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domingo, 10 de maio de 2026

André Luiz - Livro Correio Fraterno - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17 - Mocidade e velhice



André Luiz - Livro Correio Fraterno - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17


Mocidade e velhice


Infância, juventude, madureza e velhice são simples fases da experiência material.

A vida é essência divina e a juvenilidade é seiva eterna do Espírito imperecível.

Mocidade da alma é condição de todas as criaturas que receberam com a existência o aprendizado sublime, em favor da iluminação de si mesmas e que acolheram no trabalho incessante do bem o melhor programa de engrandecimento e ascensão da personalidade.

A velhice, pois, como índice de senilidade improdutiva ou enfermiça, constitui, portanto, apenas um estado provisório da mente que desistiu de aprender e de progredir nos quadros de luta redentora e santificante que o mundo nos oferece.

Nesse sentido, há jovens no corpo físico que revelam avançadas características de senectude, pela ociosidade e rebeldia a que se confinam, e velhos na indumentária carnal que ressurgem sempre à maneira de moços invulneráveis, clareando as tarefas de todos pelo entusiasmo e bondade, valor e alegria com que sabem fortalecer os semelhantes na jornada para a frente.

Se a individualidade e o caráter não dependem da roupa com que o homem se apresenta na vida social, a varonilidade juvenil e o bom-ânimo não se acham escravizados à roupagem transitória.

O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do planeta, será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro.

Lembremo-nos, porém, de que a Vida é imortal, de que o Espiritismo é escola ascendente de progresso e sublimação, de que o Evangelho é a luz eterna, em torno da qual nos cabe o dever de estruturar as nossas asas de Sabedoria e de Amor e, num abraço compreensivo de verdadeira fraternidade, no círculo de esperanças, dificuldades e aspirações que nos identificam uns com os outros, continuemos trabalhando.


André Luiz









sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 26 - Mocidade e velhice



Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 26


Mocidade e velhice


Nossa reunião foi precedida por longa conversação entre os amigos que vinham de pontos diversos. O tema central era a idade física. Falava-se das criaturas que se sentem imprestáveis ainda na juventude, enquanto outras sentem-se vigorosas aos oitenta dezembros.

Por que isso? Por que existem homens desanimados aos vinte anos, quando outros se sentem ativos aos oitenta? Em que tempo se deve colocar o limite entre a mocidade e a velhice?

O assunto estava em plena agitação, quando as nossas tarefas começaram. E O Livro dos Espíritos, logo após, deu-nos para estudo a questão 680 (1), sobre os entendimentos em foco.

Ao término de nossas atividades, o nosso caro Emmanuel nos ofereceu a página intitulada Idade. É uma página simples, mas os amigos presentes solicitaram que ela faça, parte da coleção em lançamento com os seus edificantes comentários. (Chico Xavier)


IDADE


Madureza física nunca foi obstáculo para o Espírito sequioso de progresso. 

Em todos os distritos da vida a criatura é tão jovem quanto os ideais e esperanças que acalenta. E tão gasta quanto o ceticismo ou o desânimo a que se entregue.

Muitos companheiros pretendem marcar a idade da pessoa adulta pelos sinais externos que demonstre; no entanto, isso é mera convenção.

Claro que se o motorista estima o carro que o coloca no centro dos interesses que lhe digam respeito, há de zelar pela conservação dos seus implementos. 

Ocorre o mesmo com o Espírito, inquilino do corpo que se lhe transforma em instrumento de manifestação: se deseja equilíbrio e segurança, esforçar-se-á por assegurar-lhe as mais sólidas condições de trabalho.

Se a criança é habitualmente medicada a fim de se desenvolver com eficiência, por que motivo a pessoa adulta deixará de tratar-se como se faz preciso para amadurecer fisicamente com a robustez possível, de modo a sustentar-se útil até as derradeiras possibilidades do veículo de que dispõe?

Não creias em velhice unicamente porque o tempo te haja dotado com valiosas experiências.

Convence-te de que és um Espírito imortal usando um corpo perecível. 

E se vives na disciplina do trabalho, com a ginástica do pensamento reto, conservarás sempre a juventude espiritual — a que se erige, por fonte de constante renovação, melhorando o presente e construindo o futuro.


Emmanuel





(1) 680. Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?

“Deus é justo e, pois, só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” 




Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano