.

O acontecimento não é o que ocorreu, mas sim o que fazes com aquilo que ocorreu. Podes tornar pior ou suavizar tuas tribulações pelo jeito com que reages a elas.

Tua dor será sanada.

Teu conflito, extirpado.

Tua ansiedade, apaziguada.

Tuas buscas sempre encontrarão porto feliz.

Usa abundantemente tua luz interior e terás maior lucidez e discernimento em tua casa mental.

As soluções fluirão mais fáceis, se te integrares nesta força íntima que habitam em ti, pois és herdeiro de Deus.

Ele habita em teu âmago; busca-O, e essas potencialidades divinas estarão mais disponíveis em ti mesmo.

Assim, a harmonia e a serenidade estarão contigo, reforçando o elo que te ligara Divina Providência.




Hammed