Mostrando postagens com marcador Lei de adoração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lei de adoração. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Lei de adoração - Sacrifícios - Questão 672 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Lei de adoração


Sacrifícios 


672. A oferenda de frutos da terra, feita a Deus, tinha a Seus olhos mais mérito do que o sacrifício dos animais?

“Já vos respondi, declarando que Deus julga segundo a intenção, e que para Ele pouca importância tinha o fato em si. Mais agradável evidentemente era a Deus que Lhe oferecessem frutos da terra, em vez do sangue das vítimas. Como temos dito e sempre repetiremos, a prece proferida do fundo da alma é cem vezes mais agradável a Deus do que todas as oferendas que Lhe possais fazer. Repito que a intenção é tudo, que o fato nada vale.”


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 672 comentada


A oferenda de frutos já é mais um passo que os seres humanos deram na escala do seu progresso. De animais para frutos, sendo que hoje alguns já passaram para as fumaças e preces decoradas, os seres humanos, e mesmos alguns Espíritos, querem agradar a Deus com alguma coisa, por ainda não serem capazes de oferecer a Ele o esforço próprio para melhorarem a sua vida.

A melhor oração que se deve fazer, se já se encontra na condição de senti-la, é o esforço no aprimoramento consciente da alma. Exercitar todos os dias é um trabalho valioso, que faz sorrir os Espíritos elevados.

O homem consciente da verdade reconhece que a Deus não interessa a oferenda de sangue de animais, de homens, ou mesmo de frutos. São Espíritos inferiores que requerem coisas materiais, por estarem ainda ligados à Terra, por processos de paixões inferiores que ainda alimentam.

Infelizmente, ainda se vêem no mundo oferendas grosseiras nos terreiros, onde a cultura espiritualista não existe, sacrificando animais, e os que se dizem instrumentos de Espíritos ignorantes tomando o sangue quente dos irmãos inferiores e ofertando aos mesmos deuses do passado o mesmo líquido rubro dos pobres seres que vêm à nossa retaguarda.

A Doutrina dos Espíritos chegou na hora certa para falar a verdade, e devemos raciocinar sobre a mensagem recebida do mundo espiritual e provar se ela "provém de Deus", no dizer do apóstolo João. Para o homem educado no Evangelho, esse ato que não condiz com o amor deve ficar esquecido. Estamos no carro da evolução que o progresso aciona sempre. Não devemos olhar para trás, para não nos tornarmos pedras. O espírita esclarecido não deve perder tempo com coisas vãs; o dinheiro que se gasta com velas, bebidas fortes, farofas e alguma coisa mais, em oferenda aos Espíritos inferiores, deve-se gastar para alimentar os próprios homens, seus irmãos que passam fome, que se encontram nus e sem teto e que, talvez, sejam até parentes daqueles a quem se está fazendo essas ofertas, que são incompatíveis com os tempos atuais.

Quase sempre notamos que os ofertantes são pessoas que não possuem aquilo que doam; esquecem-se deles, para ofertar e alimentar vícios espirituais. O tempo chegou para nos dizer "basta". Os homens já não são mais crianças; a maturidade é o sinal para se amar a Deus sobre todas as coisas, em Espírito e verdade. Tornamos a repetir que a melhor oferenda a Deus, e mesmos aos guias espirituais que nos circundam, é o amor, é o esforço em adquirir e alimentar as virtudes evangélicas, agradecendo ao Senhor por tudo que recebemos pelos canais de Jesus, em se usando a natureza.

Estamos sendo chamados e escolhidos para a grande guerra, no eterno da intimidade de cada um, luta essa que somente nós mesmos somos capazes de vencer, e as armas para tal desempenho são o amor e a caridade. Somente essa dupla salva, sob as bênçãos de Deus e de Cristo. Acordemos e vamos nas pegadas do Mestre dos mestres, porque Ele é o representante direto de Deus na Terra.


Miramez



Filosofia Espírita - Vol. XIV - João Nunes Maia
Cap. 9 - Oferenda de frutos







quarta-feira, 27 de maio de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 662 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece 


662. Pode-se, com utilidade, orar por outrem?

“O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os Espíritos bons e estes se associam ao bem que deseje fazer.”

O pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar, em auxílio daquele por quem oramos, os Espíritos bons, que lhe virão sugerir bons pensamentos e dar a força de que necessitem seu corpo e sua alma. Mas, ainda aqui, a prece do coração é tudo, a dos lábios nada vale.


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 662 comentada


O que já escrevemos atrás não tira o estímulo de quem queira orar pelos que sofrem. Orar é um ato de amor, mas, se queres beneficiar realmente o irmão que padece, procura orar com amor, com a prece ardente, de modo que o pensamento sirva de canal para que as bênçãos de Deus possam aliviar o enfermo ou atribulado. No entanto, o sofredor deve estar consciente das suas provas e alimentar a fé, de modo que essa fé corresponda ao que disse Jesus aos inúmeros enfermos que eíe curou: A tua fé te curou.

Não só podes, mas deves orar pelos que sofrem, se possível todos os dias, não somente porque podes curar ou aliviar aos que padecem, mas, e principalmente, porque é um exercício de amor, que praticas em teu próprio benefício. Mesmo que o enfermo não tenha fé e não saiba que alguém está pedindo a Deus por ele, será bafejado pela luz da oração sincera, e sentirá um conforto que ele próprio não saberá de onde veio. Isto é Deus operando com o Seu amor para ajudar aos Seus filhos em todas as dimensões da vida em que estagiam.

Nós temos grande empenho em que todos os enfermos conheçam Jesus, enfim, que toda a humanidade o conheça, porque o Mestre é o Governador da Terra; nada se faz nela sem que Ele não saiba e decida.

Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. (João, 1:3)

Se tudo que usamos, em todas as faixas em que vivemos, tem Seu traço de amor, o nosso dever é ser grato a essa Luz, que antes que o mundo fosse, já era.

Orar pelos que sofrem é nosso dever. A luz da oração, chegando aos corações sofredores, pode fazer muito, podendo lembrar ao enfermo que ele deve acordar para as coisas espirituais. É certo que, depois de Deus, somente ele pode fazer alguma coisa por si mesmo; no entanto, uma ajudazinha todos podem dar. Quando alguém dorme, mesmo que seja um sono profundo, pode-se acordá-lo, chamando-o mas, a decisão de permanecer acordado é dele. Depois de Deus, pela força da caridade, somente nós mesmos poderemos nos salvar. As decisões se movem pelo livre arbítrio, para que a conquista seja de quem trabalhou para a sua própria paz.

Quem deseja orar pelos que sofrem, que aprenda a orar com sinceridade, sem interesse que o leve à perturbação. Esse ato deve ser com amor. Somente quem ganha na purificação dos sentimentos é quem trabalhou para a sua evolução espiritual. Nada se perde; portanto, faze alguma coisa por ti mesmo, mudando a corrente dos teus pensamentos, palavras e atos.

A posição de orar, que muitos perguntam, és tu quem escolhes; o que é observado é o que passa pelo teu coração, ante o ponto que escolheste para ser beneficiado. Não é a posição que faz a prece mais ou menos elevada; os sentimentos é que são levados em conta. Quanto mais livre das coisas materiais, mais liberta fica a corrente mental, e busca mais assistência na sintonia dos benfeitores da eternidade. Os Espíritos superiores sempre atendem aos chamados honestos. Quando apenas os lábios falam, sem nada do coração, esses sons se perdem, ou o vento os leva, por não terem a direção do amor.

Todos os reinos se encontram na posição de orar; falta aos homens aprenderem a agradecer a Deus pelo que Ele fez e nos dá constantemente por Amor.


Miramez




Filosofia Espírita – Volume XIII (João Nunes Maia)
Cap. 50 - Orar por outrem



Fontes: Kardecpedia, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez