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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 26 - Calvário de Bênçãos



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 26


Calvário de Bênçãos


Fenômeno perfeitamente natural em todo empreendimento superior, é a presença periódica da dificuldade, gerando insegurança e temor nos lidadores de fé menos robusta.

É compreensível que tais ocorrências procedam da própria ação que desenvolve o campo de realizações, exigindo maior soma de devotamento geral quanto de esforço no trabalho.

Observa-se, porém, em inúmeros grupos de atividade cristã, que a presença do problema, ao invés de unir os obreiros em tomo da obra, propiciando-lhes mais expressiva soma de dedicação e fidelidade ao ideal abraçado, separa-os, divide-os, numa reação oposta ao que deveria suceder.

Quando vicejam os chamados aos testemunhos, as defecções se fazem mais numerosas, chegando, às vezes, à debandada quase geral; alarga-se a área da maledicência insana, auxiliando a irrupção de bolsões onde medram a falsidade e a hipocrisia; desvelam-se os inimigos do bem que, embora agasalhados sob a árvore da beneficência, por orgulho ou presunção, desejam vê-la talada; comenta-se, com irreverência, a dominação do campo de edificação por parte das Entidades perversas; reúnem-se os temerosos, que se dispõem a abandonar o serviço, para apresentar justificativas, transferindo para os outros, já sobrecarregados de aflição, as responsabilidades da sua instabilidade emocional...

Obra do bem sem a presença dos constantes problemas que à alçam ao progresso, é sinal de perigo e de mundanidade, porquanto, ainda hoje, na Terra, não há lugar para a perfeita compreensão entre as criaturas, nem harmônica realização nas linhas de um mesmo objetivo. 

Cada qual observa um poliedro com a capacidade óptica de que dispõe e nem sempre abrangendo-o de um só golpe.

A verdadeira união dos membros em qualquer empresa constitui desafio importante.

Nem mesmo no colégio apostólico, onde se reuniam os elegidos pelo Senhor, se pôde lograr tal êxito.

Não atribuas os sofrimentos morais no teu trabalho, nem as fugas espetaculares ao dever, à simples ingerência dos Espíritos perseguidores, senão à fraqueza moral de cada um, embora a influência negativa daqueles que, nos fracos, encontram a sintonia para a sua ação mefítica.

Não consideres sob abandono divino o teu labor, se visitado por sofrimentos e sob os camartelos da luta áspera, em considerando que o próprio Jesus não esteve indene à ação difícil, apesar de, em constante e plena sintonia com o Pai.

A árvore batida pela tempestade enrija as fibras, da mesma forma que o cristão experimentado na dor, mais sábio e forte se toma.

Quando crucificado, Jesus parecia, mesmo aos olhos dos Seus discípulos, o supremo fracassado e vencido... Quase todos eles se entregaram ao desânimo e aos comentários amargos, à decepção e à revolta, rememorando os fatos recentes com olvido de todos os extraordinários acontecimentos que anteciparam a tarde do Calvário...

Saudosa e confiante, todavia, a convertida de Magdala foi ao sepulcro e o encontrou vazio, conseguindo, logo após, dialogar com Ele redivivo e tomando-se a mensageira da notícia consoladora

Bendize a luta e a dificuldade no teu ministério, aprendendo sublimação no silêncio e no trabalho perseverante.

Não lamentes os que param, os que se mudam, os que te não compreendem.

Cumpre com o teu dever em reta consciência e sê aquele que não deserta, que não lastima, que não queixa nunca, ciente que após o teu calvário íntimo, a ressurreição gloriosa é a etapa feliz imediata que esplenderá em bênçãos de libertação.


Joanna de Ângelis






















sábado, 30 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 11 - Questão de Escolha



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 11


Questão de Escolha


“719. Merece censura o homem, por procurar o bem-estar?

“É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir vos nem as forças físicas, nem as forças morais.” (L. E.)

“Não é Deus quem retira daquele que pouco recebera: é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.” — Um Espírito amigo. (Bordéus, 1862.) (Cap. XV111, Item 15 - E.S.E.)


Na faixa mental em que você atua, é natural que receba as mensagens com o mesmo teor vibratório como as envia.

Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação.

Da montanha, a visão da paisagem é mais ampla e o ar mais saudável.

Quem se demora no pessimismo, acalentando insucessos, assimila ondas inferiores, que carreiam miasmas pestilenciais, fixando-os nos painéis da emoção, que geram desequilíbrios e enfermidades.

No vale, a faixa de liberdade é menor e o campo de ação mais abafado.

Entregando-se a Deus - "a onda de comprimento nulo e de frequência infinita" - você se transfere psiquicamente, onde se realiza plenamente.

Atormentando-se com dúvidas e paixões dissolventes, onde as distonias desalentam ou aceleram o ser, você tomba, mentalmente, nas demoradas faixas das sensações inferiores, nas quais se desarticula.

O céu está ao seu alcance.

O inferno encontra-se a um passo de você.

É questão de escolha...

Quando você sorri com alegria, os seus equipamentos se descontraem.

Quando você se encoleriza, todos os seus implementos recebem altas cargas vibratórias destrutivas.

A felicidade começa no ato de desejá-la.

A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.

Utilize bem o seu tempo, tudo fazendo para que o seu momento seguinte seja-lhe sempre mais promissor e agradável.

O que não alcance agora, insistindo, conseguirá depois.

Eleja, portanto, os ideais de engrandecimento humano e não se detenha nunca.


Marco Prisco













terça-feira, 26 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21 - Vale tentar



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21


Vale tentar


“ 649. Em que consiste a adoração?

"Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.” (L. E.)

..Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no Céu, se o merecerdes.” (E.S.E. Cap. VII, It. 6)


Não reaja. Aja.

Não revide. Compreenda.

Não lamente. Ajude.

Não se revolte. Desculpe. 

Não censure. Ampare.

Não se perturbe. Espere. 

Não prometa. Faça.

Não julgue. Entenda.

Não elogie. Apoie.

Não remoa mágoas. Avance.

Vale a pena tentar sempre a conduta melhor, mesmo que você se encontre sob apupos; sofrendo incompreensões, mas fiel a si mesmo.

Não se trata de uma vivência masoquista, senão de um comportamento equilibrado perante a vida.

Você é o que de si tem feito e se tornará o que de si mesmo venha a fazer.

Vale a pena ser você a pessoa que age com acerto e inspira a confiança que deflui da paz que logra.


Marco Prisco










quinta-feira, 21 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 22 - Humildade Real



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 22


Humildade Real


“... escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo”. — PAULO (2 Coríntios, 3:2-3)

872. "Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los à voz material daquele que lhe fale ostensivamente. Pode-o pela ação da sua vontade, pedir a Deus a força necessária e reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. " (L. E.)

"... O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte. " — Um Espírito Amigo. (Havre, 1862.) (Cap. IX, Item 7 do E.)


Muitos discípulos das várias escolas religiosas da atualidade, vinculadas ao Evangelho, reagem contra qualquer tendência para o retomo da vivência cristã primitiva na simplicidade que caracterizava a vida e o comportamento de Jesus e dos Seus discípulos.

Justificam o luxo e a ritualística dos líderes, dos dogmas e das tradições como sendo de fundamental importância para a atração de novos como para a preservação dos antigos adeptos, que dão expressivo realce à indumentária, ao formalismo, às posturas estudadas, às palavras diplomáticas e aos pensamentos sibilinos de que se fazem instrumentos.

Substituem o conteúdo pela excessiva valorização do continente, perdendo aquele em profundidade o que este adquire em complexidade.

A forma asfixia a essência numa contínua predominância do exterior pelo interior.

Em consequência, esses mesmos condutores das massas religiosas, sentam-se às mesas das negociações políticas e econômicas, perseguindo interesses e disputando posses nem sempre respeitáveis, a que oferecem falsa dignidade através do seu apoio, se resultam benefícios para os seus cargos transitórios e as suas greis enriquecidas.

Alguns outros, na condição de chefes de Estado, vivem abafados nas exigências da etiqueta vazia, igualmente negociando e fazendo concessões, na defesa de ideais patrióticos e injunções, também políticas, com que se mantêm nas altas investiduras mundanas.

A pompa exagerada deles recebe preservação, ao tempo em que apresentam teologias para a solução dos problemas que afetam os pobres em todo o mundo.

Fortunas são investidas no mercado internacional das moedas e das indústrias, algumas das quais fomentam a morte, sob o comando de hábeis financistas e economistas maleáveis que mais aumentam os depósitos guardados ou aplicados em bancos fortes, o que, todavia, não impede malogros periódicos e denúncias estarrecedoras por parte de outros expertos.

Adaptando-se aos vários regimes e negociando com os mais hostis, sobrevivem tais Entidades que se apresentam com capacidade de absorver os modernismos, na sua área renovadora ou manter os dispositivos ancestrais, graças à sua ala ortodoxa.

Todas estas atitudes, dizem, em nome de Deus, do Cristo, e da fé, como se as pesadas sombras da Idade Média ainda não se houvessem dissipado...

Dando curso ao idealismo messiânico de Jesus, Simão Pedro, que O acompanhou e O negou no momento culminante, jamais se escusava, ou tentou inovar a política do Evangelho que se não submetia à mundana. Pelo contrário, o renovado servidor sempre se desnudava moralmente, relatando a sua dubiedade e encorajando, sem meias palavras, os ouvintes, ao testemunho da própria vida, que ele não tergiversou em dar.

O verbo iluminado e autêntico de Paulo vergastava o erro e invectivava contra o crime, a acomodação, não permitindo alternativas, senão a de seguir o Mestre.

Não negociou com Nero, quando foi falar ao imperador, nem o temeu, conseguindo impressionar o discípulo inescrupuloso do nobre Sêneca.

E porque não usava de artifícios nem de atavios que agradam os poderosos do mundo, ganhou a vida, perdendo-a sob o fio da espada do legionário encarregado de decepá-la...

A humildade, que dá dimensão da fraqueza humana, é ainda muito esquecida por muitos cristãos modernos, embora excessivamente comentada.

O discípulo de Jesus é Sua carta-viva ao mundo.

Simples e direto, desvestido de aparências e sinuosidades, é exemplo de equilíbrio, em tudo imitando Aquele que lhe é o Modelo perfeito.

Livre dos impositivos e vacuidades temporais, vive, não obstante, no mundo, sem fugir ao compromisso espiritual a que se dedica.

Restaurar a conduta e a vivência cristã primitivas, é possível, desde que se não tergiverse em relação às hábeis manobras dos que vivem do século ou para ele.

A transparente humildade de Jesus exteriorizou-se na imponência do cântico das bem-aventuranças, no meio das multidões aturdidas, na convivência com os amigos de Betânia, no tormento do Getsêmani, no testemunho da cruz e no instante da ascensão.

Sempre o mesmo Amigo de todos, embora o prisioneiro de Deus, a Quem se entregava por inteiro, sem deixar de dar-se, também por inteiro, aos homens, os a quem amava.

Vive, desse modo, todos os teus dias e labores cristãos, sem apartar-te da inteireza moral que a humildade real propicia.


Joanna de Ângelis












terça-feira, 19 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15 - Você é



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15


Você é


715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?

“Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”(L. E.) 

"Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda!" (Cap. XIII, Item 3 do E.S.E)


Aceite-se, conforme você é.

Exigindo-se um comportamento nos padrões que outros estabelecem, você passa a viver reprimido, inseguro.

O único padrão que carece ser adotado, encontra-se estabelecido na "lei de amor" que é a "lei natural", cuja gênese está em Deus.

Amando-se, você vencerá o que lhe constitua problema, elegendo a ação lapidadora das imperfeições e crescendo naturalmente, sem as ansiedades atormentantes.

Ansiedade é também insegurança.

Você é candidato à perfeição.

Em fase ainda grosseira cumpre-lhe conquistar as áreas embrutecidas do ser, aprendendo burilamento interior com que alcançará as metas que lhe estão destinadas.

Rompa as armaduras em que você se oculta, estimulando a pureza que lhe jaz adormecida, fazendo-a substituir a malícia a que você se acostumou.

A pureza é inocência.

A inocência desconhece a astúcia, ignora a paisagem moral torpe que tenta dominar.

Desarmada de preconceitos, desconcerta os planejadores calculistas, que perseguem vitórias, utilizando-se da verdade.

Você é verdade em si mesmo.

Quando alguém pretende ganhar, em nome da verdade, triunfa na luta e perde a verdade. No entanto, se perde no combate, a verdade é a vencedora, porque fica descomprometida dos argumentos ardilosos e dos sofismas com que as palavras tentam ocultá-la.

Você é honesto, enquanto não se preocupa por demonstrá-lo. Prova-se a mentira e aponta-se a culpa.

O homem que luta com ardor para apresentar a própria honestidade, está escondendo a desonestidade em que vive.

Você é leal.

Se há em você uma grande preocupação para testemunhar a lealdade, você dela duvida.

A pessoa fiel e leal apenas é.

Vive-se a lealdade, não se podendo demonstrá-la por fora.

Há pessoas desleais, que testemunham o contrário, exteriormente, sem nenhuma sensibilidade íntima.

Aprenda a usar o silêncio.

Não somente deixando por alguns momentos de falar. Calando intimamente. Não discutindo, não obstante sem o uso da voz.

Silêncio da mente, oferece harmonia ao sentimento.

Você é mensagem.

De qualquer forma como se apresente, alguém aprende, concorda ou discorda das suas atitudes.

Seja você, o Espírito que está em crescimento sob as soberanas leis do amor.

Você é vida.

Jamais será anulado. Combatido, você se encontrará. Elogiado, você se perderá.

Sem ação, você ficará paralítico.

Trabalhando-se, você desenvolverá valores que ignora, descobrindo-se mais ligado à Vida, porque você é também vida.

Não se rejeite.

Você é filho de Deus.


Marco Prisco









terça-feira, 12 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 - Recurso da bondade




Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 


Recurso da bondade


Você se encontra mergulhado no rio da imortalidade, do qual não conseguirá evadir-se, seja qual for o meio de que se utilize.

Seja bondoso para com você mesmo, isto é, trabalhe-se, intimamente, a fim de melhor alcançar o porto da serenidade.

A bondade é um guia de segurança para o seu êxito, na viagem da reencarnação.

Aplique a força da bondade no lar, com aqueles que o conhecem, em cuja convivência a saturação se hospedou.

Renove os clichês mentais e a conversação na intimidade doméstica, exteriorizando os recursos da bondade que modificará o clima vigente.

Você pode mudar de companhia e de lugar, todavia, se não processar a transformação íntima através da bondade que jaz latente em você, haverá, somente, uma fuga para lugar nenhum.

Adote a bondade para com as crianças, que o imitarão, produzindo renovação na sociedade do futuro, na qual se movimentarão.

Atenda com bondade os mais idosos, que dispõem de pouco tempo no corpo e necessitam de estímulos para chegarem, felizes, à meta que lhes está próxima.

Retribua com bondade a estima dos amigos que o cercam.

Ninguém pode permanecer afeiçoando-se, caso não receba do outro a resposta da bondade.

Devolva aos adversários o petardo deles transformado em ação de bondade.

Não há inimizade que suporte por muito tempo a bondade da sua vítima.

Há muita falta de bondade na Terra.

Bondade no pensar, para bem falar e melhor agir.

A bondade é moeda escassa nos depósitos de muitos sentimentos.

Com ela, você vadeará em segurança o rio da imortalidade, pois que lhe dará paciência para compreender a vida e a sua finalidade, ensejando-lhe valor para viver.

Alfredo Tennyson, o formoso poeta inglês, certo da sobrevivência, teria declarado: “Se não houver a imortalidade eu me atiro no mar”, afirmando, assim, que sem ela a vida não tem sentido, nem os valores do sentimento que devem ser comandados pela bondade, que lhe assinala a presença no homem.


Marco Prisco
















quinta-feira, 16 de abril de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Seu Hoje - Sua Vida



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Seu Hoje - Sua Vida


“Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.” (Comentário de Allan Kardec à resposta da questão 171 —) L. E.)

“.. .Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. Ê uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus." (Cap. V, Item 6 do E.)


Dê valor à sua vida, não a malbaratando por motivo algum.

Cada dia deve ser vivido com intensidade proveitosa, superior...

Não transfira de uma para outra oportunidade a mágoa ou a queixa. Supere-as no nascedouro, a fim de preservar sua saúde.

Seus atos - sua vida.

O seu não é o mais grave problema dentre os muitos que existem. Há menores, é certo, mas também existem outros muitíssimos mais graves e intrincados do que o seu.

O problema é efeito natural do processo de evolução que todas as pessoas enfrentam.

Não se lamente, portanto, nem busque compaixão.

Seu comportamento emocional e moral - sua vida.

Sua vida é bênção de Deus a benefício do ser espiritual que você é, imortal, fadado à perfeição.

Se, enquanto, chovem calhaus sobre sua cabeça e se multiplicam cardos ferindo-lhe os pés, ou se traz cravados no cerne do ser punhais de angústia, recomponha-se e produza causas novas que anularão tais efeitos e gerarão futuras alegrias.

Sua sementeira - sua vida.

Arme-se de coragem, seja qual for a faixa em que você se encontre em trânsito de experiência evolutiva.

Seu esforço - sua vida.

Hoje, você é o que fez a si mesmo, porém, será amanhã o que realiza da oportunidade com que se defronta.

Seu hoje - sua vida.


Marco Prisco
























segunda-feira, 13 de abril de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - Vida espiritual



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 1


Vida espiritual


"Em tese geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem  alcança-la." (François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot, Paris, 1863 / ESE - Cap. V, item 20)


Quando o Espírito projeta seu pensamento para a Vida espiritual a felicidade se faz possível.

Examinada, apenas, do ponto de vista terreno, a felicidade não tem qualquer significado, pois que ainda desconhecida...

A felicidade é um estado interior, resultante de largo trabalho de renovação espiritual e ação apoiada em fé raciocinada, na qual luz a caridade apontando o rumo da esperança.

No mundo, o ser somente tem aflições, por ser a Terra uma escola de renovação, de disciplina e evolução espiritual.

Aprende, pois, a servir substituindo padrões comportamentais e pensamentos, por elevados conceitos e atitudes quanto à vida.

As aspirações otimistas emulam à vitória sobre si mesmo.

Permanecendo em paz de consciência e coração tranqüilo, ante a dor o ser não se rebela; Sob ofensas não se entibia;

Diante de incompreensões, não desanima;

Em circunstâncias desagradáveis e carências, não se revolta...

Abre-te, pois, ao amor, à ação da caridade, estabelecendo-te condições para o estado de felicidade, em plenitude de Vida além dos limites terrestres, conforme afirmou o Mestre:

- Meu Reino não é deste mundo.


Joanna de Ângelis






O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. V — Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos

A felicidade não é deste mundo.

20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade.


François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot.
Paris, 1863.







quinta-feira, 12 de março de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 25 - Resistência e fraqueza



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 25


Resistência e fraqueza


920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.” (L. E.)

"... Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverançá em praticar o bem. " — Guia Protetor. (Sens, 1862.) (Cap. XIII, Item 19 do E.)


A sua resistência está na sua vulnerabilidade.

Reforce o seu ponto fraco e vigie as suas reações, a fim de resistir às provocações.

A sua bondade depende da motivação que o estimula.

Sustente o seu ideal com a leitura edificante e a prece refazente, de modo a não tombar na amargura ou na agressividade pelo cansaço.

O seu ideal de amor necessita do combustível da meditação que lhe insuflará forças para prosseguir.

Sem a renovação de paisagem mental pela reflexão, esgotar-se-á a força do seu entusiasmo.

Sua coragem é medida pela tranquilidade com que você enfrenta os problemas.

Coragem que se irrita é descontrole e violência disfarçada.

O seu valor dispensa os elogios e a retórica falsa, interesseira da lisonja.

As conquistas morais são estruturadas pelo autoconhecimento que o homem consegue de referência a si mesmo.

O respeito que você desfruta em relação aos que o cercam, deve ser uma decorrência das suas atitudes de nobreza e de liderança.

O temor causa animosidade e desgasta qualquer realização do afeto.

A sua paciência tem o limite do seu controle. Mantenha-a, evitando reagir pela argumentação rude.

O seu convívio com os outros é fator de importância fundamental na sua vida.

Valorize cada pessoa. conforme os recursos com que se apresente.

A escalada da evolução é árdua.

Reveja os seus "pontos de vista" e sorria, dando oportunidade a todos e guardando-se em paz, não ferindo a ninguém nem a ninguém subestimando.

Você é candidato às alturas. Ajude os que estagiam no degrau inferior no qual você já esteve e se eleve erguendo o irmão da retaguarda.


Marco Prisco















terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 16 - Dificuldades e Impedimentos



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 16


Dificuldades e Impedimentos


1009. "Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça." (O Livro dos  Espíritos - Pt. 4 - Cap. II, Paulo, apóstolo) 

"O Espírito precisa ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa." — Lázaro. (Paris, 1862.) (E.S.E - Cap. XI, Item 8)

Ao amigo, independente e sem problemas econômicos, doas mimos e presentes de custos variados, sem cogitares da sua desnecessidade, embora sabendo que os mesmos irão atulhar gavetas e armários onde ficam esquecidos, sem qualquer utilidade.

Ao estranho, socialmente bem projetado, ofertas prendas delicadas e caras, apesar de não ignorares que pessoas outras também lhe dão objetos mais valiosos, que serão olhados por um momento e guardados sem emoção ou passados adiante sem consideração.

A pessoas bem situadas, ofereces gentilezas, envolvendo-as em palavras bem selecionadas, entre sorrisos e atitudes cuidadas, produzindo impressões que te favoreçam no seu relacionamento.

Preparas lautas refeições e confeitos saborosos para serem deliciados por paladares finos, em festas sem sentido, convidando personalidades que têm, à disposição, cardápios caprichosos com sobremesas extravagantes, sem te preocupares com os gastos.

Recebes, com recato ou com ostentação, convidados que sabes exigentes e vãos, não relacionando problemas nem dificuldades para tê-los, por um momento, no lar, desperdiçando alimentos caros e somas altas para convívios rápidos sem maior utilidade.

Diante, porém, do próximo em necessidade, o teu comportamento é bem diverso.

Do que te sobra, muitos se beneficiariam.

Quanto é desperdiçado, poderia arrancar algumas vidas da miséria e do crime.

A abundância no teu lar é escassez noutra residência.

O excesso que não consideras, responde pela ausência que domina noutro lugar.

Soubesses repartir, e enriquecer-te-ias de paz, sem preocupações com carestia nem disputas de promoções sociais destituídas de legitimidade.

Reconsidera as tuas atitudes perante a vida, enquanto te correm favoráveis os dias.

Libera-te dos impedimentos mentirosos ante a necessidade real do teu próximo.

Pessoas bem alimentadas e cuidadosamente vestidas elaboram programas de socorro à dor, no ministério do auxílio, propondo exigências e fiscalizações severas, com que pensam evitar explorações.

Criaturas tidas como bem formadas, que desconhecem a fome e a nudez, estabelecem diretrizes de serviço social junto à necessidade, esquecidas de colocar o sal do amor, como se agissem com máquinas ou clientes insensíveis.

Cristãos dispostos ao auxílio fraterno recomendam sindicância junto ao necessitado, esgaravatando as paisagens íntimas do aflito com as lâminas aguçadas da indiferença, resolvendo-se a ajudar, quando já é quase tarde para o socorro que pretendem oferecer...

Não padece dúvida, que se fazem necessárias a prudência e a previdência moral, quando se está a serviço do bem, ao lado da necessidade humana de vário porte. Todavia, a carência sócio-econômica evidencia-se facilmente, pela forma óbvia como se apresenta em quem lhe padece a injunção.

Dialoga com os necessitados e convive com os menos favorecidos, a fim de melhor socorrê-los e não com o objetivo, apenas, de encontrares na sua dificuldade, impedimentos que te justifiquem a negação.

Jesus aceitou o repasto na casa rica do fariseu, para melhor auxiliá-lo, conforme o fez, mais de uma vez, no lar humilde de Lázaro ou na residência rústica de Pedro...

Ao saber, após a pregação, que a massa que O ouvira tinha fome, não apresentou nenhuma dificuldade ou impedimento algum para todos alimentar, mas repartiu pães e peixes que, não obstante a farta distribuição, excedeu aos que os necessitavam.


Joanna de Ângelis











segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 4 - Ponte Mediúnica



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 4


Ponte Mediúnica


Mergulhado na matéria densa pelo impositivo da reencamação, que faculta ao Espírito o processo abençoado da evolução, graças às experiências de que se enriquece, este perde, normalmente, os contatos com a realidade donde veio, padecendo de compreensível esquecimento da vida espírita.

Os interesses gravitam, então, em torno das necessidades imediatas do plano físico; os impositivos da "luta pela vida", quase sempre revertem a escala de valores, dando nascimento a lutas acerbas e extravagantes; dúvidas cruéis pairam nos painéis da mente, em relação à imortalidade da alma; inquietações e fobias surgem, avassaladoras, sombreando os dias da existência orgânica; dissabores e enfermidades, insucessos comerciais e dificuldades econômicas induzem à loucura e ao suicídio; empenhos por gozar a hora que passa dominam os cuidados do homem, que teme o aniquilamento da vida por falta de bases reais sobre as quais apóie as convicções da sobrevivência espiritual...

Liberando o ser de tais amarguradas situações, a Divindade concede a ponte da mediunidade, a fim de que se mantenha o intercâmbio lúcido entre os dois abismos da vida: o material e o espiritual.

Por ela retomam os Espíritos em triunfo sobre a morte, falando da vida em plenitude e apresentando o resultado das suas ações, enquanto estiveram na forma carnal.

A esperança, em razão disso, alenta o homem físico e orienta-o com segurança para o salutar aproveitamento das horas, granjeando recursos que se lhe constituirão bens inalienáveis para a felicidade.

Não existisse a mediunidade e inumeráveis problemas seriam insolucionáveis, permitindo que mais graves conjunturas conspirassem contra a criatura humana.

Sem ouvir-se, nem sentir-se a realidade espiritual de que os implementos mediúnicos se fazem instrumento, certamente grassariam mais terríveis dramas e tormentosas situações injustificáveis.

A mediunidade, colocada a serviço do bem com Jesus, enxuga as lágrimas da saudade, diminui as dores, equaciona enfermidades complexas, dirime dúvidas, sustenta a fé, conduzindo à caridade luminosa e libertadora.

Reveste as tuas faculdades mediúnicas com as vibrações superiores da prece, alicerçando-a na sadia moral e usando-a a serviço da edificação de quantos sofrem.

Exercita-a com disciplina e estuda-lhe a metodologia com as luzes da Doutrina Espírita, compreendendo que ela te é concedida, não por merecimento de tua parte, que o não possuis, senão por misericórdia de acréscimo do amor de Nosso Pai, a fim de que o homem não se esqueça de que sempre, na vida, edificante e enobrecido deve ser o seu comportamento, fora ou mergulhado na carne.

Toma como modelo Jesus, o Médium de Deus, que jamais se excusava, amando e servindo sempre, na condição de divina ponte entre o Criador e todos nós.


Joanna de Ângelis






Luz Viva: 

"O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa." (Comentário de Allan Kardec à resposta dos Espíritos, referente à questão n. 886 — L. E.) 

"A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. " José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.) (Cap. X, Item 16 do E.)

domingo, 28 de dezembro de 2025

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Seu Hoje - Sua Vida



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Seu Hoje - Sua Vida


Dê valor à sua vida, não a malbaratando por motivo algum.

Cada dia deve ser vivido com intensidade proveitosa, superior...

Não transfira de uma para outra oportunidade a mágoa ou a queixa. Supere-as no nascedouro, a fim de preservar a sua saúde.

Seus atos — sua vida.

O seu não é o mais grave problema dentro os muitos que existem. Há-os menores, é certo, mas também existem outros muitíssimos mais graves e intricados do que o seu.

O problema é efeito natural do processo de evolução, que todas as pessoas enfrentam.

Não se lamente, portanto, nem busque compaixão.

Seu comportamento emocional e moral — sua vida.

Questões de saúde-doença são uma constante na vida de todos os seres.

Desgaste orgânico, infecção, traumatismo, deficiência, são resultados do aprimoramento espiritual, mediante as vicissitudes orgânicas e psíquicas.

Não obstante, você não é o único.

Ao invés de esmorecer na dor, transforme a sua enfermidade em élan de sustentação de outros pacientes iguais ou mais doentes do que você.

Sua mente — sua vida.

Cinja-se a um programa de serviço beneficente e verá que o seu tempo de dor diminui e o de amor aumenta.

Negue-se à derrota, fomentando vitórias de pequena monta e ganhará a guerra contra o sofrimento.

O que você prefere, mentalmente, embora sem consciência disso, materializa-se, faz-se realidade.

Seus desejos — sua vida.

Sua vida é bênção de Deus a benefício do ser espiritual que você é, imortal, fadado à perfeição.

Se, por enquanto, chovem calhaus sobre sua cabeça e se multiplicam cardos ferindo-lhes os pés, ou se traz cravados no cerne do ser punhais de angústia, recomponha-se e produza causas novas, que anularão tais efeitos e gerarão futuras alegrias.

Sua sementeira — sua vida.

Arme-se de coragem, seja qual for a faixa em que você se encontre em trânsito de experiência evolutiva.

Seu esforço — sua vida.

Hoje, você é o que fez de si mesmo, porém, será amanhã o que hoje realiza da oportunidade com que se defronta.

Seu hoje — sua vida.


Marco Prisco