Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10
Felicidade
629. Que definição se pode dar da moral?
“A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.” (O Livro dos Espíritos)
Entesoure a felicidade nos cofres do sentimento, compreendendo-a como sublime concessão da Divindade a coroar os seus esforços constantes.
A felicidade independe das circunstâncias e valores externos; é semelhante à moral.
Para o avaro, é o monte de moedas frias ou cédulas mofadas.
Para o gastrônomo, é o acepipe e o repasto lauto.
Para o vaidoso, é a posição de destaque, despertando atenção e curiosidade.
Para o perdulário, é o abuso do uso.
Para o sensual, é o desrespeito è bênção do sexo.
Para o mandrião, é repouso injustificado.
Para o mentiroso, é o aval do tempo à informação irresponsável.
Para o escravo, é a liberdade.
Para o cristão, todavia, a felicidade se confunde com a moral, isto é, a "observância da lei de Deus", como resultado do dever bem cumprido.
O cristão feliz, que também pode ser compreendido como o homem livre de laços negativos ou homem de moral, desconhece o conforto externo e ignora o poder. Contudo, lutador infatigável pela reforma íntima, guarda um coração dorido e sustém um corpo cansado, sabendo que, pelo muito dar e fazer, em relação aos outros, os reais valores são os que nascem na serenidade decorrente do culto do bem, "porque então cumpre a lei de Deus".
Marco Prisco

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