quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Vidas Vazias - Divaldo P. Franco - Cap. 30 - Vida Feliz



Joanna de Ângelis - Livro Vidas Vazias - Divaldo P. Franco - Cap. 30


Vida Feliz


Sê a manifestação do Bem e da paz onde te encontres e estarás em pleno Reino de Deus, que se origina no coração jubiloso.

A conquista plena da felicidade ainda é uma aspiração humana que não se consegue na Terra, em razão de vários fatores, especialmente a organização fisiológica.

Assevera o Eclesiastes que a felicidade não é deste mundo, e, posteriormente Jesus afirmou que o Seu "Reino não é deste mundo".

Em uma página histórica, Creso, rei da Lídia, centenas de anos antes de Cristo, no apogeu da glória, do poder e da fortuna, interrogou o filósofo Sólon, num banquete com que o homenageava, qual seria o homem mais feliz que ele havia conhecido durante as suas viagens. Após o sábio haver declarado que se tratava de dois jovens modestos que deram sua vida por Atenas, o rico insistiu, e ele adiu: "Somente se pode saber que um homem é feliz depois da sua morte, quando mais nada lhe pode acontecer".

Frustrado no seu orgulho de supor-se o mais feliz dos homens, mais tarde perdeu a guerra contra Ciro, rei da Pérsia, e terminou sendo levado pelo vencedor para ser o educador de Cambises, filho do vitorioso, após perder tudo e quase a existência.

Supõe-se, invariavelmente, que a felicidade é a posse de recursos amoedados e outros comuns na Terra, mas sempre transitórios, porque mudam de mãos.

Todo poder humano é sempre relativo, porque as inquietas criaturas estão sempre atormentadas pelas honrarias terrestres e o destaque, pressupondo-se superior às demais, como se a doença, os infortúnios e a morte dos seus amados e deles mesmos não os espreitassem em cada instante existencial.

Faz recordar a juventude e a beleza física em contínua transformação, apesar dos esforços ingentes para mantê-las, o que leva muitas vítimas iludidas a transtornos emocionais lamentáveis.

A felicidade começa no indivíduo quando ele adquire o discernimento sobre a realidade transitória da existência e dispõe-se a viver dentro dos padrões estatuídos pelas leis e que o disciplinam para as atitudes de equilíbrio e de contribuição social.

A consciência dos deveres e o cumprimento deles é um passo avançado para estabelecer balizas de harmonia interior que produzem o respeito pela vida e suas manifestações exteriores.

O fruto desse comportamento é a emoção saudável da felicidade, isto é, sentir-se harmonizado com a existência em qualquer circunstância.

Pensa-se erradamente que a felicidade é a ausência de qualquer tipo de preocupação, especialmente no que tange aos problemas existenciais. Ledo engano. Para que assim fosse, tornar-se-ia indispensável que a pessoa ficasse alienada de tudo e de todos, porquanto os pensamentos e sucessos alteram as emoções com muita facilidade.

Aquilo que, num momento, produz alegria e bem-estar, noutro se torna preocupação e inquietude. Mesmo na área da afetividade, há imensa variedade de ocorrências que a tornam abençoada conquista ou preocupante provação.

Deve-se envidar grandes esforços para bem entender o significado do existir e as soberanas imposições para ampliar o processo de estabilidade prazerosa em todos os momentos.

Não poucas vezes, as preocupações e os infortúnios eliminam a felicidade. Essas ocorrências fazem parte do processo para ser alcançada a plenitude.

A felicidade depende da perfeição moral. Enquanto viger distonia em relação às Leis Soberanas, haverá tormento e aflição. No entanto, cada vez que se consiga superar uma ou mais imperfeições do caráter, mais próxima estará a felicidade.

Não cesses de lutar contra as tendências negativas que procedem de outras existências, quando malograste no programa evolutivo, preferindo a irresponsabilidade dourada aos severos compromissos libertadores. As alegrias fruídas de maneira irregular, não poucas vezes criminosa, ressurgem hoje com forte inclinação para as repetir.

Igualmente, durante a atual existência, muitos hábitos doentios que se fixam no comportamento dão lugar a inquietações, insatisfações que não permitem a paz da consciência, fator essencial para a conquista da felicidade.

Por essa razão, é importante a vigilância moral, especialmente numa época de licenças extravagantes e cínicas.

O conhecimento da reencarnação é essencial para a perfeita compreensão de uma conduta pautada nos princípios do Evangelho de Jesus, fonte inexaurível da água lustral da alegria de viver.

O aperfeiçoamento moral é a meta primeira e principal do processo evolutivo.

O Espírito é criado simples e ignorante.

Nele estão ínsitos os valores educativos e os objetivos essenciais da evolução, como sementes luminosas aguardando solo fecundo para a sua germinação.

A imagem de Deus nele se encontra aguardando as oportunidades, qual diamante bruto que espera a lapidação que o faz brilhar.

Nunca te arrependas de haver praticado o bem, mesmo quando tudo conspire contra a sua realização.

Jamais te arrependas de ter podido ajudar, mesmo aquele que posteriormente feriu os teus sentimentos.

Tudo quanto se faz transforma-se em posse transcendental, que reaparece no momento próprio da jornada humana.

Não te deixes iludir com o brilho mentiroso dos ouropéis, a que se dá muito valor e se luta ferozmente pela sua posse.

O que te está destinado chegará até ti por meios inimagináveis, porque está incurso na lei do mérito que te diz respeito.

De igual maneira, os sofrimentos te alcançarão, a fim de que tenhas a chance de alterar o comportamento e ressarcires o mal praticado.

Recorda-te de que o bem é de natureza eterna e o mal é somente a sua ausência.

Sacrifica-te com alegria, se necessário, para que conquistes os valiosos tesouros derivados da paz de consciência, onde estão escritas as Leis de Deus.

Ninguém consegue burlá-las, porque elas são a vida das vidas.

Treina simplicidade e aceitação, reunindo migalhas de justas alegrias que formarão o elenco da felicidade que um dia cantarão em teu mundo íntimo.

Numa sociedade vazia de idealismos nobilitantes, e rica de vacuidades e prazeres imediatos, que sempre têm o fel da amargura embutido, vale a pena a renúncia ao imediato para o engrandecimento interior logo depois.

Seja a tua uma vida feliz pelas elevadas oportunidades de servir e amar, fitando o futuro sem preocupações de culpas ou arrependimentos tardios.

Sê a manifestação do bem e da paz onde te encontres e estarás em pleno Reino de Deus, que se origina no coração jubiloso.


Joanna de Ângelis








OUROPEL: (Fig.) Brilho falso; esplendor aparente.
NOBILITANTE: Que nobilita; capaz de nobilitar; que dá foros de nobreza.


Joanna de Ângelis - Livro Vidas Vazias - Divaldo P. Franco - Cap. 23 - Críticas



Joanna de Ângelis - Livro Vidas Vazias - Divaldo P. Franco - Cap. 23


Críticas


Sê tu quem edifica e coopera em favor do engrandecimento da Humanidade.

No sentido literal, a crítica é uma análise neutra de um fato, um escrito, um comportamento, uma obra de arte...

A crítica deve ter o cuidado de contribuir em favor do aperfeiçoamento daquilo que se encontra sob a sua observação.

É valioso contributo para a qualificação e o aprimoramento de toda e qualquer obra colocada sob a óptica dos estudos sérios.

Desse modo, pode ser construtiva ou destrutiva.

Possivelmente, em razão dos muitos equívocos apontados no exame do que se encontrava em observação, passou a sofrer considerações maldosas e prejudiciais.

A capacidade de análise de qualquer coisa caracteriza também a seriedade de que se reveste o objeto e o interesse do seu autor em alcançar o objetivo a que se propõe… 

Quaisquer imperfeições ou deslizes que sejam apontados, ao serem sinalizados, podem ser corrigidos e aquilo passa a ter mais qualidade.

Em face dos sentimentos morais e da evolução espiritual daqueles que dispõem das condições exigíveis para o mister, afasta-se da finalidade e passa a apontar os erros e imperfeições que detecta, sem o valor ético de ajudar, de contribuir em benefício do progresso, do aperfeiçoamento, da beleza.

Muitos problemas nos relacionamentos humanos resultam das críticas perversas e desqualificadoras, que geram dúvidas e perturbam imaginações e idealismos credores de respeito… 

Como natural consequência, os críticos profissionais, que muito podem contribuir com o embelezamento da Humanidade, fazem-se impiedosos nas suas observações e aniquilam principiantes necessitados de orientação.

Ei-los em toda parte, severos e cruéis; portadores de conflitos, descarregam-nos no labor a que se dedicam, em processo de transferência psicológica.

A maledicência e a calúnia são filhas nefastas da crítica infeliz e carregada de má-fé.

Ninguém é capaz de produzir algo irretocável, só excepcionalmente, em algum detalhe que mereça correção.

É necessário que o candidato à realização possua humildade para reconhecer os pontos criticados e busque corrigi-los, desde que honesta reconheça a análise negativa.

Não é o fato de alguém discordar do que observa, apontar erros, que se deva aceitar as suas anotações sem poder justificar a sua obra.

Igualmente, cabe ao crítico a postura de contestador sem ressentimento, porque cada qual tem a possibilidade de julgar conforme a própria maneira de ser e de entender.

São muitas as facetas emocionais de cada pessoa, que imprimem no que fazem sem o perceber.

Assim também o crítico é portador de emoções e especificidades e nem sempre consegue a neutralidade exigível para um julgamento isento de suas preferências ou antipatias.

A crítica bem direcionada contribui largamente em favor da harmonia e do equilíbrio que devem viger no grupo social.

Narra-se que oportunamente em Roma, durante o império, várias damas ricas criticavam outras, malsinando-lhes a existência.

Encontrava-se no grupo Cornélia, de ascendência patrícia e honorável, que as circunstâncias aziagas haviam-na reduzido à pobreza com dignidade.

Subitamente, uma das senhoras frívolas, ajaezada de pedras preciosas, perguntou à amiga com certa ironia:

– Quais são as tuas joias, Cornélia?

A senhora abraçou os dois filhos que estavam próximos e redarguiu muito emocionada.

– Eis aqui as minhas joias, os meus filhos.

Tratava-se de Tibério e Caio, que lutaram muito na política de Roma, especialmente depois das Guerras Púnicas, em favor das questões agrárias. Seus adversários, muito poderosos, assassinaram Tibério, e Caio Graco, porque era desonroso, o suicídio, solicitou a um servidor que o matasse...

As suas eram lutas de justiça em favor da divisão de terras, que os latifundiários não permitiam.

Ainda hoje existe uma estátua em Roma, próxima ao Coliseu, recordando Cornélia, a mãe dos Gracos...

São inumeráveis os exemplos em todas as áreas do comportamento humano, especialmente na arte...

Toda vez que surge uma revolução cultural, os críticos apaixonados levantam-se para maldizer e perseguir os idealistas e reformadores, às vezes levados à ruína, para serem consagrados após a sua morte.

Tem cuidado com as tuas críticas a respeito do teu próximo e de tudo que te surpreende e apedrejas de imediato.

Talvez te arrependas, porque o futuro é incerto e irá aplaudir aquele que ora tem sido escarnecido.

Ademais, na Terra, ninguém é perfeito a ponto de não ser censurável de uma ou de outra maneira.

Usa a tua inteligência para edificar, porque as pessoas estão muito cansadas de serem desestimuladas e levadas sempre para o lado oposto das questões, o que gera conflitos, mal-estar e arma sempre contra...

A construção, não poucas vezes, é demorada, cuidadosa, sacrificial, e nem todos estão vinculados a esse nobre sentimento que ergue o mundo à sua condição sublime.

A destruição é rápida, perigosa, e necessita de cuidados e responsabilidades muito especiais.

No teu cotidiano, tem cautela nas tuas observações, pois os teus comentários críticos podem destruir vidas que anelam pelo crescimento, pelo direito de amar e de ser.

Dialoga quando percebas algo que pode ser melhorado e ajuda.

O mundo está exaurido pelas forças perversas da crítica malévola, invejosa, ácida e mesquinha.

Sê tu quem edifica e coopera em favor do engrandecimento da Humanidade.

Se alguém te critica negativamente e o faz para destruir-te, não lhe dês importância e segue além.

Criticado perversamente pelos fariseus e demais presunçosos que O conheceram, Jesus permaneceu inalterado no Seu ministério, como a luz que o mundo preteriu pelas sombras da ignorância.


Joanna de Ângelis













Emmanuel - Livro Calma - Chico Xavier - Cap. 28 - Mantendo a serenidade



Emmanuel - Livro Calma - Chico Xavier - Cap. 28


Mantendo a serenidade


Consideremos que existem atitudes e assuntos que preservam o equilíbrio e a serenidade do grupo de criaturas a que pertençamos na Terra, como já se dispõe no mundo de vacinas diversas que fazem a defesa da saúde humana.

Sabemos que nada sucede sem permissão da Divina Providência, mas todos somos chamados a cooperar com a Providência Divina que nos consente a liberdade de atuar nos acontecimentos do cotidiano, em nossa condição de Espíritos responsáveis.

Saibamos arredar da nossa influência pessoal o que seja claramente desnecessário à sustentação da paz no campo dos outros.

Se ouviste algum apontamento desagradável, ao redor de pessoa determinada, assume a função de extintor do comentário infeliz, porque a transmissão de conhecimento desse naipe não tem qualquer significação construtiva.

Diante de um amigo, que se queixa desse ou daquele parente, não comuniques ao parente acusado o desabafo havido, porque apenas agravarias uma guerra familiar que adia indefinidamente a comunhão daqueles que nascem nos mesmos laços de consanguinidade para o aprendizado da união fraternal.

Não dramatizes os próprios problemas, para não difundir impressões exageradas de temas negativos, capazes de prejudicar a muita gente.

Abstém-te de vaticinar calamidades que provavelmente jamais aconteçam.

Protege-te contra o veneno dos boatos, aprendendo a ouvi-los e esquecê-los.

Se tiveres algum pressentimento ou algum sonho, vislumbrando ocorrências infelizes, silencia e ora pela paz dos que estejam incluídos em tuas impressões, porque a Espiritualidade Maior te permite esses informes imprecisos para que ajudes a atenuar o mal ou extingui-lo e não para que lhe favoreças a expansão.

Recorda: em muitos lances difíceis da vida, a serenidade dos outros depende exclusivamente de nós.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Emmanuel - Livro Alvorada do Reino - Chico Xavier - Cap. 2 - No campo do destino



Emmanuel - Livro Alvorada do Reino - Chico Xavier - Cap. 2


No campo do destino


No tempo infinito, o “hoje” é o reflexo do nosso “ontem”, tanto quanto o “amanhã” será, como é justo, a projeção do nosso “hoje”.

Eis porque a estreita existência do Espírito, no Círculo da vida física, antes de tudo, vale por bendita oportunidade à renovação de si mesmo.

A reencarnação, por isso, não será tão somente resgate de transgressões, mas ensejo de modificação das causas que criam o destino, com vistas à futura alegria da consciência redimida ao sol da imortalidade.

Todavia, para que o homem se valha de semelhante recurso na construção do porvir, é indispensável transforme a antiga conceituação que lhe rege os passos evolutivos, aceitando a responsabilidade de viver, segundo as Leis Divinas, que é o Infinito Bem por toda parte, convertendo a trilha que lhe é própria em estrada de amor para os que o cercam, de vez que estabelecendo a harmonia e a segurança, a paz e o reconforto para os outros, será fatalmente investido na posse da verdadeira felicidade.

Recebe, cada dia, por flama de luz que podes aproveitar no engrandecimento da vida que te rodeia.

Para isso, porém, recolhe os talentos da provação, do trabalho e da dor, à maneira da pedra que encontra no martelo e no buril, que lhe dilaceram a forma, os instrumentos capazes de conduzi-la à condição da obra-prima que pode ser.

Auxilia sem esperar que te auxiliem, ama sem exigir que te amem, compreende sem aguardar a compreensão alheia, justifica o próximo sem a preocupação de seres justiçado, serve sem recompensa e, pouco a pouco, experimentarás em ti mesmo a grande transformação.

É que terás sublimado as causas de teu caminho e expulsando as sombras que te prendem às teias da vida humana, estarás refletindo, sem perceber, desde a Terra, o esplendor do Céu.


Emmanuel












André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 6 - Respostas no caminho



André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 6


Respostas no caminho


Trazendo a sua consciência tranquila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranquila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.  

Auxilie aos outros sem afligir-se demasiado com os problemas que apresentem, porque eles mesmos desejam solucioná-los por si próprios.

Não se fixe tão fortemente nos aspectos exteriores dos acontecimentos e sim coloque a sua visão interna nos fatos em curso, a fim de que a compreensão lhe clareie os raciocínios.

Dedique-se ao seu trabalho com todos os recursos disponíveis, reconhecendo que se houver alguma necessidade de modificação em suas atividades, a sua própria tarefa lhe fará sentir isso sem palavras.

Se você experimentou algum fracasso na execução dos seus ideais, não culpe disso senão a você mesmo, refletindo na melhor maneira de efetuar o reajuste.

Se você realizar corretamente o seu trabalho, os seus clientes ou beneficiários virão de longe procurar o valor de sua experiência e de seu concurso.

Em qualquer indecisão, valorize os pareceres dos amigos que lhe falem do assunto, mas conserve a convicção de que a decisão será sempre de você mesmo.

Uma atitude de simpatia para com o próximo é sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.

Mesmo nas horas mais aflitivas procure agir com serenidade e discernimento, porque de tudo quanto fizermos colheremos sempre.

A desculpa ante as faltas de que você tenha sido vítima, invariavelmente, é ação em seu próprio favor.

Quando provações e dificuldades lhe pareçam aumentadas, guarde paciência e otimismo, trabalhando e servindo, na certeza de que Deus faz sempre o melhor.


André Luiz











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 2ª Parte - I Vida - Experiência - Questão 135



Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 2ª Parte - I Vida


Experiência


135. — Se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal?

— O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina.

Eis o mal.

Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime.

Eis o resgate.

Vede, pois, que o mal, essencialmente considerado, não pode existir para Deus, em virtude de representar um desvio do homem, sendo zero na sabedoria e na providência divinas.

O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. Mas, como Jesus e os seus prepostos são seus cooperadores divinos, e eles próprios instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas, focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas, a fim de que a Humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus.


Emmanuel





ÁUDIO: 


Áudio Livro Espírita O Consolador - Chico Xavier (Part 1 & 2)
Ana Paola







Obra repleta de ensinamentos espíritas, O Consolador reúne rico material para referência e meditação, um curso completo oferecido pelo Espírito Emmanuel, com sábios esclarecimentos acerca de assuntos que nos levam a compreender o Espiritismo como o Consolador Prometido por Jesus.




Emmanuel - Livro Alvorada do Reino - Chico Xavier - Cap. 11 - Exaltemos a vida



Emmanuel - Livro Alvorada do Reino - Chico Xavier - Cap. 11


Exaltemos a vida 


Não matarás — determina a Lei. 

Não basta, porém, te prives de furtar o corpo aos semelhantes.

Aprendamos a cultivar a vida, engrandecendo-a, aqui e além, hoje e sempre.

Não mates o tempo com o veneno da inutilidade, porque pela sombra das horas que aniquilas em vão, serás visitado pelas trevas tentadoras da maldade e do crime, compelindo-te talvez, a investir muitos séculos do futuro em pesados compromissos.

Não aniquiles a confiança do próximo com a lâmina da aspereza ou da ingratidão, de vez que pela dor do vizinho que menosprezas, podes ser constrangido a inquietantes padecimentos de reajuste.

Não apagues o entusiasmo de teu irmão nas boas obras, nas quais nas sentimos atraídos pelo ideal superior, porquanto, o fel de teu pessimismo pode induzi-lo ao desânimo, estabelecendo aflitivos débitos em teu própria desfavor.

Não extingas a fé que brilha no coração dos companheiros, manejando a lança do desapontamento ou da incompreensão, porque o frio em que envolveres a tarefa dos outros, será, mais tarde, neve de angústia e desencanto ao redor de teus passos.

Não extermines a luz, a alegria, a paz, a esperança, o trabalho ou o otimismo dos que marcham contigo, lado a lado, na mesma senda de luta, na convicção de que a morte por tuas mãos será sempre morte a ti mesmo.

Entronizemos a vida em nossa alma e adubemo-la com a nossa boa vontade na extensão do progresso e do serviço, da harmonia e do amor, e, ainda mesmo a pretexto de legítima defesa, abstenhamo-nos do mal, recordando, com o Divino Mestre que a cruz do supremo sacrifício será sempre brilhante ressurreição.


Emmanuel