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domingo, 27 de setembro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Medo de amar



Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Medo de amar


A insegurança emocional responde pelo medo de amar.

Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indivíduo enfermiço, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, vítima do egotismo, evita amar, a fim de não se desequipar dos instrumentos nos quais oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamoteando-se em disfarces variados.

O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.

O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.

Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.

Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.

O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.

O amor resulta da emoção, que pode ser definida como uma reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de concentração penosa ou agradável, do ponto de vista psicológico.

Também pode ser definida como o movimento emergente de um estado de excitamento de prazer ou dor.

Como consequência, o amor sempre se direciona àqueles que são simpáticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agradável.

Este conceito, porém, se restringe à exigência do amor que se expressa pela emoção física, transformando-se em prazer sensual.

Sob outro aspecto, há o amor profundo, não necessariamente correspondido, mas feito de respeito e de carinho pelo indivíduo, por uma obra de arte, por algo da Natureza, pelo ideal, pela conquista de alguma coisa superior ou transcendente, para cujo logro se empenham todas as forças disponíveis, em expectativa de um prazer remoto a alcançar.

As experiências positivas desenvolvem os sentimentos de afetividade e de carinho, as desagradáveis propõem uma postura de reserva ou que se faz cautelosa, quando não se apresenta negativa.

No medo de amar, estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos sofridos naquele período. Também pode resultar de insatisfação pessoal, em conflito de comportamento por imaturidade psicológica, ou reminiscência de sofrimentos, ou nos seus usos indevidos em reencarnações transatas.

De alguma forma, no amor, há uma natural necessidade de aproximação física, de contato e de contiguidade com a pessoa querida.

Quando se é carente, essa necessidade torna-se tormentosa, deixando de expressar o amor real para tornar-se desejo de prazer imediato, consumidor. Se for estabelecida uma dependência emocional, logo o amor se transforma e torna-se um tipo de ansiedade que se confunde com o verdadeiro sentimento.

Eis porque, muitas vezes, quando alguém diz com aflição eu o amo, está tentando dizer eu necessito de você, que são sentimentos muito diferentes.

O amor condicional, dependente, imana uma pessoa à outra, ao invés de libertá-la.

Quando não existe essa liberdade, o significado do eu o amo, o transforma na exigência de você me deve amar, impondo uma resposta de sentimento inexistente no outro.

O medo de amar também tem origem no receio de não merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.

Todas as pessoas são carentes de amor e dele credoras, mesmo quando não possuam recursos hábeis para consegui-lo.

Mas sempre haverá alguém que esteja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, também portadores de necessidades afetivas.

O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso sério, deve ser substituído pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento é agradável pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem deseja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emoção do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando até se transformar em amor legítimo.

Indispensável, portanto, superar o conflito do medo de amar, iniciando-se no esforço de afeiçoar-se a outrem, não gerando dependência, nem impondo condições.

Somente assim a vida adquire sentido psicológico e o sentimento de amor domina o ser.


Joanna de Ângelis 















quinta-feira, 25 de junho de 2026

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 2 - Amor, a solução



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 2


Amor, a solução


"Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros, e assim como vos amei, amai-vos também mutuamente." (JOÃO, 13:34)


Auxiliemo-nos para sermos auxiliados. Se algum companheiro perde a força do ideal, sejamos aquele suporte de amor que o escore na travessia do desânimo, a fim de que o vejamos refeito para a bênção do Serviço.

Se outro sofre provações ou privações de qualquer natureza, sejamos nós o apoio sobre o qual se mantenha para atingir novamente a segurança precisa.

Se outro se desgoverna na sombra da irritação, façamo-nos, junto dele, o silêncio e a prece capazes de repô-lo na rearmonização necessária.

Se outro ainda nos pareça indiferente ou distante, envolvamo-lo em calor de entendimento e ternura, a fim de que volte ao clima da paz e da eficiência em louvor do Cristo.

Em síntese, convertamo-nos, por amor, em suplementações uns dos outros, no levantamento do bem, de vez que, assim agindo, estaremos glorificando a bendita herança do trabalho que Jesus nos legou, não somente ofertando-lhe o rendimento justo, mas, também, cumprindo o excelso programa de nosso Divino Mestre, quando nos exortou:

— Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.


Batuíra










terça-feira, 8 de abril de 2025

Irmã Eros - Herança de Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - Amor



Irmã Eros - Herança de Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 1


Amor 


"Todos somos herdeiros do amor do Supremo Pai, em valores de paz, bênçãos de saúde, dádivas de esperança, misericórdia de luz, concessões de fraternidade, lições de sofrimentos, fortunas de Vida imortal...

Nenhuma criatura que se encontre em olvido, em abandono, a sós...

Em tudo e em todo lugar, os sublimes legados convidam à Vida e nos enriquecem de vida." (Joanna de Ângelis). 


Porque expressa a grandeza do Pai Criador, o amor é luz.

Equilibrados nas galáxias pela lei de gravidade, os astros repetem, infinitamente, sua própria órbita, em voos incessantes...

É o amor de Deus em grandiosidade.

Onde se manifesta medra a alegria.

Ao seu influxo, renovam-se as paisagens da alma, que se colore de esperança e beleza.

Hálito vivificador, sem a sua interferência perece a vida, facultando desgovernos e sombras. Encontra-se em toda a parte, e, mesmo quando ignorado, jaz em germen, que se agiganta, ao influxo dos estímulos superiores, fomentando elevação e felicidade.

Sendo a treva o resultante da luz ausente, o ódio não passa de reação do amor animal que enlouqueceu...

Também circulando em volta umas das outras, as almas que se buscam, o amor nelas constitui a estrela que sustenta, em órbita de afinidade, os sentimentos de que necessitam.

O amor em toda parte e lugar compõe a harmonia em que se exterioriza a Suprema Perfeição de Nosso Excelso Pai, esperando pela elevação e glória de todos nós.


Espírito Eros








terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 53 - Busca de si mesmo



Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 53


Busca de si mesmo 


O amor desempenha um papel preponderante na construção de um ser saudável, sem o que a predomi­nância dos instintos o mantém no primarismo, na ge­neralidade das expressões orgânicas sem maior controle do comportamento.

Crescendo ao lado da razão, o sentimento de amor é o grande estimulador para o progresso ético, social e espiritual da criatura, sem cuja presença se manteria nas necessidades primárias sem maior significado psi­cológico.

Inato no relacionamento mãe-filho, como decor­rência de o último ser uma forma de apêndice da primeira, surge no pai através do instinto de prote­ção à sua fragilidade e dependência, que se irá de­senvolvendo mediante a carga de emoção de que se faz acompanhar.

A medida que desabrocha e se desenvolve, desve­la as características individuais — do Espírito que é —, adquirindo e assimilando os conteúdos do meio social em que se encontra e que contribuem para a formação da sua identidade.

Tais fatores — inatos e sociais — estão presentes na hereditariedade — são impressos pelos valores adquiri­dos em outras existências, os quais se encarregam de modelar o ser — e decorrem da convivência do meio em que se está colocado no processo da evolução.

A aquisição ou despertamento do Si, é o grande desafio da existência humana, tornando-se condição de relevância no comportamento do ser e nos enfrentamen­tos que deverá desenvolver.

O ser real, no entanto, está oculto pelo ego, pelos condicionamentos, pelos impositivos sociais, sob a máscara da personalidade…

Descobri-lo, constitui um valioso desafio de natu­reza interior, impondo-se um mergulho no inconscien­te, de forma a arrancar a realidade que se oculta sob a aparência, o legítimo escondido no projetado.

A conquista de si mesmo proporciona alegria e li­bertação dos sentimentos subalternos, conflitivos. Sem­pre vem acompanhada da individualidade, quando se tem coragem de expressar sentimentos de valor — sem agressões, mas sem temor de desagradar —, quando se assume a consciência do Si e se sabe exatamente o que se deseja, bem assim como consegui-lo.

Ao adquirir-se a identidade, experimenta-se uma irradiação de alegria, de prazer que contagia, sem o expressar em forma ruidosa, esfuziante, tornando-se pleno e feliz diante da vida.

Essa conquista independe do poder, que normal­mente corrompe e deixa o indivíduo vazio quando a sós, nos momentos em que o seu prestígio não tem va­lor para submeter alguém ou para impor a subserviên­cia que agrada ao ego, tombando no desânimo ou na revolta e fazendo-se violento.

Na conquista de si mesmo surge um magnetismo que se exterioriza, produzindo empatia e proporcionan­do sensação de completude, resultado do amadureci­mento psicológico e do controle das emoções que flu­em em harmonia.

A sua presença causa prazer nas demais pessoas, enquanto que o indivíduo não realizado, não identifi­cado, proporciona estranhas sensações de mal-estar, de desagrado. O quanto é agradável estar-se ao lado de alguém jovial, feliz, plenificado, dá-se em oposto quando se convive com alguém pessimista, queixoso, inse­guro.

Cada ser irradia o que é internamente. Mesmo que muito bem apresentado pode produzir mal-estar, ou quando despido de atavios e exterioridades, é suscep­tível de provocar agradáveis sensações.

A busca de si mesmo nada tem a ver com o sucesso exterior, que pode ser adquirido superficialmente sem fazer-se acompanhar do interno, que é mais importan­te, porque define os rumos existenciais, prolongando os objetivos da vida.

Quando se busca o sucesso, o preço a pagar é mui­to alto, particularmente pelo que se tem de asfixiar em sentimentos internos, a fim de alcançar a meta exterior, enquanto que na busca da própria realidade a nada se sacrifica, antes se desenvolve o senso de beleza, de har­monia, de interiorização sem qualquer alienação. Essa viagem interior deve ser consciente, observada, reflexionada, descobrindo-se os conteúdos emocionais e espirituais que estão soterrados no inconsciente profun­do, portanto, adormecidos no Espírito.

Confunde-se muito a conquista de si mesmo, ten­do-se a falsa ideia de que ela surge após conseguir-se o poder, o sucesso, a vitória sobre a massa. Todas essas realizações são exteriores, enquanto a autoidentificação tem a ver com a autolibertação que, no caso, é o desapego das coisas — o que não quer significar que seja o abandono delas, mas o uso sem a dependência, a va­lorização sem a escravidão às mesmas —, às pessoas que, embora amadas, não se tornam codependentes dos ca­prichos impostos, às ambições perturbadoras que sem­pre levam a mais poder, a mais aquisição, a mais inqui­etação.

Valores antes não conhecidos passam a habitar a mente e a preencher as lacunas do sentimento, desen­volvendo aptidões ignoradas e trabalhando emoções não vivenciadas.

Nessa incursão interior, descobre-se quem se é, quais as possibilidades que existem e se encontram à disposição, como desenvolver os propósitos de cresci­mento íntimo e viver plenamente em harmonia consi­go, bem como em relação com as demais pessoas e com a Natureza.

Ocorre nessa fase um peculiar insight, e essa ilu­minação norteia a conduta, que se assinala pela har­monia e confiança em si mesmo, nas suas atitudes, nas metas agora estabelecidas, trabalhando pelo crescimen­to intelecto-moral.

A busca da identidade proporciona a superação da massificação, ao tempo em que faculta o descobrimen­to da realidade espiritual que se é, em detrimento da transitoriedade carnal em que se encontra.

A vitória sobre o medo da doença, do infortúnio, da morte produz autossegurança para todos os enfren­tamentos e a ampliação do futuro, que agora não mais se apresenta no limite da sepultura, do desconhecido, do aniquilamento, desdobrando metas incomensurá­veis, que se ampliam fascinantes e arrebatadoras sem­pre que esteja vencida a anterior.

A ansiedade cede lugar à harmonia, a hostilidade natural é substituída pela cordialidade, a insegurança abre espaço para a confiança, e o mundo se apresenta não agressivo, não punitivo, não castrador, porquanto, aquele que é livre interiormente não tem obstáculos pela frente por haver-se vencido, dessa forma, tornando todo combate factível e credor de enfrentamento.

Enquanto a busca do poder é exterior, a insatisfa­ção corrói o ser vitimado pela ambição fragilizadora, principalmente por causa da presença inevitável e do­minadora da morte que espreita e a tudo devora, ame­açando as construções mais vigorosas da transitorie­dade física.

Sem dúvida, a morte é um fantasma presente nas cogitações dos planos de breve ou de longo curso, por­que está sempre no inconsciente humano, mesmo quan­do ausente na realidade objetiva.

A autoconquista da identidade é também vitória da vida imperecível, da realidade que se é, na investi­dura transitória em que se transita.

Cada qual deve buscar-se através de reflexões tranquilas e interiorização consciente, perguntando-se quem e, quais os objetivos que se encontram à frente e como alcançá-los, investindo alguns momentos diários a exer­cícios de pacificação e manutenção de pensamentos edifi­cantes sejam quais forem as circunstâncias.

O autoencontro dá-se, após esse labor, naturalmen­te e plenificador, saudável e rico de harmonia. 


Joanna de Ângelis 












domingo, 29 de dezembro de 2024

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 60 - Amor, bálsamo divino



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 60


Amor, bálsamo divino


Unamo-nos em paz.

Que todos os nossos assuntos tendentes a descerrar brechas ao desânimo ou ao conflito, à tristeza ou à dificuldade sejam desterrados, para imperar tão somente sobre nós o otimismo e a confiança mútua.

O amor é o bálsamo divino nas peças da equipe.

Sigamos à frente, guardando por tesouro divino o amor que já conseguimos levantar e sustentar, uns pelos outros.

Somos uma família só — a Humanidade. E os companheiros da família mais necessitados de nós são aqueles irmãos sofredores e menos preparados para as lutas da vida, à maneira de parentes enfermos a dependerem dos mais robustos e habilitados à sustentação da segurança familiar.


Batuíra










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 20 de outubro de 2024

Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 30 - Amor



Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 30


Amor


O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.

Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.

É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.

Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.

Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.

Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito d’Ele mesmo, penetrando o Universo.

Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.

Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.

O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que O representa junto do verme. 

A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. 

Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. 

No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem. 

O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.

E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.

Herdeiros d’Ele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se-lhe aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Eis porque Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer ideia de recompensa. Descendo à Esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-Lhe a vontade sábia e misericordiosa. 

E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” 


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

André Luiz - Livro Nosso Lar - Chico Xavier - Cap. 18 - Amor, alimento das almas



André Luiz - Livro Nosso Lar - Chico Xavier - Cap. 18


Amor, alimento das almas


Terminada a oração, chamou-nos à mesa a dona da casa, servindo caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos. Eminentemente surpreendido, ouvi a senhora Laura observar com graça:

— Afinal, nossas refeições aqui são muito mais agradáveis que na Terra. Há residências, em “Nosso Lar” que as dispensam quase por completo; mas, nas zonas do Ministério do Auxílio, não podemos prescindir dos concentrados fluídicos, tendo em vista os serviços pesados que as circunstâncias impõem. Despendemos grande quantidade de energias. É necessário renovar provisões de força.

— Isso, porém, — ponderou uma das jovens, — não quer dizer que somente nós, os funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina, não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial. Na Comunicação e no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos. Na Elevação o consumo de sucos e concentrados não é reduzido, e, na União Divina, os fenômenos de alimentação atingem o inimaginável.

Meu olhar indagador ia de Lísias para a Senhora Laura, ansioso de explicações imediatas. Sorriam todos da minha natural perplexidade, mas a mãe de Lísias veio ao encontro dos meus desejos, explicando:

— Nosso irmão talvez ainda ignore que o maior sustentáculo das criaturas é justamente o amor. De quando em quando, recebemos em “Nosso Lar” grandes comissões de instrutores, que ministram ensinamentos relativos à nutrição espiritual. 

Todo o sistema de alimentação, nas variadas Esferas da vida, tem no amor a base profunda [v. O alimento de Jesus]. 

O alimento físico, mesmo aqui, propriamente considerado, é simples problema de materialidade transitória, como no caso dos veículos terrestres, necessitados de colaboração da graxa e do óleo. 

A alma, em si, apenas se nutre de amor. Quanto mais nos elevarmos no plano evolutivo da Criação, mais extensamente conheceremos essa verdade. Não lhe parece que o amor divino seja o cibo [1] do Universo?

Tais elucidações confortavam-me sobremaneira. Percebendo-me a satisfação íntima, Lísias interveio, acentuando:

— Tudo se equilibra no amor infinito de Deus, e, quanto mais evolvido o ser criado, mais sutil o processo de alimentação. 

O verme, no subsolo do planeta, nutre-se essencialmente de terra. O grande animal colhe na planta os elementos de manutenção, a exemplo da criança sugando o seio materno.

O homem colhe o fruto do vegetal, transforma-o segundo a exigência do paladar que lhe é próprio, e serve-se dele à mesa do lar. 

Nós outros, criaturas desencarnadas, necessitamos de substâncias suculentas, tendentes à condição fluídica, e o processo será cada vez mais delicado, à medida que se intensifique a ascensão individual.

— Não esqueçamos, todavia, a questão dos veículos, — acrescentou a senhora Laura, — porque, no fundo, o verme, o animal, o homem e nós, dependemos absolutamente do amor. Todos nos movemos nele e sem ele não teríamos existência.

— É extraordinário! — Aduzi, comovido.

— Não se lembra do ensino evangélico do “amai-vos uns aos outros”?  — Prosseguiu a mãe de Lísias atenciosa, — Jesus não preceituou esses princípios objetivando tão somente os casos de caridade, nos quais todos aprenderemos, mais dia menos dia, que a prática do bem constitui simples dever. 

Aconselhava-nos, igualmente, a nos alimentarmos uns aos outros, no campo da fraternidade e da simpatia. 

O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal, — patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo, — constituem sólidos alimentos para a vida em si. 

Reencarnados na Terra, experimentamos grandes limitações; voltando para cá, entretanto, reconhecemos que toda a estabilidade da alegria é problema de alimentação puramente espiritual. Formam-se lares, vilas, cidades e nações em obediência a imperativos tais.

Recordei instintivamente as teorias do sexo, largamente divulgadas no mundo; mas, adivinhando-me talvez os pensamentos, a senhora Laura sentenciou:

— E ninguém diga que o fenômeno é simplesmente sexual. O sexo é manifestação sagrada desse amor universal e divino, mas é apenas uma expressão isolada do potencial infinito. 

Entre os casais mais espiritualizados, o carinho e a confiança, a dedicação e o entendimento mútuos permanecem muito acima da união física, reduzida, entre eles, a realização transitória. 

A permuta magnética é o fator que estabelece ritmo necessário à manifestação da harmonia. Para que se alimente a ventura, basta a presença e, às vezes, apenas a compreensão.

Valendo-se da pausa, Judite acrescentou:

— Aprendemos em “Nosso Lar” que a vida terrestre se equilibra no amor, sem que a maior parte dos homens se aperceba. Almas gêmeas, almas irmãs, almas afins, constituem pares e grupos numerosos. Unindo-se umas às outras, amparando-se mutuamente, conseguem equilíbrio no plano de redenção. 

Quando, porém, faltam companheiros, a criatura menos forte costuma sucumbir a meio da jornada. É preciso muita identificação com a fé sobre humana para viver o homem, ou a mulher, solitários no mundo.

— Como vê, meu amigo, — objetou Lísias contente, — ainda aqui é possível relembrar o Evangelho do Cristo. “Nem só de pão vive o homem.” 

Antes, porém, de se alinharem novas considerações, tiniu a campainha fortemente.

Levantou-se o enfermeiro para atender.

Dois rapazes de fino trato entraram na sala.

— Aqui tem, — disse Lísias, dirigindo-se a mim gentilmente, — nossos irmãos Polidoro e Estácio, companheiros de serviço no Ministério do Esclarecimento.

Saudações, abraços, alegria.

Decorridos momentos, a senhora Laura falou sorridente:

— Todos vocês trabalharam muito, hoje. Utilizaram o dia com proveito. Não estraguem o programa afetivo, por nossa causa. Não esqueçam a excursão ao Campo da Música.

Notando a preocupação de Lísias, advertiu a palavra materna:

— Vai, meu filho. Não faças Lascínia esperar tanto. Nosso irmão ficará em minha companhia, até que te possa acompanhar nesses entretenimentos.

— Não se incomode por mim, — exclamei, instintivamente.

A senhora Laura, porém, esboçou amável sorriso e respondeu:

— Não poderei compartilhar das alegrias do Campo, ainda hoje. Temos em casa minha neta convalescente, que voltou da Terra há poucos dias.

Saíram todos, em meio do júbilo geral. A dona da casa, fechando a porta, voltou-se para mim e explicou sorridente:

— Vão em busca do alimento a que nos referíamos. Os laços afetivos, aqui, são mais belos e mais fortes. 

O amor, meu amigo, é o pão divino das almas, o pábulo [2] sublime dos corações.


André Luiz



[1] Cibo. — S. m. Alimento. Lat. cibus.
[2] Pábulo. — S. m. Alimento, sustento, comida, forragem, pasto. Lat. pabulum.




VÍDEO:


Nosso Lar - Cap. 18 - Amor, alimento das almas (Part.1/2/3) 
O Espírito da Letra

Apresentação: André Luiz Ruiz








O Espírito da Letra - Nosso Lar - Analisando a obra de André Luiz psicografia de Chico Xavier.



domingo, 29 de janeiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 63 - Amor de Plenitude



Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo P. Franco - Cap. 63


Amor de Plenitude


Em qualquer circunstância a terapia mais eficiente é amar.

O amor possui um admirável condão que proporciona felicidade, porque estimula os demais sen­timentos para a conquista do Self, fazendo desabro­char os tesouros da saúde e da alegria de viver, conduzindo aos páramos da plenitude.

Ao estímulo do pensamento e conduzido pelo sentimento que se engrandece, o amor desencadeia reações físicas, descargas de adrenalina, que propor­cionam o bem-estar e o desejo de viver na sua esfera de ação.

Inato no ser humano, porque procedente do Ex­celso Amor, pode ser considerado como razão da vida, na qual se desenvolvem as aptidões elevadas do Espírito, assinalado para a vitória sobre as pai­xões.

Mesmo quando irrompe asselvajado, como impulso na busca do prazer, expressa-se como forma de ascensão, mediante a qual abandona as baixadas do bruto, que nele jaz para fazer desabrochar o anjo para cuja conquista marcha.

A sua essência sutil comanda o pensamento dos heróis, a conduta dos santos, a beleza dos artistas, a inspiração dos gênios e dos sábios, a dedicação dos mártires, colocando beleza e cor nas paisagens mais ermas e sombrias que, por acaso, existam.

Pode ver um poema de esperança onde jaz a morte e a decomposição, já que ensina a lei das trans­formações de todas as coisas e ocorrências, abrindo espaço para que seja alcançada a meta estatuída nas Leis da Criação, que é a harmonia.

Mesmo no aparente caos, que a capacidade hu­mana não consegue entender, encontra-se o Amor trabalhando as substâncias que o constituem, direci­onando o labor no rumo da perfeição.

O homem sofre e se permite transtornos psicológi­cos porque ainda não se resolveu, realmente, pelo amor, que dá, que sorri de felicidade quando o ser amado é feliz, liberando-se do ego a pouco e pouco, enquanto desenvolve o sentido de solidariedade que deve viver em tudo e em todos, contribuindo com a sua quota de esforço para a conquista da sua realidade.

Liberando-se dos instintos básicos, ainda em predomínio, o ser avança, degrau a degrau, na esca­da do progresso e enriquece-se de estímulos que o levam a amar sem cessar, porquanto todas as aspira­ções se resumem no ato de ser quem ama.

A síntese proposta por Jesus em torno do amor é das mais belas psicoterapias que se conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica. 

Ante a impossibilidade de o homem amar a Deus em plenitude, já que tem dificuldade em conceber o Absoluto, realiza o mister, invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de início, a fim de desenvolver as aptidões que lhe dormem em latência, esforçando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na direção do amor ao próximo, decorrência natural do autoamor, já que o outro é extensão dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcendência incomparável, na qual o amor predomina em todas as emoções e é o responsável por todos os atos. Diante, portanto, de qualquer situação, é necessário amar. 

Desamado, se deve amar. 

Perseguido, é preciso amar. 

Odiado, torna-se indispensável amar. 

Algemado a qualquer paixão dissolvente, a libertação vem através do amor. 

Quando se ama, se é livre. 

Quando se ama, se é saudável. 

Quando se ama, se desperta para a plenitude. 

Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e o Espírito se movimenta produzindo vida e renovação interior. 

O amor é luz na escuridão dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo. 

O amor é bênção que luariza as dores morais. 

O amor proporciona paz. 

O amor é estímulo permanente. 

Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral. 

O amor de plenitude é, portanto, o momento culminante do ato de amar. 

Desse modo, através do amor, imbatível amor, o ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portanto, feliz.


 Joanna de Ângelis













Fonte: Amor, Imbatível Amor -pdf

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 30 - Amor



Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 30


Amor


O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.

Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.

É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.

Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.

Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.

Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito d’Ele mesmo, penetrando o Universo.

Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.

Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.

O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que O representa junto do verme. 

A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. 

Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. 

No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem. 

O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.

E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.

Herdeiros d’Ele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se-lhe aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Eis porque Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer ideia de recompensa. Descendo à Esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-Lhe a vontade sábia e misericordiosa. 

E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” 


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 20 de junho de 2022

João de Brito - Livro Falando à Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - Amor



João de Brito - Livro Falando à Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


Amor


O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos:

Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.

Palpita em todas as criaturas.

Alimenta todas as ações.

O ódio é o Amor que se envenena.

A paixão é o Amor que se incendeia.

O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.

O ciúme é o Amor que se dilacera.

A revolta é o Amor que se transvia.

O orgulho é o Amor que enlouquece.

A discórdia é o Amor que divide.

A vaidade é o Amor que se ilude.

A avareza é o Amor que se encarcera.

O vício é o Amor que se embrutece.

A crueldade é o Amor que tiraniza.

O fanatismo é o Amor que se petrifica.

A fraternidade é o Amor que se expande.

A bondade é o Amor que se desenvolve.

O carinho é o Amor que se enflora.

A dedicação é o Amor que se estende.

O trabalho digno é o Amor que aprimora.

A experiência é o Amor que amadurece.

A renúncia é o Amor que se ilumina.

O sacrifício é o Amor que se santifica.

O Amor é o clima do Universo. É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.

Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.

Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.

Com ele, tudo se aclara.

Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.

Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.


João de Brito





JOÃO DE BRITO, Padre ( 1693 ) — Foi o último imitador português dos grandes apóstolos do século XVI, o “segundo Xavier” pelo seu abnegado missionarismo em terras da Índia, onde sofreu perseguições e, por fim, o martírio. Esteve no Brasil. Célebre pela sua vida de santidade, de constância e firmeza.



domingo, 19 de junho de 2022

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 60 - Amor, bálsamo divino



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 60


Amor, bálsamo divino


Unamo-nos em paz.

Que todos os nossos assuntos tendentes a descerrar brechas ao desânimo ou ao conflito, à tristeza ou à dificuldade sejam desterrados, para imperar tão somente sobre nós o otimismo e a confiança mútua.

O amor é o bálsamo divino nas peças da equipe.

Sigamos à frente, guardando por tesouro divino o amor que já conseguimos levantar e sustentar, uns pelos outros.

Somos uma família só — a Humanidade. E os companheiros da família mais necessitados de nós são aqueles irmãos sofredores e menos preparados para as lutas da vida, à maneira de parentes enfermos a dependerem dos mais robustos e habilitados à sustentação da segurança familiar.


Batuíra










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano