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quarta-feira, 11 de março de 2026

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 122 - Bondade




Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 122


Bondade


“Sede vós, pois, perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito.” (Mateus 5:48). 

Ao apelo do Divino Mestre, recomendando-nos “sede perfeitos”, evitemos a indesejável resposta da aflição.

Ninguém pode trair os princípios de sequência que governam a Natureza e o tempo será sempre o patrimônio divino, em cujas bênçãos alcançaremos as realizações que a vida espera de nós.

Antes de cogitar da colheita atendamos à sementeira.

Antecipando a construção do teto de nossa casa espiritual, no aprimoramento que nos cabe atingir, edifiquemos os alicerces no chão de nossas possibilidades humildes, erguendo sobre eles as paredes de nossa renovação, a fim de não nos perdermos em movimento vazio.

Iniciemos a perfeição de amanhã com a bondade de hoje.

Ninguém é tão deserdado no mundo que não possa começar com o êxito necessário.

Não intentes curar o enfermo de momento para outro. Cede-lhe algumas gotas de remédio salutar.

Não busques regenerar o delinquente a rudes golpes verbais. Ajuda-o, de algum modo, oferecendo-lhe algumas frases de fraternidade e compreensão.

Não procures estabelecer a verdade num gesto impetuoso de esclarecimento espetacular, acreditando desfazer as ilusões de muito tempo, em um só dia. Enceta a obra do reajuste moral com os teus pequeninos gestos de sinceridade à frente de todos.

Não suponhas seja possível a milagrosa transformação de alguém, no caminho empedrado da crueldade ou da ignorância. Faze algo que possa servir de plantação inicial de luz no Espírito que te propões reformar.

E, ainda, em se tratando de nós, não julgues seja fácil converter nossa própria alma para Jesus, num instante rápido. Trazemos conosco vasto acervo de sombras e precisamos serenidade e diligência para desintegrá-las, pouco a pouco, ao preço de nossa própria submissão à Lei do Senhor que nos rege os destinos.

Se realmente nos dispomos à aceitação do ensinamento do Divino Mestre, usemos a bondade, em todos os momentos da vida. Bondade para com o próximo, bondade para com os ausentes, bondade para com os nossos opositores, bondade para com todas as criaturas que nos cercam.

A bondade é a chave da simpatia e do conhecimento com que descerraremos a passagem para as Esferas superiores. Com ela, seremos mais humanos, mais amigos e mais irmãos.

Avancemos, assim, com a bondade por norma de ação, retificando em nossa estrada os aspectos e experiências que nos desagradam na estrada dos outros e, desse modo, estejamos convictos de que o sonho sublime de nosso aperfeiçoamento encontrará, em breve futuro, plena concretização na Vida eterna.


Emmanuel







(Reformador, março de 1957, página 69)

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 255 - Na guerra cristã



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 255


Na guerra cristã


Quem abraça os princípios cristãos se converte em soldado d’Aquele que nos disse: “Eu não venho trazer a paz e sim a espada”. 

Nessas palavras, o Senhor refere-se claramente à guerra em que nos achamos alistados para o serviço ativo.

O campo belicoso, porém, permanece na intimidade de nós mesmos.

A ação é contra nós, contra as comodidades do “eu”, contra a cristalização do nosso egoísmo multissecular.

O plano de combate jaz estruturado no Evangelho redentor, cujas indicações deveremos realmente viver, se buscarmos triunfo.

Nossas armas, por isso, na ofensiva contra os inimigos gratuitos e naturais que a nossa posição acordará, são, invariavelmente, o amor, a compreensão, a piedade e o auxílio incessantes.

Reconhecemos, pois, que o discípulo da Boa Nova é alguém que se bate contra as deformidades espirituais de si mesmo, trabalhando constantemente pela própria melhoria, de modo a atingir a vitória sobre si próprio, a única que, efetivamente, constitui a glória do Espírito imperecível para a Vida abundante.

Achamo-nos, desse modo, em luta, em luta áspera, na fortaleza do próprio coração, informados de que não é possível a movimentação de nosso trabalho fraternal sem inimigos, em tarefa ativa, por expulsar os velhos sentimentos delituosos que se nos aninham em nossa alma, sob a capa respeitável da dignidade pessoal, e a fim de incorporarmos à vida íntima os ensinamentos vivos do Mestre salvador.

E, notificados de que Ele mesmo, por amar-nos e servir-nos, não conseguiu escapar ao extremo sacrifício, busquemos eleger a humildade perante o orgulho, o silêncio diante do mal, o serviço à frente do ataque e a serenidade ao lado da violência, por normas ideais de trabalho, no testemunho de reconhecimento ante a graça recebida para alcançarmos, valorosamente, a vitória real na estrada sublime da cruz, em plena ascensão para a vida maior.


Emmanuel









(Reformador, junho de 1953, página 142)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 344 - Chamados e escolhidos



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 344


Chamados e escolhidos


Estejamos convictos de que ainda nos achamos a longa distância do convívio com os eleitos da Vida Celeste; entretanto, pelo chamamento da fé viva que hoje nos traz ao conhecimento superior, guardemos a certeza de que já somos os escolhidos:

para a regeneração de nós mesmos;

para o cultivo sistemático diário e intensivo do bem;

para o esquecimento de todas as faltas do próximo, de modo a recapitular com rigor as nossas próprias imperfeições, redimindo-as;

para o perdão incondicional, em todas as circunstâncias da vida;

para a atividade infatigável na confraternização verdadeira;

para auxiliar aos que erram;

para ensinar aos mais ignorantes que nós mesmos;

para suportar o sacrifício, no amparo aos que sofrem sem a graça da fé renovadora que já nos robustece o espírito;

para servir, além de nossas próprias obrigações, sem direito à recompensa;

para compreender os nossos irmãos de jornada evolutiva, sem exigir que nos entendam;

para apagar as fogueiras da maledicência e do ódio, da discórdia e da incompreensão, ao preço de nossa própria renúncia;

para estender a caridade sem ruído, como quem sabe que ajudar aos outros é enriquecer a própria existência;

para persistir nas boas obras sem reclamações e sem desfalecimentos, em todos os ângulos do caminho;

para negar a nossa antiga vaidade e tomar, sobre os próprios ombros, cada dia, a cruz abençoada e redentora de nossos deveres, marchando, com humildade e alegria, ao encontro da vida sublime…

A indicação honrosa nos felicita.

Nossa presença nos estudos do Evangelho expressa o apelo que flui do Céu no rumo de nossas consciências.

Chamados para a luz e escolhidos para o trabalho. Eis a nossa posição real nas bênçãos do “hoje”. E se quisermos aceitar a escolha com que fomos distinguidos, estejamos certos igualmente de que em breve “amanhã” comungaremos felizes com o nosso Mestre e Senhor.


Emmanuel









(Reformador, outubro de 1956, página 232)

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 58 - A candeia



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 58


A candeia


A candeia luminosa, acima do velador, não é somente um problema de verbalismo doutrinário.

Claro que as nossas convicções públicas revelam pensamento aberto e coração arejado, na sincera demonstração de nossas concepções mais íntimas. O ensinamento do Cristo, porém, lançou raízes mais profundas no solo do nosso entendimento.

A lâmpada acesa da lição divina é, antes de tudo, o símbolo de nossa atitude positiva, nos variados ângulos da existência.

O discípulo do Evangelho é convidado a afirmar-se, no mundo, a cada instante.

Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços.

Se encontraste a dificuldade, não escondas a coragem nos resvaladouros da fuga.

Se foste surpreendido pela provação dolorosa e  áspera, não enterres o talento da fé no deserto do desânimo.

Se foste tocado pela dor, não arremesses a tua esperança ao despenhadeiro da indiferença.

Se sofres a perseguição e a calúnia, não arrojes a oração no precipício da revolta e do desespero.

Se a luta te impôs a marcha entre espinheiros, oferecendo-te fel e vinagre, não ocultes o teu valor espiritual, sob os detritos da inconformação ou do desalento.

Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo Celestial, de coração elevado à Vontade Divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras.

Não disfarces os teus conhecimentos de ordem superior e aprende a usá-los, em benefício dos semelhantes e em favor de ti mesmo, porque assim, ainda mesmo que o sacrifício supremo na cruz se te faça prêmio entre os homens, adquirirás na Vida Maior a felicidade de haver buscado a luz da própria sublimação.


Emmanuel











terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 287 - Repreensão



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 287


Repreensão


A repreensão, sem dúvida, pertence à economia do nosso progresso espiritual na vida, entretanto, antes de expedi-la, com a palavra, convirá sempre ponderar o porquê, o como e o modo, através dos quais devemos concretizá-la.

O lavrador, para salvar a erva tenra, que amanhã será o orgulho do seu pomar, emprega cuidado e carinho em não lhe ferir o embrião, em lhe subtraindo o verme devorador.

O artista, para retirar a obra-prima do mármore, não martela o bloco de pedra indiscriminadamente e, sim, burila-o, cauteloso, imaginando e sonhando, antes de exigir ou apressar-se.

O cirurgião, que atende ao enfermo em estado grave, aplica-lhe anestésico e recomenda-lhe o repouso, extraindo-lhe a enfermidade, sem desafiar-lhe a reação das células vivas que, em desespero, poderiam estragar-lhe o serviço.

Usemos, [pois,] a repreensão em benefício do progresso de todos, mas, sem olvidar as nossas necessidades e deficiências, para que a compaixão fraternal seja óleo de estímulo em nossas frases.

Jesus, o grande Médico, o divino Educador, sempre fez diferença entre mal e vítima, entre pecado e pecador. Curava a moléstia, sem humilhar aqueles que se faziam hospedeiros dela e reprova o erro, sem esquecer o amparo imprescindível aos que se faziam desviados, aos quais tratava por doentes da alma.

Ajudemos noventa e nove vezes e repreendamos uma vez, em cada centena de particularidades do nosso trabalho.

Quem efetivamente auxilia, adverte com proveito real.

A educação exige muita piedade, muito apoio fraterno e muita recapitulação de ensinamentos para que se evidencie de verdade no campo da vida.

E, ainda nesse capítulo, não podemos esquecer a lição do Mestre, quando nos recomenda: Deixai crescer juntos o trigo e o joio, porque o Divino Cultivador fará a justa seleção, no dia da ceifa.

Semelhante assertiva não nos induz ao relaxamento, à indiferença ou à inércia, mas, define o imperativo de nossas responsabilidades, à frente dos outros, para que sejamos, de fato, irmãos e amigos, com interesses mútuos, e não perseguidores cordiais que desorganizam as possibilidades de crescimento do progresso e perturbam o programa de aperfeiçoamento que a Sabedoria Divina traçou, em favor de nosso engrandecimento comum.


Emmanuel








(Reformador, junho de 1953, página 144)

sábado, 4 de setembro de 2021

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 255 - Na guerra cristã




Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 255


Na guerra cristã


Quem abraça os princípios cristãos se converte em soldado d’Aquele que nos disse: “Eu não venho trazer a paz e sim a espada”. 

Nessas palavras, o Senhor refere-se claramente à guerra em que nos achamos alistados para o serviço ativo.

O campo belicoso, porém, permanece na intimidade de nós mesmos.

A ação é contra nós, contra as comodidades do “eu”, contra a cristalização do nosso egoísmo multissecular.

O plano de combate jaz estruturado no Evangelho redentor, cujas indicações deveremos realmente viver, se buscarmos triunfo.

Nossas armas, por isso, na ofensiva contra os inimigos gratuitos e naturais que a nossa posição acordará, são, invariavelmente, o amor, a compreensão, a piedade e o auxílio incessantes.

Reconhecemos, pois, que o discípulo da Boa Nova é alguém que se bate contra as deformidades espirituais de si mesmo, trabalhando constantemente pela própria melhoria, de modo a atingir a vitória sobre si próprio, a única que, efetivamente, constitui a glória do Espírito imperecível para a Vida abundante.

Achamo-nos, desse modo, em luta, em luta áspera, na fortaleza do próprio coração, informados de que não é possível a movimentação de nosso trabalho fraternal sem inimigos, em tarefa ativa, por expulsar os velhos sentimentos delituosos que se nos aninham em nossa alma, sob a capa respeitável da dignidade pessoal, e a fim de incorporarmos à vida íntima os ensinamentos vivos do Mestre salvador.

E, notificados de que Ele mesmo, por amar-nos e servir-nos, não conseguiu escapar ao extremo sacrifício, busquemos eleger a humildade perante o orgulho, o silêncio diante do mal, o serviço à frente do ataque e a serenidade ao lado da violência, por normas ideais de trabalho, no testemunho de reconhecimento ante a graça recebida para alcançarmos, valorosamente, a vitória real na estrada sublime da cruz, em plena ascensão para a vida maior.


Emmanuel







(Reformador, junho de 1953, página 142)

sexta-feira, 12 de março de 2021

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 218 - Tentações




Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 218


Tentações


O êxito dos falsos profetas, em nossa vida, surge na proporção de falsidade que ainda abrigamos em nosso próprio Espírito.

O ouro tenta o homem, mas não move o interesse do corvo. Os detritos atraem o corvo, mas apenas provocam a repugnância do homem.

Somos tentados invariavelmente de acordo com a nossa própria natureza.

A perturbação não lançaria raízes no solo de nossa alma, se aí não encontrasse terreno adequado.

Não nos libertaremos, assim, das forças enganadoras que nos cercam, sem a nossa própria libertação dos interesses inferiores.

O ouvido que oferece asilo à calúnia, é cultor da maledicência.

A boca que se detém na resposta ao insulto, naturalmente estima a produção verbal de crueldade e sarcasmo.

Quem muito se especializa na contemplação do charco, traz o pântano dentro de si.

Quem se consagra sistematicamente à fuga do próprio dever, aceita a comunhão com criaturas indisciplinadas como se convivesse com mártires e heróis.

Quem apenas possui visão para a crítica, encontra prazer com os censores inveterados e com os incuráveis pessimistas, que somente identificam a treva ao redor dos próprios passos.

Tenhamos cautela em nós mesmos, a fim de que a nossa defensiva contra a mentira e contra a ilusão funcione, eficiente.

Não seríamos procurados pelos adversários da Luz se não cultivássemos a sombra.

Jamais ouviríamos o apelo às nossas vaidades se não vivêssemos reclamando o envenenado licor da lisonja ao nosso próprio “eu” enfermiço.

Procuremos as situações e os acontecimentos, as criaturas e as coisas pelo bem que possam produzir, nunca pelo estímulo ao nosso personalismo desregrado, e os problemas da tentação degradante estarão resolvidos em nossa marcha.

“A árvore é conhecida pelos frutos” ensina o Senhor, e seremos queridos e admirados pelos Espíritos que nos rodeiam, de acordo com os nossos próprios pensamentos e as nossas próprias obras.

Sejamos fiéis ao Senhor, na prática do amor puro, em qualquer confissão religiosa a que nos afeiçoemos, e as forças infiéis à verdade não encontrarão base em nossa vida, de vez que a Vontade Divina, e não o nosso capricho, será então a luz santificadora de nossos próprios corações.


Emmanuel






(Reformador, dezembro de 1953, página 279)

sábado, 3 de outubro de 2020

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Chico Xavier - Cap. 147 - Justiça e amor



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Chico Xavier - Cap. 147


Justiça e amor


Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retorno das nossas próprias criações, dentro da vida.

As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.

Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.

Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia.

Assim também praticamos atos, cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo do grande futuro.

Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.

Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos. 

A Justiça edifica a penitenciária. O amor levanta a escola.

A justiça tece o grilhão. O amor traz a bênção.

Quem fere a outrem encarcera-se nas consequências lamentáveis da própria atitude.

Quem ajuda adquire o tesouro da simpatia.

Quem perdoa eleva-se.

Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.

Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à glória da vida eterna.

Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o Céu da liberdade ou o inferno da condenação residem na intimidade de nossa própria consciência.

Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: — “Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores.” 


Emmanuel






(Reformador, fevereiro de 1956, página 36)

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel — Volume I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 221 - Não bastará dizer




Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel — Volume I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 221


Não bastará dizer


Não bastará clamar, “Senhor! Senhor!…”, para atravessarmos vitoriosamente as portas da iluminação espiritual.

Muitos clamam pela proteção do Mestre, em lágrimas de amargosa compunção, mas não lhe aceitam os desígnios salvadores. Esperam pelo Benfeitor divino, à maneira de crianças caprichosas, habituadas a viciosas exigências.

Muitos apelam para Jesus, reclamando-lhe socorro e assistência, declarando-se extenuados pelas pequenas lutas que lhes couberam no mundo, entretanto, são cegos para os fardos pesados que os vizinhos suportam heroicamente e incapazes de oferecer a mais leve migalha de cooperação ao próximo sofredor.

Muitos repetem o nome do Amigo celeste, não para materializar-lhe os princípios sublimes no mundo, mas para conquistarem destacado lugar no banquete da dominação humana.

Muitos se reportam ao Mestre da cruz, rogando-lhe refúgio entre os anjos, todavia, conservam-se em plena fuga ao serviço que o Céu lhes conferiu, entre as criaturas, na Terra, para soerguimento da humanidade.

O problema da redenção não está situado em nossos lábios, mas, acima de tudo, em nosso coração e em nossos braços, que devemos mobilizar a serviço dos outros e em favor de nós mesmos.

Apliquemo-nos, pois, à ação permanente do bem e, convictos de que “a cada um será dado segundo as próprias obras”, procuremos a nossa posição de servidores, no abençoado campo do Espiritismo, que nos oferece recursos sublimes à sementeira de nossa felicidade imortal.


Emmanuel










(Reformador, dezembro de 1955, página 287)
Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano