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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14 - Mensagens



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14


Mensagens


641. Será tão repreensível, quanto fazer o mal, o desejá-lo?

“Conforme. Há virtude em resistir-se voluntariamente ao mal que se deseja praticar, sobretudo quando há possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.” (O Livro dos Espíritos). 


Suas atitudes funcionam como espelho para as atitudes do próximo.

Não utilize a dádiva da oportunidade na vitalização do mal.

Suas palavras são mensagens para a boca de quem as ouve.

Observe como fala, porquanto os outros passarão adiante a colheita dos seus lábios.
 
Seus pensamentos são formas vivas a influenciarem as almas alheias.

Cuide da sua mente, porque as ideias nobres, tanto quanto os crimes, fortalecem-se nos dínamos do cérebro.

Sua alma reflete para os outros, o que eles refletirão adiante.

Aprimore-se, a fim de que eles possam expressar longe de você a fortuna da sua esperança.

Seus anseios atingem o próximo nos próprios anseios.

Cuide do que deseja, para que eles não conduzam os outros aos despenhadeiros da loucura.
 
Toda mensagem expressa pelo homem atua noutro homem e transforma-se noutra mensagem que segue adiante.

Todo apelo recebe resposta.

Pensamento projetado significa pensamento que voltará.

Todo desejo exteriorizado em forma mental, ou em expressão ativa, traduz anseio que retornará.

Você é responsável, não apenas pelo mal que pratique, mas também pelo mal que inspire.

Pense e aja, portanto, corretamente, porque todo o abuso à Lei será contabilizado como desperdício e desrespeito à própria Lei.


Marco Prisco














segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. IV - Comentários ao Evangelho segundo João - Chico Xavier - Cap. 146 - Mensagens



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. IV - Comentários ao Evangelho segundo João - Chico Xavier - Cap. 146 - Mensagens


Ante o mundo moderno, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos em Cristo Jesus o clima de nossa reconstrução espiritual para a Vida Eterna.

Multipliquemos as assembleias cristãs, quais a desta noite, em que elevamos o coração ao altar da fé renovadora.

Em torno de nossas atividades religiosas, temos a paisagem de há quase dois mil anos… Profundas transformações políticas assinalam o caminho das nações, asfixiantes dificuldades pesam sobre os interesses coletivos, em toda a comunidade planetária, e, acima de tudo, lavra a discórdia, em toda parte, desintegrando o idealismo santificante.

Este é o plano a que os novos discípulos são chamados. O momento, por isto mesmo, é de luz para as trevas, amor para o ódio, esclarecimento para a ignorância, bom ânimo para o desalento.

Não bastará, portanto, a movimentação verbalística. Não prevalece apenas a plataforma doutrinária. Imprescindível renovar o coração, convertendo-o em vaso de graças divinas para a extensão das dádivas recebidas.

Espiritismo, na condição de mera fenomenologia, é simples indagação. Indispensável é reconhecer, entretanto, que as respostas do Céu, às perquirições da Terra, nunca faltaram. A Grandeza Divina absorve a pequenez humana em todos os ângulos de nossa jornada evolutiva.

Edificar um castelo teórico ou dogmático, onde a mente repouse à distância da luta constitui apenas fuga aos problemas — evasão delituosa de quem recebeu do Alto os dons sublimes do conhecimento para que a glória do Senhor se comunique a todos os homens. Esta a razão que nos compele ao chamamento novo.

A morte do corpo não nos desvenda os gozos do Paraíso, nem nos arrebata aos tormentos do Inferno.

Nós, os desencarnados, somos também criaturas humanas em diferentes Círculos vibratórios, tão necessitados de aplicação do Evangelho Redentor, quanto os companheiros que marcham pelo roteiro carnal.

A sepultura não é milagroso acesso às zonas da luz integral ou da sombra completa. Somos defrontados por novas modalidades da Divina Sabedoria a se traduzirem por mistérios mais altos.

Transformemo-nos, pois, meus amigos, naquelas “cartas vivas” do Mestre dos Mestres a que o Apóstolo Paulo se refere em suas advertências imortais.  

Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica, todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou. Sem amor, os mais alucinantes oráculos são igualmente aquele “sino que tange” sem resultados práticos para as nossas necessidades espirituais.

Não valem divergências da interpretação nos setores da fé. Estamos distantes da época em que os filhos da Terra se dirigirão ao Pai com idêntica linguagem, porquanto, para isto, seria imprescindível a sintonia absoluta entre nós outros e o Celeste Embaixador das Boas Novas da Salvação.

Reveste-se a hora atual de nuvens ameaçadoras. Não nos iludamos. O amor ilumina a justiça, mas, a justiça é a base da Lei Misericordiosa.

O mundo atormentado atravessa angustioso período de aferição. Irmanemo-nos, desse modo, em Jesus, para que a tormenta não nos colha, de surpresa, o coração.

Abracemo-nos na obra redentora do bem, já que não é possível, por enquanto, derrubar as fronteiras que separam os templos veneráveis uns aos outros.

Nossa época é de ascensão do homem à estratosfera, de intercâmbio fácil das nações e de avanço da medicina em todas as frentes, contudo, é também de lágrimas, reajustamento e destruição.

Entrelacemos as mãos, no testemunho da luz e da paz que nos felicitam. Lembremo-nos de que somos os herdeiros diretos da confiança e do amor daqueles que tombaram nos circos do martírio por trezentos anos consecutivos.

Espiritismo sem Evangelho é apenas sistematização de ideias para transposição da atividade mental, sem maior eficiência na construção do porvir humano; trabalharemos, entretanto, quanto estiver ao nosso alcance, a fim de que o Cristianismo redivivo prevaleça entre nós, para que a experiência terrestre não vos constitua patrimônio indesejável e inútil e para que, unidos fraternalmente, sejamos colaboradores sinceros do Mestre, sem esquecer-Lhe as sagradas palavras: — “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim.”  


Emmanuel











(Reformador, setembro 1948, página 207)

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Emmanuel - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos / Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 2 - Familiares Problemas




Emmanuel - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos / Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 2


Familiares Problemas



Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.

Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.

Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.

Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.

É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.

Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.

O divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinquência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.

Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.



Emmanuel




Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano