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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Vitória sobre a Depressão - Divaldo P. Franco - Pág. 39 - Viver com Alegria



Joanna de Ângelis - Livro Vitória sobre a Depressão - Divaldo P. Franco - Pág. 39


Viver com Alegria


Saúda o dia nascente com alegria de viver aureolada pela gratidão a Deus.

Cada novo dia é abençoada oportunidade de crescimento espiritual e de iluminação interior.

Atravessar o rio dos problemas de uma para a outra margem, onde se encontram as formosas atividades de engrandecimento moral, é a tarefa inteligente da pessoa que anela pela conquista da felicidade.

Quando se abre a mente e o coração à alegria, é possível descobri-la em toda parte, bastando olhar-se para a Vida, e ei-la jubilosa...

Quando se adquire a consciência da responsabilidade, de imediato sente-se que se é livre, mas essa liberdade é sempre conquistada pela ação que se converte em bênção de amor.

Somente através do amor perfeito é que o ser humano pode considerar-se realmente livre de todas as amarras, mesmo que essa aquisição seja lograda, de alguma forma, através do sofrimento.

O sofrimento faz mal, no entanto, não é um mal, porque oferece os recursos valiosos para a aquisição do bem permanente.

Eis porque o trabalho de qualquer natureza deve ser realizado com o sentimento de amor, o que equivale a uma postura de liberdade em ação.

Quando o amor não está presente no sentimento, a alegria não se enfloresce, porque permanece sombreada pelas dúvidas e suspeitas, porquanto somente através do amor é que se adquire a perfeição, em face dos mecanismos de ação que movimenta.

Pessoas existem que afirmam não poderem amar porque não compreendem o seu próximo, tendo dificuldade em aceitá-lo conforme é. A questão, no entanto, é mais sutil, e deve ser formulada nos seguintes termos: porque não ama, torna-se difícil compreender, em razão dos caprichos egoísticos que dificultam a bondade em relação aos outros.

Quando o amor se instala, a alegria de viver esplende como resultado da própria alegria de ser consciente.

A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente e ama, favorecendo-lhe o surgimento como um contínuo amanhecer.

Basta que se lhe ausculte a intimidade, e ei-la triunfante sobre a noite das preocupações.

Em realidade, viver com alegria não impede a presença dos sofrimentos que fazem parte do processo da evolução. Pelo contrário, é exatamente por serem compreendidos como indispensáveis que proporcionam satisfações e bem-estar.

Sempre que possível expressa a tua alegria de viver.

Os sentimentos cultivados transformam-se em estímulos para as ações que se materializarão mais tarde.

Se permitires que a tristeza torne-se companheira frequente das tuas emoções, a melancolia em breve estará instalada nos teus sentimentos, tirando a beleza da existência.

Se te apoias à queixa contumaz, a tua será uma conduta amargurada, fazendo-te indisposto e desagradável.

Se optas pelo cultivo de ideais enobrecedores de qualquer natureza, o entusiasmo pela sua preservação fará dos teus dias um contínuo encantamento.

Se tens o hábito de encontrar sempre o melhor, quase invisível ou imperceptível, nos acontecimentos menos felizes, desfrutarás de esperança e de júbilos permanentes.

A existência física não é uma viagem miraculosa ao país da fantasia, mas uma experiência de evolução assinalada por processos de refazimento uns e outros de conquistas inevitáveis, que geram sofrimento porque têm a finalidade de desbastar os duros metais da ignorância e aquecer o inverno do primarismo...

É natural, pois, que a dor seja companheira do viajante carnal.

Quando jovem, tudo são expectativas, ansiedades, incertezas...

Quando na idade madura, a colheita de reflexos da juventude propicia, quase sempre, insatisfações e desencantos.

Quando na velhice, em face do desgaste, o aborrecimento pela perda da agilidade, da memória, da audição, da visão, da facilidade que era habitual, se manifesta...

Sempre haverá motivo para reclamação, porque cada dia tem a sua própria quota de aflição, que deve ser aceita com bonomia e naturalidade.

Com a alegria de viver instalada no imo, sempre haverá uma forma de encarar os acontecimentos, concedendo-lhe validade e dele retirando a melhor parte, como afirmou Jesus, aquela que não lhe será tirada, porque representa conquista inalienável para a mente e para o coração.

Adapta-te, desse modo, às ocorrências existenciais, alegrando-te por estares no corpo, fruindo a oportunidade de corrigir equívocos, de realizar novos tentames, de manter convivências saudáveis, de enriquecimento incessante...

A vida com alegria é, em si mesma, um hino de louvor a Deus.

Não te permitas, portanto, a convivência emocional com as manifestações negativas do caminho por onde transitas.

Observa as margens do teu caminho e rega-as, mesmo que seja com suor e lágrimas, a fim de que as sementes do Divino Amor que se encontram nelas sepultadas, germinem e transformem-se nas flores que adornarão a tua marcha ascensional.

Liberta-te, mesmo que te seja exigido um grande esforço, das heranças primárias, filhas da agressividade, do inconformismo, dos impositivos egoístas que te elegem como especial no mundo, e considera que fazes parte da grande família terrestre, sujeito como todos os demais às injunções dos mecanismos da evolução.

Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Esparze-o onde te encontres e oferta-o a quem se te acerque, tornando mais belo o dia a dia de todos os seres com o sol do teu júbilo.

Se já encontraste Jesus, melhor razão tens para a alegria, porque envolto na Luz do mundo, nenhuma sombra te ameaça.

Serás, ao longo da vilegiatura carnal, o que te faças a cada instante, conforme o és, resultado do que te fizeste.

Alegra-te com a vida que desfrutas e agradece sempre a Deus a glória de saber e de amar para agir com acerto.


Joanna de Ângelis



VÍDEO: 

Divaldo P. Franco - Palestra "Vitória Sobre a Depressão"
FEP Cultural



Palestra proferida por Divaldo Pereira Franco na sede da Federação Espírita Portuguesa a 22 de outubro de 2014, tendo como tema "Vitória Sobre a Depressão". 




domingo, 11 de setembro de 2022

Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo P. Franco - Cap. 13 - Viver com alegria

 

Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo P. Franco - Cap. 13


Viver com alegria


Diariamente, quando você desperte, deixe-se invadir pela alegria, considerando que se encontra na Terra, reencarnado, com excelentes oportunidades de crescimento para Deus.

Sejam quais forem as preocupações, os desafios, os testemunhos que esteja enfrentando, alegre-se por haver retornado da viagem ao país dos sonhos, com o ensejo abençoado de resolver todas as questões pendentes na sua existência.

Enquanto você está no corpo, na experiência evolutiva, as circunstâncias podem alterar-se de um para outro momento, facultando-lhe realizações nobilitantes e libertadoras.

A vida prossegue de toda forma, sejam quais forem as situações que surpreendam o Espírito.

Se deambula através dos equipamentos orgânicos, frui de possibilidades múltiplas de renovação, de esclarecimento, de reparação.

O sofrimento não tem caráter punitivo, antes é uma advertência de que algo não se encontra bem, de que se faz necessário retificar alguma coisa que está aguardando renovação.

Alegre-se, portanto, por ainda dispor de tempo para conquistar o que malbaratou e conquistar-se a si mesmo.

De maneira alguma se permita o mau humor porque as ocorrências não se dão conforme você gostaria.

Toda experiência vencida promove o lutador, enquanto que a atitude negativa em relação aos enfrentamentos torna-se dificuldade para o raciocínio claro e a nuvem do discernimento das ações que devem ser realizadas.

A alegria irá proporcionar-lhe bem-estar e lucidez para agir.

A dádiva da reencarnação constitui misericórdia de Deus que propicia o desenvolvimento da divina luz interna, que deve ser alimentada pela fé e pelo trabalho de transformação moral para melhor.

Advindo a desencarnação, os planos e projetos de refazimento e de transformação ficam em suspenso, porque a Terra é formosa escola de educação do ser, onde se adquirem os equipamentos iluminativos para a felicidade.

Evite o ressumar da amargura em face das aflições que, por acaso, lhe visitem o coração.

Todos os seres humanos experimentam sofrimentos que fazem parte do cardápio existencial, desde que a Terra ainda não é o paraíso, antes é o seio materno que agasalha os filhos rebeldes e calcetas, dando-lhe ensejo de renovação moral e de ação dignificadora.

Ter problemas é característica de se estar vivo no corpo.

Somente não tem problemas os alienados, que se tornam problemas para os demais.

Cada dia é concessão do amor para o Espírito ampliar o elenco da sabedoria, desenvolver a capacidade de serviço, modelar no barro material o anjo que lhe dorme no imo.

Sorria ao dia que nasce e agradeça-lhe ao entardecer, pela riqueza de lições que você armazenou.

A indisposição, a revolta e o ressentimento são venenos que intoxicam o corpo e perturbam a alma, gerando doenças de várias denominações.

Considere-se feliz por haver despertado ao amanhecer, porquanto muitos desencarnam durante o sono, prosseguindo, hebetados além do túmulo, em lamentável estado de perturbação.

Outros se dão conta, tardiamente, porém, do que poderiam haver feito e não o realizaram, do que deveriam ter amealhado e somente recolheram azedume e desencanto.

A lição da dificuldade sob qualquer aspecto resulta de anteriores comportamentos infelizes que hoje devem ser reparados.

Portanto, recupere-se do erro com alegria.

A alegria é a presença de Deus no coração do ser humano.

Esparza o júbilo de encontrar-se vivo no corpo somático, porfiando e investindo no amor.

Chegará o momento em que o anjo da morte virá recolhe-lo e, mesmo nesse momento, receba o libertador com alegria e gratidão à vida.


Marco Prisco













terça-feira, 7 de junho de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Entrega-te a Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 11 - Viver Com Alegria



Joanna de Ângelis - Livro Entrega-te a Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 11


Viver Com Alegria


Encontrado o significado existencial, o espírito encarnado descobre que a sua jornada objetiva produzir-lhe o sublime ensejo da iluminação interior, libertando-se da treva da ignorância, assim como dos atavismos que o retêm no primarismo defluente do processo da evolução.

Empreendido o esforço do autoencontro, inunda-se de inefável alegria por descobrir o maravilhoso mundo de bênçãos que lhe está ao alcance, bastando-lhe iniciar o labor de identificar as possibilidades de que dispõe e executá-las.

A vida é um hino de louvor ao Pai Criador, que faculta aos Seus filhos os dons da imortalidade e da relativa perfeição que lhes cabe alcançar a esforço pessoal.

Eis porque a finalidade precípua da religião é estabelecer o vínculo de nova união profunda entre a criatura e o seu Genitor Celeste, facultando-lhe o desenvolvimento dos atributos adormecidos que o sol da verdade faz germinar e proporciona os recursos hábeis para o seu desenvolvimento.

Iniciado esse especial empreendimento, nada mais o detém, porque, a cada instante, defronta novos painéis a serem contemplados e incorporados ao patrimônio já acumulado.

Se as lutas se fazem mais ásperas em razão da sensibilidade mais desenvolvida ou porque as condições ambientais já não lhe são mais favoráveis, nelas encontra estímulos para treinar paciência e compaixão, proporcionando os meios eficazes para produzir as alterações necessárias, sem enfastiar-se nem perturbar-se.

Lúcido quanto aos desafios que são próprios nas áreas por onde se movimenta, melhor entende o seu próximo, as suas aflições e agressividade, equipando-se de mais amor, embora não concordando com os seus excessos, ao tempo que mais se esforça por oferecer-lhe os instrumentos próprios para a libertação das heranças que o atormentam.

Compreende que a inferioridade moral é chaga predominante em a natureza humana, por carregá-la cicatrizada com o bálsamo da dignidade que se soube aplicar enquanto transitava nos vales sombrios dos tormentos psicológicos.

Um halo de gentileza e bondade envolve-o, mantendo-o pacífico e pacificador em qualquer situação, mesmo nas mais penosas, estampando na face a alegria da vida, que a todos igualmente oferece os meios que levam à plenitude.

A alegria é tesouro da vida que deve ser buscada e vivencia- da, em razão das bênçãos que proporciona. Isso, porém, não quer dizer que não ocorram momentos de preocupação, de tristeza, de ansiedade e de receio, perfeitamente naturais no comportamento saudável que, em vez de uma linha horizontal, possui os seus ascendentes e descendentes emocionais, dentro, no entanto, dos padrões de equilíbrio.

O ser alegre é extrovertido sem ser bulhento, é confiante sem permitir-se leviandades, é bondoso embora sabendo o que deve e pode realizar em relação a tudo quanto pode, mas não deve fazer, ou deve executar, mas não o pode, porque não lhe é lícito.

Esse discernimento é filho da razão e da consciência do dever que lhe propõe o vir a ser, em lugar de o deter nas evocações do passado, onde encontra justificativas para a conduta irregular.

Estabelecido o compromisso com o futuro feliz, é grato a Deus por todas as concessões e esparze alegria e respeito onde se encontre.

Quando o indivíduo introverte os sentimentos e deixa-se vencer pela carranca, os conflitos que o aturdem dificultam-lhe o discernimento em torno dos valores legítimos da existência. Invariavelmente tornam-no amargo, pessimista ou agressivo, não poucas vezes dando lugar ao transtorno da distimia, a que se entrega inerme.

O renascimento do Espírito no corpo tem por sentido profundo a superação das marcas do passado, devendo esforçar-se por substituir os tormentos íntimos pelas contribuições da saúde emocional e da alegria de viver.

Dar-se conta de que possui um corpo com as suas funções em plena execução, salvadas as exceções daqueles que estorcegam nas expiações de que necessitam, deve inicialmente proporcionar um grande bem-estar.

Poder ver-se sem maiores problemas nos órgãos dos sentidos, enquanto outros experimentam inibições e limitações que se es- forçam por superar, já é uma suprema dádiva que merece gratidão e júbilo.

Nada obstante, em razão do temperamento hostil, em tudo vê amargura, sempre reclamando, quando poderia modificar a óptica pela qual observa a vida, colorindo os tons cinza com o arco-íris da alegria.

Cegos que se notabilizaram como Hellen Keller, que adicionava a surdez e a mudez aos seus limites orgânicos, superando-os e tornando-se um exemplo de pessoa alegre, saudável e grata à vida; como Braille, que se utilizou do limite da cegueira para criar o alfabeto que permite aos invidentes a comunicação; como Pasteur, sofrendo tuberculose e laborando em favor da saúde na caça contínua à vida bacteriana; como Steinmetz, o inolvidável químico alemão, que necessitava de um banquinho para alcançar as mesas onde se encontravam as provetas de pesquisas; como Beethoven, surdo, compondo a Nona sinfonia, assim como outros heróis do sofrimento, que o souberam converter em incomparável oportunidade de proporcionar o bem e a harmonia ao próximo, enquanto eles mesmos vivenciavam a alegria de construir o futuro melhor para a humanidade ...

Abençoa, desse modo, as oportunidades de que desfrutas para viveres o dom da alegria, qual informava o apóstolo Paulo que era sempre o mesmo, na alegria ou na dificuldade, no júbilo ou no sofrimento, porque encontrara Jesus.

Se, por acaso, ainda não encontraste Jesus, qual ocorreu a Francisco de Assis que, depois de o haver (re)conhecido, tornou-se o Irmão Alegria, busca-o na reflexão profunda ou mergulha na oração destituída de atavios, abrindo-te à magia desse Homem Incomparável que dividiu a história da humanidade, e a tua existência adquirirá sentido e significado.

Ninguém que seja saudável pode viver sem o contributo especial da alegria, que é um hino de louvor à vida e ao universo.

A alegria renova as paisagens interiores e pode ser encontrada nas coisas mínimas, desde o desabrochar de singela flor do campo aos cromos outros da natureza, do melodioso canto das aves ao baile cósmico dos astros ...

Se observares tudo quanto sucede em tua volta, encontrarás a ordem, o equilíbrio, a beleza, mesmo na decomposição da matéria que passa por transformações necessárias ao surgimento de for- mas novas e manutenção do que existe.

A alegria de viver é a maneira adequada de agradecer a Deus a bênção da reencarnação.

Não te permitas, em circunstância nenhuma, o abismo da revolta geradora da tristeza e da melancolia de longo e pernicioso curso.

Exulta de alegria, e entrega-te a Deus, cantando-Lhe um hino de louvor.

Quando Jesus se acercou das criaturas humanas trazendo a mensagem de libertação de consciência e exaltando a imortalidade do Espírito, ofereceu o seu evangelho, explicitando:

O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos, restauração da vista aos cegos, e para pôr em liberdade os oprimidos (...) (Lc, 4:18)

A sua foi, portanto, a mensagem da total alegria de uma vida saudável e rica de bênçãos.

Permite, dessa forma, que ele te liberte da opressão da ignorância, facultando-te a alegria da felicidade.


Joanna de Ângelis












quinta-feira, 25 de junho de 2020

Joanna de Ângelis - Página psicografada - Divaldo P. Franco - Zurique, Suíça - 2009 - Viver com Alegria



Joanna de Ângelis - Página psicografada - Divaldo Pereira Franco - Zurique, Suíça - 2009


Viver com Alegria


Saúda o dia nascente com alegria de viver aureolada pela gratidão a Deus.

Cada novo dia é abençoada oportunidade de crescimento espiritual e de iluminação interior.

Atravessar o rio dos problemas de uma para a outra margem, onde se encontram as formosas atividades de engrandecimento moral, é a tarefa inteligente da pessoa que anela pela conquista da felicidade.

Quando se abre a mente e o coração à alegria, é possível descobri-la em toda parte, bastando olhar-se para a Vida, e ei-la jubilosa...

Quando se adquire a consciência da responsabilidade, de imediato sente-se que se é livre, mas essa liberdade é sempre conquistada pela ação que se converte em bênção de amor.

Somente através do amor perfeito é que o ser humano pode considerar-se realmente livre de todas as amarras, mesmo que essa aquisição seja lograda, de alguma forma, através do sofrimento.

O sofrimento faz mal, no entanto, não é um mal, porque oferece os recursos valiosos para a aquisição do bem permanente.

Eis porque o trabalho de qualquer natureza deve ser realizado com o sentimento de amor, o que equivale a uma postura de liberdade em ação.

Quando o amor não está presente no sentimento, a alegria não se enfloresce, porque permanece sombreada pelas dúvidas e suspeitas, porquanto somente através do amor é que se adquire a perfeição, em face dos mecanismos de ação que movimenta.

Pessoas existem que afirmam não poderem amar porque não compreendem o seu próximo, tendo dificuldade em aceitá-lo conforme é. A questão, no entanto, é mais sutil, e deve ser formulada nos seguintes termos: porque não ama, torna-se difícil compreender, em razão dos caprichos egoísticos que dificultam a bondade em relação aos outros.

Quando o amor se instala, a alegria de viver esplende como resultado da própria alegria de ser consciente.

A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente e ama, favorecendo-lhe o surgimento como um contínuo amanhecer.

Basta que se lhe ausculte a intimidade, e ei-la triunfante sobre a noite das preocupações.

Em realidade, viver com alegria não impede a presença dos sofrimentos que fazem parte do processo da evolução. Pelo contrário, é exatamente por serem compreendidos como indispensáveis que proporcionam satisfações e bem-estar.

Sempre que possível expressa a tua alegria de viver.

Os sentimentos cultivados transformam-se em estímulos para as ações que se materializarão mais tarde.

Se permitires que a tristeza torne-se companheira frequente das tuas emoções, a melancolia em breve estará instalada nos teus sentimentos, tirando a beleza da existência.

Se te apoias à queixa contumaz, a tua será uma conduta amargurada, fazendo-te indisposto e desagradável.

Se optas pelo cultivo de ideais enobrecedores de qualquer natureza, o entusiasmo pela sua preservação fará dos teus dias um contínuo encantamento.

Se tens o hábito de encontrar sempre o melhor, quase invisível ou imperceptível, nos acontecimentos menos felizes, desfrutarás de esperança e de júbilos permanentes.

A existência física não é uma viagem miraculosa ao país da fantasia, mas uma experiência de evolução assinalada por processos de refazimento uns e outros de conquistas inevitáveis, que geram sofrimento porque têm a finalidade de desbastar os duros metais da ignorância e aquecer o inverno do primarismo...

É natural, pois, que a dor seja companheira do viajante carnal.

Quando jovem, tudo são expectativas, ansiedades, incertezas...

Quando na idade madura, a colheita de reflexos da juventude propicia, quase sempre, insatisfações e desencantos.

Quando na velhice, em face do desgaste, o aborrecimento pela perda da agilidade, da memória, da audição, da visão, da facilidade que era habitual, se manifesta...

Sempre haverá motivo para reclamação, porque cada dia tem a sua própria quota de aflição, que deve ser aceita com bonomia e naturalidade.

Com a alegria de viver instalada no imo, sempre haverá uma forma de encarar os acontecimentos, concedendo-lhe validade e dele retirando a melhor parte, como afirmou Jesus, aquela que não lhe será tirada, porque representa conquista inalienável para a mente e para o coração.

Adapta-te, desse modo, às ocorrências existenciais, alegrando-te por estares no corpo, fruindo a oportunidade de corrigir equívocos, de realizar novos tentames, de manter convivências saudáveis, de enriquecimento incessante...

A vida com alegria é, em si mesma, um hino de louvor a Deus.

Não te permitas, portanto, a convivência emocional com as manifestações negativas do caminho por onde transitas.

Observa as margens do teu caminho e rega-as, mesmo que seja com suor e lágrimas, a fim de que as sementes do Divino Amor que se encontram nelas sepultadas, germinem e transformem-se nas flores que adornarão a tua marcha ascensional.

Liberta-te, mesmo que te seja exigido um grande esforço, das heranças primárias, filhas da agressividade, do inconformismo, dos impositivos egoístas que te elegem como especial no mundo, e considera que fazes parte da grande família terrestre, sujeito como todos os demais às injunções dos mecanismos da evolução.

Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Esparze-o onde te encontres e oferta-o a quem se te acerque, tornando mais belo o dia a dia de todos os seres com o sol do teu júbilo.

Se já encontraste Jesus, melhor razão tens para a alegria, porque envolto na Luz do mundo, nenhuma sombra te ameaça.

Serás, ao longo da vilegiatura carnal, o que te faças a cada instante, conforme o és, resultado do que te fizeste.

Alegra-te com a vida que desfrutas e agradece sempre a Deus a glória de saber e de amar para agir com acerto.


Joanna de Ângelis






Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 29 de maio de 2009, no G-19, em Zurique, Suíça.


Fonte: Divaldo Franco