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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 7 - Sementes



Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 7


Sementes


Jesus nos abençõe.

O pensamento é o verdadeiro arquiteto de nossa vida. Sendo a mente uma usina de alta potência, a energia que dela promana tem poder para realizar algo que pode ser bom ou mau, consoante a natureza do pensamento.

Tornemos simples nossa vida, vivendo-a com naturalidade, pensando com acerto, refletidamente, sempre dirigindo nossos pensamentos para o bem. São os pensamentos que determinam o futuro de cada individuo, que poderá ser feliz ou infeliz, com paz ou guerra, conforme a qualidade da semente lançada no curso da existência. Eis porque se faz conveniente selecionar as boas sementes, através da reflexão.

Semente lançada por um pensamento de ódio fará germinar a árvore da vingança, cujos frutos tendem a alimentar a perdição.

Semente lançada por pensamento de censura amarga fará germinar a árvore da indignação, cujos frutos ácidos induzirão à indisciplina.

Semente lançada por pensamento de ociosidade fará germinar a árvore da preguiça onde escasseiam alimentos. Seus frutos serão secos, como a indolência que causa a fome.

Semente lançada por pensamento de orgulho fará germinar a árvore da humilhação, que produz os frutos do ódio e da vingança.

Mas se o pensamento for de amor, nascerá a árvore da amizade pura e duradoura, que adoça a vida das criaturas, santificando-as.

Semente lançada por pensamento de perdão fará germinar a árvore da esperança, cujos frutos sazonados alimentam a alma, enchendo-a de luz.

Semente lançada por pensamento de trabalho fará germinar a árvore da compreensão, cujos frutos despertarão a vontade de servir, do amar ao próximo, sem esperar ser convidado e de entender a caridade como uma imposição do amor divino.

Aprendamos a purificar os nossos pensamentos como iniciação de um porvir promissor, porque é dando que recebemos, é servindo que seremos servidos pela graça de Deus. Como criaturas de Deus, todos necessitamos uns dos outros, do bem servir sem aguardar retribuição. Servir com dedicação e simplicidade; ajudar sem humilhação nem orgulho.

Jesus nos abençõe.


Bezerra de Menezes






VÍDEO:

Sementes! Bezerra de Menezes/Azamor Serrão! ORAÇÕES E MENSAGENS PARA TODOS OS MOMENTOS!
Essência de Amor, Paz e Luz - Luiz Machado



(Mensagem de Bezerra de Menezes recebida por Azamor Serrão, transcrita de O Cristão Espírita, Ed. 03 - Dezembro de 1965 - Janeiro de 1966)

quinta-feira, 12 de março de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 33 - Espiritismo é Jesus em ação



Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 33


Espiritismo é Jesus em ação


Filhos queridos, reencontrem os corações aflitos, que necessitam dos vossos para o reconforto diante das lutas do mundo. É nos momentos de dor e desespero que a fraterna mão do Criador surge como instrumento do Alto para amparar e salvar aquele que se encontra a meio caminho do precipício.

Descei aos charcos, se necessário e, em meio à lama, estendei os braços e socorrei com o mesmo amor do Mestre o irmão angustiado, perdido neste mundo de tantas provações e tantos desequilíbrios. Que os vossos lábios se abram para o esclarecimento dos que ainda não encontraram o caminho certo. Como discípulos de Jesus, ajudai os novos servos a compreender a necessidade do esforço e do sacrifício da caminhada, educando-os e reerguendo-os com o auxílio do Evangelho. Assim, vós mesmos estareis recebendo também o vosso pão espiritual, porque, não vos esqueçais, é dando que recebemos.

Não lamenteis vossas dores e vossas lutas. Quando estiverdes a ponto de ceder, pensai em tantos outros irmãos que sofrem muito mais e defrontam lutas surpreendentemente mais duras e difíceis. Retemperai o vosso coração com a fé e a esperança, determinando-vos, com o pensamento em Jesus, a comprovar a força da vossa convicção cristã.

É no calvário das lutas e decepções humanas que podem ser construídas as ressurreições espirituais do futuro de cada qual. É no testemunho permanente que provareis a sinceridade e a segurança da vossa condição espírita-cristã, porque o Espiritismo é Jesus em ação. Quanto ao vosso esforço no bem, cabe ainda uma lembrança de nossa parte: deveis ser, acima de tudo humildes e desinteressados, pois não estais a servir a nenhum dos que vos rodeiam, nem mesmo aos que, no mundo espiritual, vêm em vosso socorro. Estais, e estamos todos, a serviço do Senhor Jesus, que se submeteu ao supremo sacrifício no Gólgota, para exemplificar o verdadeiro amor e a verdadeira caridade que promanam do Pai amado.

Servi cristãmente e buscai em cada irmão a sugestão da presença do Mestre entre nós, pois sois todos uma só família que, para evoluir, necessita de estar em harmonia e de aprender a amar a humanidade como Ele nos amou até ao sacrifício, sem se deixar perturbar por melindres e susceptibilidades que nada aproveitam ao desenvolvimento moral da criatura humana.

Que a Virgem pura vos encha os corações com a fé que incute a serenidade e a fortaleza nos instantes amargos e possais prosseguir com a visão clara e limpa nos momentos tumultuosos. Lembrai-vos: é o vosso testemunho de fidelidade cristã-espírita que permitirá a conquista do amanhã venturoso que o Cristo a todos prometeu no Evangelho.


Bezerra de Menezes









quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 12 - Deus é Pai



Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 12


Deus é Pai


Paz e amor em Jesus Cristo.

Filhos, todos exaltam as perfeições do Criador, menos aqueles que, por não conhecerem a Verdade, se julgam com capacidade suficiente, pela autoridade de que se revestem como “Donos de Deus” e, cegos pelas comodidades aparentes que a vida profana lhes oferece, afirmam a vida única, com as penas eternas que a rebaixam.

E a prova vos dou, tomando fatos humanos, que podem aclarar em vosso entendimento toda a verdade, substituindo tais princípios que ofendem a Suma Perfeição de Deus.

É de simples intuição que, não sendo única a vida corpórea do Espírito, não pode haver penas eternas, nem inferno. Portanto, limitar-me-ei a tratar mais acentuadamente da primeira.

Explique, quem for capaz, o fato tão comum de apresentarem os homens, no desabrochar da vida, disposições opostas em relação ao bem e ao mal, assim como em relação ao saber.

Se somos criados por Deus no momento em que temos de entrar na vida, é incontroverso que a inclinação que manifestamos antes de exercermos a liberdade consciente, não pode ser senão obra de quem nos tirou do nada.

Se é do Criador que recebemos as inclinações com que nascemos, o Criador não é justo, porque dá a uns inclinações acentuadamente boas e dá a outros inclinações acentuadamente más. E tanto menos é justo quando, criando as almas com disposições opostas, lhes toma, no fim da vida, contas iguais, dizendo que tiveram igual liberdade. Não há dúvida de que todos têm liberdade, mas se a de um é auxiliada pela boa inclinação nativa; a de outro é contrariada pela má inclinação nativa? Pode-se exigir igual viagem de dois navios construídos com a mais perfeita igualdade. Mas e se um deles tem mares e ventos a favor e o outro contra?

É o nosso caso, e ele protesta contra a Eterna Justiça na criação e no julgamento das almas.

Na criação, porque repartiu desigualmente as condições de salvação.

No julgamento, porque condena à morte eterna tanto o que tem boa disposição nativa e fez mau uso da liberdade, como o que fez mau uso da liberdade, tendo ruim disposição nativa.

O dogma espírita das vidas múltiplas é que vem defender o Criador da feia acusação que lhe faz o da vida única.

Assim, o progresso depende do maior ou menor esforço que cada um faz, como criatura dotada de liberdade: uns Espíritos têm subido admiravelmente, enquanto outros, no mesmo espaço de tempo, muito têm-se atrasado; e outros ainda ocupam os variadíssimos graus que se notam entre os dois extremos.

Em cada reencarnação o Espírito apresenta inclinações para o bem ou para o mal a que já é afeiçoado, e essa inclinação é conquista sua e não obra do Criador.

Hoje, por permissão do Pai, enobreço-me, por humilde, relatando-vos uma vida em que fui judeu em Jericó.(*)

Vivia como plebeu, cobrador de dízimos, conseguindo, com grandes haveres, fazer fortuna, e para meu desespero de consciência, fui chefe dos publicanos. Passando Jesus por essas terras primícias, arrebanhou muitos pecadores, tendo sido eu um deles. Achava-me sobre um sicômoro, por ser de baixa estatura, para melhor avistá-lo; qual não foi a minha surpresa, de vê-lo chamar-me dizendo: “Hoje me compete entrar em tua casa para levar-te a salvação do teu opróbrio”.

Desci incontinente, desfazendo-me em desculpas pelos meus erros; emocionada a minha consciência, disse que daria aos pobres parte da minha fortuna, pagando em quádruplo aos que fraudei.

Em seguida, indo Jesus à casa de Simão, encheu-se a sala, a casa toda, e do lado de fora aglomerava-se o povo. Ao entrar na sala o Mestre, uma linda mulher, com os cabelos em desalinho, inesperadamente, ajoelhou-se aos pés de Jesus e com suas lágrimas regou-os, enxugou-os com seus cabelos, cingiu-lhe a cabeça com bálsamos finíssimos trazidos em um vaso de alabastro.

Nesse momento, Jesus, apercebendo-se de todas as consciências presentes, com admiração pela maneira como recebia a manifestação de uma mulher pública e como se hospedava em casa de um pecador, falou a Simão da seguinte maneira:

“Aqui entrei e não me deste o ósculo da paz; esta mulher desde que aqui chegou não se cansa de me orvalhar com lágrimas de recesso remorso por sua vida desregrada. Assim, proponho-te a seguinte parábola:

“Eram dois criadores; um devia quinhentos denários, e outro cinquenta. Foram perdoados de suas dívidas, porém, qual deles deve mais agradecer esta dádiva de amor?

Respondeu-lhe prontamente Simão: Por certo, Mestre, o que mais devia.

Julgaste bem, disse Jesus, e voltando-se para a mulher, falou: Muito pecaste e muito amaste; teus pecados são perdoados. Vai e não peques mais, Madalena”.

E Jesus, como médico, e médium de Deus, disse: “Desci à Terra para os enfermos da alma e do corpo”.

Pelo exposto, estas linhas, desde o início, são um resgate da minha vida terrena, uma síntese dessa análise de penitência.

E assim todos de boa vontade que quiserem, façam penitência de suas fraquezas, para melhor trabalharem no espaço, na Seara do Senhor.

Que sirva de consolo e exemplo esta passsagem do Evangelho que a muitos agrada, e a outros não: “A cada um segundo suas obras”, e como filhos do Senhor serão todos recebidos, prometidos em seus tempos, e também: “A quem muito se deu, muito será pedido, e a quem, parecendo nada ter, este pouco lhe será tirado”.

“Mutatis mutandis”, aceitai a vida como se apresenta; parecendo errada, está certa, é o retrocesso a um passado, o aforismo bem diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”.

“Dos filhos de Meu Pai nenhum se perderá, por isso não há perdidos nem perdidas; todos serão achados para uma penitência, em expiação, na preparação para o segundo advento, de dois mil não passarás”, disse Jesus. “Voltarei não com esta geração, este céu e esta natureza”.

Os tempos aproximam-se para essa transformação e deslocamento do planeta. E quando houver este fenômeno não fujais; a postos com vossas consciências alertadas e não adormecidas, preparai o voo acertado para o Alto, atendendo ao chamado do clarim; os anjos todos com trombeta fazendo coro à chegada de Jesus em toda a Sua majestade. Serão apartadas as ovelhas dos cabritos, como o dia do juízo final de cada Espírito, para reparação de um débito, e por esse julgamento serão distribuídos para vários planetas. Os esforçados seguirão com o planeta Terra, que ascenderá, vindo para este lugar outro, porque Deus está criando sempre.

É a separação do joio e do trigo. À luz dessa doutrina do Mestre, como caminho certo, sintam todos que o Evangelho é a vida puríssima de Jesus, ampliando em nossos corações novos horizontes. Abençoando a todos com paz, amor e caridade, e em nome de Deus, pedimos: “Estudai o Evangelho”.


Bezerra de Menezes 





(*) Esse testemunho de nosso Patrono, de sua encarnação como Zaqueu, por escrito, é único na literatura espírita, segundo temos conhecimento. O relato anterior, até aqui disponível, era todo oral, feita pelo Espírito Tolstói à abençoada médium Yvone Pereira, quando da recepção do capítulo relativo à palestra desse personagem bíblico, no volume “Ressurreição e Vida,” publicado originalmente em 1964. Vide mais a respeito em “O 13o Apóstolo - As Reencarnações de Bezerra de Menezes”, já citado, no item 2 da Introdução. Vale destacar, ainda, que essa mensagem foi recebida entre 1962 e 1963, antes, portanto, de vir a público a obra de D. Yvone.




terça-feira, 28 de outubro de 2025

Bezerra de Menezes - O Cristão Espírita - Ed. 29 - Psicografia - Azamor Serrão - O Livro da Vida



Bezerra de Menezes - O Cristão Espírita - Ed. 29 - Psicografia - Azamor Serrão


O Livro da Vida


Abre o livro da Vida e examina-o com cuidado. Nele encontrarás a Verdade, escrita pelo teu comportamento diário, por tuas faltas e teus acertos. Se o souberes ler, compreenderás a necessidade de considerar o perigo a que te expõe os erros que cometes cotidianamente. 

Para isso, entretanto, deves tirar a máscara do orgulho, despir as vestes da ilusão e retirar a capa da vaidade, para que possas ter uma visão clara do que o mundo possui para te dar e do que tens para dar a ele, pois a vida nada mais é, sob tal aspecto, do que uma permanente troca. Mas, procura dar mais do que esperar que te deem, pois nada obscurece mais o caminho do que o egoísmo e nada o iluminará tanto quanto o altruísmo, a bondade e o amor.

Do alto, da fonte do amor divino, jorram incessantemente as águas que nos permitirão lavar a alma e abrir oportunidades à própria reabilitação. 

Seguindo uma vida limpa, com pensamentos fraternos e propósitos edificantes, tua alma se iluminará e poderás transformar a tua passagem pela Terra como uma experiência fecunda e valiosa. 

Assim, poderás ler o livro da Vida e observar os erros que cometes cada dia, erros que engendram os sofrimentos que te afligem. 

Se tiveres a coragem de reconhecer teus próprios erros e a decisão de combate-los com a adoção de um comportamento diferente do que vinhas mostrando; se avaliares quantas oportunidades já perdeste por causa da tua indiferença, fruto do comodismo que buscas na existência; se te capacitares de que é a tua teimosia em não modificar os hábitos inconvenientes que marcam as tuas ações, então começarás a sentir a vida menos áspera. O mundo te parecerá menos hostil e a humanidade terá para ti uma expressão mais digna do teu respeito e da tua ajuda. 

Se todos quisermos viver num mundo feliz, teremos de começar o trabalho individualmente. Se cada pessoa tomar a peito só fazer coisas boas, encontrará seguidores e contribuirá bastante para que o mundo melhore e a humanidade se recupere e alcance a salvação.

Portanto, ergue-te sem demora, se quiseres mesmo encontrar a suprema alegria de ver tua alma iluminada fugir do inferno de sofrimentos em que possa encontrar-se agora, embora aparente uma felicidade que não está no coração, mas apenas na face. Essa aparência feliz é capaz de iludir aos que ainda cultivam as riquezas da Terra e não os tesouros do céu.

No entanto, os que já sentiram despertar em seu interior o chamamento de Jesus, o Mestre divino, acordam animados para a caminhada, sem se preocuparem com a extensão da estrada nem com as asperezas do caminho, pois já se libertaram de todos os empecilhos, aprendendo e seguindo as palavras do Cristo, que disse: 

“Por que razão reparas o argueiro que está no olho do teu irmão e te esqueces de tirar a trave do teu próprio olho?” 

Para melhor fixar essa advertência do Mestre, lembramos a máxima que bem traduz a sublime lição: 

“Olha e passa. Não te preocupes com os erros dos outros, para que não te descuides dos teus próprios erros, e assim venhas a errar duplamente”. 

Lê o livro da Vida e escreve, com o teu procedimento, nas páginas que te estão reservadas, as obras que te assegurem um futuro cheio de paz e amor.

Jesus nos abençoe.


Bezerra de Menezes








(Mensagem recebida pelo fundador e Orientador-Geral de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada em O Cristão Espírita, edição 29 – Maio/Junho de 1970)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão - A Oração e A Vida Vitoriosa



Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão


A Oração e A Vida Vitoriosa


Paz e amor em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Filhos: Quantas vezes perguntais: que relação existe entre a oração e a vida vitoriosa? ou seja: que relação há entre a oração e uma vida bem sucedida?

A oração é o aprofundamento, é a exaltação, é o alargameno da nossa fé. Oração é o reavivamento do nosso Espírito. Oração é elevar o nosso pensamento a Deus. Oração é a busca de mais luz e de maior entendimento. É despertar em nós mesmos uma capacidade maior para mais viver e dar. Trazer os nossos pensamentos e sentimentos sob o amoroso controle do Cristo. É nos tornar, a nós mesmos, canais pelos quais o amor divino se irradie em favor dos nossos semelhantes.

Vemos na Epístola de Paulo aos Colossenses, Cap. 4, v. 2, a seguinte recomendação: "Perseverai na oração, vigiando com ações de graças". Quem ora, sentindo verdadeiramente a oração, passa a amar os seus semelhantes com tolerância e respeito, pois censurar os outros é somar negação à negação. O caminho da sabedoria é o do abandono da censura e da condenação dos outros por qualquer realidade ou fantasia. O caminho do crescimento é derramar uma benção sobre tudo, passado e presente. O caminho da alegria, da paz e da luz, é saber que vivemos em Deus e que Seu Espírito está em nós. O caminho da felicidade é fazer um esforço continuo, pensamento por pensamento, sentimento por sentimento, oração por oração de modo a dar oportunidade para brotar a semente do amor que mora dentro de nós, e de aprendermos o caminho apontado por Jesus.

Vigiai e orai, para assim prescrutardes a chegada do inimigo ou da inconsciência de seus atos, pela aproximação de um delinquente. São os desertores da casa do Pai, que não querem voltar ou perder a direção da estrada. Adormeceram na mata, esquecendo de seus deveres, como o mau estudante que retorna ao colégio até que aprenda direito suas lições. Assim, esses desviados terão que voltar à escola em que o Mestre é o nosso Pai, até que cumpram os mandamentos de amor, regressando tantas vezes à Terra, ou a outros lugares, a fim de tudo aprenderem pela doutrinação de seus Espíritos, os fulgores da caridade e do amor ao próximo, viandantes das mesmas estradas, para a aquisição de sua personalidade espiritual.

Somos todos irmãos perante Jesus, enlaçados pela fraternidade, como baluarte na defesa e difusão do Evangelho, riqueza deixada por Jesus, que é o nosso Mestre Divino, a quem foi entregue o Planeta Terra para a completa transformação do mesmo e a regeneração de seus habitantes, trazidos da raça adâmica.

Oremos para que aprendam a amar e servir com respeito e tolerância.

Jesus nos abençoe com paz e amor. 


Bezerra de Menezes







(Mensagem de Bezerra de Menezes recebida por Azamor Serrão, transcrita de O Cristão Espírita, ed.04, Fev/Mar de 1966)

domingo, 12 de outubro de 2025

Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão - Paz aos vossos corações



Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão


Paz aos vossos corações


Todos quantos se decidem a servir a Jesus, na rota da caridade cristã, sabem que muito se espera de abnegação e sacrifício em toda a sua existência terrena, pois o mundo não deixará de lhes lançar as pedras da incompreensão e da maledicência, assim como não lhes poupará o uso da coroa de espinhos que impuseram a Jesus ao demandar a cruz.

Não vos espanteis de que as vossas melhores intenções serão deturpadas e desmerecido o vosso esforço e a vossa lealdade ao Mestre. Todavia, se persistirdes no trabalho, resistindo e vencendo todos esses obstáculos humanos, sentireis o refrigério do verdadeiro e puro amor que premeia a fidelidade dos legítimos seguidores do Cristo. 

Recordai os dois escolhidos que pleiteavam, por intermédio de sua boa mãe, um lugar ao lado de Jesus, na Espiritualidade, e receberam do Senhor a pergunta sobre se já estavam prontos a passar pelas mesmas provas que Ele passava naquele momento. Ignoravam os apóstolos as dores maiores que os aguardavam em seus futuros testemunhos, mas tinham a íntima certeza das promessas feitas na Espiritualidade. Sereno, ao medir-lhes a ingenuidade e ao ouvir os rogos da mãe solícita, que para eles desejava o melhor no materno coração, Jesus acalmou o vozerio circundante e perdoou-lhes a pretensão, certo de que todos estariam realmente juntos por seus testemunhos de humildade, depois da necessária purificação de suas almas escolhidas para consolidar a tarefa misericordiosa junto à humanidade.

Tenhamos humildade e fé, pois Jesus revigorará nossas energias quando, em cada momento da jornada, surgirem as provas imprescindíveis ao nosso aprimoramento moral, pois o sacrifício das provações revigora a alma, dando-lhe forças para superar os piores obstáculos. 

Com Jesus no coração, para vos orientar em atos e palavras, podereis melhor alcançar a exemplificação redentora sem dúvidas nem hesitações, abandonando o orgulho e deixando de lado os agradecimentos do mundo. Somente assim podereis sentir a pureza da vossa trajetória cristã.

Que a Virgem Santíssima vos abençoe sempre e em vós permaneçam os mais firmes e sinceros propósitos de prosseguir na prática do bem e no amor a Deus.


Bezerra de Menezes







(Mensagem recebida pelo fundador e Orientador-Geral de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada em O Cristão Espírita, ed. 31, Setembro – Outubro de 1970)


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão - Reconstrução



Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão


Reconstrução


Unamo-nos todos na recuperação do tempo perdido em reencarnações pretéritas. Unificados por um ideal sublime no trabalho constante, de segundo em segundo, de minuto em minuto, de hora em hora, de dia em dia, desenvolvemos a atividade de todas as nossas virtudes e distanciamo-nos dos escuros resvaladouros do Tempo. O Cristo nos chama e, quando isto ocorre, despertamos para a edificação espiritual, com serviços, por norma constante, de fé e caridade nas devoluções afetivas, uma vez que compreendemos no Senhor, por fim, não apenas o Amigo Sublime, mas também o Orientador seguro, que corrige e educa para a felicidade real, para o bem verdadeiro.

Auxiliemos, assim, a propagação do vero Cristianismo no orbe terrestre, se desejamos, efetivamente, a sociedade aperfeiçoada no amanhã grandioso da Terra. Em verdade, o campo do mundo é vasto, os caminhos são vários, mas nós sabemos que o homem é, em essência o legislador da própria existência; é o dispensador, a si mesmo, da paz e da desesperação, da alegria e da dor.

Ajudar semelhante realização, estendendo-a ao círculo de nossas amizades, oferecendo o nosso concurso ativo na obra de regeneração dos espíritos, na época atormentada que atravessamos, é sagrada obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino.

O trabalho paciente e perseverante é necessário. O Espiritismo ao sol do Evangelho é consolação para todos. O estudo e a mediunidade ser-nos-ão roteiro de paz e luz, quando à serviço da caridade. Lembremo-nos das palavras de Camilo Flammarion: “a nossa morada terrestre é lugar de trabalho, onde vimos perder um pouco da nossa ignorância original e elevar o nosso conhecimento”.

Que a Providência Celeste nos fortaleça, para prosseguirmos na tarefa abençoada de reconstrução sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com o melhor de nossas forças.

São os votos sinceros do irmão e humilde servo,


Bezerra de Menezes








(Mensagem recebida pelo fundador Orientador Geral de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada em O CRISTÃO ESPÍRITA No. 22, Fev-Março de 1969)


sábado, 4 de outubro de 2025

Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão - Precisamos Estar em Deus



Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão


Precisamos Estar em Deus


Jesus nos abençoe.

Filhos, Jesus, o Mestre Amado, ensinou que é na medida em que experimentamos ser amorosos, magnânimos e tolerantes para com todos, que chegamos a conhecer o sentido do verdadeiro Amor. Como desafio à nossa fé e compreensão da verdade, encontramos aqueles que estão no domínio das relações humanas. É também onde o nosso crescimento maior é atingido. Quando superamos o amor pessoal, o amor que ama somente aqueles que nos amam, e derramamos um espírito de amor e bênçãos sobre os que se mostram menos amáveis conosco, sentimos um sentimento libertador de paz e poder em nosso íntimo. É como se fosse uma fonte oculta a libertar-se dentro de nós, é como se a luz tomasse conta de nossa alma, deslumbrando cada parte do nosso ser.

Amar é conhecer a Deus em Sua suprema glória. Amar é sentir Deus dentro do nós, é estar em unidade com todos os homens e com toda a vida. Foi por Amor e para que nos pudéssemos salvar, colocando-nos em harmonia com o Pai, que Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros... Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos” (João, XII:34 e 35). Assim, só pediremos que cada um reflita sobre as suas responsabilidades, assumidas de acordo com as tarefas e obrigações contraídas, harmonizando o Todo com o foco central, que é o Amor. A verdadeira estrada do Amor é alcatifada de flores, recebendo os raios aurifulgentes de luz para as etapas metamorfoseadas, como sucede com a crisálida, no casulo, transmudando-se em borboleta. Assim também há, no campo, o agricultor, que enfeixa todo o joio para ser queimado e separa o bom grão para ser empilhado nos celeiros, a fim de ser utilizado na próxima semeadura. É como todos deveis proceder nas vossas colheitas de harmonia, semeando boas ações, bom entendimento, compreensão, tolerância, adubando a terra com boa-vontade para preparar uma colheita proveitosa.

Só existe uma lei de harmonia, que é a do Amor ao próximo e o Amor a Deus. Tudo o mais carece de importância, por se perder na fantasia. Embora errar seja da humanidade, relembrai vossos estudos do Evangelho, para melhor firmardes a diretriz a seguir, na cadência da concórdia e da paz, da paciência e da tenacidade, relembrando como se expandiu o Amor de Maria quando crucificaram seu filho amado entre dois ladrões. Exemplificai o bom ensino, perdoando o próximo, entrelaçando com os Espíritos necessitados de progresso as rosas de Teresinha, brancas como a sua inocência. Amai todos os que sofrem, seja leproso ou maltrapilho, não vos esquecendo de que, não raro, a dor procura refúgio também entre os que são considerados felizes. Fazer o bem é saborear o néctar da elevação espiritual que identifica os Espíritos probos e progressistas. Perdoemos os Espíritos bons que ainda são submetidos às leis de retificação e ratificação, porque todos somos filhos do mesmo Pai. E jamais humilhemos a quem quer que seja, nem em pensamento.

Filhos do mesmo Pai, peregrinos ainda no caminho de Damasco, muitos dos nossos irmãos precisam de esclarecimento e ajuda, para que alcancem a conversão e a ressurreição espiritual, porque, segundo Jesus, “Das ovelhas de Meu Pai, nenhuma se perderá”. Eis porque o mundo precisa de compreensão, paciência e amor.

Não obstante as lutas e as recaídas, a humanidade se salvará neste Universo pela completa realização da obra regeneradora de Jesus. Muitos persistirão nas caminhadas longas pelas estradas do erro; muitas virgens encontrarão as trevas da desilusão. Entretanto, haverá para todos a aleluia da salvação, porque Deus é Pai e não deixará nenhum filho ao abandono. Deus está em todos nós, ainda que muitas vezes não estejamos Nele. Deus está em Jesus, como Jesus está em Deus. Maria, da mesma forma, está em Deus, assim como Deus está na Virgem que ilumina a humanidade com a sua pureza imaculada. E toda essa plêiade de Missionários que trabalham pelo bem da humanidade, sacrificando-se por Amor ao Amor, isto é, pelo Amor de Deus, distribuindo caridade, distribuindo coragem, conformação e ânimo, realiza a mais bela tarefa dos obreiros do Pai.

Este humilde servo de Deus suplica a Paz, o Amor e a Caridade para todos e aconselha, e pede que todos se entreguem, diariamente, à leitura do Evangelho, buscando interpretá-lo em suas ações cotidianas, para que estejam todos com Jesus, como Jesus está com todos.


Bezerra de Menezes









(Mensagem recebida pelo fundador e Orientador de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada na edição número 25 de O Cristão Espírita de setembro / outubro de 1969)




segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão - Trabalhando com Jesus



Bezerra de Menezes - Psicografia - Azamor Serrão


Trabalhando com Jesus

 
Filhos,

Silenciai a vossa fala sempre que não puderdes fazer o bem, sempre que vosso eu se manifeste antes que vossa vontade de progresso espiritual ou abafe o benefício alheio; deixai sempre que o vosso silêncio construa melhor por vós. Todavia, que este silêncio seja de segundos de reflexão, pois logo que consigais vencer a vós mesmos, voltai à carga, enfrentai os vossos erros e combatei-os, estendendo as mãos e o coração para socorrer aos que de vós necessitem.

Jesus não sentiu aversão por nós quando teve de lidar com nossa ignorância, a nossa incompreensão e os nossos preconceitos. Mesmo diante dos leprosos, sua expressão e o seu olhar não foram de repugnância, mas de meiguice, que se acentuava e deixava que a Ele se achegassem todos para receber, de acordo com o merecimento de cada um, as virtudes que de seu Espirito puríssimo continuamente partiam, a fim de curar a matéria pútrida.

Experimentai, de hoje em diante, sorrir diante dos necessitados e assim estareis assegurando algum alivio às suas dores. E com o vosso carinhoso amparo, se sentirão eles como que junto ao Mestre que vos indicou o caminho. Contai a todos, então, aonde aprendestes, e com quem, a servir com todo amor e fazei que, através de vós, possa Jesus penetrar o coração dos que sofrem. Vereis chuvas de bênçãos virem do Alto a vos ajudar e estareis, então, na estrada certa, pois, como nos disse o Cristo, “Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

Paz e amor em Jesus.


Bezerra de Menezes





Assistido por Bezerra de Menezes, Azamor Serrão exercia sua intensa mediunidade receitista num centro em Botafogo, Rio de Janeiro, na Rua da Matriz – “Tenda dos Irmãos do Oriente”. Era um centro de natureza mista, isto é, meio espírita, meio umbandista, meio orientalista. Priorizava o fenômeno mediúnico visando consultas, conversas com espíritos e desobsessão, sem grande preocupação com o estudo regular da codificação kardequiana.

Sob a inspiração de Bezerra de Menezes e Ali-Omar, lá pelos idos de 1959, Azamor decidiu-se então a liderar um movimento em prol de estudos intensivos das obras de Kardec. Logo formava-se um pequeno grupo, de 19 companheiros, constituindo a “Iniciação Espírita Bezerra de Menezes”.

A semente germinou. Começava ali uma bela e próspera história, repleta de frutos sazonados de luz e espiritualidade. Em menos de dois anos o grupo da “Iniciação” cresceu e tomou vida própria, ultrapassando os limites do “Irmãos do Oriente”.




(Mensagem recebida pelo fundador e Orientador-Geral de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada em O Cristão Espírita No. 17, Ed. de abril – maio de 1968)



sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Bezerra de Menezes - O Cristão Espírita - Azamor Serrão - A casa de Deus



Bezerra de Menezes - O Cristão Espírita - Azamor Serrão


A casa de Deus

A casa de Deus, filhos, é o universo inteiro, porque Deus está em toda parte, a revelar-se para que as forças do mal não conduzam para as trevas os que buscam a luz, para orientar-lhes a caminhada pela estrada da vida, em roteiro seguro para perfeita união com o Pai, que é o supremo amor, a suprema alegria, tão bem representado pelo espelho sublime que sua imagem reflete - Jesus.

O nosso Mestre amado ensina-nos em seu Evangelho de amor o caminho da Verdade, fazendo de nossos corações um verdadeiro templo de Deus, pelas vibrações celestiais que deles emanam. Esses corações, alimentados por pensamentos puros de mentes já iluminadas para orientar as atitudes fraternas de paz e amor a serviço do Cristo de Deus, esclarecem as ovelhas a fim de que não se desviem do caminho verdadeiro, fazendo das casas de oração casas de comércio. Onde as almas se reúnem para o maravilhoso encontro com Deus, não se permite nem um só gesto que identifique qualquer transação comercial, porque o ouro traz a ambição e a ambição pelo ouro é que perde as almas, interrompendo a caminhada para Deus.

O Mestre Jesus nos adverte quanto a isso de forma bem concisa, que não deixa nem uma dúvida. Mas certos orientadores religiosos é que não querem entender a Divina Mensagem do Mestre.

Quando Jesus fez sua entrada triunfal em Jerusalém, o povo veio alegremente para as ruas para recebê-lo, bradando em vozes fortes e cheias de entusiasmo: "Viva Deus nas alturas e Jesus entre os homens!"

Jesus foi ao templo. Pelos pátios, pelos arredores e dentro do templo, se fazia mercado de animais, cereais e tudo quanto aquela gente possuía para vender, com o consentimento dos sacerdotes. Então, Jesus mandou que se retirassem dali com suas mercadorias, pois era sacrilégio fazer da casa de orações um covil de especulações e trapaças. O templo é lugar consagrado às súplicas das criaturas a seu Criador.

Foi para terem aquele recanto reservado, onde pudessem falar com Deus e seus anjos (ou Espíritos), que os homens construíram seus templos. É ali que as almas de abrem, cheias de fé, porque lá estão as vibrações puríssimas do Amor do Pai para as suas criaturas.

Ali é a famosa escada de Jacó, por onde sobem as preces, as súplicas, as manifestações de amor e gratidão, e por onde descem, em catadupas de amor, as bênçãos e as respostas que os céus enviam às almas da Terra. Profanar um templo é grande crime. Por isso, o Divino Senhor espantou daquele lugar sagrado os que o maculavam com sua cobiça e egoísmo. Naquele acumulado de vibrações de Amor, de Prece, de Perdão, na explosão da sua fé e confiança em Deus, as criaturas achavam-se em Jesus. Ele estava ali na manifestação da mais alcandorada efusão de amor para com Deus; e, por isso, Ele disse: "A minha casa é casa de oração". Sim, ali, e "onde quer se faça oração, está Ele", «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei". De qualquer forma que o homem se una com o seu Deus, está unido com o Cristo, porque Ele disse: "Eu e meu Pai somos Um". Assim, bem claro ficou seu pensamento quando disse a João: "Não proibais que curem em meu nome, esses não são contra mim". E para que estejamos com Cristo, necessário se faz cumpramos seus ensinamentos evangélicos, não desobedecendo as suas determinações e procurando estar com Ele tanto quanto Ele está conosco.

Deus nos guarde e Jesus nos abençoe


Bezerra de Menezes






(Mensagem de Bezerra de Menezes recebida por Azamor Serrão, transcrita de O Cristão Espírita, Ed. 02, outubro de 1965)


Assistido por Bezerra de Menezes, Azamor Serrão exercia sua intensa mediunidade receitista num centro em Botafogo, Rio de Janeiro, na Rua da Matriz – “Tenda dos Irmãos do Oriente”. Era um centro de natureza mista, isto é, meio espírita, meio umbandista, meio orientalista. Priorizava o fenômeno mediúnico visando consultas, conversas com espíritos e desobsessão, sem grande preocupação com o estudo regular da codificação kardequiana.

Sob a inspiração de Bezerra de Menezes e Ali-Omar, lá pelos idos de 1959, Azamor decidiu-se então a liderar um movimento em prol de estudos intensivos das obras de Kardec. Logo formava-se um pequeno grupo, de 19 companheiros, constituindo a “Iniciação Espírita Bezerra de Menezes”.