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terça-feira, 1 de junho de 2021

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 28 - Coletânea de preces espíritas - II - Preces por si mesmo - A hora de dormir - Item 38




Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 28 - Coletânea de preces espíritas - II - Preces por si mesmo


A hora de dormir 


38. PREFÁCIO. O sono tem por fim dar repouso ao corpo; o Espírito, porém, não precisa de repousar. Enquanto os sentidos físicos se acham entorpecidos, a alma se desprende, em parte, da matéria e entra no gozo das faculdades do Espírito. O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos. Haure, no que vê, no que ouve e nos conselhos que lhe dão, idéias que, ao despertar, lhe surgem em estado de intuição. É a volta temporária do exilado à sua verdadeira pátria. É o prisioneiro restituído por momentos à liberdade.

Mas, como se dá com o presidiário perverso, acontece que nem sempre o Espírito aproveita dessa hora de liberdade para seu adiantamento. Se conserva instintos maus, em vez de procurar a companhia de Espíritos bons, busca a de seus iguais e vai visitar os lugares onde possa dar livre curso aos seus pendores.

Eleve, pois, aquele que se ache compenetrado desta verdade, o seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono, e peça o conselho dos bons Espíritos e de todos cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham juntar-se-lhe, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos, e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade. 


Allan Kardec







segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Carlos A. Baccelli - Livro As Bençãos de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli / Chico Xavier - Item 38



Carlos A. Baccelli - Livro As Bençãos de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli / Chico Xavier - Item 38


Narrou-nos o Chico que no recinto do prédio da “Comunhão Espírita-Cristã” fora abordado por uma senhora que trazia nos braços o filhinho agonizante. Ela se fazia acompanhar por D. Horizonta Lemos, médium uberabense de apreciáveis recursos. D. Horizonta, que hoje é nome de escola em Uberaba, já desencarnou. Aproximando-se do Chico, ela disse que aquela mãe desejava uma orientação para o caso do filho. O menino estava prestes a desencarnar...

Verificando a gravidade do quadro, Chico recomendou que a criança fosse levada para o Hospital das Crianças.

Pois bem, antes que o Chico concluísse a orientação, o menino deu um último suspiro nos braços da mãe e... morreu!

Desesperada, a mãe começou a chorar... D. Horizonta ficou sem ação e o Chico, segundo suas próprias palavras afligiu-se... Partilhando a dor materna, condoído por nada ter podido fazer a tempo, Chico pensou que não era possível que os Espíritos deixassem aquilo acontecer ali...

Antes que se instalasse qualquer tumulto, ele pediu a D. Horizonta que caminhasse com a criança e a mãe para a sala de passes, que pedisse a uns três ou quatro médiuns para transmitir auxílio ao menino... D. Horizonta olhou-o, algo incrédula, e retrucou: - Mas, Chico, ele morreu!... Ante a insistência do Chico, ela diz: - Eu vou, eu vou porque é você que está pedindo, mas não vai adiantar nada: a criança já partiu...

Disse o Chico que naqueles minutos orou como nunca...

Pediu a Jesus que tivesse misericórdia daquela mãe, rogou aos espíritos benfeitores que não deixassem aquela criança desencarnar...

Ao fim de algum tempo, D. Horizonta sai com a mãe, e em seus braços o filho respirando outra vez!

Dali, seguem às pressas para o “Hospital das Crianças”.

E o Chico conclui: - Uma voz grossa me falou: Ele vai viver, mas só por 48 horas!... De fato, transcorrido esse período aconteceu o desenlace.


Carlos A. Baccelli 









Fonte: Julio Miyamoto