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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Equanimidade



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Equanimidade


O processo da evolução moral-espiritual é assinalado por constantes desafios que se apresentam nos diferentes níveis de conquistas a serem realizadas.

Alcançado um patamar, logo outro surge desafiador, aguardando o esforço do viandante, que os deve alcançar a todos com segurança e alegria.

Entre outros, a equanimidade constitui um valioso tesouro a ser adquirido, num estágio mais nobre da existência.

Nível elevado que enriquece de bênçãos, não tem sido muito considerado pelos lutadores do campo íntimo, nos esforços pessoais de caráter iluminativo.

Poder amar indistintamente, ampliando os horizontes da emoção no rumo de todos os seres, abrangendo bons e maus, gentis e ingratos, representa uma aspiração que culmina em expressão plena de viver.

Invariavelmente, os sentimentos elegem seletiva as pessoas e os interesses convenientes, preferindo aqueles que se apresentam como agradáveis e compensadores em detrimento daqueloutros que geram desprazer, incômodo, mal-estar.

Por isso, as afeições são sempre realizadas em clima de correspondência emocional, produzindo alegria e apoio recíprocos.

A equanimidade propõe que se estabeleçam vínculos de bondade e de respeito com os mais diferentes biótipos existentes, de forma que o bem esteja acima das vicissitudes e das lastimáveis consequências das ocorrências infelizes ou funestas.

Conseguir o estado de equilíbrio nas lutas desiguais do cotidiano, deve ser uma forma de meta a ser alcançada, de maneira que a harmonia interior não se desorganize quando das tempestades externas ou durante as calmarias dos acontecimentos.

Nem medo das ocorrências agressivas, nem desprezo pelos seus sucessos, com superação da repulsa ao perturbador e contenção do entusiasmo diante do prazer.

Sempre é possível retirar-se a melhor parte de qualquer conjuntura, seja qual for a situação, desde que se possuam sabedoria e equanimidade para analisar e vivenciar os fenômenos existenciais.

A equanimidade oferece a medida exata de como proceder-se em relação ao próximo e de como reagir-se diante de fatos penosos, afligentes, mantendo-se sempre no mesmo estado de harmonia.

No íntimo do indivíduo ela parece repetir a sentença de Jesus: Fazer a outrem conforme gostaria que ele lhe fizesse.

Em face dessa valiosa diretriz, o comportamento torna-se equânime em relação a todos aqueles que constituem a família universal.

Mergulhados na mesma neblina carnal, o portentoso é tão frágil quanto o mendigo, e o belo é tão transitório quanto o deformado.

As preferências que decorrem da aparência além de enganosas tornam-se frustrantes.

Iluminada a compreensão da impermanência de todas as formas e coisas, o sentimento de compaixão cresce e transforma-se em amor que a todos enlaça em vibrações de ternura.

A equanimidade pode começar na mente, desenvolver-se no sentimento e ter vigência nos atos.

Poder abraçar as diferentes pessoas sem ansiedade nem culpa, convivendo com aquelas que são generosas, assim como com as outras que perderam a faculdade da, gentileza, é maneira eficaz para ampliar a aspiração de ser equânime.

Normalmente, diante de cenas agressivas a ira toma corpo no observador, que se deixa perturbar pelo acontecimento infeliz.

Nas conversações doentias, a maledicência e a acusação indébita desenvolvem-se como praga que ameaça jardim da fraternidade.

Nos relacionamentos, os interesses mesquinhos tomam o lugar dos ideais de solidariedade e de bem querer, assinalando os indivíduos com ressentimentos desencantos, que poderiam ser evitados.

As preferências afetuosas selecionamos mais bem dotados em detrimento daqueles que muito necessitam estímulos, de amizades puras, ficando na retaguarda, por consequência, mais infelicitando-se e desencantando-se com os grupos sociais.

Os jogos de valores pessoais, que se permitem vincular somente àqueles que têm o que oferecer, tornam mesquinhas as criaturas, que devem aprender a liberar-se, ao invés de mais aprisionar-se.

A equanimidade proporciona liberdade de sentimentos e de ações, oferecendo uma linguagem de bem-estar com a vida e com todos os fenômenos dela decorrentes.

Suavemente derruba as barreiras que dividem os indivíduos e os ideais, que separam os seres humanos, exercendo sobre eles um sórdido controle, a fim de os manter em situações menos favoráveis diante do ego dominador e enfermiço.

É necessário cantar a alegria de viver em comunhão com os demais membros da Humanidade, num concerto de vibrações que harmonizam e revigoram.

Ninguém poderá atingir o êxito pessoal e a tranquilidade espiritual evitando o convívio do próximo. O aparente logro não passa de engano grave que logo cede lugar ao conflito pessoal.

A vida existe em todas as expressões para a harmonia cósmica.

As diferenças aparentes fazem parte do processo de equidade.

Jesus é o protótipo mais perfeito de ser equânime que o mundo jamais conheceu.

Com a mesma ternura e misericórdia recebia as criancinhas e os anciãos, os sadios e os enfermos, os felizes e os desventurados.

Ao inverso. da cultura comum, preferia os desditosos, os esquecidos pelo mundo, a fim de os erguer e dignificar.

Jamais descuidou-se de atender o miserável, como nunca se furtou a socorrer o poderoso, porque diante dEle todos são iguais, em nada diferindo, quanto às posições terrenas, por considerar valioso o Espírito imortal e não a forma enganosa.

Sua equanimidade permaneceu como Sua marca de amor, de compaixão e de misericórdia, aguardando que todos aqueles que O amam, façam o mesmo.


Joanna de Ângelis


















terça-feira, 22 de setembro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Cizânia



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4


Cizânia


O espírito de cizânia que predomina em muitos grupos humanos decorre dos conflitos de indivíduos que não se encontram psicologicamente amadurecidos para o convívio em sociedade.

Sempre encontram razão para gerar dificuldades nos relacionamentos, apontando erros e poupando-se a solucioná-los.

Enfrentando desafios interiores de ajustamento e equilíbrio pessoal, transferem para os outros os tormentos de que são objeto, criando situações embaraçosas, perturbando a ordem, apresentando-se como salvadores dos demais e vítimas de todos.

Atormentados, em si mesmos, não creem nos valores ético morais do grupo em que se encontram, tornando-se, invariavelmente, aqueles que sempre discordam, que possuem melhores e mais profundos conhecimentos, no entanto, que se dizem perseguidos e malsinados.

Apresentam-se, não poucas vezes, travestidos de uma humildade que estão longe de possuir, ou são arrogantes, prepotentes, atribuindo-se valores que igualmente não possuem.

Agitados, dão a impressão de operosos, quando, em realidade, são apenas instáveis emocionalmente, abraçando diferentes propostas de trabalho, que não sabem executar.

Habilmente, apresentam suas ideias, mas transferem o esforço para os outros, desejosos sempre que os seus amigos abandonem os seus próprios compromissos, a fim de ajudá-los naquilo que pretendem, por considerarem ser de suma importância, quando não passam de campeonatos de vaidade pessoal e de promoção do ego.

São gentis na aparência, e, quando contrariados; logo apresentam a outra face, a da agressividade.

Impulsivos, falam sem pensar, escrevem desarrazoadas acusações, dominados pela ira, acreditando-se únicos possuidores da verdade, que dizem defender.

São insinuantes, a princípio, para logo demonstrarem as reações íntimas e absurdas.

Fazem-se iracundos com facilidade e expressam sentimentos que não são verdadeiros, quando desejam conquistar simpatizantes para os seus objetivos.

Insinuam-se com facilidade onde desejam reinar, a fim de alterarem o clima de fraternidade, mediante intrigas bem trabalhadas, acusações descabidas, frutos da inveja e da insensatez.

A cizânia é uma arte terrível, de que se utilizam os Espíritos moralmente fracos, para torpedearem as realizações edificantes.

Tem cuidado com eles.

Não disponhas do teu tempo, gastando-o inutilmente nas discussões infindáveis que geram, a fim de lograrem a autopromoção.

Incapazes de produzir com elevação moral exaltam-se como grandes realizadores, assim diminuindo o esforço dos outros, de, que se utilizam, na condição de defensores dos Espíritos nobres que deram, sua quota de sacrifício em favor dos ideais que abraçavam, como se estes necessitassem dos seus encômios e referências.

Esses indivíduos encontram-se por toda parte.

Imiscuem-se nos labores edificantes que já encontraram em realização, desejando a autopromoção, e logo geram dificuldades que perturbam e produzem sofrimento às pessoas honestas, normalmente suas vítimas.

São acusadores sistemáticos, perversos, dissimulando-se de colaboradores ou apresentando-se como vigias que ajudam, preservando o patrimônio superior que dizem ameaçado.

Não se dão conta de que os ideais sempre vicejaram antes deles, prosseguirão apesar deles e após passarem no rumo da sepultura...

Se te encontras abraçando uma realização dignificadora, não ficarás livre da sua peçonha, nem dos seus espículos.

Não percas tempo defendendo-te ou acusando-os.

Segue adiante!

Ninguém alcança o acume de um monte, se permanece na baixada, evitando cair nos precipícios ou tentando eliminá-los.

Tampouco procures justificar-te, quando eles criarem embaraços para os teus pés.

Considera-os doentes espirituais e compadece-se das suas façanhas infelizes, mas não pretendas salvá-los.

Cuida de promover o teu serviço, dando-lhe continuidade e vivenciando-o com alegria, sem queixas nem reclamações.

Mesmo o Colégio Apostólico sofreu, periodicamente, o fermento da cizânia, que o amor de uns e a abnegação de outros conseguiram diluir.

Desde que não buscas o aplauso, nem os benefícios imediatos do reconhecimento humano, prossegue em frente, aplainando o solo do ideal, ensementando as plântulas que formarão a paisagem do futuro, enfrentando sol e chuva, calor e frio, com o entusiasmo de quem se entrega a Deus e nEle confia.

O espírito de cizânia é artifício do Mal, que se apresenta em todos os segmentos da sociedade de hoje, como existiu ontem, e provavelmente ainda estará presente por algum período nos dias do futuro.

Nunca desanimes, nem te deixes influenciar pelas propostas da cizânia.

Enquanto luz o amor, serve e passa.

Deixa que prossiga vicejando o entusiasmo haurido no Bem e nada poderá impedir-te o avanço.

Trabalha-te interiormente o lado negativo da personalidade e luariza-te, harmonizando-te no próprio ideal de produzir para a Verdade.

Com essa disposição chegarás ao túmulo sem recordações infelizes, sem tormentos dispensáveis e com inefável alegria.

Vencendo-te, a ti mesmo, terás conseguido a maior vitória da existência carnal.


Joanna de Ângelis












Nota: Quando Joanna de Ângelis fala sobre a "cizânia" (que significa discórdia, fofoca ou divisão), ela está se referindo àquelas situações em que pessoas com conflitos internos tentam desestabilizar grupos, criar intrigas e minar o trabalho do bem. (Nepe Search)




domingo, 13 de setembro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Despertamento para a verdade

 

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Despertamento para a verdade

    
Ilude-se todo aquele que supõe que o encontro com a Verdade irá impedir-lhe a ocorrência de problemas e de desafios existenciais na jornada de evolução.

Engana-se quem pretende viver experiências elevadas sem as lutas do quotidiano, em razão da sua vinculação com o espírito da Verdade.

Desperdiça o tempo, o indivíduo que acredita estar livre do sofrimento, somente porque se voltou para as lições libertadoras da Verdade.

Equivoca-se a pessoa que, abraçando a Verdade, espera desfrutar de privilégios e prazeres contínuos.

Defrauda a consciência o pretendente a uma vida de exceção, longe da dor, das provas necessárias, somente porque aderiu à Verdade.

Mente, para si mesmo, aquele que espera uma existência pacata, rica de experiências espirituais, sem os choques do mundo, agora, quando se encontrou com a Verdade.

Não existe um exemplo de alguém que haja despertado para a Verdade, que tenha modificada a trajetória da reencarnação, passando a gozar de dádivas especiais que o tornariam um leito.

Pelo contrário, a Verdade induz à maturidade espiritual, à libertação da ignorância em torno da vida, demonstrando que se está na Terra, num mundo transitório, momentâneo, programado para o retorno ao Grande Lar, após vencidas as etapas de progresso que lhe são necessárias durante o trajeto físico.

O conhecimento da Verdade dilata os horizontes do entendimento intelectual e racional do Espírito, a fim de que se possa aplicar ao dever essencial, ao invés de deter-se nas banalidades que procura transformar em fundamentais à felicidade.

Ao mesmo tempo, convoca a mente à introspecção, à viagem silenciosa que leva ao autodescobrimento, de maneira a selecionar o que é fundamental e o que é secundário durante o périplo carnal.

Identificados os valores legítimos oferecidos pela reencarnação, entrega-se à reconstrução moral no campo das ideias, facultando melhor direcionamento dos esforços pessoais em favor do crescimento interior, com a mente inçada de esperanças e de bem-estar.

Uma incomparável alegria apossa-se-lhe do comportamento, alterando-o expressivamente, por facultar o aproveitamento do tempo para a vinculação com Deus através da Sua manifestação em todas as coisas.

Aberturas emocionais para o amor, para a fraternidade, para a compaixão, para a caridade ensejam-lhe um intercâmbio contínuo com as Forças do Bem, que alimentam o ser e dele retiram energias que são aplicadas em favor dos menos aquinhoados.

Uma alteração real de objetivos alerta para a vivência contínua das emoções superiores.

A resignação ante os acontecimentos menos ditosos, os insucessos materiais, as enfermidades, as agressões e combates inevitáveis, transformam-se em recurso prodigioso para dar continuidade aos projetos evolutivos na direção da meta libertadora.

À medida que o ser se eleva, mais fácil apresenta-se-lhe a faculdade de entender a vida e suas ocorrências, dando-lhes motivações para empreendimentos contínuos de paz e de construção da solidariedade.

Não espera que o mundo mude, antes muda em relação ao mundo, tornando-se um ponto de referência para outras futuras transformações que ocorrerão em favor da renovação da sociedade.

Já não mais escraviza-se a pessoas e a coisas, por sabê-las todas efêmeras no curso infinito do progresso. Ama-as, porém, livre de dependência de qualquer espécie, por cuja forma não se detém na marcha, avançando sempre.

Compreende que nem todos, no momento, podem seguir-lhe os passos, o que não o aflige, nem o desestimula, porquanto reconhece a existência de níveis variados de consciências, continuando nos propósitos estabelecidos.

Vítimado por circunstâncias decorrentes dos atos infelizes do pretérito espiritual, enfrenta a situação com coragem, diluindo os efeitos com os métodos ao alcance, evitando novos comprometimentos que o afligirão no porvir.

Perseguido pela insensatez que campeia a soldo da comodidade em toda parte, sorri e continua, não se detendo a explicar a conduta, nem a debater a respeito da decisão de integrar-se no conceito da Verdade, vivendo-a, desde já, sem alarde, nem imposição de qualquer natureza.

Honestamente, é fiel a si mesmo e a Deus, que o atrai com a irresistível energia do amor, passando a nutrir-se desse pão de vida, sem a preocupação de justificar-se ou de arrebanhar adeptos para o seu desiderato.

Muitas vezes, a sós, está sempre com Deus, ou Deus está com ele, não se importando com o abandono a que se veja entregue por familiares, amigos ou correligionários.

Não se aflige hoje, ante a impossibilidade de conseguir a realização dos seus objetivos. Sabe que o importante é iniciar a busca, prosseguindo sem pressa, nem detença.

Nele fulgura a luz da paz, que o tranquiliza, facultando-lhe entendimento de todos os acontecimentos.

Se a morte ameaça, prepara-se para recebê-la jovialmente, porque entende que ela será a sua ponte para alcançar o Outro Lado, onde espera ser feliz.

Vagarosamente e com decisão rompe o véu que o separa da Verdade, conforme acentuava São João da Cruz.

... E ocorrendo a morte, desperta em madrugada formosa para a qual se preparou durante a existência passada.

Eu sou o Caminho da Verdade e da Vida - afirmou Jesus.

A fim de ser alcançada - Deus em Plenitude - Jesus é o Caminho único, embora se multipliquem os missionários do amor, da compaixão e da sabedoria em todas as doutrinas espiritualistas, que vieram em Seu nome, a fim de preparar as criaturas para o grande encontro com o Seu coração.

Toma-O como modelo e guia, seguindo-O alegremente, e a Verdade te embriagará de luz e de paz, concedendo-te vida em abundância.


Joanna de Ângelis


















quarta-feira, 15 de julho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2 - Vivendo com alegria



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2


Vivendo com alegria

    
A alegria é fator essencial à felicidade.

Pode ser cultivada em pequenas expressões, de forma que se insculpa no comportamento até gerar o fenômeno emocional de bem-estar permanente.

Tanto se pode expressar em forma de sensação como de emoção que encanta e estimula a existência.

Por hábito vicioso, acredita-se que a alegria somente é possível quando a preocupação ou os desafios cedem passo ao êxito, o que não corresponde à verdade.

Pode-se experienciar a alegria mesmo que sob tensão e diante de obstáculos.

O fato de encontrar-se vivo na carne, quando sobram oportunidades de transformação dos acontecimentos, já é, em si mesmo, uma proposta de alegria, porquanto a compreensão de que os problemas existem para ser solucionados, faculta o desenvolvimento intelectual e moral do indivíduo.

A óptica mediante a qual se considera o acontecimento é que o torna danoso ou agradável.

Ninguém transita no mundo sem enfrentamentos, sem momentos de graves reflexões, sem dores nem ansiedades.

A alegria é um estado interior de confiança irrestrita em Deus, que faculta o entendimento dos fenômenos evolutivos que são defrontados, como necessários ao crescimento interior.

Desse modo, a alegria pode ser treinada, graças à experiência jubilosa em torno de pequenos acontecimentos ou a contemplação das mil ocorrências que têm lugar no dia a dia da jornada terrestre.

Ninguém espera que o jardim esplenda em flores se não lhe cuidar do solo, das plantas, da rega e da proteção que exigem.

O mesmo ocorre em relação à alegria, tornando-se necessário primeiro desvestir-se a armadura da animosidade, abrindo-se à festa de ocorrências dignificantes que promovem o Espírito.

Se a pessoa prefere ingerir o veneno da constante indisposição, certamente será vítima de contínuo mal-estar.

Se atira cimento sobre o terreno semeado, matará as plantas que se candidatam à beleza.

Se ingere tóxico para matar as pragas que se multiplicam na semeadura, certamente será vítima da irreflexão, não conseguindo destruí-las, mas a si mesmo privando da vida.

A alegria é uma conquista trabalhada com otimismo e esperança, adquirindo o hábito de sobrepor o melhor ao desagradável, o positivo ao perturbador.

Uma vida rica de beleza interior é um poema de alegria em homenagem à vida. Examina em derredor e constatarás quanto é abundante a bênção da alegria.

Em silêncio desabrocham as flores, desenvolve-se o embrião, a paisagem modifica-se, fulgem as estrelas numa incomparável manifestação de beleza, que ressuma encantamento, proporciona alegria.

Os fenômenos vitais seguem o seu curso em automatismos contínuos, obedecendo às leis soberanas da vida.

Em todo lugar, se tiveres olhos para ver e ouvidos para escutar, descobrirás a mensagem de harmonia em tons de alegria incessante.

Mesmo quando o, sofrimento faz-se presente, propondo recuperação e renovação espiritual, apresentam-se os pródromos da alegria.

Uma vida sem alegria é mórbida, destituída de sentido existencial.

Cultiva, pois, essa mensageira da saúde, propondo-te por introjetá-la.

Não faltam motivos para que a experimentes, se estiveres disposto à mudança de padrão emocional e ansiares pela conquista da plenitude.

Da mesma maneira que não se irrigam plantas com ácido, não se pode encontrar a alegria aplicando-se recursos de autocompaixão, de autodepreciamento.

Considera as dádivas das funções do teu corpo diante daqueles que as têm deficientes ou que são imobilizados, rejubilando-te com essa graça.

Se, no entanto, experimentas encarceramento na enfermidade ou exílio no silêncio do abandono, bendize ao Senhor da Vida que te concede os recursos da reparação que deves executar, alegrando-te, desde já, em relação ao futuro que está reservado.

Todos aqueles que alcançaram os patamares elevados da jornada atravessaram as regiões densas de sombras, os charcos perigosos, as áreas crestadas... Ninguém alcança o cume sem a experiência das baixadas.

O dom precioso da existência física deve ser preservado com emoção elevada, decorrente das ações dignificadoras, a fim de que se transforme em recurso iluminativo para a felicidade real do viandante terreno.

Não te detenhas, portanto, a considerar o mal que pensas sofrer pela responsabilidade de outrem, nem te situes nos recantos da lamentação, perdendo as oportunidades fulgurantes de construção do bem em qualquer lugar.

Não hesites quando defrontado pelo impositivo de amar e perdoar ou de manter-se ressentido e amargurado.

Quem pensa em infelicitar outrem, a si próprio já se tornou desditoso.

Assim, não te permitas afligir em face dos espículos em que pises, reconhecendo que toda ascensão é penosa, mas a paisagem das alturas é sempre compensadora, fazendo esquecer as dificuldades da subida.

Alegra-te, portanto, sempre e em qualquer situação que te encontres.

Jesus, o Excelente Mestre, cantou aos ouvidos do mundo: - Eis que vos trago Boas Novas de alegria!

E ofereceu-nos o tesouro do Seu amor, a fim de que nunca mais houvesse carência no mundo, exceto naqueles que se recusassem a fruir da Sua infinita bondade.

Desse modo, alegra-te e esparze alegria, enriquecendo as vidas de esperança e de harmonia.


Joanna de Ângelis














domingo, 5 de julho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - A Presença Divina



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1


A Presença Divina


Em tudo que observas e contemplas, encontras a divina presença de Deus, manifestando-se de maneira inconfundível.

A harmonia que mantém os astros no Cosmo embora a agitação contínua do nascer e do morrer de sistemas, em equilíbrio incomum, confirma-Lhe a causalidade.

De igual maneira, a movimentação bem direcionada no infinitamente pequeno, repetindo a majestosa ordem geral, traduza divina presença em toda, parte.

As condições propiciatórias, à vida, na Terra, nas incontáveis expressões em que se apresenta, são resultado da elaboração de projetos cuidadosos, objetivando finalidades específicas, no processo da evolução.

Tudo se transforma incessantemente para melhor: Desorganiza-se uma forma para que outra lhe tome o lugar, mantendo o mesmo ritmo no concerto geral. Não há silêncio, nem vazio, em lugar algum, mas sim uma sinfonia de incomparável beleza vibrando em tudo, como representação do Seu psiquismo.

Fonte de energia vitalizadora que é, sustenta a ordem e mantém o conjunto de tal maneira, que o caos aparente converte-se em estabilidade de forças que pareciam opor-se.

Sucedem-se os milênios obedecendo a uma desconhecida fatalidade essencial que tudo impulsiona para a frente, ensejando mais amplo entendimento da eternidade do tempo e da infinitude do espaço.

Em face da limitação da mente humana, são necessários parâmetros para entender quaisquer informações, que determinem e localizem os fenômenos do Universo. A Mente Divina, porém, tudo abarca; por ser a Criadora, de quanto existe.

Por mais se engrandeça o raciocínio do ser pensante, sempre defrontará dificuldades para equacionar os mecanismos da realidade universal. Somente através dos voos da imaginação e que se pode abarcar, mesmo que sem entender, a grandeza da Criação.

O salmista Davi, por exemplo, no seu canto de número, versículo 1, exalta: Os céus proclamam a glória Deus e o, firmamento anuncia a obra das Suas mãos.

Sem qualquer dúvida, embora apresentando um conceito antropomórfico a respeito da Divindade, o pensamento expõe com acerto a presença da Mente divina em tudo evidente.

Algumas escolas filosóficas e outras cientificas pretendem determinar que essa Mente, Una, a princípio, se teria fragmentado, para ressurgir na manifestação de, todos os, seres vivos, particularmente nos reinos animal, e humano, em face da presença da razão, mesmo que embrionária nas formas de natureza mais primitiva.

Esse conceito, embora reconheça a Transcendência original, corre o perigo de conduzir a um panteísmo, no qual individualidade humana desaparece no todo, perdendo o grandioso esforço para a aquisição do equilíbrio no cosmo interior.

Deus prossegue criando sem cessar.

O Seu psiquismo dá nascimento a verdadeiros fascículos de luz, que contêm em germe toda a grandeza fatalidade do seu processo de evolução.

Manifestando-se em sono profundo nos minerais através dos milhões de milênios, germina, mediante processo de modificação estrutural, transferindo-se para o reino vegetal, às vezes, passando pelas formas intermediárias, dando surgimento à sensibilidade, a uma organização nervosa primária, de que se utilizará no remoto futuro. Obedecendo a campos vibratórios sutis e inabordáveis, lentamente se transfere para o reino animal, experimentando as variações do transformismo, e do evolucionismo, igualmente vivenciando as experiências encarregadas das mutações e variações, desdobrando os instintos até alcançar os primatas, e deles prosseguindo no direcionamento humano...

Não cessa, porém, no bípede pensante, o grandioso desenvolver dos conteúdos divinos nesse psiquismo, antes alma e agora Espirito, que avança para a angelitude, para a superação de qualquer expressão no campo da forma, até, atingir o máximo da sua destinação gloriosa.

Todas as manifestações o mundo das formas direcionadas pôr uma energia, peculiar modificam-se, tornando-se mais complexas, até alcançar estágios definitivos que as caracterizam no campo material.

O mesmo ocorre com os iniciais fascículos de luz, que se utilizam das condensações que elaboram para desenvolver-se, impondo futuras expressões, nas quais a capacidade intelecto-moral se há de manifestar.

Pode-se, portanto, perceber a presença divina em todos esses períodos em manifestações de impulsos que conduzem aos diferentes, estágios que deságuam no oceano da futura harmonia.

Arquivando todas essas, experiências nos arcanos profundos da mente individual e humana, o ser que vem transitando pelo campo da matéria e desenvolvendo os inextricáveis mecanismos da energia pensante, conduz o conhecimento da evolução, de que se utilize, consciente ou inconscientemente, para mais audaciosos cometimentos ascensionais.

A princípio, encontra-se fixado ao solo, e nele ínsito.

Logo após, prende-se-lhe por intermédio de raízes que lhe oferecem elementos para a vida e para a sustentação, o mesmo ocorrendo no seio das águas… A libertação do magneto terrestre dá-se, a pouco, até o momento em que, humanizado, aprende a planar acima do seu apoio, quando se utiliza da mente para os fenômenos da movimentação e da vida em planos de exclusiva natureza vibratória, sem a aglutinação de moléculas que dão origem à matéria, trata-se do Reino dos Céus, do Nirvana, do Paraíso, do mundo de plenitude fora do mundo físico, que serve de hospedagem transitória para o desenvolvimento do deus interno, da Mente Divina que permanece em toda a Criação.

A denominada fatalidade biológica encarregada de fazer que o neuroblasto dê origem, à todos dos demais, variando na aparência e na finalidade compreendida como a moldagem imposta pelo perispírito, é resultado da Mente Divina que orienta o crescimento e a manifestação da vida, na sua multifacetada expressão.

Tudo e todos, portanto, obedecem a uma planificação superior, antecipada, inevitável e determinista para a harmonia total.

Jamais se fragmenta a Mente Divina, porque Deus é Uno, Absoluto, Eterno, portador de muitos outros atributos, ainda incompreensíveis ao limite da criatura humana.

Jesus denominou-o como Pai, e João Evangelista, como Amor.

Seja como for, essa Mente criadora é responsável por tudo quanto existe e merece ser identificada em todas as expressões alcançadas pelo pensamento e pela percepção, humana, afim de render-Lhe graças e prestar-Lhe culto de admiração, aprendendo a amar a Obra na qual se encontra em processo de crescimento ilimitado, no rumo da sua relativa perfeição.

Assim sendo, o amor é chamado a compartilhar dessa saga extraordinária, unindo todas as criaturas no mesmo, nível, de sentimento e de afeição, maneira apropriada de demonstrar gratidão ao Pai misericordioso...


Joanna de Ângelis














domingo, 7 de junho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Introdução - Iluminação interior



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Introdução

Iluminação interior


Inegavelmente, o século XX ofereceu incomparável legado de Ciência e Tecnologia à posteridade, decifrando inúmeros enigmas que pairavam ameaçadores sobre a criatura humana individualmente e a sociedade em geral.

Expulsando do planeta diversas enfermidades endêmicas e epidêmicas, a Medicina, utilizando-se de equipamentos de última geração, bem como recorrendo a processos cirúrgicos audaciosos, assim também ao auxílio de outras doutrinas da sua área ou não, vem prolongando a existência física e oferecendo melhor qualidade de vida a pacientes portadores de gravíssimos problemas de saúde, antes irreversíveis e dolorosos...

A Engenharia, na multiplicidade de escolas especializadas em inúmeros campos de sua atuação, auxiliada pela Arquitetura tem tornado o mundo melhor, dotado de maior conforto e menos suscetível às tragédias que, infelizmente, ainda se repetem com frequência, minimizando-lhes os efeitos danosos.

A Agricultura, empenhada em produzir alimentos para atender a fome do mundo, vem oferecendo recursos preciosos para as culturas sem agrotóxicos, utilizando-se de técnicas sofisticadas, a fim de aumentar a produção, em tentativas contínuas de proporcionar comida adequada a todos os povos, embora a tremenda situação que paira sobre algumas centenas de milhões de vidas em penúria...

A Telecomunicação tem reduzido as distâncias físicas, facultando maior intercâmbio entre os indivíduos e os povos, ao tempo em que enseja mais ampla compreensão do Universo, em face dos satélites que giram em torno da Terra, dando notícias do Cosmo e das ocorrências no planeta.

A Farmacologia cooperando com a saúde humana, tem colocado no mercado produtos que diminuem a dor, que prolongam a vida física, que reduzem o sofrimento e proporcionam a recuperação, em incontáveis ocorrências de enfermidades.

Os laboratórios pesquisam as novas doenças que surgem, ameaçadoras e desconhecidas, graças a cientistas desvelados e amorosos, produzindo vacinas curadoras e preventivas, com procedimentos salvadores de bilhões de existências.

Multiplicam-se os ramos do conhecimento em favor do ser humano e das suas conquistas, demonstrando que o esforço do bem é compensado pelos resultados felizes que surgem em toda parte.

Infelizmente, porém, muitas dessas ciências e tecnologias vêm sendo utilizadas pelos senhores da guerra e da destruição, que se utilizam de armas inteligentes para submeter e destruir cidades e nações infelizes, com os seus habitantes, que lhes tombam sob a hegemonia política e militar.

Os depósitos de armas nucleares e biológicas crescem assustadoramente em diversos países, que se preparam para defender-se, uns dos outros, ou para atacar-se mutuamente, investindo bilhões de dólares que poderiam acabar com a fome, a desnutrição, diversas enfermidades mutiladoras e destrutivas, fomentando a felicidade e mantendo a paz entre os povos assustados e temerosos...

Há muito sofrimento coletivo no mundo, esperando compaixão e socorro.

Existem muitas soluções especializadas para as transformações sociais e políticas na Terra, que vêm sendo tratadas por especialistas de diferentes ramos do conhecimento.

São travadas muitas batalhas nos Organismos Internacionais, em favor da paz, da união entre os povos, de políticas mais justas em favor dos pobres e desafortunados, de ajuda às nações infelizes...

Enquanto isso ocorre, amplia-se a degradação moral em toda parte, nos altos escalões governamentais de quase todos os países, nos grupos sociais, nos indivíduos, ameaçando a cultura, a ética e a harmonia pessoal e geral.

A dor cavalga o corcel do desespero em disparada inestancável, em face da drogadição nas diferentes classes da sociedade, do sexo em transtorno, do alcoolismo exagerado, do tabagismo perverso, dos comportamentos morais extravagantes e perniciosos.

Embora as maravilhosas conquistas externas da cultura, da civilização e do conhecimento, têm escasseado as aquisições internas dos indivíduos em favor da iluminação pessoal.

Na grande noite moral que se abate sobre o mundo terrestre, há deficiência de luz interior, o que proporciona comportamentos inconsequentes e desvairados, a tudo ameaçando e a quase tudo destruindo.

O ser humano, embora vinculado a alguma denominação religiosa, por conveniência, por hábito, por formalismo, desligou-se da religiosidade, da reflexão em torno de si mesmo e da vida, preferindo as manifestações externas dos cultos em detrimento da renovação pessoal, sem ruído nem fantasia...

Muita falta faz à humanidade o conhecimento real das palavras de Jesus, Seus incomparáveis exemplos de amor e de solidariedade, maior aprofundamento em torno da Sua estada entre as criaturas humanas...

Tornado mito por algumas doutrinas de fé religiosa, parece inalcançável pelas pessoas que O contemplam a distância, sem possibilidades de contatá-lo.

Tornado Deus, por outras tantas, todas as Suas realizações perdem o significado, em face da ausência de qualquer conteúdo humano, seja na convivência com os amigos, no sofrimento experimentado, nos logrem a iluminação interior, superando os impedimentos habituais e a indiferença quase geral.

Não temos a pretensão de acreditar que sejam propostas originais e libertadoras, mas experimentamos a alegria de poder oferecê-la como resultado de prolongadas meditações e vivências em torno da palavra de Jesus, à luz da Psicologia profunda e da Medicina contemporânea, e que nos fizeram muito.


Joanna de Ângelis

Salvador, 1° de janeiro de 2006.













terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo P. Franco - Cap. 30 - Sublime Natal



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo P. Franco - Cap. 30


Sublime Natal
 

Aquele nascimento, nas especiais circunstâncias em que ocorreu, deveria assinalar, conforme sucedeu, o período de renovação humana e social, alterando, por definitivo, os fastos históricos.

Antes Dele, o tumulto galopava o corcel da violência e a barbárie solucionava as disputas, favorecendo o perverso que elaborava as próprias leis.

É certo que, depois, por um largo período, continuaram predominando a força da estupidez e o desequilíbrio dos crimes hediondos na governança das nações.

Mergulhou, naquela oportunidade, Jesus, nas vestes humanas, a fim de conviver com os seres terrestres.

Ele, porém, dividiu as épocas, em face da significação de que se revestiu a Sua vida.

Renunciando ao sólio do altíssimo, entregou-se às atividades próprias daqueles que estagiavam nas faixas primárias da evolução moral.

Naquele período, a guerra alterava, a cada instante, o mapa terrestre, os impérios sucediam-se uns aos outros, reduzidos sempre a escombros após os breves períodos de esplendor, enquanto a crueldade se encarregava de estabelecer os seus impositivos.

Reduzidos à condição de animália de carga, os pobres e esquecidos nada representavam no cenário convulsionado em que reinavam os execrandos dominadores.

Os exércitos alucinados sucediam-se sob comandos perversos, varrendo o planeta conhecido e a tudo transformando.

Suas glórias de efêmera duração, porém, cediam lugar a sofrimentos inomináveis.

Os triunfadores de um dia logo ofereciam lugar a outros, não menos ensandecidos, posteriormente passando à servidão ou sendo consumidos por mortes vergonhosas...

Foi nesse clima que nasceu Jesus, e um mundo novo se iniciou...

É certo que ainda vigem o abuso do poder, os crimes covardes, as dominações arbitrárias, a arrogância dos poderosos, o horror dos extermínios em massa, a crueza do terrorismo...

Nada obstante, as leis, mesmo que não cumpridas, por enquanto, bafejadas pelas Suas diretrizes, vem-se humanizando, enquanto se alargam as possibilidades para a vigência do amor, da solidariedade, do respeito pelos direitos humanos e pela Natureza...

Desenvolveram-se os sentimentos da compaixão e o anjo da caridade passou a cuidar dos réprobos, dos oprimidos, dos considerados excluídos, que eram descartados sem consideração, tidos como peso negativo na economia da sociedade que os ignorava.

Certamente, ainda ocorrem as lamentáveis execuções grupais, o olvido dos países miseráveis, o exclusivismo que se permite o poder...

No entanto, periodicamente, tomam forma humana estrelas espirituais fulgurantes em nome do Seu amor, iluminando as sombras terrenas, diminuindo a amargura generalizada e ensejando esperança e paz.

Sucede que a evolução é um processo muito lento, em razão das fixações perturbadoras que são trazidas das experiências primitivas.

A vinculação com a força predomina em a natureza humana durante muito tempo em detrimento dos valores morais, o que faz retardar a marcha do progresso.

Aquele nascimento, porém, insculpiu na memória dos tempos a grandeza do amor, então desconhecido ou propositadamente ignorado.

Mediante os ensinamentos de Jesus, no entanto, ocorreram significativas alterações em favor do mais rápido desenvolvimento espiritual dos seres humanos.

A misericórdia, que era desconsiderada, passou a assinalar as consciências, ensejando visão diferente a respeito dos párias e dos deserdados.

Ele próprio entregou-se ao ministério de exemplificar, tornando-se a Sua vida um evangelho de feitos.

O Seu inefável amor renovou a face do planeta com a palavra libertadora, musical, severa e nobre.

Não amado, porfiou amando.

Não compreendido, manteve-se compreensível.

Não aceito, perseverou nos ensinamentos sublimes.

Jesus, entre as criaturas humanas é o momento culminante no processo histórico da evolução.

Não mais se repetirão aquele nascimento, aqueles dias, aquelas bênçãos.

Nem serão necessários, porquanto os acontecimentos permanecem indeléveis na consciência dos tempos idos, assinalando os porvindouros.

Estes são, igualmente, dias muito difíceis.

Durante a larga transição que se opera na Terra, atinge-se, neste momento, o ponto culminante das provações e dores acerbas, invitando à reflexão e à mudança de atitude comportamental para melhor.

Não te desesperes em vão, se te sentes excruciado por problemas e dores.

Recorda-te de Jesus e deixa-te por Ele conduzir.

Na data evocatícia do Seu nascimento, faze uma reflexão mais profunda e verifica se Ele já nasceu em teu coração.

Após a constatação da Sua Presença ou não em ti, sai do desconforto moral ou da comodidade, da indiferença ou do erro e deixa que esse seja um sublime Natal em tua vida, passando a viver feliz e dedicado ao bem de que Ele se fez vexilário.


Joanna de Ângelis















domingo, 13 de novembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo P. Franco - Cap. 28 - O Significado de Jesus



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo P. Franco - Cap. 28


O Significado de Jesus


Se perguntasses a Maria de Magdala, o que Jesus significou para ela, certamente que responderia emocionada: O sublime amor, verdadeira manifestação do amor de Deus.

Se indagasses a Judas, qual foi o significado de Jesus, na sua vida, ainda sensibilizado, ele responderia: O exemplo de misericórdia e de compaixão mais grandioso que jamais contemplei.

Se interrogasses a Simão Pedro, qual a significação de Jesus, no apostolado a que se dedicou, com a imolação da própria vida, ele diria de imediato: A mais nobre lição de fidelidade ao Bem, de que tive noticia por toda a existência.

Se inquirisses a João Boanerges, qual foi, para ele, o sentido da presença de Jesus, em sua longa jornada terrestre, ele redarguiria: O divino libertador de vidas, através do inefável amor de que se fez portador

Se desejasses saber de Lázaro, qual foi o significado de Jesus, no relacionamento que manteve com o Mestre durante o tempo que conviveu com Ele, com segurança ele asseveraria: A verdadeira ressurreição e vida, que anula a sombra da morte e doa a claridade imortal.

Se quisesses descobrir, qual teria sido a significação de Jesus, na conduta de Zaqueu, que O recebeu no sublime, ela murmuraria, iluminada: O Enviado de Deus que dormiu no meu regaço e mudou o pensamento terreno, apresentando o reino dos Céus, conforme nunca outrem conseguira fazer.

Quem estabelece relacionamento com Jesus, raramente permanece como se encontrava antes.

Caso continue nas mesmas disposições, esse contato foi muito superficial, destituído de significado e de profundidade.

Quando, realmente, se mantém contato com Jesus, através das lições de incomum beleza e significação que Ele nos ofereceu, logo se dá uma revolução interior, alterando completamente as paisagens mentais do indivíduo, a sua visão a respeito da existência, as aspirações em torno do futuro.

A mudança emocional é imediata, o homem velho cede lugar ao homem novo, sedento de identidade com a vida e de vivência com a Verdade.

Saulo de Tarso, que O viu e O sentiu nas carnes da alma, transformou-se de imediato, dando novo e total direcionamento aos passos, graças ao que, fez-se tão identificado que, ao fim da existência já não era ele quem vivia, mas Cristo que nele vivia.

Joana de Cusa, que desfrutava de opulência, e que teve contato com Ele, alterou a condição de patrícia romana, para tornar-se irmã dos desventurados, entregando-se-lhe em holocausto, mais tarde, quando convidada ao testemunho em Roma.

Ignácio de Antioquia, que O conheceu na juventude, lar, com festa e carinho, ele elucidaria jubiloso: A mais nobre expressão da Verdade.

Se buscasses o conhecimento a respeito do que significou Jesus, na vida de Natanael Ben Elias, o paralítico que descera pelo telhado e recuperara os movimentos, ele se referiria, entusiasmado: O Messias divino que se fez irmão dos miseráveis e deserdados, a fim de os erguer ao sólio do Altíssimo.

Se interessasses descobrir o que representou Jesus, na vida da mulher samaritana, a quem Ele pediu água para beber, ela, imediatamente, responderia: A fraternidade universal vibrante e compreensiva.

Se tivesses interesse em saber de Maria, irmã de Lázaro, qual o sentido da presença de Jesus no seu coração, ela afirmaria feliz: O excelente Filho de Deus que ama como ninguém jamais o fez.

Se pudesses saber, qual a posição de Jesus no relicário da alma do ex-endemoniado gadareno, com olhos brilhantes de gratidão, ele informaria: A saúde espiritual no seu mais elevado grau.

Se interrogasses Pilatos, desejando conhecer o que representou Jesus na sua execrável peregrinação terrena, ele confirmaria, confuso e reticente: O poder que nunca cessa, porque vem de Deus.

Se visitasses Caifás e o inquirisses a respeito de Jesus, qual teria sido o significado d'Ele, na sua posição sacerdotal, amargurado e triste ele sintetizaria: O Conquistador inconquistável.

Se solicitasses a Maria de Nazaré, Sua mãe, que elucidasse o significado de Jesus na sua maternidade de tal forma fascinou-se, que se transformou no apóstolo dos novos tempos, igualmente experimentando a honra de imolar a vida em fidelidade à Sua mensagem.

Não têm sido poucos aqueles que tiveram a existência totalmente transformada desde o profundo encontro mantido com Jesus.

Nada obstante, é também de grande volume, o número de pessoas que receberam Suas notícias e informações, abraçando doutrinas que se derivaram dos Seus ensinamentos, não experimentando qualquer significado expressivo no cerne do ser, continuando com o comportamento de conveniência, indiferente ao Seu manifesto de amor e de entrega.

Conhecido em todas as nações da Terra e, na maioria delas, muito comentado; em face das religiões que pretendem homenageá-lo, através das deformações que introduziram nos Seus postulados de renovação interior e de caridade real, têm n'Ele apenas um símbolo para rituais e cerimônias pomposas, mas sem sentido libertador, não Lhe permitindo penetrar o âmago das almas.

Esses, que assim transitam pelos caminhos da fé religiosa formal, são-Lhe indiferentes ao chamado de, libertação.

Quando acicatados por problemas e dificuldades, às vezes recordam-se d'Ele e buscam-No, desejando soluções miraculosas e prodígios que não ocorrem, nem os merecem, para logo tombarem no desânimo, dizendo-se decepcionados pelo fato de não haverem sido atendidos na exorbitância das suas solicitações de emergência.

Jesus é o amor, sem dúvida, é a solução dos problemas, não, porém, conforme o desejam aqueles que O têm na conta de novo deus descido do Olimpo celeste, para atender as paixões e as mesquinharias humanas.

Ele é o Caminho, por onde todos devem transitar, vivenciando as lições de fraternidade, de justiça e de caridade, a fim de alcançarem a vida e se integrarem na proposta da Verdade.
Reflexiona, a respeito do significado de Jesus na tua existência.

Como O tens visto, de que maneira te identificas com Ele, de que forma vives a jornada terrestre, depois de O haveres conhecido?

Se experimentas os mesmos conflitos de antes do teu relacionamento com a Sua mensagem, ainda não permitiste que Ele te penetre os sentimentos, modificando-te a conduta interior, que enseja o comportamento social e humano.

Aprofunda o pensamento nas Suas palavras repassadas de energia e bondade, de consolação e, de esperança, dando outro direcionamento aos teus dias na Terra, de forma que, ao findar o compromisso com o corpo, descubras o significado sublime d'Ele em ti, identificando-te de tal forma que já não serás aquele que vive, mas sim, Ele que vive em ti.


Joanna de Ângelis