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sexta-feira, 7 de março de 2025

Hammed - Livro Um Modo de Entender: Uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 4 - Amadurecimento



Hammed - Livro Um Modo de Entender uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 4


Amadurecimento


“Irmãos, quanto ao modo de julgardes, não sejais como crianças; quanto à malícia, sim, sede crianças, mas quanto ao modo de julgar, sede adultos”. (I Coríntios, 14:20.)

Quem julga as pessoas e o mundo como responsáveis pela sua infelicidade é infantil e inexperiente.

Quem assume seus erros e se responsabiliza por tudo o que está vivendo interior e exteriormente, traz consigo a maturidade da criatura sábia e sensata, que aprendeu a enxergar a vida com os olhos do discernimento.

A espiritualidade não nos aprecia ou julga com o “cetro da perfeição”; ao contrário, leva em contas as limitações de nossa condição evolutiva. Ela procura sempre estabelecer o equilíbrio da justiça, pedindo a quem muito sabe e pouco exigindo daquele que quase nada conhece.

São denominados “cuidadores” ou “salvacionistas” os indivíduos que dispensam exagerada atenção e excessivo cuidado à vida das pessoas. Inconscientemente, se sentem responsáveis por problemas, escolhas, atos, sentimentos, bem-estar e destino de outrem. Esse comportamento, desprovido de maturidade psicológica, manifesta desrespeito à individualidade e invasão dos limites alheios.

Essa “mentalidade salvacionista” pode ter origem na atitude de superproteção cultivada pelos pais na educação dos filhos. Os adultos alegam que as crianças são ainda incapazes e indefesas e, assim, impedem-lhes o exercício diário do desenvolvimento de seu potencial – conjunto de qualidades de todo o ser humano ou sua capacidade de realização. Por exemplo, amamentam-nas ou dão-lhes de comer numa fase onde elas, por si sós, são capazes de fazerem sozinhas; com isso retardam seu amadurecimento, conservando-as dependentes e inseguras emocionalmente.

Por analogia, podemos comparar o ato da alimentação “física” com o ato da alimentação “emocional/espiritual”. Quem tenta, obsessivamente, cuidar dos outros e controlá-los, sob a alegação de “amor ou caridade”, na realidade está apenas dificultando e retardando o despertar das habilidades inatas deles.

“Irmãos, quanto ao modo de julgardes, não sejais como crianças; quanto à malícia, sim, sede crianças, mas, quanto ao modo de julgar, sede adultos”.

O procedimento mais benéfico que podemos adotar para facilitar nosso amadurecimento espiritual, é exercitar o autojulgamento e assumir total responsabilidade por tudo aquilo que sentimos, pensamos e fazemos, deixando que os outros aprendam também a se autojulgar e autorresponsabilizar-se através das próprias experiências.

Ninguém deposita em braços frágeis objetos pesados. Analogamente, a Divina Providência não nos apresenta um problema sem que tenhamos a capacidade de resolve-lo.

O que estamos vivendo hoje é produto de nossas escolhas, decisões e, portanto, é responsabilidade só nossa. Quando aceitarmos plenamente essa afirmação, teremos condições de discernir com maior clareza os limites das verdadeiras necessidades, nossas e dos outros.


Hammed 










Fonte: Um Modo de Entender uma Nova Forma de Viver -pdf

domingo, 19 de maio de 2024

Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 - A mochila imperceptível



 Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 



A mochila imperceptível


“Pois nada há de oculto que não se torne manifesto, e nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”. (Lucas, 8:17.)


Cantos ensombreados, salas nubladas, sótãos escuros, porões enegrecidos podem ser excelentes metáforas para entendermos os departamentos íntimos da nossa casa mental – nosso “lado sombrio”. Todos temos aspectos escuros, dissimulados, reprimidos e ignorados.

Se tomarmos consciência exata de tudo aquilo que está dentro de nós, encontraremos salvação e bem-estar; no entanto, se desconhecermos e não expressarmos o que está em nossa intimidade, então encontraremos destruição e insanidade.

Na Antiguidade e na Idade Média, os “demônios” serviram de bode expiatório para toda sorte de impulso e emoções deploráveis dos seres humanos. A concepção medieval era simplista: acreditava-se que todo e qualquer pensamento ou ação era proveniente de agentes malignos, não se admitindo que as denominadas possessões pudessem ser também desordens ou desequilíbrios emocionais que surgiam da área mais escura e negada de nós mesmos – a nossa sombra pessoal.

É frequente acreditarmos que existe somente a sombra de desvirtude – faces inaceitáveis da nossa personalidade, que negamos e que nos causam embaraços. Esses são impulsos que não queremos mostrar ao mundo nem a nós mesmos. Entretanto, há também uma sobra de luz – um lugar onde enterramos nossa autenticidade, potenciais e aptidões inatas; há “deuses embrionários” dentro de cada ser humano esperando o desenvolvimento.

Aonde quer que vamos, carregamos uma “grande sacola escura”, seja nos recantos bucólicos da Natureza, seja nos campos hostis da luta humana; seja nas moradias comuns, nos lugares de mau aspecto, seja nas belas e suntuosas residências. Onde estivermos, ela estará conosco.

Por analogia, a sombra é uma “mochila” que levamos nas costas e que; quase nunca é vista claramente. Nela está tudo aquilo que não vemos e não admitimos em nós mesmos. Uma vez levada à luz da consciência, dela emergem as nossas facetas ocultas.

As áreas sombrias da psique apenas são escuras quando dissimuladas e reprimidas; quando retiradas do “fundo do abismo” do reino interior, encontramos suas funções latentes e seus valores não manifestados; aí então ficamos integrados. Não há “nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”.

Nós achamos que somos maus, no entanto somos apenas ignorantes.

Nós achamos que temos um interior inadequado, no entanto temos um jeito de ser único.

Nós achamos que deveríamos ser perfeitos, no entanto somos apenas seres em desenvolvimento espiritual.

Nós achamos que somos anormais, no entanto somos apenas criaturas vivenciando a normalidade da imperfeição humana.

Tudo que é muito escondido um dia emerge abruptamente. “Pois nada há de oculto que não se torne manifesto”. Nosso lado sombrio, quando aceito, pode se corporificar em forma de liberdade, saúde e serenidade.

Devemos viver como se fôssemos um “livro aberto”. Não queremos dizer com isso que precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechados, ficaremos impossibilitados de nos vermos claramente.

Deus não quer que vivamos os anseios e os projetos de vida dos outros, e sim que concretizemos nossas propostas e anseios existenciais. Nosso movimento interno ou inclinação natural são os motivadores que nos incitam à realização pessoal. E, fora de nossa realização pessoal, não há felicidade, paz e alegria de viver.

O fato de negarmos a nós mesmos nos impede a liberdade de viver de forma legítima, sincera e verdadeira. Os aspectos internos que mais tememos podem ser o meio de acesso para a solução que estamos procurando ou a ideia-chave para nossos conflitos.


Hammed 












Fonte: Um modo de entender uma nova foram de viver.pdf

domingo, 20 de novembro de 2022

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Pág. 9 - Introdução



Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Pág. 9


Introdução


Dando-lhe a habilidade de pensar, o Criador permitiu que a criatura humana pudesse transmitir e, ao mesmo tempo, receber idéias, opiniões, pontos de vista e juízo sobre a sua existência, o Universo e a Natureza, enfim sobre o mundo em que vive e sobre si mesma.

São compreensíveis a postura de descrença e o espírito de rejeição dos conceitos e visão de mundo dos outros. Frequentemente, para tudo e para todos, os indivíduos têm sempre uma palavra de crítica velada ou explícita.

Não tivesse o homem essa admirável capacidade de pensar e contestar, a humanidade seria um aglomerado de seres similares e inexpressivos, nivelados de forma simplista, infrutíferos, e incapazes de realizar qualquer coisa diferenciada no Planeta.

A propósito, disse Voltaire, se referindo à contestação: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las".

Creditamos à heterogeneidade do pensamento reflexivo uma função essencial em prol de uma vida melhor e, simultaneamente, uma fonte vital de progresso psicológico que elucida e expande as consciências.

Afinal, o ato de pensar - exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção - é, para o ser humano, uma importante "arma de defesa" contra as adversidades da vida, ou "abrigo seguro" contra qualquer tipo de pressão interna ou externa.

A interpretação é criadora. Há hermenêuticas que são redutoras e destrutivas, enquanto outras são amplificadas e construtivas. Temos um saber relativo do absoluto, mas cada entendimento complementa o outro, como os raios do sol; no entanto, nenhum raio é todo o sol.

Não podemos ter uma visão afunilada por aquilo que sabemos, pois quem possui essa postura perante o mundo é considerado um ser obtuso. Por vezes, encontramos seres restritos, mas repletos de títulos acadêmicos e cursos de pós-graduação.

Nossa maior tragédia é supor que já chegamos a algum lugar ou conhecemos tudo, e interrompemos a nossa marcha de ser caminhante no processo de crescimento contínuo.

O Espiritismo abrange todos os conhecimentos humanos, usa o critério lógico e a fé raciocinada, abrindo ao homem todas as “janelas do mundo”, para que ele analise as coisas e seus diferentes aspectos.


Hammed












terça-feira, 23 de agosto de 2022

Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 - A mochila imperceptível



Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 


A mochila imperceptível


“Pois nada há de oculto que não se torne manifesto, e nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”. (Lucas, 8:17.)


Cantos ensombreados, salas nubladas, sótãos escuros, porões enegrecidos podem ser excelentes metáforas para entendermos os departamentos íntimos da nossa casa mental – nosso “lado sombrio”. Todos temos aspectos escuros, dissimulados, reprimidos e ignorados.

Se tomarmos consciência exata de tudo aquilo que está dentro de nós, encontraremos salvação e bem-estar; no entanto, se desconhecermos e não expressarmos o que está em nossa intimidade, então encontraremos destruição e insanidade.

Na Antiguidade e na Idade Média, os “demônios” serviram de bode expiatório para toda sorte de impulso e emoções deploráveis dos seres humanos. A concepção medieval era simplista: acreditava-se que todo e qualquer pensamento ou ação era proveniente de agentes malignos, não se admitindo que as denominadas possessões pudessem ser também desordens ou desequilíbrios emocionais que surgiam da área mais escura e negada de nós mesmos – a nossa sombra pessoal.

É frequente acreditarmos que existe somente a sombra de desvirtude – faces inaceitáveis da nossa personalidade, que negamos e que nos causam embaraços. Esses são impulsos que não queremos mostrar ao mundo nem a nós mesmos. Entretanto, há também uma sobra de luz – um lugar onde enterramos nossa autenticidade, potenciais e aptidões inatas; há “deuses embrionários” dentro de cada ser humano esperando o desenvolvimento.

Aonde quer que vamos, carregamos uma “grande sacola escura”, seja nos recantos bucólicos da Natureza, seja nos campos hostis da luta humana; seja nas moradias comuns, nos lugares de mau aspecto, seja nas belas e suntuosas residências. Onde estivermos, ela estará conosco.

Por analogia, a sombra é uma “mochila” que levamos nas costas e que; quase nunca é vista claramente. Nela está tudo aquilo que não vemos e não admitimos em nós mesmos. Uma vez levada à luz da consciência, dela emergem as nossas facetas ocultas.

As áreas sombrias da psique apenas são escuras quando dissimuladas e reprimidas; quando retiradas do “fundo do abismo” do reino interior, encontramos suas funções latentes e seus valores não manifestados; aí então ficamos integrados. Não há “nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”.

Nós achamos que somos maus, no entanto somos apenas ignorantes.

Nós achamos que temos um interior inadequado, no entanto temos um jeito de ser único.

Nós achamos que deveríamos ser perfeitos, no entanto somos apenas seres em desenvolvimento espiritual.

Nós achamos que somos anormais, no entanto somos apenas criaturas vivenciando a normalidade da imperfeição humana.

Tudo que é muito escondido um dia emerge abruptamente. “Pois nada há de oculto que não se torne manifesto”. Nosso lado sombrio, quando aceito, pode se corporificar em forma de liberdade, saúde e serenidade.

Devemos viver como se fôssemos um “livro aberto”. Não queremos dizer com isso que precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechados, ficaremos impossibilitados de nos vermos claramente.

Deus não quer que vivamos os anseios e os projetos de vida dos outros, e sim que concretizemos nossas propostas e anseios existenciais. Nosso movimento interno ou inclinação natural são os motivadores que nos incitam à realização pessoal. E, fora de nossa realização pessoal, não há felicidade, paz e alegria de viver.

O fato de negarmos a nós mesmos nos impede a liberdade de viver de forma legítima, sincera e verdadeira. Os aspectos internos que mais tememos podem ser o meio de acesso para a solução que estamos procurando ou a ideia-chave para nossos conflitos.


Hammed 












Fonte: Um modo de entender uma nova foram de viver.pdf

segunda-feira, 14 de março de 2022

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 31 - As duas faces da culpa




Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 31


As duas faces da culpa


“E, imediatamente, pela segunda vez, o galo cantou. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes. E começou a chorar” (Marcos, 14:72.)


A culpa nos paralisa no tempo e ficamos soterrados sob os escombros de nossos desacertos. Ela interrompe nossas oportunidades de crescimento no presente em virtude de nossa obstinação neurótica em comportamentos do passado.

A culpa se estrutura nas crenças antigas do “pecado” irreparável e nos alicerces do perfeccionismo.

Só quando aceitarmos que a vida perfeita é uma impossibilidade humana, quando aprendermos que há limites em nosso grau evolutivo, quando nos conscientizarmos de que não temos todas as respostas para o que acontece, quando aceitarmos que somos passíveis de falhas ou enganos, quando abandonarmos o complexo de onipotência, é que a culpa terá acesso restrito em nosso mundo íntimo.

O arrependimento se distingue da culpa. O arrependimento se manifesta quando tomamos ciência de que sabíamos fazer algo melhor e não o fizemos, enquanto que a culpa é prepotência daquele que crê que “deveria ter agido melhor”, que “deveria ter previsto anteriormente os problemas atuais”, porém não o fez propositadamente, porque seu senso crítico era inexpressivo, não possuía consciência individual e coletiva, nem autorreflexão; em outras palavras, sua consistência evolutiva era limitada.

A raiz da culpa é o nosso imenso orgulho e as expectativas absurdas “de como nós e os outros deveriam ser, de como deveríamos nos comportar diante dos fatos e acontecimentos”.

Há culpas e culpas…

Simão Pedro, filho de Jonas, conhecido como Pedro (do latim petra, a e — rocha, rochedo, penhasco, pedra), na realidade não tinha muito de rocha ou pedra; era um homem comum, com muitas das fragilidades humanas.

Na última ceia, Pedro contestou a predição do Mestre, que dizia: “Antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes”.

O apóstolo deu a entender que os outros poderiam traí-lo, mas ele (a rocha), sob nenhuma condição, negaria o amor e a amizade que tinha pelo Mestre.

Depois, Pedro teve percepção de sua imaturidade e se arrependeu profundamente. Aceitou a condição de criatura em fase de crescimento espiritual, que ainda não tinha chegado à plenitude do ser.

Quem se arrepende abandona a culpa, pois não mais aprova os velhos comportamentos e atos imaturos. Todavia não se auto castiga pelo fato de não ser perfeito, nem causa a própria ruína física ou emocional, abandonando-se num mar de lamentação e pesar. Ao contrário: assume a responsabilidade de seus erros e evita repeti-los; ao mesmo tempo, abranda seu julgamento e perdoa a si mesmo.

Simão Pedro superou a culpa, transformou-se interiormente e vivenciou uma existência de amor, compaixão, serenidade e perdão. Ele despertou em si o Reino de Deus e passou a divulgar a Boa Nova de Jesus sem distinção de raça, nacionalidade ou condição sexual das pessoas de sua época.

Pedro suplantou a culpa.

A análise da culpa no comportamento de Simão Pedro diverge completamente da reflexão sobre Judas Iscariotes.

Quando Jesus estava sendo julgado pela suprema corte judia, o Grande Sinédrio, Judas estava do lado de fora, remoendo-se de culpa.

Judas sucumbiu diante do seu engano. “Então Judas, que o entregara, vendo que Jesus fora condenado, sentiu remorsos e veio devolver aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo: Pequei entregando um sangue inocente. Mas estes responderam: Que temos nós com isso? O problema é teu. Ele, atirando as moedas no Templo, retirou-se e foi enforcar-se”1.

Ele se autodestruiu ao deparar com o tormento da traição ao Mestre. De forma ingênua, Judas acreditou nas promessas dissimuladas do poder mundano e falseou fatalmente.

Não soube se perdoar nem reparar seu erro. Poderia ter-se compensado e, igualmente, à coletividade pela perda do Mestre, procurando redimir-se do seu grande equívoco através da ação de fazer chegar a um grande número de pessoas a mensagem cristã.

Poderia também ter iniciado, quase que imediatamente, o trabalho de autotransformação, mas a culpa o paralisou por anos; só muito tempo depois, conseguiu reabilitar-se através das sucessivas encarnações.

A culpabilidade de Pedro resultou em arrependimento e lhe serviu de degrau para expandir seus horizontes existenciais. A culpabilidade de Judas derramou-se em remorso doentio, acabando em auto condenação.

Os chamados “pecadores” — os que tinham consciência de culpa descritos nas passagens do Novo Testamento – estavam apenas vivendo experiências evolutivas. O que chamamos de “imperfeição” no mundo são apenas as lições não aprendidas, que precisam ser recapituladas para que possamos melhorar nossas ações.

Tudo aquilo que nos parece negativo é apenas um “caminho preparatório” para alcançarmos um bem maior e definitivo.

Mesmo os comportamentos que acreditamos nos levar aos caminhos do mal não devem ser vistos como perdição eterna, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser experiências compensatórias e de aprimoramento a longo prazo.

Cada culpa, cada pessoa. Cada pessoa, cada culpa.

Use os erros e desacertos para seu crescimento interior. Aprenda com suas culpas e eleve-se para a Vida Maior.

Em se tratando de culpa, cada qual deve fazer uma autoanálise, visto que a falta é sempre proporcional a cada consciência.


Hammed









domingo, 15 de agosto de 2021

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16 - Multidão de pecados




Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16


Multidão de pecados


"Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados (I Pedro, 4:8).


As palavras de Pedro sobre os ensinamentos de Jesus : "Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados" - levam-nos a profundas reflexões a respeito do amor e do sofrimento.

Sofrer por sofrer não significa crescimento e evolução, visto que a única função da dor em nossa existência é despertar-nos para o amor - capacidade inerente a todo ser humano;  por isso "o amor cobre uma multidão de pecados".

Dificuldades ou pesares são desafios para que aprendamos a tomar decisões e a encontrar soluções, tornando-nos em consequência fortes e seguros.

O que chamamos de problemas na Terra são simplesmente lições não aprendidas, isto é, tarefas que precisamos repetir porque ainda não conseguimos internalizá-las.

Quaisquer que sejam os fatos ou situações que vivenciamos, são eles recados da vida para nosso crescimento interior. 

O "mal aparente" é um "bem irrevelado", não entendido, em função de nossa miopia espiritual.

Não devemos culpar o mundo ou as pessoas, nem mesmo nos justificar inventando desculpas para nossas dores. Na verdade, diante de toda e qualquer aflição, precisamos utilizar discernimento, avaliar a situação e, a partir disso, transformá-la em aprendizagem.

Sofrimento é o resultado de atos e atitudes alicerçados em concepções precipitadas ou equivocadas que adquirimos nesta ou em outras vidas e que continuamos a perpetuar, de modo consciente ou não, em nosso cotidiano.

Se sofremos sem tomar consciência das verdadeiras raízes que geram o tormento, ficaremos presos num ciclo perverso e destrutivo. Ao percebermos o porque de nossas dores, nos sentiremos mais despertos e equilibrados, passando a usufruir a alegria de "reconhecer o que precisamos mudar em nós mesmos".

Perante a amargura, devemos indagar:
- Que mensagem oculta a vida está me enviando através da dor?
- Quais são os atos ou atitudes que me levam a esse acontecimentos negativos?
- Como transformar esses fardos em crescimento interior?

A Sabedoria Perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor. Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar atentos às crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegria e bem estar, ou infelicidade e desgosto.

Os fatos e acontecimentos por si sós não nos criam felicidade ou desprazer. A questão está na nossa forma de ver ou no modo como reagimos a eles. 

As circunstâncias que vivemos no dia-a-dia são resultado da forma de desejar, estimar, esperar, amar, acreditar, respeitar, agir, pensar; enfim, os valores que fazem parte de nossa mentalidade.

Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa principal missão terrena: fomos criados para amar e ser amados.

Pode ser que, em muitas ocasiões, não possamos escolher as situações e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza sempre poderemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las - com Amor.


Hammed











quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 - A mochila imperceptível



Hammed - Livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 5 


A mochila imperceptível


“Pois nada há de oculto que não se torne manifesto, e nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”. (Lucas, 8:17.)


Cantos ensombreados, salas nubladas, sótãos escuros, porões enegrecidos podem ser excelentes metáforas para entendermos os departamentos íntimos da nossa casa mental – nosso “lado sombrio”. Todos temos aspectos escuros, dissimulados, reprimidos e ignorados.

Se tomarmos consciência exata de tudo aquilo que está dentro de nós, encontraremos salvação e bem-estar; no entanto, se desconhecermos e não expressarmos o que está em nossa intimidade, então encontraremos destruição e insanidade.

Na Antiguidade e na Idade Média, os “demônios” serviram de bode expiatório para toda sorte de impulso e emoções deploráveis dos seres humanos. A concepção medieval era simplista: acreditava-se que todo e qualquer pensamento ou ação era proveniente de agentes malignos, não se admitindo que as denominadas possessões pudessem ser também desordens ou desequilíbrios emocionais que surgiam da área mais escura e negada de nós mesmos – a nossa sombra pessoal.

É freqüente acreditarmos que existe somente a sombra de desvirtude – faces inaceitáveis da nossa personalidade, que negamos e que nos causam embaraços. Esses são impulsos que não queremos mostrar ao mundo nem a nós mesmos. Entretanto, há também uma sobra de luz – um lugar onde enterramos nossa autenticidade, potenciais e aptidões inatas; há “deuses embrionários” dentro de cada ser humano esperando o desenvolvimento.

Aonde quer que vamos, carregamos uma “grande sacola escura”, seja nos recantos bucólicos da Natureza, seja nos campos hostis da luta humana; seja nas moradias comuns, nos lugares de mau aspecto, seja nas belas e suntuosas residências. Onde estivermos, ela estará conosco.

Por analogia, a sombra é uma “mochila” que levamos nas costas e que; quase nunca é vista claramente. Nela está tudo aquilo que não vemos e não admitimos em nós mesmos. Uma vez levada à luz da consciência, dela emergem as nossas facetas ocultas.

As áreas sombrias da psique apenas são escuras quando dissimuladas e reprimidas; quando retiradas do “fundo do abismo” do reino interior, encontramos suas funções latentes e seus valores não manifestados; aí então ficamos integrados. Não há “nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia”.

Nós achamos que somos maus, no entanto somos apenas ignorantes.

Nós achamos que temos um interior inadequado, no entanto temos um jeito de ser único.

Nós achamos que deveríamos ser perfeitos, no entanto somos apenas seres em desenvolvimento espiritual.

Nós achamos que somos anormais, no entanto somos apenas criaturas vivenciando a normalidade da imperfeição humana.

Tudo que é muito escondido um dia emerge abruptamente. “Pois nada há de oculto que não se torne manifesto”. Nosso lado sombrio, quando aceito, pode se corporificar em forma de liberdade, saúde e serenidade.

Devemos viver como se fôssemos um “livro aberto”. Não queremos dizer com isso que precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechados, ficaremos impossibilitados de nos vermos claramente.

Deus não quer que vivamos os anseios e os projetos de vida dos outros, e sim que concretizemos nossas propostas e anseios existenciais. Nosso movimento interno ou inclinação natural são os motivadores que nos incitam à realização pessoal. E, fora de nossa realização pessoal, não há felicidade, paz e alegria de viver.

O fato de negarmos a nós mesmos nos impede a liberdade de viver de forma legítima, sincera e verdadeira. Os aspectos internos que mais tememos podem ser o meio de acesso para a solução que estamos procurando ou a ideia-chave para nossos conflitos.


Hammed 






Fonte: Um modo de entender uma nova foram de viver.pdf

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16 - Multidão de pecados




Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16


Multidão de pecados


"Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados (I Pedro, 4:8).


As palavras de Pedro sobre os ensinamentos de Jesus : "Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados" - levam-nos a profundas reflexões a respeito do amor e do sofrimento.

Sofrer por sofrer não significa crescimento e evolução, visto que a única função da dor em nossa existência é despertar-nos para o amor - capacidade inerente a todo ser humano;  por isso "o amor cobre uma multidão de pecados".

Dificuldades ou pesares são desafios para que aprendamos a tomar decisões e a encontrar soluções, tornando-nos em consequência fortes e seguros.

O que chamamos de problemas na Terra são simplesmente lições não aprendidas, isto é, tarefas que precisamos repetir porque ainda não conseguimos internalizá-las.

Quaisquer que sejam os fatos ou situações que vivenciamos, são eles recados da vida para nosso crescimento interior. 

O "mal aparente" é um "bem irrevelado", não entendido, em função de nossa miopia espiritual.

Não devemos culpar o mundo ou as pessoas, nem mesmo nos justificar inventando desculpas para nossas dores. Na verdade, diante de toda e qualquer aflição, precisamos utilizar discernimento, avaliar a situação e, a partir disso, transformá-la em aprendizagem.

Sofrimento é o resultado de atos e atitudes alicerçados em concepções precipitadas ou equivocadas que adquirimos nesta ou em outras vidas e que continuamos a perpetuar, de modo consciente ou não, em nosso cotidiano.

Se sofremos sem tomar consciência das verdadeiras raízes que geram o tormento, ficaremos presos num ciclo perverso e destrutivo. Ao percebermos o porque de nossas dores, nos sentiremos mais despertos e equilibrados, passando a usufruir a alegria de "reconhecer o que precisamos mudar em nós mesmos".

Perante a amargura, devemos indagar:

- Que mensagem oculta a vida está me enviando através da dor?

- Quais são os atos ou atitudes que me levam a esse acontecimentos negativos?

- Como transformar esses fardos em crescimento interior?

A Sabedoria Perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor. Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar atentos às crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegria e bem estar, ou infelicidade e desgosto.

Os fatos e acontecimentos por si sós não nos criam felicidade ou desprazer. A questão está na nossa forma de ver ou no modo como reagimos a eles. 

As circunstâncias que vivemos no dia-a-dia são resultado da forma de desejar, estimar, esperar, amar, acreditar, respeitar, agir, pensar; enfim, os valores que fazem parte de nossa mentalidade.

Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa principal missão terrena: fomos criados para amar e ser amados.

Pode ser que, em muitas ocasiões, não possamos escolher as situações e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza sempre poderemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las - com Amor.


Hammed











sábado, 4 de julho de 2020

Hammed - Livro Um Modo de Entender uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 4 - Amadurecimento



Hammed - Livro Um Modo de Entender uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 4


Amadurecimento


“Irmãos, quanto ao modo de julgardes, não sejais como crianças; quanto à malícia, sim, sede crianças, mas quanto ao modo de julgar, sede adultos”. (I Coríntios, 14:20.)

Quem julga as pessoas e o mundo como responsáveis pela sua infelicidade é infantil e inexperiente.

Quem assume seus erros e se responsabiliza por tudo o que está vivendo interior e exteriormente, traz consigo a maturidade da criatura sábia e sensata, que aprendeu a enxergar a vida com os olhos do discernimento.

A espiritualidade não nos aprecia ou julga com o “cetro da perfeição”; ao contrário, leva em contas as limitações de nossa condição evolutiva. Ela procura sempre estabelecer o equilíbrio da justiça, pedindo a quem muito sabe e pouco exigindo daquele que quase nada conhece.

São denominados “cuidadores” ou “salvacionistas” os indivíduos que dispensam exagerada atenção e excessivo cuidado à vida das pessoas. Inconscientemente, se sentem responsáveis por problemas, escolhas, atos, sentimentos, bem-estar e destino de outrem. Esse comportamento, desprovido de maturidade psicológica, manifesta desrespeito à individualidade e invasão dos limites alheios.

Essa “mentalidade salvacionista” pode ter origem na atitude de superproteção cultivada pelos pais na educação dos filhos. Os adultos alegam que as crianças são ainda incapazes e indefesas e, assim, impedem-lhes o exercício diário do desenvolvimento de seu potencial – conjunto de qualidades de todo o ser humano ou sua capacidade de realização. Por exemplo, amamentam-nas ou dão-lhes de comer numa fase onde elas, por si sós, são capazes de fazerem sozinhas; com isso retardam seu amadurecimento, conservando-as dependentes e inseguras emocionalmente.

Por analogia, podemos comparar o ato da alimentação “física” com o ato da alimentação “emocional/espiritual”. Quem tenta, obsessivamente, cuidar dos outros e controlá-los, sob a alegação de “amor ou caridade”, na realidade está apenas dificultando e retardando o despertar das habilidades inatas deles.

“Irmãos, quanto ao modo de julgardes, não sejais como crianças; quanto à malícia, sim, sede crianças, mas, quanto ao modo de julgar, sede adultos”.

O procedimento mais benéfico que podemos adotar para facilitar nosso amadurecimento espiritual, é exercitar o autojulgamento e assumir total responsabilidade por tudo aquilo que sentimos, pensamos e fazemos, deixando que os outros aprendam também a se autojulgar e autorresponsabilizar-se através das próprias experiências.

Ninguém deposita em braços frágeis objetos pesados. Analogamente, a Divina Providência não nos apresenta um problema sem que tenhamos a capacidade de resolve-lo.

O que estamos vivendo hoje é produto de nossas escolhas, decisões e, portanto, é responsabilidade só nossa. Quando aceitarmos plenamente essa afirmação, teremos condições de discernir com maior clareza os limites das verdadeiras necessidades, nossas e dos outros.


Hammed 










Fonte: Um Modo de Entender uma Nova Forma de Viver -pdf

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16 - Multidão de pecados



Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16


Multidão de pecados


"Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados (I Pedro, 4:8).


As palavras de Pedro sobre os ensinamentos de Jesus : "Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados" - levam-nos a profundas reflexões a respeito do amor e do sofrimento.

Sofrer por sofrer não significa crescimento e evolução, visto que a única função da dor em nossa existência é despertar-nos para o amor - capacidade inerente a todo ser humano;  por isso "o amor cobre uma multidão de pecados".

Dificuldades ou pesares são desafios para que aprendamos a tomar decisões e a encontrar soluções, tornando-nos em consequência fortes e seguros.

O que chamamos de problemas na Terra são simplesmente lições não aprendidas, isto é, tarefas que precisamos repetir porque ainda não conseguimos internalizá-las.

Quaisquer que sejam os fatos ou situações que vivenciamos, são eles recados da vida para nosso crescimento interior. 

O "mal aparente" é um "bem irrevelado", não entendido, em função de nossa miopia espiritual.

Não devemos culpar o mundo ou as pessoas, nem mesmo nos justificar inventando desculpas para nossas dores. Na verdade, diante de toda e qualquer aflição, precisamos utilizar discernimento, avaliar a situação e, a partir disso, transformá-la em aprendizagem.

Sofrimento é o resultado de atos e atitudes alicerçados em concepções precipitadas ou equivocadas que adquirimos nesta ou em outras vidas e que continuamos a perpetuar, de modo consciente ou não, em nosso cotidiano.

Se sofremos sem tomar consciência das verdadeiras raízes que geram o tormento, ficaremos presos num ciclo perverso e destrutivo. Ao percebermos o porque de nossas dores, nos sentiremos mais despertos e equilibrados, passando a usufruir a alegria de "reconhecer o que precisamos mudar em nós mesmos".

Perante a amargura, devemos indagar:

- Que mensagem oculta a vida está me enviando através da dor?

- Quais são os atos ou atitudes que me levam a esse acontecimentos negativos?

- Como transformar esses fardos em crescimento interior?

A Sabedoria Perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor. Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar atentos às crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegria e bem estar, ou infelicidade e desgosto.

Os fatos e acontecimentos por si sós não nos criam felicidade ou desprazer. A questão está na nossa forma de ver ou no modo como reagimos a eles. 

As circunstâncias que vivemos no dia-a-dia são resultado da forma de desejar, estimar, esperar, amar, acreditar, respeitar, agir, pensar; enfim, os valores que fazem parte de nossa mentalidade.

Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa principal missão terrena: fomos criados para amar e ser amados.

Pode ser que, em muitas ocasiões, não possamos escolher as situações e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza sempre poderemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las - com Amor.


Hammed











Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 2 - Aprendendo a nos amar




Em verdade, o exercício da aprendizagem do amor inicia-se pelo amor a si mesmo e, consequentemente, pelo amor ao próximo, chegando ao final à plenitude do amor a Deus.

Esses elos de amor se prendem uns aos outros pelo sentimento de afeto desenvolvido e conquistado nas múltiplas experiências acumuladas no decorrer do tempo em que nossas almas estagiaram e aprenderam a conviver e melhorar.

Muitos de nós nos comportamos como se o amor não fosse um sentimento a ser aprendido e compreendido. Agimos como se ele estivesse inerte em nosso mundo íntimo, e passamos a viver na espera de alguém ou de alguma coisa que possa despertá-lo do dia para a noite.

Vale considerar que, quanto mais soubermos amar, mais teremos para dar; quanto maior o discernimento no amor, maior será a nossa habilidade para amar; quanto mais compartilhá-lo com os outros, mais ampliaremos nossa visão e compreensão a respeito dele.

Iniciamos a conquista do amor pleno pelos primeiros degraus da escada da evolução. No começo, nossas qualidades e valores íntimos se encontravam em estado embrionário e, ao longo das encarnações sucessivas, estruturaram-se entre as experiências do sentimento e as do raciocínio. Quando congelamos a concepção sobre o amor, passamos a enxergá-lo de forma romântica e simplista.

O amor a Deus e aos outros como a si mesmo é noção que se vai desenvolvendo pelas bênçãos do tempo. As belezas do Universo nos são reveladas à proporção que amamos; só assim nos tornamos capazes de percebê-las cada vez mais e em todos os lugares.

Disse Jesus que toda a lei e os profetas se acham contidos nestes dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.(Mateus, 22:37a 40.)

Apenas damos ou recebemos aquilo que temos. Quem ainda não aprendeu a amar a si próprio não pode amar aos outros. Não peçamos amor antes de dá-lo a nós mesmos, pois o amor que tenho é o que dou e o que recebo.

À medida que aprendemos a nos amar, adquirimos uma lucidez que nos proporciona identificar nos conflitos um alerta de que estamos indo na direção contrária à nossa maneira de sentir e de pensar. Quanto mais aprendemos a nos amar, mais nos desvinculamos de coisas que não nos são saudáveis, a saber: pessoas, obrigações, crenças e tudo que possa nos invadir a individualidade e nos prostrar ou rebaixar. Muitos chamarão essa atitude de egoísmo, no entanto deveremos reconhecê-la como o ato de amar a si mesmo.

Quando nos colocarmos a serviço do amor verdadeiro, a auto-estima nascerá em nossa vida como valiosa aliada nas dificuldades existenciais.


Hammed








Fonte: Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver -pdf, EEHAMMED

Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16 - Multidão de pecados



Hammed - Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 16


Multidão de pecados


"Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados (I Pedro, 4:8).


As palavras de Pedro sobre os ensinamentos de Jesus : "Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados" - levam-nos a profundas reflexões a respeito do amor e do sofrimento.

Sofrer por sofrer não significa crescimento e evolução, visto que a única função da dor em nossa existência é despertar-nos para o amor - capacidade inerente a todo ser humano;  por isso "o amor cobre uma multidão de pecados".

Dificuldades ou pesares são desafios para que aprendamos a tomar decisões e a encontrar soluções, tornando-nos em consequência fortes e seguros.

O que chamamos de problemas na Terra são simplesmente lições não aprendidas, isto é, tarefas que precisamos repetir porque ainda não conseguimos internalizá-las.

Quaisquer que sejam os fatos ou situações que vivenciamos, são eles recados da vida para nosso crescimento interior. 

O "mal aparente" é um "bem irrevelado", não entendido, em função de nossa miopia espiritual.

Não devemos culpar o mundo ou as pessoas, nem mesmo nos justificar inventando desculpas para nossas dores. Na verdade, diante de toda e qualquer aflição, precisamos utilizar discernimento, avaliar a situação e, a partir disso, transformá-la em aprendizagem.

Sofrimento é o resultado de atos e atitudes alicerçados em concepções precipitadas ou equivocadas que adquirimos nesta ou em outras vidas e que continuamos a perpetuar, de modo consciente ou não, em nosso cotidiano.

Se sofremos sem tomar consciência das verdadeiras raízes que geram o tormento, ficaremos presos num ciclo perverso e destrutivo. Ao percebermos o porque de nossas dores, nos sentiremos mais despertos e equilibrados, passando a usufruir a alegria de "reconhecer o que precisamos mudar em nós mesmos".

Perante a amargura, devemos indagar:
- Que mensagem oculta a vida está me enviando através da dor?
- Quais são os atos ou atitudes que me levam a esse acontecimentos negativos?
- Como transformar esses fardos em crescimento interior?

A Sabedoria Perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor. Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar atentos às crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegria e bem estar, ou infelicidade e desgosto.

Os fatos e acontecimentos por si sós não nos criam felicidade ou desprazer. A questão está na nossa forma de ver ou no modo como reagimos a eles. 

As circunstâncias que vivemos no dia-a-dia são resultado da forma de desejar, estimar, esperar, amar, acreditar, respeitar, agir, pensar; enfim, os valores que fazem parte de nossa mentalidade.

Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa principal missão terrena: fomos criados para amar e ser amados.

Pode ser que, em muitas ocasiões, não possamos escolher as situações e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza sempre poderemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las - com Amor.


Hammed