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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 8 - A verdade





A verdade


“... Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta minha voz.” (João, 18:37O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. 2 — Meu reino não é deste mundo.


Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque nossa mente trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos.

As ilusões nos impedem que realmente tenhamos os olhos de ver, e porque não buscamos a verdade projetamos nos outros o que não podemos aceitar como nosso. Tentamos nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras pessoas. Adão disse a Deus: “Eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou”. Eva se desculpa perante o Criador: “Toda a discórdia ocorrida cabe à maldita serpente”. Assim somos todos nós. Quando desconhecemos os traços de nossa personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo que não podemos admitir em nós próprios.

Nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob determinados pontos de vista, pois em realidade ela se forjou entre nossas convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo e errado, isto é, verdadeiro ou falso.

Na infância. por exemplo, se fomos repreendidos duramente por demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afeto e carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores.

Porém, não damos conta de que, ao adotarmos essa postura repressora, tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar mais em nós mesmos.

Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como podemos nos aproximar da Verdade Maior?

Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante “fator de defesa”, e o medo é um prudente mediador em “situações perigosas”.

Para que possamos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso aceitar a nossa verdade, exercitando o “sentir” quanto às nossas emoções, e adeqüá-las corretamente na vida. A sugestão feliz é o equilibrio e a integração de nossas energias íntimas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a entrega incondicional simplesmente.

O que é a Verdade? Disse o Mestre: “Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz”. Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos nos enganam. Vejamos alguns exemplos:

A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol atravessando gotículas d’água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes continuam aportando na atmosfera de nosso planeta, dando-nos a falsa impressão de vida real.

Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vivenciadas ou experimentadas por nós, aceitamos como “verdades absolutas”, quando de fato eram “conceitos relativos”.

Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casamento, as raças e as profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas com as quais convivemos.

Em vista disso, procuremos sintonizar-nos com os olhos espirituais, porqüanto nossa percepção intuitiva é mais ampla e precisa que a visão física. E abramos as comportas de nossa alma, para que captemos as inspirações divinas que deliberam a vida em toda parte.

Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o Mestre Jesus


Hammed










segunda-feira, 29 de julho de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Lampadário Espírita - Divaldo P. Franco - Cap. 2 - Ante a mensagem espírita



Joanna de Ângelis - Livro Lampadário Espírita - Divaldo P. Franco - Cap. 2


Ante a mensagem espírita


Discípulo do Cristo, mediante a limpidez da mensagem espírita, não adies a própria renovação, encastelado nas paredes do convencionalismo ou retido nas algemas das paixões.

Identificação com Jesus-Cristo é avanço sobre a masmorra do eu, utilizando-nos das ferramentas poderosas que se encontram ao alcance da vontade.

Não postergues, desse modo, o momento de tua autossuperação.

Oportunidade transferida, tarefa complicada.

Examina os resultados do conhecimento espírita e verifica se entraste pura e simplesmente na Doutrina, ou se a Doutrina Espírita encontrou porta de acesso para se estabelecer em teu coração.

Quando se entra na célula espírita, trava-se contato com o fenômeno mediúnico, com o programa de estudos, com as diretrizes de assistência aos necessitados, com as fichas de compromissos para com a sociedade, mediante uma taxa módica, com pessoas, com opiniões...

Quando, porém, a mensagem espírita penetra o coração e se enraíza na mente do discípulo, o panorama é diverso.

Possivelmente os companheiros não observam nas fichas de registros quaisquer apontamentos nem anotações.

Os painéis mentais, no entanto, e os arraiais da emoção de imediato transformam, banham-se de sol, e a paz se aninha, vitoriosa, estabelecendo normativas de felicidade.

O discípulo não se agasta com as ofensas nem se melindra com os incidentes comuns, à espera de ação onde se encontra, não se acumplicia com o erro nem se subordina às imposições subalternas, não se entorpece na ideia negativa fixa nem se precipita no entusiasmo apaixonado...

É comedido e sensato, calmo e confiante, pois que possui os inestimáveis recursos para exame e compreensão dos acontecimentos e das injunções no dia-a-dia da experiência carnal.

Se possível, clareia teu domicílio com o estudo da mensagem espírita-cristã, interessando os familiares na busca da Verdade e da paz.

Sê criatura nova em todo lugar onde estejas, principalmente quando no trato com servidores humílimos do lar, da oficina de trabalho, da rua, aqueles aos quais mais fácil e impunemente muitos se permitem molestar por impiedade ou desequilíbrio...

Ajuda indistintamente com palavras e ações ou no recesso do Espírito, com pensamentos salutares e orações...

Lembra-te dos que te precederam no retorno à erraticidade e dilata teus recursos psíquicos para os ajudar nas tarefas de desobsessão e de passe.   

Se já permitiste que a Doutrina Espírita se domicilie em tua vida, acende a lâmpada do Evangelho em teu caminho e afirma, a princípio no lar, tua nova condição por meio do inequívoco atestado de humildade e resignação.

Compreenderás, por fim, que o discípulo da mensagem espírita, quando chega ao núcleo de tarefas, é somente mais um, na estatística da casa, quando, porém, a mensagem espírita penetra na criatura e a transforma, esse aprendiz se faz um festival de bênçãos, em favor de toda a humanidade, esparzindo concessões de vida, em nome da Vida abundante, que ruma para a Vida Excelsa.         


Joanna de Ângelis










Tema para estudo: LE, Introdução item VIII
Leitura complementar: E, cap. I O Espiritismo itens 5/7