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sábado, 15 de março de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 12 - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios - Questão 905 (Miramez)



 Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 12 - Da perfeição moral


As virtudes e os vícios 


905. Alguns autores hão publicado belíssimas obras de grande moral, que auxiliam o progresso da Humanidade, das quais, porém, nenhum proveito tiraram eles. Ser-lhes-á levado em conta, como Espíritos, o bem a que suas obras hajam dado lugar?

“A moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o trabalho. De que vos serve a semente, se não a fazeis dar frutos que vos alimentem? Grave é a culpa desses homens, porque dispunham de inteligência para compreender. Não praticando as máximas que ofereciam aos outros, renunciaram a colher-lhes os frutos.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 905 comentada


O homem que escreve tem grandes responsabilidades com o que fala aos outros, principalmente se não passar a viver o que escreve. A vivência é o selo que mostra o maior entendimento do que escreve e fala.

O escritor, de certa maneira, é um pastor de ovelhas, capaz de educá-las e instruí-las sobre as leis da vida. A moral sem as ações não dá segurança a quem ouve ou lê. Como ensinar o bom caminho, se trilhamos pelo caminho do mal? As ovelhas certamente nos acompanham, não pela voz somente, mas pelo trilho por que passamos. Grave é a culpa desses homens que dirigem as ovelhas para caminhos que não escolheram para si. Entretanto, o tempo irá lhes ensinar em outras vidas, o que devem fazer.

A semente que lançamos ao solo deve dar frutos, e o exemplo de vida corresponde à boa semente que lançamos ao solo das mentes que nos ouvem e nos seguem. Somente o tempo, as provas e expiações são professores altamente capacitados para nos mostrar como educar, aprendendo melhor.

O Espiritismo com Jesus Cristo é uma universidade benfeitora, capaz de consolar e instruir, educando todos os povos na seqüência de vidas múltiplas, as quais chamamos de reencarnações. É no vestir vários corpos, tantos quanto forem necessários, que as almas despertarão todas as qualidades divinas de que o coração é depositário e a consciência vigilante.

Devemos ensinar vivendo a lição, para que ela se fixe mais no centro das vidas que nos acompanham. A vida tem regras, que as leis de Deus expressam, mostrando a todas as criaturas que são lições de Deus para a paz e o conforto de todos os Espíritos.

Muitos autores publicaram livros e mais livros de alta moral evangélica, mas se esqueceram da vivência desses preceitos. Eles irão, ou melhor, já estão, sofrendo as conseqüências, para depois aprenderem na forja da dor que a teoria sem a prática desmerece a caridade e pressiona a consciência. Dentro da alma existe um tribunal organizado por Deus, para julgar todos os nossos atos. Moral sem ação é enfermidade sem tratamento.

A Doutrina dos Espíritos é Jesus a nos falar, e devemos dar ouvidos a essa volta do Mestre, porque não ouvindo ao Senhor, notadamente não ouviremos a Deus. Escutemos as palavras do Mestre, registradas por Lucas, no capítulo dez, versículo dezesseis, onde podemos compreender como ensinar aos outros:

Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim; e, quem vos rejeitar, a mim me rejeita; quem porém, me rejeitar, rejeita àquele que me enviou.

Estamos na hora de aproveitar o chamado do Senhor, compreendendo a vida e manifestando amor em tudo, para que Deus veja o nosso amor maior para com Ele. Podemos rejeitar a Deus e a Cristo, mas Eles não nos desprezam, dando-nos oportunidades de compreendê-los pela dor e pelos infortúnios.

O homem moralizado é igualmente o homem instruído, que serve de luz, iluminando os caminhos dos outros, ou despertando os companheiros que dormem. Estaremos prontos com Jesus, para ajudarmos o progresso da humanidade, usando todos os meios lícitos para tal desempenho. O código de moralização universal tem o emblema de Jesus, porque somente com Ele podemos nos tornar livres da ignorância, conquistando a nós mesmos e abrindo caminhos para a luz de Deus no coração.


Miramez 



Livro Filosofia Espírita Vol. 18 - João Nunes Maia 
Cap. 38- Moral sem ações







terça-feira, 29 de novembro de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte Terceira - Das leis morais - Cap. 12 - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios - Questão 893 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte Terceira - Das leis morais - Cap. 12 - Da perfeição moral


As virtudes e os vícios 


893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?

“Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtudes sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 893 comentada


Quando o Espírito passa a conhecer o mundo das virtudes, ele começa a acordar para a vida espiritual, e as virtudes devem ocupar o lugar dos vícios e hábitos inconvenientes para a paz espiritual.

Mesmo no estágio em que se encontra a humanidade, de maior interesse para as paixões inferiores, é de sentimento comum das criaturas defender e gostar da pessoa virtuosa, e com o espaço de tempo estudar, pregar e, por fim, passar à prática dessas qualidades nobres ensinadas por Jesus e descritas no evangelho da sua vida.

Virtude sem Jesus não tem conotação, e a que o amor domina se faz caridade entre os homens. O Cristo é o sol onde a humanidade aquece e vive a presença de Deus. Jesus foi, é e será sempre, a fonte, depois de Deus, para nós outros, onde deveremos buscar os exemplos das mais expressivas virtudes que com o amor se entrelaçam, na computação da verdade.

As virtudes são variadas; cada uma tem seu mérito próprio, é certo, no entanto, elas nascem da maior de todas, envolvida no sopro de Deus, que é o Amor. Ele se divide em mil ações comandadas pelas suas sensibilidades espirituais e fala da vida e da esperança em todos os seus contornos de vida.

Os vícios, que deverão ser afastados, esquecidos da vida diária, sendo que se encontram arraigados no ser, não podem ser extirpados de uma vez pelos processos da violência, entretanto, deixarão de existir, se persistirmos no trabalho das mudanças, apagando o que não deve ser, para acender a realidade pelo comando do amor.

Todas as virtudes são elevadas, quando a alma as compreende. A sua vivência, sacrificando ou fazendo desaparecer os contrários do amor, é o homem velho cedendo lugar ao novo homem, na sua transformação moral para entender melhor o chamado de Jesus. Pelo verbo da Divindade, conquistamos a nós mesmos.

A sublimidade da virtude está no sacrifício pessoal, se isso é sacrifício; para nós, sacrificar o mal é glória que a alma recebe por misericórdia, porque dessa decisão nasce no coração mais vida para Deus. Ele fica mais presente na vida de quem busca essa senda de luz, passando a viver o amor. As portas da espiritualidade superior se abrem e o candidato começa a vencer a si mesmo, vencendo o mundo e ganhando a paz espiritual.

Ouvir a respeito de Jesus nos dá esperança e abre perspectivas novas para o nosso futuro, porque por intermédio dele as nossas doenças e todos os tipos de desequilíbrios cessam. Ele nunca deixa de nos acompanhar, nos ajudando a carregar a nossa cruz, de problemas inúmeros.

Vamos escutar Lucas no capítulo cinco, versículo quinze, nos dizendo:

Porém, o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades.

E o Mestre não só curava as chagas do corpo, como, igualmente, as do Espírito. A virtude mais elevada para quem a pratica, é aquela que se assenta na mais pura caridade, contudo, todas elas pendem para a benevolência. Porém, algumas pessoas se interessam mais por uma do que por outra. No final, na pureza de sentimentos, todas elas se transformaram em amor e o sol de Deus brilha em todas.

Compreende teu dever, em busca desses dons, que a vida em todos os seus aspectos tornar-se-á flores de claridades eternas em todas as tuas existências. Jesus passará a andar contigo visivelmente em todos os teus caminhos, ajudando-te a ser melhor e a descobrir Deus na consciência.


Miramez



Filosofia Espírita Vol 18 - João Nunes Maia
Cap. 26 - Virtudes






quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Cap. 12 - Das leis morais - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios - Questão 906 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Cap. 12 - Das leis morais - Da perfeição moral


As virtudes e os vícios 


906. Será passível de censura o homem por ter consciência do bem que faz e por confessá-lo a si mesmo?

“Pois que pode ter consciência do mal que pratica, do bem igualmente deve tê-la, a fim de saber se andou bem ou mal. Pesando todos os seus atos na balança da lei de Deus e, sobretudo, na lei de justiça, amor e caridade, é que poderá dizer a si mesmo se suas obras são boas ou más, que as poderá aprovar ou desaprovar. Não se lhe pode, portanto, censurar que reconheça haver triunfado dos maus pendores e que se sinta satisfeito, desde que de tal não se envaideça, porque então cairia noutra falta.” (919)


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 906 comentada


A consciência do bem, todos devemos tê-la, sentir o bem que fazemos, porque desta maneira passamos a conhecer a nós mesmos e deixamos de fazer o mal, que às vezes praticamos. Não é censurado à criatura que ela examine a si mesma, no que se encontra fazendo.

Cada pessoa é um mundo, onde o comandante é a alma. Certamente que é preciso que conheçamos a nós mesmos, para que possamos escolher com maior entendimento o que é melhor para nós. O que não é certo, é divulgar o bem que se faz, ou se pretende realizar. Esse anúncio faz crescer a vaidade e o orgulho, bem como é capaz de nutrir certas paixões que estejam ligadas ao egoísmo e, ainda mais, à fascinação por si mesmo.

"O Livro dos Espíritos" é uma obra basilar, na qual todos os espíritas devem se inspirar, igualmente enriquecendo os conhecimentos no tocante à verdade. O que escrevemos sobre o Espiritismo não é influência dos homens, mas das leis de Deus que descobrimos em toda a natureza divina, que se apresenta na natureza humana.

Aos espíritas, falamos que não se deixem ser envolvidos nas paixões inferiores. O tempo já passou e estamos em época de reajuste espiritual, de crescimento d'alma para ficarmos em comunhão com Jesus Cristo, o nosso diretor espiritual que caminha conosco desde o princípio de todas as coisas.

Compete ao homem conhecer a si mesmo, principalmente nesta fase em que se encontra, de tanta teoria, para tomar as decisões que lhe cabem para direcionar a vida e compreender a verdade que liberta e que ilumina a alma.

Devemos fazer todo esse trabalho interno, não somente para nós, mas principalmente para servir de exemplo vivo para todos os povos. É preciso investir nas almas nossas irmãs, e não nas coisas. Vejamos o que João nos fala neste sentido, místico, mas eficaz:

E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos. (João, 11:52)

O dever do homem de bem é trabalhar para reunir os filhos de Deus que se encontram dispersos pelo mundo afora, e que somente uma força poderosa pode e tem o poder de unir em família: é o amor.

Devemos conhecer o bem e os seus fundamentos, e o mal, no que ele é. Desta maneira, entreguemo-nos à caridade, em todas as suas vantagens internas, criando dentro d'alma uma luz própria e uma vida feliz, capaz de mostrar Deus no coração e Cristo na consciência, ativando todas as qualidades superiores nos caminhos que pretendemos trilhar. Caímos por vezes em muitas faltas, por desconhecermos o mal que as atitudes errôneas nos causam. Ter consciência de tudo nos faz melhor escolher as nossas atitudes.

A Terra está passando por momentos decisivos. Em todas as nações, muitos pensam o contrário, por serem cegos que às vezes guiam cegos. Estamos diante de perigos iminentes em muitos campos de trabalho, mas Deus está vendo tudo e registrando todos os acontecimentos. Ele é todo Justiça e ninguém destrói a Sua obra.

Ele sabe o que fazer no momento certo.

O que devemos despertar em nós com urgência é o conhecimento das leis naturais e torná-las como indicação para a nossa viagem na vida. Os conscientes das verdades ficarão livres do tribunal da própria consciência.


Miramez




Filosofia Espirita - Vol. 18 - João Nunes Maia
Cap. 39 - Consciência do bem