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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - Necessidade da caridade, segundo S. Paulo - Item 7



Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação


Necessidade da caridade, segundo S. Paulo


7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.

Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo. 


Allan Kardec










Fonte: Ipeak

terça-feira, 5 de julho de 2022

Paulo, o apóstolo - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. XV - Instrução dos Espíritos - Fora da caridade não há salvação



Paulo, o apóstolo - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. XV - Instrução dos Espíritos


Fora da caridade não há salvação 


Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, para o conduzir à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Vós os reconhecereis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, pois ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Tomando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a compreender seu sentido profundo e suas consequências, a descobrir, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade e a vossa consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, mas também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer o bem precisa sempre a ação da vontade; para não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a indiferença.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que, observando-vos, se possa reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, pois todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, seja qual for a seita a que pertençam.


Paulo, o apóstolo
Paris, 1860









quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Paulo, o apóstolo - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. XV - Instrução dos Espíritos - Fora da caridade não há salvação - Item 10




Paulo, o apóstolo - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. XV - Instrução dos Espíritos


Fora da caridade não há salvação 


10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, para o conduzir à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Vós os reconhecereis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, pois ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Tomando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a compreender seu sentido profundo e suas consequências, a descobrir, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade e a vossa consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, mas também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer o bem precisa sempre a ação da vontade; para não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a indiferença.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que, observando-vos, se possa reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, pois todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, seja qual for a seita a que pertençam.


Paulo, o apóstolo
Paris, 1860









segunda-feira, 1 de março de 2021

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 15 - Fora da caridade não há salvação - O que é preciso para ser salvo - Parábola do bom Samaritano - Item 3




Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 15 - Fora da caridade não há salvação - O que é preciso para ser salvo


Parábola do bom Samaritano


3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.

No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau.

Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o inquérito? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia dizendo: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Jesus não faz, pois, da caridade, uma das condições para a salvação, mas a única condição. Se outras houvesse a serem cumpridas, ele teria dito. Se ele coloca a caridade em primeiro lugar dentre as virtudes, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo. 


Allan Kardec






sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - Necessidade da caridade, segundo S. Paulo



Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação


Necessidade da caridade, segundo S. Paulo


Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; – ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. – E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; – não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.)

De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.

Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo. 


Allan Kardec







Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec

terça-feira, 7 de julho de 2020

Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - O que é preciso para ser salvo - Parábola do bom Samaritano - 3



Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - O que é preciso para ser salvo - Parábola do bom Samaritano 


3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.

No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau.

Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o inquérito? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia dizendo: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Jesus não faz, pois, da caridade, uma das condições para a salvação, mas a única condição. Se outras houvesse a serem cumpridas, ele teria dito. Se ele coloca a caridade em primeiro lugar dentre as virtudes, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo. 


Allan Kardec









Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec