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domingo, 27 de fevereiro de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. VI - 5. Lei de destruição - Guerras - Questão 743 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. VI - 5. Lei de destruição


Guerras 


743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?

“Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.”


Allan Kardec 



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 743 comentada


As guerras desaparecerão certamente da face da Terra, quando os homens nela estagiados compreenderem o amor e passarem a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. Esse dia deve chegar pelo somatório de todos os esforços das almas de boa vontade. É
o mar de virtudes que está surgindo gota a gota e a esperança nos faz sentir a sua realidade.

Devemos anotar um trecho de "O Livro dos Espíritos", nos Prolegômenos, que diz:

A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, todos que tiverem em vista o grande princípio de Jesus, se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro.

Quando os homens chegarem a esse tempo, não existirão mais guerras, nem discórdia entre os povos. A força que deverá unir todos os povos é a força do Amor. É nesse empenho que se encontra a Doutrina dos Espíritos, mostrando a todos os povos, de todas as nações do mundo, que somente o Cristo de Deus tem condições de ajudar a estabelecer a paz no mundo, porque as formas, que são inúmeras, dos seres humanos se modificarem e reencontrarem o paraíso perdido, estão dentro de cada um.

Quem ainda não encontrou o céu dentro de si, que o procure, pois ele não se encontra em outro lugar. Por enquanto, mesmo os homens que são pastores de ovelhas, ainda carecem das bênçãos da vivência do que pregar, porque somente vivendo o amor é que poderão dirigir os que os acompanham para a libertação espiritual.

Mateus, no capítulo vinte e três, versículo três, anotou, reforçando o que queremos dizer:

Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém, não os imiteis nas suas obras, porque dizem e a não fazem.

Eis porque a situação na Terra se encontra calamitosa, por existirem muitos pretensos da verdade; no entanto, na hora de eles mesmo darem prova desta verdade que pregam, eles não o fazem, e a pregação mais eficiente é quando se estende pelo exemplo.

Da face da Terra as guerras desaparecerão, mas só quando os homens limparem o interior dos sentimentos inferiores, quando as paixões deixarem de existir, quando todos os seres respeitarem a lei de justiça, para que o amor possa se estender e dominar todos os corações. As guerras têm utilidade para os seres inferiores; para os que já aprenderam a lição do sofrimento, elas não têm mais razão de ser.

A conjunção da verdade vai entrar em completa conexão com o amor, e as almas que trabalharam para tal advento, essas herdarão a Terra, quando o paraíso interior dos Espíritos deverá refletir para fora, em tudo o que se expressar no mundo. Aí, os seres humanos passarão a beber o Evangelho na água que mata a sede, nos alimentos que matam a fome, e no próprio ar que lhes dá a vida. A Boa Nova do Cristo se abrirá como uma bandeira na própria natureza, mostrando que serviu de canal para a libertação de todas as criaturas de Deus. Em vez de guerras, só haverá paz

 
Miramez



Filosofia Espírita - Volume XV - João Nunes Maia
Cap. 29 - Desaparecimento da guerra




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. VI - 5. Lei de destruição - Guerras - Questão 742 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. VI - 5. Lei de destruição


Guerras 


742. Que é o que impele o homem à guerra?

“Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem: o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos frequente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas. E, quando se torna necessária, sabe fazê-la com humanidade.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 742 comentada


A fonte de onde emanam as idéias de guerras é a predominância da natureza animal sobre a espiritual. É a ignorância do ser humano, que ainda desconhece as leis do Criador.

Os povos belicosos são os mais atrasados espiritualmente; eles desconhecem a fraternidade, que faz ligar todos os povos uns amparando os outros, pelos fios do amor, em nome da caridade.

As guerras, porém, são como que operações de socorro em tumor maligno das sociedades. Somente por elas alguns povos acordam para a vida melhor. O mundo espiritual inferior junta-se aos homens para instigar essas idéias de ódio e de violência. Entretanto, Deus sempre acode aos que sofrem e dá assistência aos ignorantes. Por trás de todos os movimentos belicosos, os benfeitores espirituais estão agindo, mudando idéias e fazendo com que as nações em litígio aproveitem as lições pelo aguilhão da dor. É a lei do semelhante curando o semelhante.

Observemos que as guerras são filhas do primitivismo; os homens primitivos viviam em guerra constante com os outros. Com o perpassar do tempo, as guerras vão se espaçando cada vez mais, para depois desaparecem do planeta, onde a vida será somente de paz.

Os homens são tão acostumados às guerras que criaram os "Ministérios da Guerra" ao invés de "Ministério da Paz". Condicionaram-se em tais pensamentos inferiores e o descondicionamento lhes custará muito caro.

O homem, infelizmente, só conhece um direito, que sempre prevalece: o do mais forte em armas e dinheiro. Ele deixa de pensar na fortaleza da moral e no amor, e os mais fortes tomam as primeiras cadeiras nas decisões, quando as ações se reúnem para tal empreendimento.

Os povos que dirigem os destinos do mundo, como eles alegam, gostam dos primeiros lugares, bem como de se exaltarem ante aos pequeninos. Entrementes, é bom que escutemos o Evangelho neste sentido, anotado por Mateus no capítulo vinte e três, versículo doze:

Quem a si mesmo se exaltar, será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar, será exaltado.

Quantas nações no passado se exaltaram e hoje se encontram de cabeças baixas, humilhadas? E outras tantas que foram humilhadas e se encontram em posição de destaque? A vida é uma roda; o sol banha a Terra em todos os lugares e cada região recebe seu hálito benfeitor em determinado momento. Todos têm a sua vez; assim será, igualmente, com os homens, pois a reencarnação é o processo de mudanças, dando oportunidades a todas as almas.

Sabes onde residem as causas das guerras? É nos sentimentos; com os pensamentos reformados, desaparecerão os efeitos. A melhor guerra, à qual deveremos nos alistar para o melhor combate, é a guerra interna, contra os piores inimigos que existem, que são os defeitos morais. Assim as guerras fratricidas deixam de existir por força da lei de amor.

À medida que os homens progridem espiritualmente, as guerras e tudo que provém delas como sofrimento, vão desaparecendo como por encanto. E as bênçãos de Deus, pelos canais de Jesus, ficarão mais visíveis para a nossa paz.

 
Miramez



Filosofia Espírita - Volume XV - João Nunes Maia
Cap. 28 - Guerras