domingo, 3 de julho de 2022

Dias da Cruz - Livro Instruções Psicofônicas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19 - Alergia e obsessão



Dias da Cruz - Livro Instruções Psicofônicas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19


Alergia e obsessão


A noite de 15 de julho de 1954 trouxe-nos a alegria do primeiro contato com o Espírito do Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz, distinto médico e denodado batalhador do Espiritismo, que foi Presidente da Federação Espírita Brasileira, no período de 1889 a 1895, desencarnado em 1937.

Tomando as faculdades psicofônicas do médium, pronunciou a palestra aqui transcrita, que consideramos precioso estudo em torno da obsessão.

Subordinando o assunto ao tema “alergia e obsessão”, elucida-nos sobre a maneira pela qual facilitamos a influenciação das entidades infelizes ou inferiores em nosso campo físico, desde as mais simples perturbações epidérmicas aos casos dolorosos de avassalamento psíquico.

Quem se consagra aos trabalhos de socorro espiritual há de convir, por certo, em que a obsessão é um processo alérgico, interessando o equilíbrio da mente.

Sabemos que a palavra “alergia” foi criada, neste século, pelo médico vienense Von Pirquet, significando a reação modificada nas ocorrências da hipersensibilidade humana.

Semelhante alteração pode ser provocada no campo orgânico pelos agentes mais diversos, quais sejam os alimentos, a poeira doméstica, os pólens das plantas, os parasitos da pele, do intestino e do ar, tanto quanto as bactérias que se multiplicam em núcleos infecciosos.

As drogas largamente usadas, quando em associação com fatores proteicos, podem suscitar igualmente a constituição de alérgenos alarmantes.

Como vemos, os elementos dessa ordem são exógenos ou endógenos, isto é, procedem do meio externo ou interno, em nos reportando ao mundo complexo do organismo.

A medicina moderna, analisando a engrenagem do fenômeno, admite que a ação do anticorpo sobre o antígeno, na intimidade da célula, liberta uma substância semelhante à histamina, vulgarmente chamada substância “H”, que agindo sobre os vasos capilares, sobre as fibras e sobre o sangue, atua desastrosamente, ocasionando variados desequilíbrios, a se expressarem, de modo particular, na dermatite atípica, na dermatite de contato, na coriza espasmódica, na asma, no edema, na urticária, na enxaqueca e na alergia sérica, digestiva, nervosa ou cardiovascular.

Evitando, porém, qualquer preciosismo da técnica científica e relegando à medicina habitual o dever de assegurar os processos imunológicos da integridade física, recordemos que as radiações mentais, que podemos classificar por agentes “R”, na maioria das vezes se apresentam, na base de formação da substância “H”, desempenhando importante papel em quase todas as perturbações neuropsíquicas e usando o cérebro como órgão de choque.

Todos os nossos pensamentos definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos.

Assim sendo, é indispensável curar de nossas próprias atitudes, na autodefesa e no amparo aos semelhantes, porquanto a cólera e a irritação, a leviandade e a maledicência, a crueldade e a calúnia, a irreflexão e a brutalidade, a tristeza e o desânimo, produzem elevada percentagem de agentes “R”, de natureza destrutiva, em nós e em torno de nós, exógenos e endógenos, suscetíveis de fixar-nos, por tempo indeterminado, em deploráveis labirintos da desarmonia mental.

Em muitas ocasiões, nossa conduta pode ser a nossa enfermidade, tanto quanto o nosso comportamento pode representar a nossa restauração e a nossa cura.

Para sanar a obsessão nos outros ou em nós mesmos, é preciso cogitar dos agentes “R” que estamos emitindo.

O pensamento é força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói e reconstrói. Nele, ao influxo divino, reside a gênese de toda a Criação.

Respeitemos, assim, a dieta do Evangelho, procurando erguer um santuário de princípios morais respeitáveis para as nossas manifestações de cada dia.

E, garantindo-nos contra a alergia e a obsessão de qualquer procedência, atendamos ao sábio conselho de Paulo, o grande convertido, quando adverte aos cristãos da Igreja de Filipos:

— “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é nobre, tudo o que é puro, tudo o que é santo, seja, em cada hora da vida, a luz dos vossos pensamentos.”  


Dias da Cruz











sábado, 2 de julho de 2022

Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 330 - Aval de uma dívida



Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 330


Aval de uma dívida


Como vamos fazer o aval de uma dívida, se não temos nem a décima parte da importância? 

Conhecemos famílias que foram despojadas por aval… 

O nosso raciocínio está colocado acima do coração. 

Para quem quer acertar, a inspiração do Alto vem sempre. 

Sempre que sentirmos que alguém necessita, é ingratidão de nossa parte se ficarmos indiferentes.


Chico Xavier










Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 19 - Na propaganda



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 19


Na propaganda


“E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, ei-lo ali; não vades, nem os sigais.” — JESUS (Lucas, 17.23)


As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para provocarem qualquer incerteza ou indecisão.

Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus desmandos intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do Consolador, meditem a elevada significação deste versículo de Lucas.

Na propaganda genuinamente cristã não basta dizer onde está o Senhor. Indispensável é mostrá-lo na própria exemplificação.

Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.

Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser também continuidade de perturbação. Torna-se necessário encontrar o Cristo no santuário interior.

Cristianizar a vida não é imprimir-lhe novas feições exteriores. É reformá-la para o bem no âmbito particular.

Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam com profundas responsabilidades.

A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes.

O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os propósitos do Senhor na existência própria. 

É imprescindível fazer o bem, antes de ensiná-lo a outrem, porque Jesus recomendou ninguém seguisse os pregoeiros que somente dissessem onde se poderia encontrar o Filho de Deus.


Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 36 - Continuidade - Solução



Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 36


Continuidade - Solução


Precisamos nos decidir sobre o que devemos fazer, apoiando com segurança, dando sequência às decisões certas, sendo conscientes nas diretrizes tomadas. Diz o Evangelho, “Aquele que perseverar até ao fim será salvo”; e para sermos perseverantes, é necessário possuirmos uma consciência ativa, não alimentando dúvidas no que fazer.

Se é conhecendo a verdade que nos libertamos, a Doutrina Espírita nos ajuda no conhecimento da verdade; por conseguinte, nos ajuda, e muito, em nossa libertação espiritual. O apoio de Jesus não deve faltar na nossa vida; ligando-nos ao Mestre, estamos bem acompanhados para a solução definitiva do nosso empenho.

A sequência da nossa existência bem arejada é que mostra aos outros a solução tomada e a escolha definida. É o que apelamos para os nossos irmãos: andar com conhecimento de causa, não esquecer o reto pensamento, a reta conduta, o reto falar e o reto viver; quem anda sem tais condições sofre as consequências do caminho.

Consultemos sempre a Jesus, pelos meios que Ele nos dá, que nunca erraremos os caminhos para a harmonia com Deus; sejamos trabalhadores com discernimento, caridosos com fé, e obedientes com bom senso. E sempre demos continuidade à vida que nos faz feliz; ajudemos sempre, de maneira que a ajuda fortaleça a benevolência, sem esquecer o amor.

Usemos o verbo em todas as circunstâncias, mas nos lembremos de que o exemplo vale mais que todas as falas, entendendo que a vivência é o chamado do amor que não violenta, que não fere, que não agride. Continuemos, pois, a viver com a harmonia, e saibamos que uma das modalidades para alcança-la é o perdão, que gera o equilíbrio e a paz.

Dá continuidade a gratidão que gera amizade e fortifica o coração para o amor. As nossas decisões tomadas nas linhas do Cristo nos fazem crescer para Deus, entendendo as Suas leis. Não firas a ninguém, por prazer de ver os outros sofrerem; ama a todos, seja a quem for e onde for; comunga com o bem em toda parte e alimenta a paz por onde andares.

Assim, provamos que, ao descobrirmos Deus na nossa intimidade, acendemos luzes em nossas trevas.

Continuemos a pesquisar a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a pesquisa séria encontra sempre tesouros espirituais que nos levam a felicidade, e o Espiritismo representa uma das estradas iluminadas, nos mostrando Jesus, a quem devemos acompanhar com toda a dedicação amor.

A solução tomada por nós deve ser a de amar a Deus em tudo; assim, passaremos a viver neste clima de felicidade, respirando todas as virtudes conhecidas e outras que mais tarde venhamos a conhecer.

Acentua o Evangelho que nunca deveremos esmorecer em caminho, lembrando-nos da perseverança no bem até ao fim. Aproveitemos, meus irmãos, os exemplos dos companheiros que atingiram a iluminação, esforçando para fazer o mesmo, certificando-nos de que somente a caridade bem conduzida salva a alma de todos os atropelos da vida.

Vamos analisar as leis naturais, criadas por Deus, confiando nelas, e sejamos obedientes ao Pai, pelo canal que Ele usou para nos educar - Jesus - dando continuidade ao amor que o Mestre nos ensinou.


Miramez










sexta-feira, 1 de julho de 2022

Emmanuel - Livro Mãos Unidas - Chico Xavier - Cap. 4 - Esperança sempre



Emmanuel - Livro Mãos Unidas - Chico Xavier - Cap. 4


Esperança sempre


Ninguém sem esperança.

Ninguém sem Deus.

Contempla o Céu, nos dias em que a sombra te invada o coração, e pensa na inalterabilidade do Amor Infinito que verte do Criador para todas as criaturas.

O mesmo Sol que te aquece e nutre é aquele mesmo Sol que nutriu e aqueceu bilhões de criaturas, na Terra, no curso dos séculos incessantes.

Quase todas as estrelas que hoje se te descerram aos olhos são as mesmas que acompanharam os homens, na queda e no levantamento de civilizações numerosas.

Reflete nisso e não te deixes arrasar pelas aflições transitórias que te visitam com fins regenerativos ou edificantes.

É provável que tribulações diversas te sigam no encalço.

Aguentas incompreensões e dificuldades em conta própria; toleras lutas e problemas que não criaste; carregas compromissos e constrangimentos, a fim de auxiliar aos entes queridos; ou erraste, talvez, e sofres as consequências das próprias culpas. 

Não importa, entretanto, o problema, embora sempre nos pesem as responsabilidades assumidas, quaisquer que sejam.

Desliga-te, porém, de pessimismo e desânimo, recordando que a vida, — mesmo na vida que desfrutas, — em suas origens profundas, não é obra de tuas mãos.

O poder que te dotou de movimento, que te desenvolveu as percepções, que te induziu ao impulso irresistível do amor e que te acendeu no pensamento a luz do raciocínio, guarda recursos suficientes para retificar-te, suplementar-te as energias, amparar-te na solução de quaisquer empresas difíceis ou reaver-te de qualquer precipício, onde hajas caído, em desfavor de ti mesmo. 

Esse mesmo poder da vida que regenera o verme contundido e reajusta as árvores podadas nunca te relegaria à sombra da indiferença. 

Entretanto, para que lhe assimiles o apoio plenamente, é imperioso te integres no sistema do trabalho no bem de todos, sem te renderes à inutilidade ou à deserção.

Lembra-te de que o verme ferido e as árvores dilaceradas se refazem por permanecerem fiéis ao trabalho que a sabedoria da vida lhes conferiu pela natureza.

Recordemos isso e seja de que espécie for a provação que te amargue as horas, continua trabalhando na sustentação do bem geral, porquanto se te ajustas ao privilégio de servir, seja qual seja a prova em que te encontras, reconhecerás, para logo, que o amor é um sol a brilhar para todos e que ninguém existe sem esperança e sem Deus.


Emmanuel











Allan Kardec - Livro A Gênese - As predições - Cap. 18 - São chegados os tempos - Sinais dos tempos - Item 2



Allan Kardec - Livro A Gênese - As predições - Cap. 18 - São chegados os tempos


Sinais dos tempos


2. Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda ideia de capricho, por inconciliável com a sabedoria divina. Em segundo lugar, se a nossa época está designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto.

Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, está submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados, quanto às particularidades, ao livre-arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.

O progresso da Humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, por conseguinte, a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles são chegados para a maturação dos frutos e da colheita. 

Hammed - Livro A Busca do Melhor - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 25 - Não há outra forma



Hammed - Livro A Busca do Melhor - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 25


Não há outra forma


"Rogo a Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele; que ilumine os olhos do vosso coração (...)". Efésios, 1:17,18


Muitos de nós acreditamos que poderíamos nos livrar de todos os conflitos ou problemas se mudássemos de residência, cidade ou país; se conhecêssemos novas pessoas; se arrumássemos outro emprego, e outras tantas coisas mais.

Esquecemo-nos, no entanto, de que, para onde quer que formos, levaremos a nós mesmos. Não há como fugir daquilo que se é ou se sente. Se estivermos confusos ou deprimidos em um dado momento, estaremos confusos ou deprimidos onde quer que estejamos.

Devemos entender que não adianta fugir do cenário exterior. Somos nós – unicamente nós – que devemos mudar o cenário interior.

Quando decidimos deixar um relacionamento insano em busca de um mais sadio, levando conosco os mesmos hábitos, atitudes e crenças, vamos sintonizar e encontrar criaturas do mesmo nível e padrão. Não podemos esperar por resultados diferentes se continuarmos sentindo e pensando do mesmo jeito. Isso não é mudança.

Assim, levamos a cada novo relacionamento os velhos problemas, medos e limitações cultivados há longo tempo. Logo nos encontraremos, portanto, no mesmo ponto de partida, frustrados e infelizes, pois tentamos buscar fora o que não temos por dentro.

É preciso iluminar "os olhos do vosso coração", ou seja, enxergar, antes de tudo, os conteúdos da própria intimidade.

Não há como se esquivar nem fugir: as transformações terão de ser internas, e não externas. Não há outro caminho.


Hammed