Mostrando postagens com marcador Doutrina e Aplicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doutrina e Aplicação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 6 - Código divino



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 6


Código divino


"Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros, e assim como vos amei, amai-vos também mutuamente." (João, 13:34)

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim." (João, 14:6)


Outrora, os mártires sofreram nos circos para doar ao mundo a Bênção da Revelação. Através de fogueiras e sacrifícios, traçaram um roteiro de luz para o mundo paganizado.

Em seguida, quando as trevas da Idade Média consagravam a autocracia do poder, os cristãos livres experimentaram a perseguição, a morte e o anátema para restaurarem a senda luminosa, conferindo à Terra as Luzes da Verdade.

Hoje, porém, meus amigos, os seguidores do Mestre Divino, irmanados em torno da cruz redentora, foram chamados à doação da Fraternidade às criaturas.

Amparados pela evolução dos códigos que se tocaram das claridades sublimes da Boa Nova, através dos séculos, desfrutam de liberdade relativa para concretizarem a divina missão de que foram cometidos.

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno, de fora para dentro; agora, no entanto, é a luta renovadora do santuário íntimo para o mundo externo.

Não é o circo do martírio que se abre na praça pública, nem a fogueira dos autos-de-fé, instaladas dentro de povos livres e robustos em nome das confissões religiosas.

A atualidade reclama corações consagrados ao Senhor na esfera de si mesmos.

A fraternidade constituir-nos-á abençoado clima de trabalho e realização, dentro do Espiritismo Evangélico, ou permaneceremos na mesma expectação inoperante do princípio quando o material divino da Revelação e da Verdade não encontrava acesso em nossos Espíritos irredimidos.

Formemos não somente grupos de indagação intelectual ou de crítica nem sempre construtiva, mas, sobretudo, ergamos um templo interior à bondade, porque sem espírito de amor todas as nossas obras falham na base, ameaçadas pela vaga incessante que caracteriza o campo falível das formas transitórias.

“Amemo-nos uns aos outros,” segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva e imperecível.

Se nos encontramos realmente empenhados no Espiritismo que melhora e regenera, que esclarece e redime, que salva e ilumina, sob a égide de Jesus, recordemos a palavra do Código Divino, para vivê-las na acústica de nossa alma, seguindo o Senhor em Sua exemplificação de sacrifício, de solidariedade e de amor: — “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém irá até o Pai senão por Mim.”


Bezerra de Menezes













sábado, 28 de março de 2026

Emmanuel - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Autolibertação



Emmanuel - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Autolibertação


Uma coincidência de notar entre os quase náufragos da aflição e do afogamento:

Os que se debatem nas águas temendo a morte rogam o socorro de quem lhes estenda as mãos;

Os que se encarceram no desânimo, receando o desequilíbrio, para se livrarem dele precisam estender as mãos aos outros.

Geralmente quando nos confessamos abatidos, muitas vezes queixando-nos contra tudo e contra todos, achamo-nos simplesmente encerrados na masmorra do “eu”, que transportamos conosco, à maneira de fardo muito difícil de carregar.

Este é, contudo, o momento para sair de nós, alongando os braços na direção dos outros, para que os outros nos arrebatem ao poço da angústia.

Abrir o coração ao encontro de alguém a fim de que alguém nos alivie.

Auxiliar para sermos auxiliados.

Se te encontras numa ocasião dessas, de espírito ilhado na solidão, recorda que as portas da alma unicamente se abrem de dentro para fora e busca a liberação de si mesmo.

Desnecessário será dizer que a gentileza para com os vizinhos, a visita ao doente, o socorro ao necessitado, o serviço-extra, a carta que se dirige ao amigo distante, o amparo à natureza e todas as formas outras de atividade em que se nos expresse a doação de calor humano são veículos ideais para sairmos de nós à procura da própria renovação.

Se te encontras assim, no dia cinzento de mal-estar, não é necessário adotes a transposição do desalento à custa de tranquilizantes inadequados ou ao preço de aventuras que talvez te marginalizassem nos espinheiros da culpa. Todos possuímos conosco a clínica espiritual de autotratamento com as faculdades da ação e da criatividade ao nosso dispor.

Quando estejas desse modo no recanto da angústia, se experimentas a fadiga sem causa, trabalha mais e, se trabalhando mais sentires a presença do cansaço compreensível e justo, procura o repouso indispensável ao preciso refazimento e recobrarás as próprias forças a fim de trabalhar e servir mais ainda.


Emmanuel











sábado, 6 de dezembro de 2025

Agostinho - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 3 - Servir em silêncio



Agostinho - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 3


Servir em silêncio


Meu caro Átila. (1)

O discípulo do Senhor não é chamado tão somente ao curso verbal.

Aprendizado e aplicação constituem a realização.

Não te prendas, desse modo, à indagação que perde o valor do tempo.

Pensa e age ao padrão de idealismo redentor que abraçaste.

As sementes divinas devem frutificar em nossos próprios caminhos, através do esforço perseverante.

Na fase evolutiva que nos é própria, vemos aqueles que possuem a vida e os que são possuídos por ela.

Os primeiros aproveitam o dia, enriquecendo-se de valores permanentes, no rumo das aquisições eternas.

Os segundos são aproveitados pelas forças que orientam as horas, no jogo das circunstâncias fatais.

Uns criam luz e sabedoria.

Outros descansam e sofrem os conflitos da sombra.

Governando com as diretrizes superiores, convertem-se na instrumentalidade dos Celestes Desígnios.

Submetendo-se às causas de ordem inferior, perseguem a ociosidade, ainda mesmo quando o regalo inútil se lhes apresente aos olhos mortais com rotulagem fascinante.

Necessário se faz marcharmos, com desassombro e serenidade, dilatando a capacidade receptiva, à frente da Majestade Criadora.

O fenômeno nos Círculos físicos e espirituais não têm outro objetivo senão acordar a mente para a revelação do Mais Alto.

Provar a divindade em nós — herdeiros da Grandeza Universal — é muito mais que positivar a sobrevivência, além da morte.

Guardar a bondade e o entendimento na direção do Amor Supremo vale mais que o poder de demonstrar a existência dos anjos.

O Reino do Senhor começará no indivíduo ou jamais se estabelecerá na Terra, porque Deus visita o homem e educa-o através do próprio homem.

O processo de autoaprimoramento, na sublimação do raciocínio e do sentimento transforma-nos em servos da Lei Soberana e Compassiva, constituindo, em nossa esfera de edificações presentes, o ministério maior.

Espiritualizemo-nos, portanto, no caminho da perfeição e prossigamos com Jesus.

Não importa a incompreensão.

Cada criatura vê o horizonte que os próprios olhos podem abranger.

Quem ama não discute.

Serve em silêncio, semeia o bem à distância da preocupação de recompensa e segue adiante.

O trabalho cristão é a nossa alavanca renovadora.

Busquemos a ciência, realizando a santidade.

Os dias escoam-se apressados.

As formas refundem-se, incessantemente.

A morte que modifica e seleciona, pune e corrige, atinge os próprios mundos.

Detendo o Tesouro do Conhecimento Divino, elevemos nosso coração aos santuários eternos.

Responsáveis pelas dívidas que criamos no passado, com a falsa aplicação das bênçãos recebidas, somos também candidatos à riqueza imperecível do futuro.

Situados entre os séculos que se foram e os milênios que virão, temos um diamante sublime a lapidar para o Supremo Senhor — nosso próprio coração, que dorme ainda no berço de aspirações primárias, bafejado pelos raios de luz celeste.

Aperfeiçoemos o caminho, aperfeiçoando-nos.

Trabalha e auxilia sempre, auxiliando a ti mesmo.

Unamo-nos espiritualmente, em derredor do Cristo. Gravitemos, felizes, em torno d’Ele.

O sol comunica-se com o verme, a milhões de quilômetros. 

O Mestre sustentar-nos-á, igualmente, nas profundezas de nossa humildade, abençoando-nos os propósitos de ascensão, com a luz do Seu Inextinguível Amor.


Agostinho
(Santo Agostinho)







[1] [Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, dirigida a um irmão e amigo, na noite de 29/6/1948, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.]


sábado, 3 de fevereiro de 2024

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Doutrina e aplicação



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Doutrina e aplicação


Filhos, o Senhor nos abençoe.

Somos defrontados hoje por impositivos da fé que realmente se nos mostram por obrigações de caráter inadiável.

Achamo-nos, sem dúvida, à frente de um mundo — nossa casa — atravancado de problemas que a nós outros compete resolver.

Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convidam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.

Por isso mesmo, já que estudais a virtude, reflitamos na expansão dos princípios espíritas evangélicos como sendo a demonstração generalizada e simples da virtude do Cristianismo Redivivo no Espiritismo, a porta libertadora de nossos corações no rumo da emancipação com o Cristo de Deus.

Entretanto, filhos, a divulgação a que nos reportamos será, sim, a da exposição verbal de nossas teses edificantes mas sobretudo a prática dos ensinamentos a que se nos afeiçoam ideia e coração.

Acrescentemos Espiritismo às nossas atividades cotidianas.

Mais amor no exercício de nossos deveres, mais luz em nossa palavra.

Em casa, aditemos Doutrina às nossas mínimas atitudes, a fim de que o lar se nos mantenha por santuário bendito do aperfeiçoamento espiritual a que nos empenhamos e, em nossos grupos de serviço, apliquemos Doutrina em nossos gestos mais obscuros, de vez que no instituto doméstico e em nossa equipe de trabalho é que surpreendemos os mais difíceis problemas de ordem espiritual para a iluminação do futuro.

Isso porque é no ambiente mais íntimo da experiência terrestre que acolhemos os laços mais sublimes do amor e os elos mais aflitivos das aversões que nós mesmos trazemos na bagagem de passadas reencarnações.

Do lar e do grupo social, seja esse grupo de caráter idealístico ou afetivo, na ação e na afinidade, é que nos afastamos para a Família Maior — a Humanidade — assim como a embarcação que se retira do cais, em demanda do mar alto.

Por esta razão, nessas duas escolas da alma é forçoso adestrar-nos em Doutrina Espírita, a fim de que a travessia da viagem na vida física se faça amparada no êxito necessário.

Enfim, traduzamos a nossa fé em trabalho incessante no Bem, desentranhemos as lições de Jesus, milenarmente arquivadas em nossa memória para o trato afetivo com as experiências do dia a dia, auxiliando-nos uns aos outros, através do perdão aprendido e sofrido e da tolerância trabalhada e esculpida no próprio esforço, reconhecendo que o outro é o nosso reflexo.

O próximo é o caminho e Jesus é a meta.

Sirvamo-nos. Ajudemo-nos. tão somente assim, ofereceremos substância às realizações espíritas-cristãs, à maneira do material que monumentaliza esse ou aquele plano de construção.

Atividade, mas não aquela atividade a que os nossos irmãos ainda sediados na rebeldia se referem nos apelos com que conclamam o Mundo à renovação.

Esforço em nós mesmos, para que a nossa fé se nos instale definitivamente na vida pessoal para que a felicidade não mais se erija em nós por mito que a desilusão quebra ou destrói.

Construamos Doutrina em nós e em nossas próprias existências, dando conta dos encargos que o Senhor nos reservou, tomando a compreensão e a bondade por diretrizes de cada dia.

Apenas assim — unicamente assim — faremos a divulgação do Espiritismo por Doutrina Perfeita, a destacar-se de nossas próprias imperfeições, a fim de que pelo trabalho e hoje, venhamos a alcançar com o Divino Mestre, a felicidade indestrutível pela vivência positiva e real da legenda que Ele mesmo, Jesus, nos deu a todas as criaturas na Terra, por divino roteiro indispensável à paz de cada um: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”


Bezerra de Menezes












Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Doutrina e aplicação



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Doutrina e aplicação


Filhos, o Senhor nos abençoe.

Somos defrontados hoje por impositivos da fé que realmente se nos mostram por obrigações de caráter inadiável.

Achamo-nos, sem dúvida, à frente de um mundo — nossa casa — atravancado de problemas que a nós outros compete resolver.

Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convidam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.

Por isso mesmo, já que estudais a virtude, reflitamos na expansão dos princípios espíritas evangélicos como sendo a demonstração generalizada e simples da virtude do Cristianismo Redivivo no Espiritismo, a porta libertadora de nossos corações no rumo da emancipação com o Cristo de Deus.

Entretanto, filhos, a divulgação a que nos reportamos será, sim, a da exposição verbal de nossas teses edificantes mas sobretudo a prática dos ensinamentos a que se nos afeiçoam ideia e coração.

Acrescentemos Espiritismo às nossas atividades cotidianas.

Mais amor no exercício de nossos deveres, mais luz em nossa palavra.

Em casa, aditemos Doutrina às nossas mínimas atitudes, a fim de que o lar se nos mantenha por santuário bendito do aperfeiçoamento espiritual a que nos empenhamos e, em nossos grupos de serviço, apliquemos Doutrina em nossos gestos mais obscuros, de vez que no instituto doméstico e em nossa equipe de trabalho é que surpreendemos os mais difíceis problemas de ordem espiritual para a iluminação do futuro.

Isso porque é no ambiente mais íntimo da experiência terrestre que acolhemos os laços mais sublimes do amor e os elos mais aflitivos das aversões que nós mesmos trazemos na bagagem de passadas reencarnações.

Do lar e do grupo social, seja esse grupo de caráter idealístico ou afetivo, na ação e na afinidade, é que nos afastamos para a Família Maior — a Humanidade — assim como a embarcação que se retira do cais, em demanda do mar alto.

Por esta razão, nessas duas escolas da alma é forçoso adestrar-nos em Doutrina Espírita, a fim de que a travessia da viagem na vida física se faça amparada no êxito necessário.

Enfim, traduzamos a nossa fé em trabalho incessante no Bem, desentranhemos as lições de Jesus, milenarmente arquivadas em nossa memória para o trato afetivo com as experiências do dia a dia, auxiliando-nos uns aos outros, através do perdão aprendido e sofrido e da tolerância trabalhada e esculpida no próprio esforço, reconhecendo que o outro é o nosso reflexo.

O próximo é o caminho e Jesus é a meta.

Sirvamo-nos. Ajudemo-nos. tão somente assim, ofereceremos substância às realizações espíritas-cristãs, à maneira do material que monumentaliza esse ou aquele plano de construção.

Atividade, mas não aquela atividade a que os nossos irmãos ainda sediados na rebeldia se referem nos apelos com que conclamam o Mundo à renovação.

Esforço em nós mesmos, para que a nossa fé se nos instale definitivamente na vida pessoal para que a felicidade não mais se erija em nós por mito que a desilusão quebra ou destrói.

Construamos Doutrina em nós e em nossas próprias existências, dando conta dos encargos que o Senhor nos reservou, tomando a compreensão e a bondade por diretrizes de cada dia.

Apenas assim — unicamente assim — faremos a divulgação do Espiritismo por Doutrina Perfeita, a destacar-se de nossas próprias imperfeições, a fim de que pelo trabalho e hoje, venhamos a alcançar com o Divino Mestre, a felicidade indestrutível pela vivência positiva e real da legenda que Ele mesmo, Jesus, nos deu a todas as criaturas na Terra, por divino roteiro indispensável à paz de cada um: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”


Bezerra de Menezes













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 16 de novembro de 2019

André Luiz - Livro Antologia da Caridade/Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Sementeira






André Luiz - Livro Antologia da Caridade - Cap. VII (Extraído do Livro Doutrina e Aplicação, Item 19, pág. 23 - Espíritos Diversos / Chico Xavier)


Sementeira




Abre-se a floresta até então intransitável e densa. Definem-se dificuldades, pântanos, espinheiros…


O semeador, porém, não se confia ao desânimo. Traça planos. Ataca o serviço. Realiza o milagre.

De início, é o desbravar. Em seguida, surgem os imperativos de preparação do solo e de seleção dos recursos.

A cova minúscula e escura recebe a semente pequenina, que perde os envoltórios com a colaboração do tempo.

Só então, é possível a promessa do grelo tenro. Todavia, não param aí os desvelos e as vigílias do semeador.

Hoje, é necessário proteger a plantinha frágil contra o esmagamento; amanhã, é imprescindível furtá-la ao assédio dos vermes destruidores.

Agora, pede a lavoura iniciante adequada medida contra a canícula rigorosa; depois, reclama providências que a salvem do aguaceiro.

A fronde, a flor e o fruto representam, no entanto, o precioso prêmio.

 Assim também, é a sementeira espiritual.

Nas profundezas da mente inculta caem os princípios da Divina Sabedoria.

Ninguém exija, contudo, o resultado absoluto num instante.

Quantos séculos teremos despendido, na formação da selva de nossos instintos e de nossos caprichos obscuros?

O serviços de adaptação e educação reclama tempo e paciência para que a colheita do conhecimento e do amor, em cada alma, enriqueça os celeiros da Terra.

Não esperemos que o nosso companheiro de experiência nos ofereça a perfeição impraticável de um momento para outro.

Se procuramos o Cristo, gravemos as lições d’Ele, em nós mesmos, antes de impô-las aos semelhantes.

Adubemos o solo dos corações com a luz do bom exemplo, com a bênção da fraternidade, com a flor do estímulo e com o silêncio da compreensão.

Não firamos, onde não possamos auxiliar.

O Sol resplandece sem palavras, curando as chagas do Planeta.

A fonte rola cantando, sem acusações, colada ao dorso da Terra.

O vento fecunda a natureza, sem exigências.

Amemos sempre. O coração que se devota à fraternidade não usa o poder do verbo para denegrir ou dilacerar.

Passemos auxiliando.

Compadeçamo-nos do cardo que ainda conserva aguçados acúleos.

Compadeçamo-nos das ervas envenenadas, que ainda não conseguiram modificar a própria seiva.

Compadeçamo-nos das árvores infelizes, cujos galhos ressecaram pela pobreza do ambiente em que nasceram.

A senda é longa. A romagem solicita o esforço das horas incessantes.

Sigamos improvisando o bem, por onde passarmos.

Guarde a nossa luta a sublime experiência do semeador.

Compreendamos o cipoal, auxiliemos o chão duro do destino e aproveitemos a lama da estrada para o bem geral, projetando na terra das almas as sementes benditas que o Mestre nos confiou.

E, esperemos o tempo, de vez que o tempo é o patrimônio da Divina bondade que na esteira dos dias, dos anos e dos séculos, nos oferecerá sempre à colheita de nossa vida, segundo as nossas próprias obras.


André Luiz