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sábado, 8 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 24 - Jesus e o mundo



Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 24


Jesus e o mundo


"Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera." — (E.S.E. Cap. 2, Item 6)

Muitos cristãos-espíritas afervorados às questões imediatas, às quais sentem dificuldades em renunciar, procuram justificar suas atitudes fundamentando-as em bases falsas.

Informam-se vinculados ao espírito do Cristo, todavia...

Gozam, porque o prazer faz parte da vida.

Usurpam, tendo em vista ser a Terra um ninho próprio aos que se nutrem à custa dos menos hábeis.

Exploram, para evitar serem explorados.

Mentem, tendo em vista os fatores circunstanciais.

Enganam, a fim de sobreviverem.

Lutam com todas as armas, já que outros são adversários insidiosos.

Não vêem mal algum "nisto" ou "naquilo", e definem o espírita como alguém que não tem necessidade de abandonar ou fugir do mundo...

Ajustam a expressão "racional" ao vocábulo "astúcia" e ridicularizam o verbete "místico" como se ele identificasse indignidade.

Pensam no Céu e querem a Terra a qualquer custo.

Tentam conciliação entre Deus e César ao bel-prazer, tirando o melhor proveito para o corpo e a emoção que se desvaira, longe do equilíbrio da mente e da renovação do espírito. "Viver no mundo sem ser do mundo" — eis a questão.

Aplicar o instrumento do sexo na construção da família, facultando a santificante tarefa da reencarnação às entidades da própria grei espiritual, a quem se vinculou no passado por créditos ou débitos seguros.

O sexo é abençoada porta para a felicidade. No entanto, evitar viver para o sexo, considerando os abismos de crime e sombra que a ele se identificam, quando desatina.

Utilizar o dinheiro na execução dos deveres normais, consolidando a alegria na esfera das obrigações próximas e dilatando-o na prática do bem geral, em forma de agasalho, teto, alimento, remédio e segurança para outros espíritos colhidos pelas rudes provações.

O dinheiro é veículo de bênçãos. Todavia, poupar-se a viver para o dinheiro, que se faz verdugo de quem a ele se ata, favorecendo imprevisíveis consequências.

Motivar o ideal com os estímulos da vida hodierna para que o trabalho se enriqueça de frutos sazonados, edificando para a alegria geral do domicílio da esperança e o abrigo da paz.

Não esperar, no entanto, as motivações fortes da vaidade e do orgulho para criar e agir.

A motivação que estimula, faculta o exercício do bem, mas o estímulo que não prescinde de motivos fortes se converte em degeneração por processo danoso.

Cultiva a beleza como expressão de sensibilidade em expansão, favorecendo o asseio e a higiene, o bom gosto e a distinção.

Entrementes viver para cuidar de adornos deste ou daquele jaez é desrespeito à vida em flagrante atentado às Leis da harmonia universal.

Não são as coisas em si boas ou más.

Não é o mundo no sentido etimológico.

É o que fazemos com as coisas do mundo e o como vivemos no mundo que importa considerar.

O sexo não é nobre nem degradante.

O dinheiro não é amigo nem adversário.

A motivação não é necessária nem supérflua.

A beleza não é glória nem castigo.

O uso que lhes damos se encarrega de transformá-los em escada de acesso ou rampa de degredo.

A cocaína de tão positivos resultados terapêuticos, por degradação dos costumes é responsável por crimes hediondos.

O átomo aplicado na paz, na movimentação do progresso da Humanidade, é arma ameaçadora em mãos despóticas, que já vitimou mais de uma centena de milhar de vidas.

A palavra que ergue impérios, tem levado civilizações ao caos...

Viver no mundo entre as contingências do mundo mas pensar nas coisas do Alto" e agir consoante os impositivos da Vida Imperecível.

Aos que pretendem considerar impossível a vida sem os atos esconsos, orgíacos e loucos, tentando conciliar Jesus e o mundo numa aliança utopista, recordamos os que edificaram o Cristianismo nos corações depois do Senhor, com dignidade, e focalizamos o próprio Amigo Celeste que, possuindo o mundo, por tê-lo criado, viveu, entre nós, no mundo e junto às suas tentações, para legar-nos, intemerato, a certeza de que para chegar à paz real é necessário, no mundo, tomar a cruz, depô-la sobre os ombros e segui-lo.


Joanna de Ângelis












terça-feira, 29 de setembro de 2020

Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29 - Jesus e o mundo




Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29


Jesus e o mundo


Se Jesus não tivesse confiança na regeneração dos homens e no aprimoramento do mundo, naturalmente, não teria vindo ao encontro das criaturas e nem teria jornadeado nos escuros caminhos da Terra.

Não podemos, por isso, perder a esperança e nem nos cabe o desânimo, diante das pequenas e abençoadas lutas que o Céu nos concedeu, entre as sombras das humanas experiências.

Da escola do mundo saíram diplomados em santificação Espíritos sublimes, que hoje se constituem abençoados patronos da evolução terrestre.

Não nos compete menosprezar o plano de aprendizagem que nos alimenta e nos agasalha, que nos instrui e aperfeiçoa.

Se o melhor não auxilia ao pior, debalde aguardaremos a melhoria da vida.

Se o bom desampara o mau, a fraternidade não passaria de mera ilusão.

Se o sábio não ajuda ao ignorante, a educação redundaria em mentira perigosa.

Se o humilde foge ao orgulhoso, surgiria o amor por vocábulo inútil.

Se o aprendiz da gentileza menoscaba o prisioneiro da impulsividade, o desequilíbrio comandaria a existência.

Se a virtude não socorre às vitimas do vício e se o bem não se dispõe a salvar quantos se arrojam aos despenhadeiros do mal, de cousa alguma serviria a predicação evangélica no campo de trabalho que a Providência Divina nos confiou.

O Mestre não era do mundo, mas veio até nós para a redenção do mundo. Sabia que os seus discípulos não pertenciam ao acervo moral da Terra, mas enviou-os ao convívio com homens para que os homens se transformassem nos servidores devotados do bem, convertendo o planeta em seu Reino de Luz.

O cristão que foge ao contato com o mundo, a pretexto de garantir-se contra o pecado, é uma flor parasitária e improdutiva na árvore do Evangelho, e o Senhor, longe de solicitar ornamentos para a sua obra, espera trabalhadores abnegados e fiéis que se disponham a remover o solo com paciência, boa vontade e coragem, a fim de que a Terra se habilite para a sementeira renovadora do Grande Amanhã.


Emmanuel