domingo, 4 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10 - Impulsos



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10


Impulsos


"Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida." (E.S.E. — Cap. V - Item 16)

Todo homem é comandado por impulsos. 

Impressões superiores e inferiores resultam dos impulsos nobres ou infelizes.

A generosidade é impulso que ajuda. 

A cólera é impulso que envenena.

A fé é impulso que santifica.

A sensualidade é impulso que degrada.

O egoísmo é impulso que aniquila.

A caridade é impulso que sublima.

A preguiça é impulso que inutiliza.

A compaixão é impulso que renova.

O medo é impulso que inibe.

A bondade é impulso que vitaliza.

A ira é impulso que entenebrece. 

O amor é impulso que liberta.

Deixe-se arrastar pela comodidade e seus impulsos o levarão ao azedume e à loucura.

Cada Espirito se demora em sintonia com a faixa emocional em que se expressa.

Ligue-se às atividades edificantes e impulsos nobres renovarão seus anseios.

Impulsos positivos e negativos a todo momento trabalham para a sua mudança mental. Se lhe aprazem as emoções grosseiras, os impulsos o reterão no solo da animalidade.

Se você anseia paz e gozo libertador, impulsos superiores o alcançarão, erguendo-o aos cimos das dificuldades com as asas das ações santificantes.

Siga a atração da luz, abra os braços em movimentos de amor e, impulsionado pela força do bom, você desdobrará possibilidades, libertando o Espirito dos apelos primitivos sob o comando de impulsos que o conduzirão aos páramos sublimes.


Marco Prisco







O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - O suicídio e a loucura.


16. A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou leem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa consequência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heroico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.

A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.





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