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segunda-feira, 9 de março de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 166 - Respostas do Alto




Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 166


Respostas do Alto


“E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?” — JESUS. (Lucas, 11:11)


Nos círculos da fé, encontramos diversos corações extenuados e desiludidos. Referem-se à oração, à maneira de doentes desenganados quanto à eficácia do remédio, alegando que não recebem respostas do Alto.

Entretanto, a meditação mais profunda lhes conferiria mais elevada noção dos Divinos Desígnios, entendendo, enfim, que o Senhor jamais oferece pedras ao filho que pede pão.

Nem sempre é possível compreender, de pronto, a resposta celeste em nosso caminho de luta, no entanto, nunca é demais refletir para perceber com sabedoria.

Em muitas ocasiões, a contrariedade amarga é aviso benéfico e a doença é recurso de salvação.

Não poucas vezes, as flores da compaixão do Cristo visitam a criatura em forma de espinhos e, em muitas circunstâncias da experiência terrestre, as bênçãos da medicina celestial se transformam temporariamente em feridas santificantes.

Em muitas fases da luta, o Senhor decreta a cassação de tempo ao círculo do servidor, para que ele não encha os dias com a repetição de graves delitos e, não raro, dá-lhe fealdade ao corpo físico para que sua alma se ilumine e progrida.

Se a paternidade terrena, imperfeita e deficiente, vela em favor dos filhos, que dizer da Paternidade de Deus, que sustenta o Universo ao preço de inesgotável amor?

O Todo-Compassivo nunca atira pedras às mãos súplices que lhe rogam auxílio.

Se te demoras, pois, no seio das inibições provisórias, permanece convicto de que todos os impedimentos e dores te foram concedidos por respostas do Alto aos teus pedidos de socorro, amparo e lição, com vistas à vida eterna.


Emmanuel











segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Meimei - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 8 - Respostas do Alto



Meimei - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 8


Respostas do Alto


Existiu um homem que ansiava de tal modo encontrar o Cristo de Deus que foi amplamente observado por Ele, passando a ser acompanhado por vários Mensageiros da Vida Maior com especial atenção.

No afã de integrar-se no trabalho do Excelso Amigo, esmerou-se o devoto nas petições.

Queria viver com Jesus, entregar-se a Jesus e interpretar Jesus… E propunha-se a obter tudo isso com urgência.

Alvoroçado, notou que começava para ele longa série de surpresas.

Pediu saúde, a fim de agir com intensidade, mas a vida lhe trouxe a doença.

Rogou um corpo belo e atraente, no entanto, num momento difícil, foi prejudicado no rosto, apresentando-se, desse modo, com a face deformada.

Solicitou dinheiro farto, entretanto, unicamente conseguiu o trabalho sacrificial que lhe garantia a aquisição do extremamente necessário.

Quis formar um grupo de companheiros que lhe partilhassem as atividades na lavoura do bem, contudo não apareceu ninguém que se dispusesse a segui-lo, obrigando-se, por isso, a sair sozinho para atender às súplicas de pessoas infelizes que lhe rogavam o benefício da prece.

Insistiu, através de repetidas orações, para que o Céu lhe concedesse um clima de paz que lhe facilitasse a execução de encargos determinados, mas viveu cercado de perseguições e conflitos, perturbações e sarcasmos que lhe flagelavam a existência.

De corpo envelhecido, certo dia, viu a morte chegando, de manso, apagando-lhe as pupilas.

Ele despertou do grande sono de que se via objeto e viu Jesus que o esperava.

O companheiro se desconcertou e falou, agitado:

— Senhor, desejei tanto servir-te, mas tudo em meu caminho terrestre me foi contra. Qual teria sido, Senhor, a potestade das trevas que me atormentou a vida inteira?

O Celeste Benfeitor, entretanto, esclareceu, com serenidade:

— Fui eu mesmo quem te enviou a doença e a deformidade física, a pobreza e a solidão…

— E por quê? — Suspirou o devoto recém-desencarnado.

Jesus, porém, respondeu com sabedoria:

— Disseste tantas vezes que me desejavas a presença e a intimidade, a fim de trabalharmos juntos que, sem os auxiliares aos quais te confiei, não conseguirias caminhar com segurança, para doar-me a felicidade de conviver comigo.


Meimei