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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 11 - Pureza



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 11


Pureza


“Bem-aventurados os puros, porque verão a Deus.” Mateus 5.8


Estudando a palavra do Mestre Divino, recordemos que no mundo, até hoje, não existiu ninguém quanto Ele, com tanta pureza na própria alma.

Cabe-nos, pois, lembrar como Jesus via no caminho da vida, para reconhecermos com segurança que, embora na Terra, sabia encontrar a Presença Divina em todas as situações e em todas as criaturas.

Para muita gente, a manjedoura era lugar desprezível; entretanto, Ele via Deus na humildade com que a Natureza lhe oferecia materno colo e transformou a estrebaria num poema de excelsa beleza.

Para muita gente, Maria de Magdala era mulher sem qualquer valor, pela condição de obsidiada em que se mostrava na vida pública; no entanto, Ele via Deus naquele coração feminismo ralado de sofrimento e converteu-a em mensageira da celeste ressurreição.

Para muita gente, Simão Pedro era homem rude e inconstante, indigno de maior consideração; contudo, Ele via Deus no espírito atribulado do pescador semianalfabeto que o povo menosprezava e transmutou-o em paradigma da fé cristã, para todos os séculos.

Para muita gente, Judas era negociante de expressão suspeita, capaz de astuciosos ardis em louvor de si mesmo; no entanto, Ele via Deus na alma inquieta do companheiro que os outros menoscabavam e estendeu-lhe braços amigos até ao fim da penosa deserção a que o discípulo distraído se entregou, invigilante.

Para muita gente, Saulo de Tarso era guardião intransigente da Lei Antiga, vaidoso e perverso, na defesa dos próprios caprichos; contudo, Ele via Deus naquele espírito atormentado, e procurou-o pessoalmente, para confiar-lhe embaixada importante.

Se purificares, assim, o coração, identificarás a presença de Deus em toda parte, compreendendo que a esperança do Criador não esmorece em criatura alguma, e perceberás que a maldade e o crime são apenas espinheiro e lama que envolvem o campo da alma — o brilhante divino que virá fatalmente à luz…

E aprendendo e servindo, ajudando e amando passarás, na Terra, por mensagem incessante de amor, ensinando os homens que te rodeiam a converter o charco em berço de pão e a entender que, mesmo nas profundezas do pântano, podem surgir lírios perfumados e puros para exaltar a glória de Deus.


Emmanuel







Reunião pública de 16 de Fevereiro de 1959.

Questão n.º 632 de “O Livro dos Espíritos”

Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: Vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”




quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 70 - Pureza - Transferências




Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 70

Pureza
Transferências 
 

No seu caminho rumo ao infinito, no desfruto da eternidade, a criatura, a partir do estágio na área da conscientização, passa a transferir aos que a observam, ou que com ela convivem, o resultado das experiências vividas. 

Àquele que, no uso da razão, somatiza os conhecimentos dos reais valores das leis divinas, compete diligenciar no sentido de que, na ação das transferências realizadas, deixe fluir com pureza aquilo que irá, com certeza, influenciar positivamente àqueles que se encontram mais na retaguarda, na necessidade de evoluir. A pureza dos pensamentos; a pureza nas palavras; a pureza nas ações… 

Cada um é responsável, perante as leis superiores da criação, por tudo o que transfere aos seus semelhantes, mormente aos que, por conseqüência da variada ordem, se encontrem mais na sua área de influência. 

A pureza é o estigma divino que identifica o Espírito quando este já se encontra dominando o conhecimento, a ponto de ter consciência do imperativo de evoluir, favorecendo a evolução do companheiro em caminho e que se torna como o brilhante que irradia a sua luz, por mais densa seja a escuridão. 

A inimitável personalidade do Cristo de Deus influenciou os que já tinham predisposição para o bem, pela pureza de tudo o que o Seu pensamento expressou e que a Sua ação deixou registrado; e para os pósteros, a mesma pureza é fator de reposicionamento do Espírito, em qualquer tempo. 

Cuidemos, pois, de exercitar a filtragem dos nossos valores, para que as transferências que deles fizermos para os nossos semelhantes sejam como colaboradores conscientes na obra da criação. 

A tarefa de Jesus ainda é despertar no homem a consciência da pureza de sua origem, a fim de que este se decida a reconquistar este estado original. A transferência dos valores adquiridos na vivência dos evos é generosidade espiritual, no exercício da fraternidade, na busca do amor, cuja pureza mantém em harmonia, tanto o universo cósmico, como o universo individual do Espírito. 

Atributo de Deus, a pureza se desenvolve na intimidade da criatura, por piedosa transferência do Criador. 

Se ontem, em demorado período de infância espiritual, e no comprazimento dos gozos na adolescência do Espírito, mas sempre na aquisição de valores nas mais variadas experiências da vida, foste fortalecido e revitalizado pela pureza dos atributos divinos, na ação das divinas leis, hoje, ao se abrirem para ti os portais da razão, para o desfruto da liberdade, cumpre que te transformes em instrumento de transferência de tudo o que te favorece, na senda do progresso.


Miramez








domingo, 20 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 11 - Pureza



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 11


Pureza


Reunião pública de 16 de Fevereiro de 1959

Questão n.° 632 de “O Livro dos Espíritos”


“Bem-aventurados os puros, porque verão a Deus.” 

Estudando a palavra do Mestre Divino, recordemos que no mundo, até hoje, não existiu ninguém quanto Ele, com tanta pureza na própria alma.

Cabe-nos, pois, lembrar como Jesus via no caminho da vida, para reconhecermos com segurança que, embora na Terra, sabia encontrar a Presença Divina em todas as situações e em todas as criaturas.

Para muita gente, a manjedoura era lugar desprezível; entretanto, Ele via Deus na humildade com que a Natureza lhe oferecia materno colo e transformou a estrebaria num poema de excelsa beleza.

Para muita gente, Maria de Magdala era mulher sem qualquer valor, pela condição de obsidiada em que se mostrava na vida pública; no entanto, Ele via Deus naquele coração feminismo ralado de sofrimento e converteu-a em mensageira da celeste ressurreição.

Para muita gente, Simão Pedro era homem rude e inconstante, indigno de maior consideração; contudo, Ele via Deus no espírito atribulado do pescador semianalfabeto que o povo menosprezava e transmutou-o em paradigma da fé cristã, para todos os séculos.

Para muita gente, Judas era negociante de expressão suspeita, capaz de astuciosos ardis em louvor de si mesmo; no entanto, Ele via Deus na alma inquieta do companheiro que os outros menoscabavam e estendeu-lhe braços amigos até ao fim da penosa deserção a que o discípulo distraído se entregou, invigilante.

Para muita gente, Saulo de Tarso era guardião intransigente da Lei Antiga, vaidoso e perverso, na defesa dos próprios caprichos; contudo, Ele via Deus naquele espírito atormentado, e procurou-o pessoalmente, para confiar-lhe embaixada importante.

Se purificares, assim, o coração, identificarás a presença de Deus em toda parte, compreendendo que a esperança do Criador não esmorece em criatura alguma, e perceberás que a maldade e o crime são apenas espinheiro e lama que envolvem o campo da alma — o brilhante divino que virá fatalmente à luz…

E aprendendo e servindo, ajudando e amando passarás, na Terra, por mensagem incessante de amor, ensinando os homens que te rodeiam a converter o charco em berço de pão e a entender que, mesmo nas profundezas do pântano, podem surgir lírios perfumados e puros para exaltar a glória de Deus.


Emmanuel




632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: Vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”