sábado, 26 de abril de 2025

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 78 - Verdades e fantasias



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 78


Verdades e fantasias


“Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.” — Jesus. (JOÃO, 8.45)


O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias.

É comum observar-se, quase em toda parte, a vitória dos homens palavrosos, que prometem milagres e maravilhas. Esses merecem das criaturas grande crédito. Basta encobrirem a enfermidade, a fraqueza, a ignorância ou o defeito dos homens, para receberem acatamento. 

Não acontece o mesmo aos cultivadores da verdade, por mais simples que esta seja. Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, o veneno, a cruz, a punição implacável.

Tentando fugir à angustiosa situação espiritual que lhe é própria, inventou o homem a “buena-dicha”, impondo, contudo, aos adivinhadores o disfarce dourado das realidades negras e duras. 

O charlatão mais hábil na fabricação de mentiras brilhantes será o senhor da clientela mais numerosa e luzida.

No intercâmbio com a Esfera invisível, urge que os novos discípulos se precatem contra os perigos desse jaez.

A técnica do elogio, a disposição de parecer melhor, o prurido de caminhar à frente dos outros, a presunção de converter consciências alheias, são grandes fantasias. É necessário não crer nisso. 

Mais razoável é compreender que o serviço de iluminação é difícil, a principiar do esforço de regeneração de nós mesmos.   

Nem sempre os amigos da verdade são aceitos. Geralmente são considerados fanáticos ou mistificadores, mas… apesar de tudo, para a nossa felicidade, faz-se preciso atender à verdade enquanto é tempo.


Emmanuel











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