Mostrando postagens com marcador Harmonização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Harmonização. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de março de 2026

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 17 - Fórmula



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 17


Fórmula


“Sujeita-nos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós.” — (Tiago, 4.7)


É justo que as nações pacificadas e laboriosas interpretem a guerra como enfermidade da civilização.

Como toda moléstia, naturalmente será portadora de determinados benefícios ao porvir do mundo, mas os que não a provocam, restringindo-se aos serviços de defesa, têm o direito natural de observar-lhe a natureza venenosa, propinando-lhe a necessária medicação.

O Evangelho não omite indicações preciosas, nesse capítulo da evolução planetária. Tiago oferece valiosa fórmula em certo versículo de sua epístola à comunidade mundial dos discípulos.

Aconselhando submissão a Deus e resistência ao adversário da Ordem Divina, solucionou melindroso problema que há ensandecido grandes cérebros da humanidade em todos os tempos.

Povos e coletividades diversas são atormentados com a pergunta: — “Participar da guerra? Entrar na guerra?”

Semelhantes interrogações, todavia, não interessam. O que preocupa de fato, o homem de bem, é saber aceitá-la.

O farisaísmo fermenta o desafio do Calvário. Jesus aceitou-o, obedecendo ao Bem e resistindo ao mal.

Os romanos orgulhosos lançaram a guerra sobre os continuadores do Mestre Divino. Os cristãos aceitaram-no, atendendo o Cristo e resistindo aos adversários d’Ele.

Os aprendizes da atualidade encontram interrogativas difíceis que é preciso responder prontamente.

O discípulo esclarecido não deve ignorar que existem diabos nos infernos visíveis e invisíveis das consciências desviadas.

É imprescindível, portanto, continue cada qual de pé para o trabalho dignificante com o Mestre, sujeitando-se aos rigores da luta que lhe sobrevenham pela Vontade do Altíssimo, resistindo, porém, aos inimigos do bem, da Verdade e da Luz, porque, o contrário disso será fugir à Construção do Cristo, na Terra, quando Jesus concedeu-nos lugar em Suas Obras, a fim de que o mal fuja de nós.


Emmanuel










domingo, 11 de janeiro de 2026

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 18 - Vitória



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 18


Vitória


“E o que estava assentado sobre o trono disse: — Eis que faço novas todas as coisas.” — (Apocalipse, 21:5)


Enquanto a guerra vai transformando o quadro político e social da evolução terrestre, não se deve conceder qualquer formação ao pessimismo, embora as comoções da alma coletiva dos povos.

Aquele Senhor Magnânimo e Sábio que rege os destinos do orbe, assentado no trono da vida, tem o poder de renovar as cousas.

De campos sangrentos faz semeaduras proveitosas, convertendo a tirania, a ruína, a miséria em experiências, lições e roteiros novos.

Ante a paisagem movimentada a canhões e metralhadoras, o direito e a ordem falam de vitória.

É justo comentar alegrias do triunfo, entretanto, como quem sabe que Jesus permanece ao lado de todas as causas retas, é indispensável saber prepará-lo.

Instituiu-se simbologia popular nesse sentido.

A campanha da vitória do Bem empolga os corações.

Importa recordar, porém, que o “v” simbólico reclama companheiros que lhe organizem a efetividade desejável.

Vitória é a coroa da luta e nunca surgirá sem o “v” de visão, vigilância, valor, vontade.

A visão relaciona a previdência, a autocrítica, o conhecimento real das situações.

A vigilância enfeixa a reflexão, a resistência e a preparação. 

O valor constitui a coragem, a renúncia e o caráter.

A vontade representa a determinação, a disciplina, o poder mental.

É preciso que o discípulo do Evangelho compreenda a extensão da luta que se desenvolve no imenso teatro do mundo.

É ocioso destacar atitudes beatíficas, quando o planeta é sorvedouro de conflitos ásperos.

Tome cada um as energias próprias e utilize-as, rumo às claridades do porvir.

A vitória do Bem não depende exclusivamente do material bélico existente no mundo. Enxadas, charruas, árvores, sementes são também suas armas.

Sua primeira frente de combate é o lar e seu primeiro clarim deve soar na consciência do homem justo.

Vitória deve ser verdade e vida em Cristo.

Trabalhemos sem descanso, porque o Senhor fará novas todas as coisas envelhecidas.


Emmanuel









domingo, 4 de janeiro de 2026

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 13 - Harmonização



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 13

Harmonização


“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito.” — Paulo (1 Coríntios, 6:20)

Atentos à palavra evangélica, observamos que o homem deve realizar a Glorificação de Deus em sua existência.

Em todas as épocas, inúmeros intérpretes dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos tentaram semelhante edificação, partindo, todavia, de princípios contraproducentes.

Muitos religiosos tentaram-na, atormentando o corpo ao invés de discipliná-lo, embotando o espírito nas sombras dogmáticas, em lugar de esclarecê-lo.

Essa Glorificação, entretanto, deverá ser levada a efeito no corpo e no espírito.

Não se pode esquecer a noção de equilíbrio que deve reger toda expressão da vida.

O mundo, substancialmente, considerado, é o Paraíso que jamais se distanciou de nós outros.

Seus característicos de paisagem revelam o Éden repleto de árvores, flores e luzes.

O Planeta, contudo, precisa receber expressões de Deus manifestado nas criaturas.

A Natureza em todos os seus planos Glorifica o Senhor, mas o homem, na generalidade, não conhece a Realização Sublime, costumando transformar o alimento em tóxico e o sentimento em paixão destruidora.

Não mais suplícios às células orgânicas, nem ociosidade beatífica na falsa visão espiritual.

Corpo e Espírito devem andar harmoniosos e belos nas Leis Divinas do ritmo.

Deus pode ser Glorificado no ato de comer, de banhar-se, na organização da família, do trabalho, em todos os gêneros de vida honesta e de luta construtiva.

Muitos crentes, em todos os setores da fé, quiseram transformar a Glorificação em movimento convencionalista.

Usa-se o corpo nas igrejas para genuflexões ou atitudes contemplativas e fora dela em todos os desmandos e absurdos de licenciosidade e indisciplina.

Não se pode Glorificar a Deus no sentido unilateral.

A Presença Divina transparece de todas as cousas e em todos os lugares.

A vida com suas leis prodigiosas está pedindo aos homens Glorifiquem a Deus, manifestando-O.

Somente assim, integrar-se-á o Planeta na Harmonia do Universo.


Emmanuel











quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 20 - Não vos enganeis



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 20


Não vos enganeis


“E Jesus respondendo-lhes começou a dizer: — Olhai que ninguém vos engane…” — (Marcos, 13:5)


Na atualidade, quando os grandes conflitos atormentam os povos, é interessante recordar ensinamentos do Mestre, por demonstrar o caráter sempre novo de suas lições sublimes.

No momento que passa, fala-se da arma psicológica do quinta-colunismo, organização dissolvente das energias internas das nacionalidades. Comenta-se a situação criada por elementos dessa natureza, destaca-se-lhe o perigo.

Entretanto, há vinte séculos, Jesus recomendava aos continuadores devotada atenção nesse sentido. Vemo-lo no Evangelho de Marcos respondendo à consulta da multidão referentemente ao trabalho renovador do futuro e, em primeiro lugar, induz o discípulo à vigilância para que ninguém o engane em seu ideal sublime.

Com essa atitude, queria esclarecer o Senhor que os insucessos nunca vêm essencialmente do exterior, da pressão de armas furiosas, do criminoso ataque da violência. A derrocada começa também de dentro para fora.

Capitular o cristão diante do mal, escutar-lhe os alvitres venenosos, no pressuposto de ganhar títulos fáceis, é perder a grande batalha da vida.

O trabalho do Cristo é a instituição universal da verdade e do bem e se as menores instituições do direito humano são defensáveis, que não dizer da organização sublime do Salvador?

Toda atividade defensiva da paz digna e laboriosa é cooperação com Jesus. Mas as esferas numerosas de trabalho comum estão cheias de aprendizes descuidosos e invigilantes.

É preciso, porém, que os Espíritos enganados renovem interpretações e revejam caminhos percorridos. Obscurecer, falsear, iludir constituem armas invisíveis e mortíferas dos que operam a confusão.

O discípulo do Cristo não deve ignorar que se encontra em luta permanente contra o mal, em si mesmo, e não deve desconhecer que a falência nasce do engano, da insegurança e vacilação.

Quando tantas coletividades se aprestam à defesa da ordem e dos princípios cristãos, lembremos que o Mestre não esqueceu de incluir a coluna da mentira, entre os mais implacáveis inimigos da humanidade liberta.


Emmanuel










domingo, 27 de abril de 2025

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 15 - Agradar



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 15


Agradar


“Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificações.” — Paulo (Romanos,15:2)


O choque desnecessário, por motivos de fé religiosa, é dos fenômenos mais desagradáveis no caminho dos seres espiritualizados.

O fanatismo dogmático sempre ordena atitudes rígidas de intransigência, determinando doutrinações insípidas, onde o amor renova com leveza e bondade. Enquanto o primeiro condena asperamente, o segundo conta uma experiência educativa sem ferir a ninguém.

Os discípulos precisam evitar semelhantes perigos. Há companheiros agastados, quando a conversação da maioria tende à política, a distrações justas, ao esporte.

Porque não comentar, igualmente, revelando as possibilidades edificantes dos encargos públicos, enriquecendo o sentido das distrações e recreios, destacando a obra de melhoria física e confraternização que os esportes devem suscitar?

Em geral, imenso número dos aprendizes deseja mimos e aprovações, mas não querem agradar a pessoa alguma.

Dizem-se enfadados do mundo, declaram-se dispostos às atitudes sacrificiais nos trabalhos de grande envergadura. Entretanto, se ainda não sabem tolerar certas disposições algo infantis dos companheiros, como suportarão as atitudes no oceano revolto da humanidade em geral?

O próximo, às vezes, deseja conhecer Jesus… Aproxima-se com a bagagem que possui. Exibe-a aos nossos olhos. Nem sempre já adquiriu certos materiais idênticos àquele que a misericórdia divina colocou em nossas mãos.

E, ao invés de lhe receber a bagagem simples, amorosamente, restituindo-a com algo novo que lhe sirva à edificação individual, começamos por atirá-lo ao deserto do desânimo, entre atitudes de superioridade falsa, condenando criminosamente.

Essa posição é muita grave, por que se o discípulo fiel não deve estimular o mal ou agravá-lo, em qualquer circunstância da vida, não há tarefa ou assunto em que o irmão mais velho deixe de encontrar recursos de animar o irmão mais novo.

Em tudo, pode-se subtrair a influência do mal por destacar as possibilidades do bem. Nunca desejes a posição de perturbador, nem por minutos apenas. Aprende a agradar ao próximo no que seja útil à edificação.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Prefácio - Harmonização



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Prefácio


Harmonização


Muitos companheiros do Mundo Físico nos perguntam: “Qual o conceito de harmonização para os Amigos Espirituais?”

E nos aventuramos a responder.

Harmonização, para nós outros, os que nos desvencilhamos do corpo físico, é a ordem controlada… Cada criatura, na função a que se destina pela sabedoria dos mentores que nos dirigem, pode desempenhar esta função.

A espontaneidade e a disciplina, unidas no contexto das responsabilidades que nos foram confiadas, semelhando escada de ascensão, cujos degraus podemos e devemos conquistar através de méritos reais, são frutos que deveriam surgir na árvore de nossa maturidade, sustentando a nossa participação voluntária na instrução, a que nos referimos, quase sempre induzidos a incorporá-las em nossa existência, em longo tempo de provação, a fim de sermos educados para a harmonização.

Tentando ilustrar as nossas afirmativas, comparemos a harmonização a um grande conjunto orquestral. A direção de uma obra dessa não poderia ser entregue a um principiante que apenas atravessou o solfejo. 

E a execução de peça determinada exigiria, de cada figurante, a segurança que se lhe pede à função e no lugar que lhe deva ser próprio.

Sem isso, a música em pauta não se faria possível, cabendo ao “maestro” a obrigação de suprimir a desarmonização capaz de estragar todo o trabalho, às vezes, de muitos anos de exercício e preparação.

Compreendendo o que vem a ser harmonização na Vida Superior, percebemos que nossas imagens são simples e reais.

E ainda ousamos lembrar que todos nós, os Espíritos em aprendizado e evolução na Terra, necessitamos de união e respeito, compreensão e amor de uns para com os outros, em quaisquer de nossos núcleos de trabalho, a fim de executarmos as peças de entendimento e elevação, paz e luz realizadas pelo Nosso Divino Mestre, ao mesmo tempo que somos compelidos a recordar-lhe as palavras:

– “Amai-vos uns aos outros como vos amei.”


Emmanuel


Uberaba, 21 de junho de 1990. 










domingo, 10 de março de 2024

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 2 - Eleição e escolha



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 2


Eleição e escolha


Em todos os lugares, surgem os chamados ao aperfeiçoamento, mas, em toda parte, há poucos escolhidos porque raros se elegem.

O Mestre Divino não destaca os discípulos, à maneira dos ditadores terrestres que condecoram afeiçoados, segundo o capricho que lhes é próprio.

Recebe nas culminâncias da virtude e do serviço aqueles que souberam escalar a montanha do esforço individual no Bem.

Semelhante critério é idêntico ao que adotamos na lide comum para assinalar os colaboradores necessários ao trabalho que pretendemos realizar.

Num escritório, não aceitamos auxiliares que se afastem do alfabeto.

Num campo de serviço agrícola, não estimamos a cooperação daqueles que menosprezam a enxada.

Num templo religioso, não compreendemos o concurso de quem renega a fé e a esperança.

Num hospital, não entendemos a presença de enfermeiros que detestam os doentes.

Demonstra-nos a lógica que o homem, pela boa vontade e pelo sacrifício no dever rigorosamente cumprido, cresce sobre a multidão e se mostra digno de tarefas sempre mais nobres.

Se desejas, desse modo, penetrar o colégio dos escolhidos de Jesus, começa hoje o teu ministério de aplicação à prática viva dos Seus ensinamentos.

Indiscutivelmente, o Senhor escolherá o teu coração para brilhar no banquete da fraternidade e da luz, da revelação e da graça, mas, antes disso, é imprescindível que te faças eleito por ti mesmo, elevando a tua alma, acima do nivelamento em que se irmanam a ignorância e a ociosidade, na terra seca ou enfermiça do menor esforço.


Emmanuel










quarta-feira, 20 de julho de 2022

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 20 - Não vos enganeis



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 20


Não vos enganeis


“E Jesus respondendo-lhes começou a dizer: — Olhai que ninguém vos engane…” — (Marcos, 13:5)


Na atualidade, quando os grandes conflitos atormentam os povos, é interessante recordar ensinamentos do Mestre, por demonstrar o caráter sempre novo de suas lições sublimes.

No momento que passa, fala-se da arma psicológica do quinta-colunismo, organização dissolvente das energias internas das nacionalidades. Comenta-se a situação criada por elementos dessa natureza, destaca-se-lhe o perigo.

Entretanto, há vinte séculos, Jesus recomendava aos continuadores devotada atenção nesse sentido. Vemo-lo no Evangelho de Marcos respondendo à consulta da multidão referentemente ao trabalho renovador do futuro e, em primeiro lugar, induz o discípulo à vigilância para que ninguém o engane em seu ideal sublime.

Com essa atitude, queria esclarecer o Senhor que os insucessos nunca vêm essencialmente do exterior, da pressão de armas furiosas, do criminoso ataque da violência. A derrocada começa também de dentro para fora.

Capitular o cristão diante do mal, escutar-lhe os alvitres venenosos, no pressuposto de ganhar títulos fáceis, é perder a grande batalha da vida.

O trabalho do Cristo é a instituição universal da verdade e do bem e se as menores instituições do direito humano são defensáveis, que não dizer da organização sublime do Salvador?

Toda atividade defensiva da paz digna e laboriosa é cooperação com Jesus. Mas as esferas numerosas de trabalho comum estão cheias de aprendizes descuidosos e invigilantes.

É preciso, porém, que os Espíritos enganados renovem interpretações e revejam caminhos percorridos. Obscurecer, falsear, iludir constituem armas invisíveis e mortíferas dos que operam a confusão.

O discípulo do Cristo não deve ignorar que se encontra em luta permanente contra o mal, em si mesmo, e não deve desconhecer que a falência nasce do engano, da insegurança e vacilação.

Quando tantas coletividades se aprestam à defesa da ordem e dos princípios cristãos, lembremos que o Mestre não esqueceu de incluir a coluna da mentira, entre os mais implacáveis inimigos da humanidade liberta.


Emmanuel










segunda-feira, 23 de maio de 2022

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 1 - Últimos



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 1

Últimos



Na Terra, é sempre difícil corresponder à expectativa do Céu, quando nos situamos nos primeiros lugares da vida de relação.

Aqueles que dominam nos enganos educativos da carne se algemam, habitualmente, a tantos compromissos com a sombra que, de modo geral, não dispõem de recursos senão para a defesa obstinada dos seus tesouros de ilusão.

A evidência no mundo, quase sempre, é aflitivo cativeiro.

A liberdade, entre as criaturas terrestres, é supressão de liberdade.

A riqueza material, frequentemente, é dolorosa escravidão do Espírito.

A mocidade física, em muitas ocasiões, é tentação à indisciplina com imprevisíveis consequências.

A autoridade terrena costuma ser amargurosa tortura moral.

A vitória, entre os homens, na maioria das vezes, sofre lastimável degenerescência, arrojando-se facilmente aos despenhadeiros do crime e do arrependimento.

Mas os que sabem caminhar, nos últimos lugares do mundo, realizam sublimes aquisições da alma, no rumo da Imortalidade.

Quem sabe apagar-se na humildade contempla a divina claridade que fulge mais além.

Quem aprende a perder para as trevas entra na posse dos tesouros imperecíveis da luz.

Quem não pode brilhar nos artifícios da carne volta-se para dentro do próprio ser e aí consegue plasmar qualidades de eterna beleza.

Quem sabe receber a lição dos vencidos, enche-se de misericórdia e compreensão, convertendo-se em luminoso vaso de fraternidade, por onde se derrama o auxílio de Deus para as criaturas.

Se te encontras, acaso, entre os últimos, guarda a paciência e regozija-te, porque estarás na companhia daquele que se fez o derradeiro de todos os tempos, como a sublime fonte de luz, que se agiganta com os séculos, clareando o roteiro dos homens, na Terra e além da morte.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 7 - Entendimento espiritual




Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 7


Entendimento espiritual


“Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.” — (Lucas, 24:45)


Em geral, encontram-se queixosos em todos os núcleos de atividade cristã, alegando dificuldades para o justo entendimento do Evangelho.

Alguns leem os versículos mais simples, devoram os capítulos mais belos e permanecem atônitos, surpreendidos.

Por que lhes indicaria a fonte evangélica, se as palavras dos textos diferem tanto de sua situação? perguntam eles.

Sentem-se desiludidos, atordoados de incompreensão. Entretanto, o fenômeno deriva-se do jogo de experiências e nada mais. É indispensável insistir sempre às portas do entendimento.

Há frases e textos difíceis? Convém procurar-lhes a extensão, para encontrar-lhes a sabedoria e a beleza.

Estudo e observação do Evangelho também constituem trabalho, e da mais alta envergadura.

A vaidade e a presunção costumam abandonar o serviço na antecâmara da imensa oficina de luz e, antes que houvessem contemplado as fontes eternas, voltam-se para o mundo, difundindo as sombras da influenciação que lhes é própria, entre a ironia e o escárnio.

Não se precatam de que toda aquisição demanda esforço e perseverança. O menor título de competência profissional no mundo requer fervor e boa vontade no trabalho.

Seria possível, portanto, que as posses Eternas fossem simples objetos de aquisição mecânica, à margem do caminho?

A realização espiritual é serviço supremo do espírito. É imprescindível buscar-lhe as expressões, a golpes de vontade e determinação.

Somente as almas ainda superficiais pedem soluções absolutas às letras evangélicas.

O discípulo sincero não ignora que é preciso trabalhar por absorver-se na luz divina do Espírito e, ao passo que se esforça, está convencido de que o Senhor lhe virá ao encontro, abrindo-lhe o entendimento.


Emmanuel







quinta-feira, 9 de julho de 2020

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 15 - Agradar



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 15


Agradar


“Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificações.” — Paulo (Romanos,15:2)


O choque desnecessário, por motivos de fé religiosa, é dos fenômenos mais desagradáveis no caminho dos seres espiritualizados.

O fanatismo dogmático sempre ordena atitudes rígidas de intransigência, determinando doutrinações insípidas, onde o amor renova com leveza e bondade. Enquanto o primeiro condena asperamente, o segundo conta uma experiência educativa sem ferir a ninguém.

Os discípulos precisam evitar semelhantes perigos. Há companheiros agastados, quando a conversação da maioria tende à política, a distrações justas, ao esporte.

Porque não comentar, igualmente, revelando as possibilidades edificantes dos encargos públicos, enriquecendo o sentido das distrações e recreios, destacando a obra de melhoria física e confraternização que os esportes devem suscitar?

Em geral, imenso número dos aprendizes deseja mimos e aprovações, mas não querem agradar a pessoa alguma.

Dizem-se enfadados do mundo, declaram-se dispostos às atitudes sacrificiais nos trabalhos de grande envergadura. Entretanto, se ainda não sabem tolerar certas disposições algo infantis dos companheiros, como suportarão as atitudes no oceano revolto da humanidade em geral?

O próximo, às vezes, deseja conhecer Jesus… Aproxima-se com a bagagem que possui. Exibe-a aos nossos olhos. Nem sempre já adquiriu certos materiais idênticos àquele que a misericórdia divina colocou em nossas mãos.

E, ao invés de lhe receber a bagagem simples, amorosamente, restituindo-a com algo novo que lhe sirva à edificação individual, começamos por atirá-lo ao deserto do desânimo, entre atitudes de superioridade falsa, condenando criminosamente.

Essa posição é muita grave, por que se o discípulo fiel não deve estimular o mal ou agravá-lo, em qualquer circunstância da vida, não há tarefa ou assunto em que o irmão mais velho deixe de encontrar recursos de animar o irmão mais novo.

Em tudo, pode-se subtrair a influência do mal por destacar as possibilidades do bem. Nunca desejes a posição de perturbador, nem por minutos apenas. Aprende a agradar ao próximo no que seja útil à edificação.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 4 de janeiro de 2020

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 1 - Últimos



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 1

Últimos



Na Terra, é sempre difícil corresponder à expectativa do Céu, quando nos situamos nos primeiros lugares da vida de relação.

Aqueles que dominam nos enganos educativos da carne se algemam, habitualmente, a tantos compromissos com a sombra que, de modo geral, não dispõem de recursos senão para a defesa obstinada dos seus tesouros de ilusão.

A evidência no mundo, quase sempre, é aflitivo cativeiro.

A liberdade, entre as criaturas terrestres, é supressão de liberdade.

A riqueza material, frequentemente, é dolorosa escravidão do Espírito.

A mocidade física, em muitas ocasiões, é tentação à indisciplina com imprevisíveis consequências.

A autoridade terrena costuma ser amargurosa tortura moral.

A vitória, entre os homens, na maioria das vezes, sofre lastimável degenerescência, arrojando-se facilmente aos despenhadeiros do crime e do arrependimento.

Mas os que sabem caminhar, nos últimos lugares do mundo, realizam sublimes aquisições da alma, no rumo da Imortalidade.

Quem sabe apagar-se na humildade contempla a divina claridade que fulge mais além.

Quem aprende a perder para as trevas entra na posse dos tesouros imperecíveis da luz.

Quem não pode brilhar nos artifícios da carne volta-se para dentro do próprio ser e aí consegue plasmar qualidades de eterna beleza.

Quem sabe receber a lição dos vencidos, enche-se de misericórdia e compreensão, convertendo-se em luminoso vaso de fraternidade, por onde se derrama o auxílio de Deus para as criaturas.

Se te encontras, acaso, entre os últimos, guarda a paciência e regozija-te, porque estarás na companhia daquele que se fez o derradeiro de todos os tempos, como a sublime fonte de luz, que se agiganta com os séculos, clareando o roteiro dos homens, na Terra e além da morte.



Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano