Mostrando postagens com marcador Lindos Casos de Chico Xavier. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lindos Casos de Chico Xavier. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 22 - Humorismo Materno




Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 22


Humorismo Materno


Em 1931, “mandar alguém para o inferno” constituía grave ofensa.

E um dos missionários católicos que visitaram Pedro Leopoldo naquela época, no zelo com que defendia a Igreja Romana, falou do púlpito que o Chico, o médium espírita que se desenvolvia na cidade, devia ir para o inferno.

Chico, que frequentara a Igreja desde a infância, ficou muito chocado.

À noite, na reunião costumeira, aparece a progenitora desencarnada e, reparando-lhe a inquietude, pergunta-lhe, bondosa o motivo da aflição que trazia.

- Ah! estou muito triste - disse o rapaz.

- Por que?

- Ora, o padre me xingou muito...

- Que tem isso? Cada pessoa fala daquilo que tem ou daquilo que sabe.

- Mas a senhora imagine - clamou o Chico - que ele me mandou para o inferno...

O espírito de Dona Maria sorriu e falou:

- Ele mandou você para o inferno, mas você não vai. Fique na Terra mesmo.

O médium, ante o bom humor daquelas palavras, compreendeu que não convinha dar ouvidos às condenações descabidas. E o serviço da noite desdobrou-se em paz.


Ramiro Gama 







terça-feira, 17 de novembro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 128 - Não posso aceitar dinheiro




Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 128


Não posso aceitar dinheiro


Uma senhora, residente em Belo Horizonte, casada com um alto funcionário do Estado, por ser parente do Sr. Armandinho, procurou-o para, por seu intermédio, falar ao Chico. Atravessava uma quadra de sofrimentos. Havia perdido o pai, e um ente familiar achava-se gravemente enfermo.

O Sr. Armandinho levou-a à casa do médium, que resolveu, satisfatoriamente, o seu caso e ainda possibilitou-lhe recebesse uma mensagem do progenitor, que se autenticara pela letra, pelo assunto e pela espontaneidade com que fora recebida.

Agradecida e emocionada com o que recebera do seu pai, tanto mais que o Chico ignorava o que se passava, pegou uma cédula de 200 cruzeiros e a ofereceu ao médium como gratidão e para que comprasse um presente.

Escusando-se delicada e humildemente, o Chico a abraçou, dizendo-lhe:

- Não posso aceitar, minha irmã, nenhum dinheiro. Tudo que recebo é de graça, vem do mais Alto, por misericórdia imensa do Pai; devo também dar de graça para continuar digno do amparo que lhe recebo.

A senhora, concluiu o Sr. Armandinho, despediu-se surpresa, agradecida e emocionada, por ver um rapaz tão pobre e tão bondoso portador de tanta virtude, inclusive da que o fazia renunciar ao dinheiro. E exclamou: Ele é mesmo digno da Missão que possui! Que Jesus o proteja!

E partiu feliz pelo exemplo a que assistira e pelo bem que recebera.


Ramiro Gama





domingo, 8 de novembro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 59 - Olhando as pessoas, leio seus nomes




Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 59


Olhando as pessoas, leio seus nomes


Visitamos o simpático casal Lauro e Dayse Pastor Almeida.

Ambos admiraram o Chico com bastante sinceridade. Sabem alguns casos lindos do Médium e, por isso, fomos visitá-los.

Dona Dayse conta-nos o que lhes sucedeu ao verem o Chico pela primeira vez, quando visitavam Belo Horizonte:

- Tínhamos uma vontade imensa de conhecê-lo. Mas achamos isto tão impossível que nada tentamos para ir a Pedro Leopoldo. Mas, uma noite, às vésperas de regressarmos ao Rio, quando Lauro Pastor acabara sua conferência, finalizando a Semana do Livro Espírita, é que vimos o grande Médium sentado junto aos que compunham a mesa da magnânima sessão. Quando tudo terminou, espontaneamente, vem ao nosso encontro o Chico, numa atitude tão simples e tão fraterna, como se nos conhecesse há anos. Olha para mim e pronuncia meu nome: D. Dayse.

Delicadamente corrijo-lhe a pronúncia, verificando que nada sabe de inglês. E ele, naturalmente e humildemente, justifica-se:

- É que estou lendo seu nome como ele é escrito.

Mais tarde, verificamos que, de fato, olhando às pessoas, lê seus nomes...

Na sessão do "Luiz Gonzaga" chegam irmãos que passaram anos sem vê-lo e ele, Chico, lhes pronuncia os nomes, particulariza casos, como aconteceu com o Cadete Uliséia, a quem só viu uma vez. Decorridos três anos, quando o viu entre muitos, citou-lhe o nome, o que surpreendeu e encantou o jovem militar espírita. Agradecidos ao querido casal pela dádiva que nos deu, escrevemos-lhe no "álbum" à saída:

Com Jesus e por Jesus
Entramos na sua casa,
Sentindo que nos abrasa
Sua Paz interior.

Ave, Cristo, bendizemos,
Dizendo de coração:
Que vivam nesta Oração
A Tarefa do Senhor.


Ramiro Gama 






sábado, 31 de outubro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 71 - Casos de Manuel Quintão




Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 71


Casos de Manuel Quintão
 

Numa sexta-feira do mês de maio de 1945, Manuel Quintão, na varanda de sua aprazível vivenda, no Méier, conversava animadamente com o confrade Meireles, quando sua cara companheira o chama para nivelar o piano, isto é, acertá-lo nos pisos.

Com o auxílio do irmão Meireles, pegou na alça do piano e, fazendo força para levantá-lo, sentiu uma torção nos rins, sobrevindo-lhe intensa dor que o obrigou a acamar-se.

O caso, que antes parecia sem importância, agravou-se, impossibilitando-o de ir à Casa de Ismael presidir à Sessão pública das 19:30. D. Alzira, sua esposa, alvitrou que telegrafasse ao Chico respondendo-lhe M. Quintão:

- Não convém, isto vai alarmar e nada produzirá, de vez que, se for permitido, mesmo de longe ou daqui de perto, receberei o remédio de que careço. Esperemos até domingo, se não melhorar, escreveremos ao Chico.

E, por intuição, foi medicando-se.

Domingo, pela manhã, o correio traz uma carta.

Abrem-na.

Era do Chico Xavier, com uma mensagem de Emmanuel, que logo de início, diz:

- Antes de tudo, desejo identificar-me, dizendo-lhe que, em verdade, o telegrama antes alarma e nada beneficia. Desde que sofreu o acidente, estamos medicando-o. E continue tomando os remédios que, por via intuitiva, já lhe receitamos.

Dias depois, o nosso caro irmão ficou restabelecido.

Procurou a Mensagem para nos dar, mas não a encontrou.

Que pena!

Seria mais um clichê documentativo para o nosso Livro!

Também, em começo de abril de 1947, o mesmo confrade sonha com a data de 18.

Constou esse sonho de seu magnífico livro Cinzas de Meu Cinzeiro.

Depois de várias considerações sobre sonhos, disse-nos:

— “Despertei alta noite, a tracejar uma folha de calendário do ano de 1947.

Era uma dessas folhinhas de parede, modelo comercial, que eu esboçava com requintes de meticulosidade, à tinta encarnada, assim:

1947, 18 de abril, sexta-feira.

E a impressão era tão viva que não resisti ao desejo de grafá-la imediatamente no meu calepino; nem sopitava a freima de transmiti-la aos confrades mais íntimos. E não faltou quem sorrisse de minha puerilidade.

“Ora para que havia de dar o Quintão no crepúsculo da vida!”

Um houve, que identificou a efeméride com a primeira edição do “Livro dos Espíritos”: em outros eu pressentia o palpite piedoso da minha desencarnação. 

Em matéria de sonhos o campo é livre e infinito, e como lá diz: — “O melhor da festa é esperar por ela”, a festa veio no dia 18 de abril passado; o nosso nunca assaz e lembrado Chico Xavier viajou a serviço, de Pedro Leopoldo para Juiz de Fora, e, porque não nos víamos havia três anos, aproveitou o ensejo para uma surpresa de arromba. De arromba, porque me chegou a penates às 22 horas, debaixo de chuva.

Era só para matar saudades, num fugaz e furtivo abraço. Não podia demorar, regressaria no primeiro trem da manhã, precisava parar ainda em Juiz de Fora e estar a tempo em Pedro Leopoldo, a fim de, na próxima terça-feira, seguir para a feira pecuária de Uberaba. Serviço é Lei, manda quem pode. Repousar? Dormir? Não. Poderia perder o trem... Candura do Chico!

— Vamos, então, “bater papo” toda a noite, enquanto chove grosso lá fora. Mesa posta, café, biscoitos e um mundo de idéias, comentários, recordações. O velho Kronos se eclipsa, envergonhado talvez, e Morfeu vai-lhe na pegada com as suas papoulas... As quatro da madrugada canta o galo. Minha mulher pede ao Chico uma indicação, um conselho mediúnico...

— Deixa-te disso, o Chico está fatigado, exausto mesmo; de resto, eu sempre fui infenso a comunicações preconcebidas.

O Médium, porém, não recalcitrou, toma lesto da lapiseira e sem pestanejar escreve de jato:
 
AVE, MARIA!

 No primeiro aniversário
 De minha libertação,
 Em teu lar, Quintão amigo,
 Procuro o altar da oração.

Ave, Maria! Mãe que por nós velas
Do teu trono de ternos resplendores,
Auxilia os teus filhos sofredores,
Que padecem a fúria das procelas.

Cheia de graça, estrela entre as mais belas,
Anjo excelso dos pobres pecadores,
Balsamiza, Senhora, as nossas dores,
Tu, que por nossas almas te desvelas.

O Senhor é contigo, Soberana,
Astro sublime sobre a noite humana,
Sol que infinitos dons de Deus encerra!

Bendita és para sempre, Mãe querida,
Por teus braços de amor, ternura e vida,
Por teu manto de luz que ampara a terra!

Braga Neto.

Isto, continua M. Quintão, com a lapiseira que guardo como lembrança do saudoso e inesperado visitante. 

Juro que não me lembrava, absolutamente, do seu transpasse nesta data. Nem o Médium, tê-lo-ia de memória, tão pouco.

E aqui fica mais um lindo caso de um sonho premonitório, para cuja realização o caro Chico foi o instrumento feliz. 


Ramiro Gama







domingo, 18 de outubro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Caso 114 - O previsto aconteceu




Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Caso 114


O previsto aconteceu


Alguém procurou-o em prantos, porque fora vítima de uma maledicência e da vingança de um adversário e citou-lhe o nome... E o caríssimo médium, estuário de infinidades de problemas, de queixas, de anseios os mais extravagantes, sofreu e chorou para, daí a instantes, prelecionar:

- Perdoe, minha irmã, seu ofensor. Procure ter dó, comiseração de seu adversário, porque daqui a uns quinze dias, ele vai sofrer mais do que você. Vai passar por uma prova tão dolorosa, visto que apenas tem semeado espinhos em sua estrada, que você vai comiserar-se dele e esquecer o mal que ele lhe fez. Não procure, pois, vingar, revidar o insulto recebido. Deixe que cada um seja vingado por si mesmo... até compreender, com Jesus, o benefício do perdão e o esquecimento das ofensas...

O previsto aconteceu. O ofensor, 15 dias depois, colheu o que semeara. Sofreu tanto que o povo do lugar em que residia soube e, dele, se comiserou, inclusive nossa irmã a quem tanto fizera mal. E mais uma lição do perdão vitoriou os princípios salvadores do Evangelho!


Ramiro Gama






sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 19 - A água da paz



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 19


A água da paz


Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico, acesas discussões.

É, não é. Viu, não viu.

E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido.

Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:

— Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.

O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada.

Ao fim de duas semanas, comunicou à progenitora desencarnada o fracasso da busca.

Dona Maria sorriu e informou:

— Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O Médium baixou, então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.


Ramiro Gama






Fonte: Lindos Casos de Chico Xavier -pdf

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 91, Página 162 - A lição do prédio que se inclinara



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 91, Página 162


A lição do prédio que se inclinara 


A Imprensa belo-horizontina noticiara, com alarde, que um prédio de 10 andares, depois de pronto e com o Habite-se, inclinara-se visivelmente.

Ao redor, aglomeravam-se muitas pessoas curiosas, comentando o erro de cálculo do Engenheiro construtor.

O Chico por ali, passava e vira o prédio interditado e ouvia as diversas críticas.

Emmanuel a seu lado, lhe diz:

- Veja e medite. Por um erro de cálculo perde-se um prédio de dez andares: também em nossa existência, por um erro, consequente da falta de oração e vigilância, inclinamos e tombamos, inutilizando muitos séculos de nosso edifício espiritual...


Ramiro Gama







Fonte: Julio Miyamoto

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier - Pág. 91 - Uma dívida paga pelo Alto...



Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier - Pág. 91

Uma dívida paga pelo Alto...


José, o irmão de Chico, que fora por muito tempo seu orientador e dirigia as sessões do “Luiz Gonzaga”, adoece gravemente, e, sob a surpresa de seus caros entes familiares, desencarna, deixando ao irmão o encargo de lhe amparar a família.

Dias depois, o Chico verifica que José lhe deixara também uma dívida, pois esquecera de pagar a conta da luz, na importância de onze cruzeiros.

Isto era muito para o pobre médium, pois no fim de cada mês nada lhe sobrava do ordenado.

Pensativo, sentou-se à soleira da porta de sua casinha rústica e abençoada.

Emmanuel lhe diz:

- Não se apoquente, confie e espere...

Horas depois, alguém lhe bate à porta.

Foi ver; era um senhor da roça.

- O senhor é o seu Chico Xavier?

- Sim. Às suas ordens, meu irmão.

- Soube que seu irmão José morreu. E vim aqui pagar-lhe uma bainha de faca que ele me fez há tempos. E aqui está a importância combinada.

Chico agradeceu-lhe.

E ficando só, abriu o envelope. Dentro estavam onze cruzeiros para pagar a luz.

Sorriu, descansado, livre de um peso.

E concluiu para nós: - “Que bela lição ganhei”.

E nós: - Também para os que sabem olhar para os lírios dos campos, que não temem o amanhã, porque sabem que ele pertence a Deus.


Ramiro Gama









Fonte: Julio Miyamoto

terça-feira, 23 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Pág 147 - Nos domínios da palavra



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Pág 147


Nos domínios da palavra


Não vamos tratar aqui da arte de falar e escrever bem, obedecendo às leis gramaticais.

Recordamos a palestra que tivéramos, de uma vez, com o Chico, sobre o que sai de nossa boca que nos revela o caráter e a personalidade.

Sem que policiemos a língua, dificilmente conseguiremos ganhar o nosso dia. Quando damos acordo de nós já tomamos parte nos torneios da maledicência, conversamos futilidades ou demos respostas infelizes, que nos trarão sofrimentos e arrependimentos tardios...

E veio à tona o revide que recebemos, pelo ar, do sem fio do pensamento, de pessoas de quem, em momentos invigilantes, fizemos mau juízo...

Até punhaladas e tiros temos recebido, exclamou o Chico, particularizando-nos: de uma feita, porque advertira um companheiro sem vestir-se da defesa da humildade, recebeu depois, do mesmo, quando menos esperava, um tiro, projetado sobre ele com a força de um pensamento carregado de ódio... Os amigos da espiritualidade, pela mercê de Deus, abrandaram o efeito do choque, mas mesmo assim passou vários dias com dor no ombro, que foi o ponto visado...

Nossa companheira, Zezé Gama, contou que recebera de uma empregada, há tempos, uma forte punhalada espiritual, nas costas, tudo porque, levemente, lhe chamara a atenção por uma falta cometida. Ficará vários dias com dor em todo o tórax.

No belo livro ROSÁRIO DE CORAL, há um caso idêntico, lembramos.

E o inspirado médium deu-nos uma verdadeira aula sobre os malefícios que uma língua descontrolada pode realizar, para que, mais uma vez, ficasse vitoriosa a assertiva evangélica: que não é o que entra, mas o que sai de nossa boca que traz felicidade ou infelicidade, triunfo ou derrota para nosso pobre espírito...


Ramiro Gama









Fonte: Julio Miyamoto

terça-feira, 16 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 154 - Na curva do caminho

 ...

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 154


Na curva do caminho


No escritório da fazenda Modelo, quando datilografava uma relação para seu chefe e amigo, Dr. Darwin, o Chico sentiu-se mal. Algo esquisito, inexplicável, acontecia com ele. Fazia-o tremer, trazia-lhe tonteiras, apertava-lhe o coração, fazendo-o sentir até falta de ar...

Acabou o trabalho, pediu licença ao chefe e saiu. No caminho, o mal-estar aumentava. E, na suposição de que ia morrer, implorou o auxílio de Emmanuel, que lhe diz:

- Caminhe, esforce-se um pouco, pois, mais adiante na curva do caminho, receberá o socorro.

Mas, a aflição perdurava. E o Chico sentia que não chegaria em casa. Tornou a pedir o auxílio do seu bondoso guia, e, este, tornou a pedir-lhe que tivesse calma, que esperasse, pois, alguns metros à frente, receberia o remédio de que estava carecendo.

E o caro médium, com muito esforço, caindo e levantando, conseguiu enfim chegar à curva do caminho, quase às portas da cidade.

Ao seu encontro vem uma senhora, trazendo à cabeça uma bacia cheia de roupa. Vendo o médium, alegra-se demorada e ternamente, dizendo-lhe:

- Este abraço é por conta do bem que você me fez ontem. Você me deu remédio para o corpo e para a alma no passe e nos conselhos.

O Chico surpreendeu-se. Era outro. Seu sofrimento desaparecera. Não sentia mais nada. Estava bom de saúde, outra vez. Recebera no abraço da irmã, tão cheia de reconhecimento pelo bem que lhe fizera na véspera, o remédio de que necessitava. A luz da gratidão afugentara a sombra de uma experimentação.

No Bem está a nossa defesa, o remédio para todos os nossos males.

Que a lição nos sirva!


Ramiro Gama






Fonte: Julio Miyamoto

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 106 - Vendo Mais Além



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 106


Vendo Mais Além...


Em fins de 1945, o irmão Agostinho João de Deus adquirira malária. E foi a Pedro Leopoldo pedir ao Chico uma receita. O Chico o atendeu prontamente. Na receita vinha o medicamento ATEBRINA. E, ao entregar-lhe a receita, considerou:

- Agostinho, este remédio é alemão e, em virtude da guerra mundial, está muito escasso nas farmácias - Pensou um pouco e, como quem procurava ver mais além, concluiu:

- Mas você vai encontrá-lo numa das farmácias de Sabará, que ainda possui meia dúzia dele.

Agostinho agradeceu ao Chico e partiu... Em Belo Horizonte procurou-o em várias drogarias e farmácias e não o encontrou. Em chegando a Sabará, foi incontinenti procurá-lo. E, de fato, numa das três farmácias existentes, encontrou meia dúzia de vidros de ATEBRINA...

Tomou-o e, graças a Deus, com um só vidro, ficou curado.


Ramiro Gama









sábado, 6 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 29 - Solidão aparente



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 29


Solidão aparente


Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico.

Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto.

Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar.

O grupo ficou limitado a três companheiros.

D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos.

José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento.

Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequência ao grupo, pelo menos, por alguns meses.

Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se.

Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no Centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:

— Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.

— Continuar como? Não temos frequentadores...

— E nós? — disse o espírito amigo.

— Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.

Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto.

Em seguida, abria o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta.

Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez.

Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento.

Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel.

Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...

E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas-feiras.


Ramiro Gama






Fonte: Julio Miyamoto

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 18 - O remédio



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 18


O remédio


Chico, nessa noite, estava muito fatigado, quando à hora da prece costumeira, aparece-lhe Dona Maria João de Deus.

— Minha mãe, — roga ao espírito carinhoso — como fazer para alcançar a vitória no cumprimento de meus deveres?

— Meu filho, só conheço um remédio — servir.

— Mas e as dificuldades de entendimento com os outros? Como espalhar as bênçãos do Espiritismo com quem não as deseja, se, às vezes, oferecendo o melhor que possuímos, apenas recolhemos pedradas?

— Servir é a solução.

— Entretanto, há pessoas que nos odeiam gratuitamente. Malsinam-nos as melhores intenções detestam-nos sem motivo e dificultam-nos o mínimo trabalho. Que me diz a senhora? Julga que existe algum recurso para fazer a paz entre elas e nós?

— Sim, há um recurso — servir sempre.

— Então, a senhora considera que, para todos os males da vida, esse é o remédio?

— Sim, meu filho, remédio essencial. Sem que aprendamos a servir, ainda mesmo quando tenhamos boas intenções, tudo em nós será simples palavras que o mundo consome. E, depois de semelhante receita, o Espírito de Dona Maria retirou-se como quem não tinha outro remédio a ensinar.


Ramiro Gama








Fonte: Julio Miyamoto

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 34 - Em visita à fazenda do pai



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 34


Em visita à fazenda do pai


Em 1946, adoece de novo, gravemente.

Gastara demais o corpo.

Achava-se esgotadíssimo, fraco, febril.

Os médicos, consultados, dão-no como tuberculoso.

E em certa manhã ensolarada, vendo-o sentado, muito triste, à porta da casa, Emmanuel, seu dedicado guia, põe-lhe a mão no ombro e lhe diz:

— Chico, procure reagir, senão você falirá. Sua enfermidade é tanto do corpo como do espírito. Mas não desanime. Vai ficar bom, se Deus quiser.

E, depois de lhe dar uma bela aula sobre os males do desânimo, da tristeza e das mágoas recolhidas, ampliadas pelo nosso pessimismo, diz-lhe:

— Logo, ao dormir, lembre-se de mim. Vou levar seu espírito a um lugar muito lindo e onde será medicado.

De fato, ao dormir, Chico lembra-se do convite de Emmanuel, e, depois de orar, dorme antegozando o auspicioso passeio.

Em espírito, viu-se junto ao seu guia. E, com ele, caminha por um vergel esmeraldado de trevos viçosos, floridos, como jamais vira na Terra.

Ao fim, sentado num banco envolto em luz alaranjada, está um menino delicado, belo.

Emmanuel apresenta-o ao Chico. E sob a surpresa do médium, o menino, com rara facilidade, como quem pega outra criança, segura-o e o põe ao colo.

Segurou-o amorosamente, estreitando-o ao peito, e disse-lhe sorrindo:

— Pronto, está medicado.

Chico despede-se do lindo irmãozinho.

E já quase a chegar em casa e enclausurar-se, de novo, no corpo e acordar para a realidade da terra, Emmanuel, abraçando-o, afirma satisfeito:

— Chico, você recebeu hoje um remédio de que necessitava: uma transfusão de fluidos. Vai acordar, amanhã, melhorado, sem cansaço, sem febre e mais forte, graças a Deus!

No dia seguinte, Chico acordou diferente.

Ressoava-lhe aos ouvidos o que ouvira.

O coração, agradecido ao Senhor guardava a grande graça.

E sentia que tudo desaparecera: cansaço, tristeza, mágoa, medo, febre, tudo.

Sim, tudo, porque bem traduzia o que ganhara.

Agora teria de dar também tudo, como está dando, a bem da grande causa, que a todos nos irmana e iguala na fazenda do Pai, que é Deus!


Ramiro Gama






Fonte: Julio Miyamoto

terça-feira, 2 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 92 - Ouro e experiência



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 92


Ouro e experiência


O Chico, em excursão com seu chefe de serviço, expondo aqui e ali apuradas amostras de gado, passou por Sabará e, dali, pelas minas de Morro Velho.

Visitou-as por horas.

E deslumbrou-se com o que viu.

O trabalho afanoso e sacrificial da extração do ouro, sua busca, em cascalhos, no seio da terra, numa profundidade e distância incomensuráveis, causou-lhe assombro inopinado.

Observou um irmão idoso, calejado naquele serviço, ao qual dera toda sua existência, e perguntou-lhe:

- Amigo, o ouro é extraído com facilidade?

- Nada disso, moço. Em 40 toneladas de pedra, encontramos, às vezes, tão somente 100 a 200 gramas de ouro...

E Emmanuel, que tudo ouvia, comentou:

- Assim, Chico, sucede na vida. Precisamos, quase sempre, de 40 toneladas de aborrecimentos bem suportados para obtermos 100 a 200 gramas de conhecimentos e experiência...


Ramiro Gama








Fonte: Julio Miyamoto

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 97 - Receita para melhorar



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 97


Receita para melhorar


Em julho de 1948, o nosso confrade Jacques Aboad, de passagem por Pedro Leopoldo, conversava, ao lado de outros confrades, em companhia do Chico, sobre os trabalhos de aperfeiçoamento da alma.

A conversação deu lugar à prece em conjunto.

E, manifestando-se, pelo médium, José Grosso, dedicado e alegre companheiro desencarnado, dedicou aos presentes os seguintes apontamentos:

Receita para melhorar

Dez gramas de juízo na cabeça.

Serenidade na mente.

Equilíbrio nos raciocínios

Elevação nos sentimentos.

Pureza nos olhos.

Vigilância nos ouvidos.

Lubrificante na cerviz.

Interruptor na língua.

Amor no coração.

Serviço útil e incessante nos braços,

Simplicidade no estômago.

Boa direção nos pés.

Uso diário em temperatura de boa-vontade.

José Grosso.

Supomos descobrir, neste curioso receituário, excelentes motivos para sorriso e meditação.


Ramiro Gama 






Fonte: Julio Miyamoto

domingo, 31 de maio de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 153 - O cacho de bananas



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 153

O cacho de bananas


O Chico foi instado para entrar em certa residência nos arredores de Pedro Leopoldo. Os donos da casa, vivendo vida descuidada, sem oração e vigilância, desejavam conversar com o Médium.

O Chico atendeu-os. Ao entrar, viu sobre a mesa um lindo cacho de bananas-maçãs, justamente as de que mais gosta... Desejou, pelo pensamento, que lhe oferecessem uma, pelo menos. Mas a conversa veio sobre um assunto sério e o desejo foi esquecido.

Quando conseguiu atender às consultas dos irmãos visitados, olhou para a porta da rua e viu dois espíritos galhofeiros, e, um deles, dizia:

— Vamos entrar e comer estas bananas. O outro atendeu e ambos entraram. Comeram as bananas e saíram. Surpreso pelo acontecido, o Chico pede a Emmanuel uma explicação. E seu querido Guia explica-lhe:

— Isso acontece com as casas cujos moradores não oram nem vigiam. Agora, essas bananas, desvitaminadas, apenas farão mal aos que as comerem, em virtude de se acharem impregnadas de fluidos pesados... Tem razão os nossos Irmãos protestantes, quando oram às refeições, porque sabem, por intuição, que, no ato simples da alimentação, no lar, reside a nossa defesa. A nossa oração aí, além do mais, é um ato de agradecimento ao Pai por tudo que nos concede: atrairemos, com ela, as Suas Bênçãos para o que comemos e para o nosso domicílio.

E vieram-nos à lembrança as belas páginas que André Luiz escreveu num de seus instrutivos livros com relação à oração e aos bons assuntos de conversa e leitura, nos atos de dormir e das refeições como, medidas felizes para comermos bem, dormirmos bem, e acordarmos bem.


Ramiro Gama







Fonte: Julio Miyamoto

sábado, 30 de maio de 2020

Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 19 - A água da paz



Ramiro Gama - Livro Lindos Casos de Chico Xavier - Cap. 19


A água da paz


Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico, acesas discussões.

É, não é. Viu, não viu.

E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido.

Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:

— Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.

O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada.

Ao fim de duas semanas, comunicou à progenitora desencarnada o fracasso da busca.

Dona Maria sorriu e informou:

— Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O Médium baixou, então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.


Ramiro Gama





Fonte: Julio Miyamoto