quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2.ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Cap. 9 - Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal - Anjos guardiães. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos. Questão 498 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2.ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Cap. 9 - Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal

Anjos guardiães. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos


498. Será por não poder lutar contra Espíritos maléficos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?

“Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 498 comentada


A pergunta de número 498 pode parecer muito infantil, no entender dos estudantes mais velhos da Doutrina dos Espíritos, no entanto, sabemos que ela se fundamenta na dúvida de certas pessoas que temem o mal, mesmo na sua expressão frágil e temporária.

A luz nunca teme as trevas; essas é que são escorraçadas pela luz, quando conveniente. O Espírito angélico tem a seu favor a tranquilidade da consciência imperturbável, e se é imperturbável, ela nada teme. O protetor procura por todos os meios livrar o seu tutelado das artimanhas dos Espíritos inferiores; quando não consegue, por este estar ligado a eles por lei de afinidade, permite o Espírito protetor que seu tutelado fique envolvido, como lição, que no amanhã será valiosa, como prova.

Quando nos ligamos a certas coisas, estamos pedindo para isso, e nos é concedido como experiência, por vezes notável, que vem nos ajudar a conhecer a verdade pela dor, tanto do obsediado como do obsessor. Todos dois ganham na luta das trevas para se fazer a luz.

O anjo-guardião não violenta a consciência do protegido; ele expõe suas ideias de luz para quem se encontra nas trevas. Quando aceitas, ele redobra seu serviço na compreensão dos mais profundos conceitos de Jesus; quando não, silencia, esperando oportunidades para continuar seu trabalho em serviço de libertação do seu protegido, o que sempre alcança, mais cedo ou mais tarde.

Todos os Espíritos foram criados iguais, sendo assim, têm ânsia de luz, por terem vindo dela. Mesmo que no princípio a recusem, a ignorância não perdura; ela é breve, aparecendo no seu lugar a necessidade de melhorar moralmente, como fizeram os que ocupam hoje os lugares angélicos fazendo-se guias dos que se encontram na retaguarda.

Os guias espirituais, se quisessem, lutariam com os Espíritos ignorantes e venceriam com facilidade, expulsando-os do convívio do seu tutelado, no entanto, o seu protegido chama-los-ia de novo pelo seu proceder. Necessário se faz que o protegido queira melhorar, para receber dos seus benfeitores a assistência completa, de sorte a ser protegido por eles. Do contrário, ficará em trevas como os malfeitores até acordar, ou acordarem, todos, perseguido e perseguidores, para o rebanho de Jesus.

O Mestre, em Seu Evangelho, não arranca os defeitos dos Seus discípulos; apenas os ensina a cultivar as virtudes, porque o erro é ilusório no campo da imortalidade do bem. O amor é um sol, e seus raios são a fraternidade que se divide para depois formar um todo de luz, na garantia de quem a conquistou no coração.

A luz não teme as trevas, como já falamos. Ela é, na sua expressão, o próprio Cristo em Seu vigor que nunca falha, que saiu a semear as sementes do amor, que não deixam de nascer no terreno da consciência. O fato de o anjo da guarda não opor resistência, não é sinônimo de medo. Ele fica aguardando melhores resultados para os Espíritos que ainda dormem na inconsciência dos valores imortais da alma.

Abracemos a luz, que ela é Deus a nos dizer: “- Todos sois meus filhos. Nenhum se perderá, pois existe um Pastor que vos vigia em meu nome: Jesus.”


Miramez


Filosofia Espírita – Volume X - João Nunes Maia
Cap. 39 - Será fraqueza?






Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 50 - Conta de si




Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 50


Conta de si


“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” — PAULO (Romanos, 14.12)


É razoável que o homem se consagre à solução de todos os problemas alusivos à esfera que o rodeia no mundo; entretanto, é necessário saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.

Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas de si mesmas. Homens existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas instituições.

Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo? A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita.

O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem o homem a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina?

Cumpre-nos, então, esclarecer que os companheiros da intimidade doméstica, a posse do lar, as finalidades do agrupamento em que se trabalha, pertencem ao Supremo Senhor, mas o homem, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a fonte de suas atividades comuns. 

Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada Espírito, em relacionando o esforço que lhe compete, será compelido a esclarecer a sua qualidade de ação nos menores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver.


Emmanuel







Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Renovação - Divaldo P. Franco - A arte de doar




Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Renovação - Divaldo P. Franco


A arte de doar


Quando ofertarmos, possuímos.
 
Quando recebemos, tornamo-nos devedores.

A felicidade em poder repartir é sempre maior do que aquela que convida a acumular quando o próximo tem carência.

A semente que se nega a sucumbir na terra, para desdobrar-se na vida, morre na inutilidade.

Todavia, a que perece, esmagada no solo, revive com exuberância.

Toda doação é uma sementeira para o futuro, que a vida se encarrega de multiplicar.

Há moedas esquecidas que se podem tornar dádivas de importância, tais como a hospitalidade fraternal, a expressão de cortesia, o gesto de amizade, a participação no sofrimento alheio, o sorriso gentil, que não custam dinheiro e, em certos momentos, são mais valiosos do que ele.

A caridade que se converte em triunfo pessoal naquele que a recebe, é sempre luz inapagável na vida de quem a pratica.

Vive com otimismo na confiança integral em Deus e distribui alegria por onde passes.

Quem se aproximou de Jesus, nunca mais foi o mesmo, jamais O esqueceu.


Joanna de Ângelis









Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 5 - A família




Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 5


A família


A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a Esfera Superior, [dignamente] aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, a fim de restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para a frente.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

Os filhos são comparáveis a “tratos de terra espiritual” que devolverás [o que aprende,] invariavelmente, à Espiritualidade na pauta da sementeira que lhes ofertes.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, quando te parecem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região agora menos burilada e menos atendida.

O companheiro mais idoso, em toda parte, é o espelho do teu próprio futuro [na Terra].

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a [tua] experiência em família não se te desapareça no tempo, sem proveito para o grande caminho [a trilhar].

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício dos irmãos de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho [constante], o silêncio [oportuno,] e a generosidade [sadia] e conquistarás o respeito [dos outros], sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz no culto do Evangelho.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na solução dos problemas do cotidiano, [tanto quanto lhes seja possível].

O lar é o porto de onde a alma se retira para Além do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas.

Procura o Evangelho com todos ou sozinho.

Recorda que todo dia é dia de começar.


Emmanuel








Allan Kardec - Livro O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo - 1. ª Parte - doutrina - Cap. 8 - Os anjos - item 12




Allan Kardec - Livro O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo - 1. ª Parte - doutrina - Cap. 8


Os anjos
 

Os anjos segundo o Espiritismo

12. – Que haja seres dotados de todas as qualidades atribuídas aos anjos, não se pode duvidar. A revelação espírita confirma, sobre esse ponto, a crença de todos os povos; mas ela nos faz conhecer ao mesmo tempo a natureza e a origem desses seres.

As almas ou Espíritos são criados simples ou ignorantes, ou seja, sem conhecimentos e sem consciência do bem e do mal, mas aptos a adquirir tudo o que lhes falta; eles o adquirem pelo trabalho; o objetivo, que é a perfeição, é o mesmo para todos; chegam lá mais ou menos rapidamente em virtude de seu livre-arbítrio e em razão de seus esforços; todos têm os mesmos graus a percorrer, o mesmo trabalho a cumprir; Deus não faz a porção maior nem mais fácil para uns do que para outros, porque todos são seus filhos, e, sendo justo, ele não tem preferência por nenhum. Ele diz-lhes: “Eis a lei que deve ser vossa regra de conduta; só ela pode levar-vos ao objetivo; tudo o que é conforme a esta lei é o bem, tudo o que lhe é contrário é o mal. Sois livres para observá-la ou infringi-la, e sereis assim os árbitros de vosso próprio destino.” Deus portanto não criou o mal; todas as suas leis são para o bem; é o próprio homem que cria o mal infringindo as leis de Deus; se as observasse escrupulosamente, nunca se afastaria do bom caminho.


Allan Kardec






Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Meditação - Divaldo P. Franco - Cap. 20 - Oração de intercessão




Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Meditação - Divaldo P. Franco - Cap. 20


Oração de intercessão


A oração intercessória em favor dos que sofrem, constitui sempre uma contribuição valiosa para aquele a quem é dirigida.

Não resolve o problema, nem retira a aflição, que constituem recurso de reeducação, todavia, suaviza a aspereza da prova e inspira o calceta, auxiliando-o a atenuar os golpes do próprio infortúnio.

Ademais, acalma e dulcifica aquele que ora, por elevá-lo às Regiões Superiores, onde haure as emoções transcendentais que lhe alteram para melhor as disposições íntimas.

A oração é sempre um bálsamo para a alma, que se torna medicação para os equipamentos fisiológicos.

A emissão do pensamento em prece canaliza forças vivas em direção do objetivo almejado, terminando por alterar a constituição de que se reveste o ser.

Quem ora, encontra-se, porque sintoniza com a idéia divina em faixas de sutis vibrações, inabituais nas esferas mais densas.

Dirigida aos enfermos, estimula-lhes os centros atingidos pela doença, restaurando o equilíbrio das células e recompondo o quadro, que o paciente deve preservar.

Projetada no rumo do atormentado, alcança-o e acalma-o, desde que este se encontre receptivo, como é fácil de compreender-se. E mesmo que ele não sintonize com a onda benéfica que o alcança, não deixará de receber-lhe o conteúdo vibratório.

Alguém que se recusa à luz solar, mesmo assim, é bafejado pela sua radiação e pelas ondas preservadoras da saúde e da vida.

A oração propicia equivalentes resultados salutares.

A oração pelos mortos constitui valioso contributo de amor por eles, demonstração de ternura e recurso de caridade inestimável.

Semelhante a telefonema coloquial, a rogativa lhes chega ungida de afeto que os sensibiliza, e o conteúdo emocional os desperta para as aspirações mais elevadas, que passam a plenificá-los.

Além disso, pelo processo natural de sintonia com as Fontes geradoras da Vida, aumenta o potencial
que se derrama, vigoroso, sobre os destinatários, ensejando-lhes abrir-se à ajuda que verte do Pai na sua direção.

Deve-se orar no lar, sem qualquer perigo de atrair-se para o recinto doméstico, o Espírito mentalizado, sendo que, pelo contrário, se este permanece, aturdido ou perturbado, junto à família, libera-se ou vai recambiado para Hospitais e recintos próprios do Além, onde se restabelece e se equilibra.

Demonstra o teu amor pelos desencarnados, orando por eles, recordando-os com afeto e mantendo na mente as cenas felizes que com eles viveste.

Evita as evocações dolorosas, que os farão sofrer ao impacto da tua mente n’Eles fixada.

Reveste o teu impulso oracional com os reais desejos de felicidade para eles, que se reconfortarão, por sua vez, bendizendo-te o gesto e o sentimento.

Ninguém que esteja degredado para sempre. Portanto, todos aguardam intercessão, socorro, oportunidade liberativa.

Ora, pois, quanto possas, pelos que sofrem, pelos que partiram da Terra, igualmente por ti mesmo, repletando-te da paz que deflui do ato de comungar com Deus.


Joanna de Ângelis







Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 29 - Não te impacientes




Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 29


Não te impacientes


TEMA — Calma e paciência.


A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.

Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança.

Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem abraçado com o desespero!

A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.

Se queres o fruto, não despetales a flor.

Nas situações embaraçosas, medita caridosamente nos empeços que lhe deram origem:

Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele e os compromissos assumidos.

Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao Plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos.

Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão apenas para torná-los maiores.

Quase sempre a longa expectativa, em torno de certas concessões que disputamos, não é senão o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes. 

Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.

Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. 

Os que vivem, porém, acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.

Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.

O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.

A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.

Não te irrites. Quem trabalha pode contar com o tempo.

Se a crise sobrevém na obra a que te consagras, pede a Deus não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.


Emmanuel