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terça-feira, 4 de março de 2025

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Consciência e Evolução




Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco


Consciência e Evolução


O despertar da consciência faculta a responsabilidade a respeito dos atos, face ao desabrochar dos códigos divinos que jazem em germe no ser.

Criado simples e ignorante, o espírito tem como fatalidade a perfeição que lhe está destinada. Alcançá-la com rapidez ou demorar-se por consegui-la, depende da sua vontade, do seu livre-arbítrio.

Passando pela fieira da ignorância, adquiriu experiências mediante as quais pode discernir entre o que deve e o que lhe não é lícito realizar, optando pelas ações que lhe proporcionem ventura, bem-estar, sem os efeitos perniciosos, aqueles que se tornam desgastantes, afligentes.

Desse modo, torna-se responsável pelo seu destino, que está a construir, modificar, por meio das decisões e atitudes que se permita.

O bem é-lhe o fanal, e este se constitui de tudo aquilo que é conforme as leis de Deus, que são naturais, vigentes em toda parte.

A herança da ignorância primitiva prende-o no mal, que é contrário à lei de progresso, não, porém, retendo-o indefinidamente e impossibilitando-o de ser feliz.

Cumpre-lhe , portanto envidar esforços e romper os elos com a retaguarda, avançando nas experiências iluminativas, a principio com dificuldade, face à viciação instalada, para depois acelerar os mecanismos de desenvolvimento, por força mesmo do prazer e alegria fruídos.

Lentamente, em razão da própria consciência , descobre os tesouros preciosos que lhe estão à disposição e dos quais pode utilizar-se com infinitos benefícios.

Saúde e doença , paz e conflito, alegria e tristeza podem ser elegidos através do discernimento que guia as ações. Sem essa claridade, os estados negativos tornam-se-lhe habituais e, mesmo quando estabelecidos, podem alterar-se através do empenho empregado para vence-los.

Nunca te entregues à desesperança, ao abandono. Não és uma pedra solta, no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Tens uma meta, que te aguarda e que alcançarás.

Penetra-te , mediante a reflexão, e descobre as tuas incalculáveis possibilidades de realização.

Afirma-te o bem , a fim que o seu germe em ti fecunde e cresça. Serás o que penses e planejes, pois que da tua mente e do sentimento procedem os valores que são cultivados.

O teu estado natural é saúde. As enfermidades são os acidentes de trânsito das ações negativas, propiciando-te reabilitação. È indispensável manteres atenção e cuidado na conduta do veículo carnal. Assim, pensa no bem-estar, anela-o, estimulando-o com realizações corretas.

A tua constituição é harmônica. Os desequilíbrios são ocorrências, na corrente elétrica do teu sistema nervoso, por distorção de carga que as sensações cultivadas proporcionam. Mantém os interruptores da vigilância ligados, a fim de que impeçam as altas voltagens que os produzem.

Em tua origem és luz avançando para a grande luz. Só há sombras porque ainda não te dispuseste a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no teu interior. Faze claridade, iniciando com a chispa da boa vontade e deixando-a crescer até alcançar toda a potência de que dispõe.

O amor é o teu caminho, porque procede de Deus, que te criou. Desse modo verticaliza as tuas aspirações e agiganta os teus sentimentos na direção da causalidade primeira.

Tudo podes, se quiseres.

Tudo lograrás se te dispuseres.

Buscando penetrar na ordem das divinas leis que propiciam o entendimento da vida, Allan Kardec interrogou as venerandas entidades, conforme registrou na questão 117 de O Livro dos Espíritos:

Depende dos espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição ?

"Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido conforme o desejo que têm de alcança-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?" 


Joanna de Ângelis













segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 20 - Consciência e Plenitude



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 20


Consciência e Plenitude


A busca da plenitude constitui a meta essencial da consciência lúcida que descobriu os valores reais da vida e superou os equívocos do ego, no processo da evolução do ser espiritual.

Conscientizado quanto à realidade da vida, na sua qualidade de hálito divino e eterno, sabe que a rapidez do trânsito carnal em nada afeta o conteúdo de que se constitui, porquanto identifica o mecanismo da evolução graças ao qual se adentra na existência física, através da concepção fetal e abandona-a por meio da anóxia cerebral, quando lhe advém a morte.

Felicitado pela perfeita identificação dos objetivos humanos, empenha-se por entesourar os recursos inalienáveis do bem, preservando a paz íntima e comportando-se dentro dos cânones da ordem e do dever, fomentadores do próprio, como do progresso geral.

A consciência seleciona as necessidades reais das que são utópicas, abrindo espaços à realização interior que induz ao amor como meio especial de alcançar a plenitude.

Sonhada por todos os povos, nas mais variadas épocas da História, foi assinalada por santos, místicos e heróis, como Nirvana, Samadi, Paraíso, glória, encontrando em Jesus a denominação amena de Reino dos Céus, onde não vicejam as dores nem as angústias, as saudades nem as aflições. 

Delimitando-lhe as balizas no próprio coração da criatura, o Mestre Divino propôs o mergulho no oceano dos sentimentos, onde pode sobrenadar, fruindo de harmonia, sem ansiedade, nem arrependimento, sem perturbação ou tormento...

Conquistada a consciência que propicia amadurecimento, o ser alcança o estado de plenitude espiritual, não obstante se encontre no invólucro carnal.

Não temas a morte, nem receies a vida.

Vive de tal forma que ante a desencarnação te encontres em paz, atravessando o fenômeno biológico com a naturalidade de quem adormece com a certeza inconsciente do despertar.

Nenhuma expectativa, inquietação alguma. 

Prepara-te para te transferires da faixa orgânica para a espiritual com segura tranquilidade. Enquanto estejas na vida corporal, exercita-te na fraternidade, não te deixando perturbar por querelas e paixões dissolventes.

Cuida de viver, com intensidade e sem cansaço, as horas da existência, deixando-as passar com real aproveitamento, de modo que a recordação delas não te cause remorso ou lamentação.

Às vezes, breves minutos no corpo são definidores de futuro auspicioso, face à claridade de consciência para identificar os erros praticados e assinalar realizações plenificadoras. 

Os momentos de consciência profunda, objetiva, proporcionam a memória da plenitude, passo inicial para a integração no espírito total da vida.

Jesus assinalou esta conquista ao afirmar: "Eu e meu Pai somos um."

Havia uma perfeita identificação entre Ele e o Gerador Universal, acenando aos Seus discípulos a possibilidade de consciência integral com plenitude pessoal.

Interessado na elucidação da plenitude , ALLAN KARDEC indagou aos Gênios Espirituais, conforme anotou em O Livro dos Espíritos, na questão 967:

- Em que consiste a felicidade dos bons espíritos?

- Em conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da Vida material. São felizes pelo bem que fazem... 


Joanna de Ângelis












quarta-feira, 24 de abril de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 25 - Consciência e Responsabilidade



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 25


Consciência e Responsabilidade 


A responsabilidade é manifestação evidente da aquisição de consciência.  

O ato de pensar, nem sempre faculta a visão correta, necessária à responsabilidade. Esta se alicerça no discernimento dos objetivos da existência terrestre, propelindo o ser às ações enobrecedoras em clima de dignificação.  

A responsabilidade faculta o direcionamento dos deveres, elegendo aqueles que são essenciais, em detrimento dos que aparentam benefícios e não passam de suporte para mascarar a ilusão e o gozo.  

A criatura responsável discerne o que realizar e como executá-lo.  

A tendência para o bem é inata no ser humano, face à sua procedência divina. O entorpecimento carnal, às vezes, bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.  

A pessoa lúcida, como conseqüência, age com prudência, confiando nos resultados que advirão, sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.  

A inconsciência em que estagiam muitas criaturas respondem pela agressividade e ignorância que nelas predominam.  

A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar pelas cumeadas da evolução que passa a buscar, com acendrado devotamento.  

A consciência da responsabilidade te conduzirá:

-a nunca maldizeres o charco, e sim, a drená-lo.

-a não cultivares problemas, antes, a soluciona-los.

-a não ergueres barreiras que dificultem o progresso, porém, a te tornares ponte que facilite o trânsito.

-a não aguardares o êxito antes do trabalho, pois que, o primeiro somente precede ao último na ordem alfabética dos dicionários.

-a não olhares para baixo, emocionalmente, onde repousam o pó e a lama, entretanto, a fitares o alto onde fulguram os astros. 

-a não desistires da luta, perdendo a batalha não travada, todavia, perseverando até o fim, pois que a esperança é a luz que brilha á frente, apontando a trilha da vitória. 

-a não falares mal do próximo, considerando as tuas próprias deficiências, ao invés disso, brindar-lhe palavras de estímulo. 

-a não te perturbares ante as incompreensões, porém a te sentires vivo, e portanto, vulnerável aos fenômenos do trânsito humano. 

-a nunca pretenderes a paz sem os requisitos para cultuá-la no íntimo, não obstante, a irradiares a alegria do bem, que fomenta a harmonia.  

A responsabilidade não favorece a autopiedade nem a presunção, a debilidade moral, nem a violência, a volúpia dos desejos vis, nem os gozos entorpecedores.  

É criativa e enriquecedora, porque sabe encontrar-se em processo de elevação e de crescimento.  

Louis Pasteur, combatido pelos acadêmicos do seu tempo, com responsabilidade, prosseguiu até culminar na descoberta dos micróbios, da profilaxia da raiva, do carbúnculo, e em geral de todas as doenças contagiosas...  

Kepler, perseguido, mas, consciente dos mapas celestes, insistiu até apresentar uma admirável teoria do planeta Marte e formular outras leis que passaram a honrar-lhe o nome.  

Hansen, com responsabilidade, aprofundou a sonda da pesquisa, até isolar o bacilo da lepra e salvar milhões de vidas.  

Copérnico, anatematizado, com responsabilidade, demonstrou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmos, e o sistema heliocêntrico, pagando com alto preço a audácia da consciência.  

O casal Curie, responsável, entregou-se às experiências fatigantes, que abriram novos horizontes para o conhecimento de materiais radiativos.  

A responsabilidade é degrau de elevação da consciência, que plenifica o homem e a mulher em todas as situações.  

Diante desta realidade, ALLAN KARDEC indagou aos Benfeitores Espirituais, conforme se lê em O Livro dos Espíritos, na questão de número 780:  

- O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual? - Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente. Dependendo, certamente, da consciência de responsabilidade.   

Joanna de Ângelis















Fonte: Momentos de Consciência-pdf

domingo, 29 de janeiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 27 - Consciência e integridade



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 27


Consciência e integridade


A criatura que busca a integridade, o estado de equilíbrio moral em toda sua amplitude, já adquiriu a consciência de si mesma, havendo logrado o amadurecimento psicológico resultante da observância correta das Leis da Vida.

A vida é as sucessivas etapas do processo evolutivo graças às quais o espírito avança, de experiência em experiência, modelando o anjo que lhe dorme em latência, manifestação do psiquismo divino, sua origem, sua causalidade...

Todo desenvolvimento rompe amarras, facultando libertação e, às vezes, gerando dor.

Buscando fugir às dores, normalmente engendra mecanismos de transferência de que se utiliza para o prazer, passando a depender deste, assim programando os inevitáveis futuros sofrimentos.

Somente a consciência dos objetivos da vida, em seu conjunto, favorece a visão correta para uma conduta existencial preparadora da etapa para a futura reencarnação.

Decorrem disso os fenômenos que se apresentam na área do comportamento e, com eles, as tendências, inclinações, aspirações, temperamento...

A integridade resulta da disciplina das tendências negativas, das aspirações superficiais a favor dos valores de expressão profunda e da plena consciência de objetivo e significado existencial.

Se desejas possuir a integridade da criatura de bem, treina os pequenos deveres, as realizações de significado modesto.

É muito fácil tornar-se gigante nas grandes e expressivas realizações.

Os verdadeiros triunfadores, no entanto, agigantam-se nas pequenas coisas, enobrecendo-se nos labores de significado inexpressivo, sem os quais ruem as grandiosas construções e tornam-se prejudicados e impraticáveis os complexos projetos....

Apaga-se , esse trabalhador , nas situações de alta projeção, toma a responsabilidade nos serviços das horas sem aparente significação.

Não é notado quando presente , pois que todos se acostumaram ao seu equilíbrio, à harmonia do conjunto , no qual labora, no entanto , quando não se encontra, todos lhe notam a ausência e compreendem-lhe o valor.

O homem integro é fiel ao dever e nunca deserta. Ele em consciência da sua utilidade, que constrói e , por conseqüência , é responsável, discreto e operoso.

Quando se buscam sensações novas de agradar o ego , ainda não se adquiriu a consciência da integridade.

Difícil p triunfo do ser humano sobre si mesmo, porquanto essa conquista se deriva da vivência do bem e da ordem, após o tirocínio da consciência lúcida. 

Allan Kardec , com extraordinária capacidade de discernimento, trabalhou a própria consciência , aplicando-se as lições recebidas dos espíritos no comportamento e , estabelecendo as linhas básicas da integridade, definiu-as no homem de bem, como sendo o portador das excelentes qualidades do coração , da mente e do caráter, tomando como símbolo a figura de Jesus, conforme a questão 625 , de O Livros dos Espíritos :

Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para servir de guia e modelo ?

Jesus. - Responderam os Sábios Instrutores do Mundo Maior, deixando-nos o exemplo máximo de consciência e integridade. 


Joanna de Ângelis











sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 25 - Consciência e Responsabilidade



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Pág. 25


Consciência e Responsabilidade 


A responsabilidade é manifestação evidente da aquisição de consciência.  

O ato de pensar, nem sempre faculta a visão correta, necessária à responsabilidade. Esta se alicerça no discernimento dos objetivos da existência terrestre, propelindo o ser às ações enobrecedoras em clima de dignificação.  

A responsabilidade faculta o direcionamento dos deveres, elegendo aqueles que são essenciais, em detrimento dos que aparentam benefícios e não passam de suporte para mascarar a ilusão e o gozo.  

A criatura responsável discerne o que realizar e como executá-lo.  

A tendência para o bem é inata no ser humano, face à sua procedência divina. O entorpecimento carnal, às vezes, bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.  

A pessoa lúcida, como conseqüência, age com prudência, confiando nos resultados que advirão, sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.  

A inconsciência em que estagiam muitas criaturas respondem pela agressividade e ignorância que nelas predominam.  

A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar pelas cumeadas da evolução que passa a buscar, com acendrado devotamento.  

A consciência da responsabilidade te conduzirá:

-a nunca maldizeres o charco, e sim, a drená-lo.

-a não cultivares problemas, antes, a soluciona-los.

-a não ergueres barreiras que dificultem o progresso, porém, a te tornares ponte que facilite o trânsito.

-a não aguardares o êxito antes do trabalho, pois que, o primeiro somente precede ao último na ordem alfabética dos dicionários.

-a não olhares para baixo, emocionalmente, onde repousam o pó e a lama, entretanto, a fitares o alto onde fulguram os astros. 

-a não desistires da luta, perdendo a batalha não travada, todavia, perseverando até o fim, pois que a esperança é a luz que brilha á frente, apontando a trilha da vitória. 

-a não falares mal do próximo, considerando as tuas próprias deficiências, ao invés disso, brindar-lhe palavras de estímulo. 

-a não te perturbares ante as incompreensões, porém a te sentires vivo, e portanto, vulnerável aos fenômenos do trânsito humano. 

-a nunca pretenderes a paz sem os requisitos para cultuá-la no íntimo, não obstante, a irradiares a alegria do bem, que fomenta a harmonia.  

A responsabilidade não favorece a autopiedade nem a presunção, a debilidade moral, nem a violência, a volúpia dos desejos vis, nem os gozos entorpecedores.  

É criativa e enriquecedora, porque sabe encontrar-se em processo de elevação e de crescimento.  

Louis Pasteur, combatido pelos acadêmicos do seu tempo, com responsabilidade, prosseguiu até culminar na descoberta dos micróbios, da profilaxia da raiva, do carbúnculo, e em geral de todas as doenças contagiosas...  

Kepler, perseguido, mas, consciente dos mapas celestes, insistiu até apresentar uma admirável teoria do planeta Marte e formular outras leis que passaram a honrar-lhe o nome.  

Hansen, com responsabilidade, aprofundou a sonda da pesquisa, até isolar o bacilo da lepra e salvar milhões de vidas.  

Copérnico, anatematizado, com responsabilidade, demonstrou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmos, e o sistema heliocêntrico, pagando com alto preço a audácia da consciência.  

O casal Curie, responsável, entregou-se às experiências fatigantes, que abriram novos horizontes para o conhecimento de materiais radiativos.  

A responsabilidade é degrau de elevação da consciência, que plenifica o homem e a mulher em todas as situações.  

Diante desta realidade, ALLAN KARDEC indagou aos Benfeitores Espirituais, conforme se lê em O Livro dos Espíritos, na questão de número 780:  

- O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual? - Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente. Dependendo, certamente, da consciência de responsabilidade.   

Joanna de Ângelis











Fonte: Momentos de Consciência-pdf

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Reencarnação e Consciência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco


Reencarnação e Consciência


A conquista lúcida da consciência abre espaços para o entendimento das leis que regem a vida, facultando o progresso do ser, que se entrega à tarefa de educação pessoal e, por consequência, da sociedade na qual se encontra situado.

Não ais lhe atendem as aspirações os conceitos utópicos e as afirmações pueris destituídas de razão, com os quais no passado se anestesiava o discernimento dos indivíduos e das massas.

Com ela a ideia de Deus e da sua justiça evolui, arrancando-o do antropomorfismo a que esteve algemado pela ignorância, para uma realidade mais consentânea com a própria grandeza.

Os velhos tabus, como efeito, cedem lugar aos fatos que podem ser considerados e examinados pela investigação, produzindo amplas percepções de conteúdos que enriquecem a compreensão.

O crescimento interior elucida a justiça, que já não se aferra aos limites das paixões humanas que a padronizaram conforme os próprios interesses, agraciando uns e punindo outros, em lamentável aberração ética e de equanimidade discutível, senão absurda.

A consciência conquistada favorece a penetração nas causas da vida mediante os processos de intuição, de dedução, e de análise decorrente da experiência vívida dos fatores que constituem o Universo.

Engrandecem-se o homem e a mulher que se despojam do temor ou da incredulidade, do beatismo ou da negação, assumindo uma postura digna, portanto coerente com seu estado da evolução.

Somente a consciência favorece a perfeita identificação com a realidade das vidas sucessivas, concepção-lei única a corresponder à grandeza da vida.

Sem a consciência, a inteligência lógica e crê, mas não se submete; a emoção aceita, porém, receia os impositivos do estatuto da evolução, no qual está o mecanismo reencarnacionista.

A consciência abre as comportas da inteligência e do sentimento para a natural aceitação das experiências sucessivas e inevitáveis, que promovem a criatura.

A reencarnação é instrumento do progresso do ser espiritual.

Ora ele expia, quando são graves os seus delitos, submetendo-se às aflições que constituem disciplinas educativas mediante as quais se fixam nos painéis profundos da consciência os deveres a cumprir.

Noutras vezes são provações que enrijecem as fibras morais responsáveis pela ação dignificadora.

Longe de ser uma punição, a dádiva do renascimento corporal é bênção do amor, auxiliando o espírito a desenvolver os recursos que lhe jazem latentes, qual terra arroteada e adubada em condições de transformar a semente diminuta no vegetal exuberante que nela dorme.

Diante dessa realidade, amplia a tua consciência pela meditação e age com segurança ética, entregando-te ao compromisso de iluminação desde agora.

Nunca postergues os deveres a pretexto de que terás futuras oportunidades.

A tua consciência dirá que hoje e aqui estão o momento e o lugar para a construção do teu ser espiritual, que se deve elevar, libertando-te dos atavismos primitivos e das paixões perturbadoras.

A consciência da reencarnação impulsionar-te-á ao progresso através do amor e do bem sem alternativas de fracasso, porque a luz da felicidade brilhando à frente será o estimulo para que alcances a meta.

Sem a reencarnação a vida inteligente retornaria, ao caos, e a lógica do progresso ficaria reduzida à estupidez, à ignorância.

A consciência da reencarnação explica Sócrates e o homem bárbaro do seu tempo, Gandhi e o selvagem da atualidade, a civilização e o primitivismo nesta mesma época.

Lentamente o ser avança, e, de etapa em etapa adquire experiência, conhecimento, sentimento, sabedoria, consciência.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 170, encontramos o seguinte diálogo: O que fica sendo o espírito depois da sua última reencarnação ?

“Espírito bem-aventurado; Espírito puro.”

Para esse desiderato final, a consciência das reencarnações é indispensável.


Joanna de Ângelis













domingo, 18 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 9 - Carma e consciência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 9


Carma e consciência


O carma é efeito das ações praticadas nas deferentes etapas da existência atual como da pregressa.

Fruto da árvore plantada e cultivada, tem o sabor da espécie que tipifica o vegetal.

Quando os atos são positivos, os seus resultados caracterizam-se pela excelência da qualidade, favorecendo o ser com momentos felizes, afetividade, lucidez, progresso e novos ensejos de crescimento moral, espiritual, intelectual e humano, promovendo a sociedade, na qual se encontra.

Quando atua com insensatez, vulgaridade, perversão, rebeldia, odiosidade, recolhe padecimentos ultrizes, que propiciam provas e expiações reparadoras de complexos mecanismos de aflições, que respondem como necessidade iluminativa.

O carma está sempre em processo de alteração, conforme o comportamento da criatura.

A desdita que se alonga, o cárcere moral que desarvora, a enfermidade rigorosa que alucina, a limitação que perturba, a solidão que asfixia, o desar que amargura, podem alterar-se favoravelmente, se aquele que os experimenta resolve mudar as atitudes, aprimorando-as e desdobrando-as em prol bem geral, no que resulta em bem próprio.

Não existe nas soberanas Leis da Vida fatalidade para o mal.

O que ao ser acontece, é resultado do que ele fez de si mesmo e nunca do que Deus lhe faz, como apraz aos pessimistas, aos derrotistas e cômodos afirmar.

Refazes, pois, a tua vida, a todo momento, para melhor, mediante os teus atos saudáveis.

Constrói e elabora novos carmas, liberando-te dos penosos que te pesam na economia moral.

A consciência não é inteligência no sentido mental, mas, a capacidade de estabelecer parâmetros para entender o bem e o mal, optando pelo primeiro e seguindo a diretriz do equilíbrio, das possibilidades latentes, desenvolvendo os recursos atuais em favor do seu vir a ser.

Essas possibilidades que se encontram adormecidas, são a presença a de Deus em todos, aguardando o momento de desabrochar e crescer.

A consciência, nos seus variados níveis, consubstancia a programação das ocorrências futuras, através das quais conquista os patamares da evolução.

Enquanto adormecida, a consciência funciona pôr automatismo que se ampliam do instinto à conquista da razão, Quando a lucidez faculta o discernimento, mais se favorecem os valores divinos que se manifestam, aumentando a capacidade de amar e servir.

O carma, que se deriva da conduta consciente, tem a qualidade do nível de percepção que a tipifica.

Amplia, desse modo, os tesouros da tua consciência, e o teu carma se aureolará de luz e paz, que te ensejarão plenitude.

Enquanto na ignorância, Maria de Magdala, com a consciência adormecida, vivia em promiscuidade moral.

Ao defrontar Jesus, despertou, alterando o comportamento de tal forma, que elaborou o abençoado carma de ser a primeira pessoa a vê-lo ressuscitado.

Judas 1scariotes, consciente da missão do Mestre, intoxicou-se pelos vapores da ambição descabida, e, despertando depois, ao enforcar-se estabeleceu o lúgubre carma de reencarnações infelizes para reparar os erros tenebrosos e recuperar-se.

O carma e a consciência seguem juntos, o primeiro como decorrência do outro.

ALLAN KARDEC, em O Livro dos Espíritos, na questão de número 132, interrogou:
—Qual o objetivo da encarnação dos espíritos ?

E os Mensageiros responderam:

—Deus lhes impõe a encarnação com o fim de faze-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. (...)



Joanna de Ângelis















segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Consciência e Hábitos



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 12


Consciência e Hábitos


São João da Cruz afirmava que "Deus é encontrado nas trevas" do ser humano.

Ínsito na criatura, permanece no seu lado escuro, aquele “Eu” profundo da sua realidade ainda por detectar.

Enquanto essa área de sombras não seja clareada pala razão, a ignorância predomina e os instintos governam, mesmo que o raciocínio pareça comandar-lhe os hábitos e as ações. O tentame deve ser continuamente exercitado em todos os períodos da existência terrestre, porquanto as experiências realizadas elevam-no a patamares mais significativos, abrindo-lhe possibilidades mais amplas de autopenetração.

As raízes do ser são divinas, constituindo-lhe o corpo um instrumento ou solo fértil para a fecundação, o desabrochar dos tesouros latentes.

Naturalmente pesam-lhe sobre os ombros na larga jornada humana os fatores endógenos, como a hereditariedade, as glândulas de secreção endócrina e outros, e exógenos, quais os contributos da educação, da sociedade, da economia, geradores de hábitos. É todavia, o espírito que, herdeiro das próprias realizações, transfere de uma para outra existência as aquisições que o promovem, retêm ou aprisionam em estados perturbadores.

Face aos hábitos do imediatismo, ocorreu, através dos tempos, nos seres humanos, uma fissura entre a consciência superficial e a profunda, desenvolvendo mais as áreas da personalidade, em detrimento daquelas que dizem respeito à individualidade.

Essa separação gerou neles o desinteresse pelas conquistas transcendentais, que lhes parecem difíceis de lograr ou se apresentam desmotivadoras, tal a preocupação com o lado concreto da vida.

Confirmando esta colocação, a ciência constatou que o hemisfério cerebral esquerdo dos seres humanos, encarregado dos reflexos no lado direito do corpo, é verbal, relativo, angular, individual, desenvolvido; enquanto o direito, que responde pelo lado esquerdo do corpo, é global, intuitivo, silencioso, seletivo, pouco utilizado, em conseqüência, sem desenvolvimento, aguardando que a mente, na sua função legítima, propicie-lhe o enriquecimento da faculdades e realizações.

A mente em si mesma, o espírito, através do cérebro, manifesta-se em duas formas diferentes: ora como razão - intuitiva, metafísica, abstrata - ora como inteligência - concreta, analista, imediata. 

O uso da razão proporciona o discernimento, que faculta a eleição dos hábitos saudáveis favoráveis à felicidade, emuladores à evolução 

A função da mente é pensar . 

O hábito de pensar amplia as possibilidades de discernir 

A mente é capaz de reconhecer pela razão os próprios erros nos quais se apóia e corrigi-los . 

A preguiça de pensar é a responsável pela limitação do discernimento, da razão. 

Adaptando-se às análises estreitas e superficiais da vida e das suas manifestações, o ser permanece em estágio inferior, malbaratando o tempo e a oportunidade. 

O empenho de manter a atenção - que observa - a concentração - que fixa - e a meditação - que completa o equilíbrio psicofísico - tornam-se a ponte de união entre a consciência superficial e o “Eu” profundo, unificando, desse modo, a ação dos dois hemisférios cerebrais que se harmonizarão e se desenvolverão em equilíbrio. 

A repetição dos atos gera hábitos e estes tornam-se memórias, que passam a funcionar automaticamente. 

Se eleges hábitos mentais de discernimento para o correto, agirás com segurança e essas memórias funcionarão automaticamente, amadurecendo-te intelectiva e afetivamente, com este comportamento oferecendo-te consciência de ti mesmo, identificação com o teu “Eu” profundo. 

O reino dos Céus está dentro de vós - acentuou Jesus com infinita sabedoria, em um tempo de grande ignorância e com um conteúdo de extraordinária atualidade. 

A psicologia profunda de hoje desvela este lado escuro da criatura, iluminado-o com a presença do espírito no corpo, qual a contribuição proposta por Viktor Frankl, na sua constatação noética, palavra derivado do termo grego nous ou espírito. 

E Allan Kardec, o missionário da Era Nova, aclarando os escuros patamares humanos da consciência adormecida, após interrogar os instrutores da humanidade, a respeito do progresso, deles recebeu a confortadora e segura resposta, conforme a questão numero 779, de “O Livro dos Espíritos”: 

– O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.


Joanna de Ângelis






VÍDEO: 

Capítulo 12 - Consciência e Hábitos 
Carmen Silveira







segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Consciência e Evolução



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco


Consciência e Evolução


O despertar da consciência faculta a responsabilidade a respeito dos atos, face ao desabrochar dos códigos divinos que jazem em germe no ser.

Criado simples e ignorante , o espírito tem como fatalidade a perfeição que lhe está destinada. Alcançá-la com rapidez ou demorar-se por consegui-la, depende da sua vontade , do seu livre-arbítrio.

Passando pela fieira da ignorância , adquiriu experiências mediante as quais pode discernir entre o que deve e o que lhe não é lícito realizar, optando pelas ações que lhe proporcionem ventura, bem-estar, sem os efeitos perniciosos, aqueles que se tornam desgastantes, afligentes.

Desse modo, torna-se responsável pelo seu destino, que está a construir, modificar, por meio das decisões e atitudes que se permita.

O bem é-lhe o fanal , e este se constitui de tudo aquilo que é conforme as leis de Deus, que são naturais, vigentes em toda parte.

A herança da ignorância primitiva prende-o no mal, que é contrário à lei de progresso, não , porém, retendo-o indefinidamente e impossibilitando-o de ser feliz.

Cumpre-lhe , portanto envidar esforços e romper os elos com a retaguarda, avançando nas experiências iluminativas, a principio com dificuldade, face à viciação instalada, para depois acelerar os mecanismos de desenvolvimento, por força mesmo do prazer e alegria fruídos.

Lentamente, em razão da própria consciência , descobre os tesouros preciosos que lhe estão à disposição e dos quais pode utilizar-se com infinitos benefícios.

Saúde e doença , paz e conflito, alegria e tristeza podem ser elegidos através do discernimento que guia as ações. Sem essa claridade, os estados negativos tornam-se-lhe habituais e , mesmo quando estabelecidos, podem alterar-se através do empenho empregado para vence-los.

Nunca te entregues à desesperança, ao abandono. Não és uma pedra solta, no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Tens uma meta, que te aguarda e que alcançarás.

Penetra-te , mediante a reflexão, e descobre as tuas incalculáveis possibilidades de realização.

Afirma-te o bem , a fim que o seu germe em ti fecunde e cresça. Serás o que penses e planejes, pois que da tua mente e do sentimento procedem os valores que são cultivados.

O teu estado natural é saúde. As enfermidades são os acidentes de trânsito das ações negativas, propiciando-te reabilitação. È indispensável manteres atenção e cuidado na conduta do veículo carnal. Assim , pensa no bem-estar, anela-o, estimulando-o com realizações corretas.

A tua constituição é harmônica. Os desequilíbrios são ocorrências, na corrente elétrica do teu sistema nervoso, por distorção de carga que as sensações cultivadas proporcionam . Mantém os interruptores da vigilância ligados, a fim de que impeçam as altas voltagens que os produzem.

Em tua origem és luz avançando para a grande luz. Só há sombras porque ainda não te dispuseste a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no teu interior. Faze claridade, iniciando com a chispa da boa vontade e deixando-a crescer até alcançar toda a potência de que dispõe.

O amor é o teu caminho, porque procede de Deus, que te criou. Desse modo verticaliza as tuas aspirações e agiganta os teus sentimentos na direção da causalidade primeira.

Tudo podes, se quiseres.

Tudo lograrás se te dispuseres.

Buscando penetrar na ordem das divinas leis que propiciam o entendimento da vida, Allan Kardec interrogou as venerandas entidades, conforme registrou na questão 117 de O Livro dos Espíritos:

Depende dos espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição ?

"Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido conforme o desejo que têm de alcança-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?" 


Joanna de Ângelis













sábado, 19 de novembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Maturidade e Consciência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Consciência - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Maturidade e Consciência


A consciência atinge a plena conquista, quando o ser amadurece no seu processo psicológico de evolução. Esse amadurecimento é o resultado de um contínuo esforço em favor do autoconhecimento e da coragem para enfrentar-se, trabalhando com esforço íntimo as limitações e os processos infantis que nele ainda predominam.

Não sabendo superar as frustrações, fixa-as no inconsciente e torna-se sua vitima, fugindo para os mecanismos da irresponsabilidade toda vez que se vê a braços com dificuldades e enfrentamentos.

A maturidade psicológica não se restringe ao período de desenvolvimento da infância, e sim, ás várias fases da vida, considerando-se que a aprendizagem e o crescimento não cessam nunca, tornando-se uma constante até o momento da individualização, no qual o espírito comanda a matéria e o mantém-se em harmonia com o físico.

Não seja de estranhar que indivíduos adultos mantenham comportamentos infantis e que jovens se apresentem com equilibrada maturidade.

Naturalmente, o espírito é o agente da vida e dele procedem os valores que são ou não considerados durante a existência corporal.

O mecanismo para o amadurecimento psicológico do ser expressa-se de maneira natural, aguardando que a vontade e o contínuo esforço, para o reconhecimento das debilidades físicas, emocionais e outras, facultem o ânimo para corrigi-las e superá-las.

As funções psíquicas, que Jung classificou em número de quatro - sensorial, sentimental, intelectual e intuitiva - devem constituir um todo harmônico, sem predominância de alguma em detrimento de outra, proporcionando o amadurecimento, portanto, a plena realização da consciência.

O amadurecimento psicológico se exterioriza quando se ama, quando se alcança esse sentimento ablativo, demonstrando a libertação da idade infantil.

Egocêntrica e ambiciosa , a criança apega-se à posse e não doa, exigindo ser protegida e jamais protegendo, amada sem saber amar, nem como expressá-lo. O seu amor é possessivo e sempre se revela no receber, no tomar.

O seu tempo é presente total.

O adulto, diferindo dela, compreende que o amor é a ciência e arte de doar, de proporcionar felicidade a outrem.

O seu tempo é o futuro, que o momento constrói etapa a etapa, à medida que lhe amadurecem a afetividade e o psiquismo.

Enquanto o amor não sente prazer em doar, experimenta o período infantil, caracterizando-se pelo ciúme, pela insegurança, pelas exigências descabidas, portanto, egocêntrico, impróprio.

Quem ama com amadurecimento, plenifica-se com a felicidade do ser amado e beneficia-se pelo prazer de amar.

Há nele uma compreensão de liberdade que alcança os patamares elevados da renúncia pessoal, em favor da ampla movimentação e alegria do ser amado.

O que hoje não consegue, semeia em esperança para o amanhã.

O idoso amadurecido realiza-se em constantes experiências de amor e vivência culturais, emocionais, sociais beneficentes, livres do passado, das reminiscências que lhe constituem prazer fruído, no entanto, sem sentido.

Como o crescimento do homem maduro não termina, a sua consciência promove-o à certeza de que, desvestido do corpo, ele prosseguirá evoluindo.

Sintetizando toda a sabedoria de que era portador, Jesus, na condição de Psicólogo Excelente, prescreveu para as criaturas humanas a necessidade de se amarem umas às outras.

Com esta lição ímpar, não somente reformulou as propostas egocêntricas da Lei Antiga, de reações cruéis, portanto, infantis, como abriu perspectivas extraordinárias para a integração da criatura com o seu Criador, o Amor Supremo.

Posteriormente, buscando propiciar o amadurecimento das criaturas, Allan Kardec indagou aos Mensageiros da Luz, na pergunta de número 893 de “O Livro dos Espíritos”:

– Qual a mais meritória de todas as virtudes?

E eles responderam: 

- Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade. Porquanto através do autoconhecimento, o ser pensante, descobre as próprias imperfeições, trabalha-as, e, levado pela necessidade gregária, sai da solidão e ama.


Joanna de Ângelis






VÍDEO:

Momentos de Consciência - Cap. 7 - Maturidade e Consciência 
Carmen Silveira



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