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domingo, 20 de dezembro de 2020

Priscilla Pereira - Livro Antenas de Luz - Mensagens familiares de Laurinho / Chico Xavier - Cap. 22 - O caminho para Cristo




Priscilla Pereira - Livro Antenas de Luz - Mensagens familiares de Laurinho / Chico Xavier - Cap. 22


O caminho para Cristo


“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos Céus é para eles.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Edição IDE, Cap. V, item 1).


“Por esta palavras: Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera aqueles que sofrem, e a resignação que faz abençoar o sofrimento como o prelúdio da cura”. Essas palavras tiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap. V, item 12, nos mostram, claramente, que o que estamos passando agora, na Terra, são dívidas adquiridas no passado. Com isso, entendemos que, se conseguirmos ultrapassar nossas dores com resignação, o sofrimento, na vida futura, irá se abrandar.

Como já dissemos, anteriormente, devemos estar agradecidos por Deus nos ter proporcionado essa maneira de diminuir nossos débitos, com as sucessivas reencarnações, pois, somente assim, conquistaremos um futuro ameno. Sabedores de que, se conseguirmos resgatar as nossas dívidas, seremos felizes, não devemos clamar quando as aflições e dores nos batem à porta. Adquirimos, com esse entendimento, calma, paz interior e confiança no poder da Bondade Divina e nada nos fará desesperar. E, por isso, em todos os momentos de nossa vida, devemos dizer: — Obrigado, meu Deus, por tudo que me tem proporcionado.

Se o sofrimento, que merecemos, abranda nossas faltas, deverá ser, com aceitação, que encontraremos o caminho para o Cristo, pois que, Ele próprio, em seu calvário de dor, nos deu o maior exemplo disso, o qual devemos imitar.

Na caminhada, por este vale de lágrimas, notaremos que nada acontece por acaso, se nos propusermos à meditação.

Seres vivos que somos, vegetais ou animais, cá estamos numa missão que nos foi confiada por um Ser Supremo, que é a Inteligência Primeira de todas as coisas.

Contemplando o firmamento, percebemos pontos cintilantes, como faróis longínquos, que, ali não estão por acaso. O mesmo acontece com a Natureza, onde, plantas com suas milhares de espécimes e cores, tamanhos e formas, a embelezam, mostrando-nos, também, que, somente uma Inteligência Superior as poderia ter criado.

É incrível a delicadeza com que se movimentam esses seres quando os tocamos, para admirá-los ou danificá-los.

Aí está a vontade de Deus!

Esses mesmos vegetais, sem nada receber das mãos dos homens, ali estão, decorando o mundo, absorvendo da própria terra o que necessitam para sobreviver e fornecendo tudo de si para que o próprio homem deles se sirvam como lhe aprouver.

Então, Deus não é tudo isso?

Não podemos deixar de lado essa benevolência que nos vem do Alto. Nós, homens, acreditamos ser inteligências máximas, quando não passamos de pobres seres em princípio educativo, neste planeta.

Raciocinando sobre o por quê de aqui estarmos, de onde viemos e para onde iremos, encontraremos, dentro das leis de Causa e Efeito e na da Reencarnação, as respostas que se nos fazem necessárias e, muito bem esclarecidas e comprovadas, científica, filosófica e religiosamente.

Quando os homens abrirem, totalmente, seu intelecto para conferir e estudar a codificação de Kardec, os esclarecimentos das grandes verdades se realizarão, não só no Brasil, como também no mundo todo.

Será, então, o caminho único e de igualdade a ser percorrido por todos, sem discriminação de credos e raças.

Vemos que nossa passagem por este planeta, nada mais é do que menos de um minuto, em comparação com a eternidade do Espírito em evolução. Aquele que pretender sua melhoria, deverá se aprofundar mais no estudo da Verdade.

Oxalá o Pai nos ajude a tentar nossa reforma íntima para que, assim, possamos ajudar nossos irmãos que ainda não concordam ou não entendem o chamamento do Cristo.

Agradecemos ao Mais Alto, por nos ter concedido essa oportunidade, em tempo hábil, de olharmos o que fomos, o que fizemos e o que somos.

Atentos aos ensinamentos do Cristo, tentemos, pelo menos, chegar às sombras de suas pegadas. Procuremos multiplicar a árvore da Fé e da Esperança, que o próprio Cristo nos deu, pois, assim, suas sombras acolherão aqueles desesperançados e sem fé para chegar até Ele.

Para cooperar com Jesus, é necessário que nossas vidas entrem em sintonia com seu Evangelho. E nessa sintonia maravilhosa, o homem de bem, que entende a caridade que nos ensinou Cristo, não precisa esperar a mão de um necessitado se estender, mas vai ao encontro dele. Porque, amanhã, poderá ser ele a entrar em provas mais difíceis que este seu irmão de hoje.


Priscilla Pereira




sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Priscilla Pereira - Livro Antenas de Luz - Mensagens familiares de Laurinho / Chico Xavier - Cap. 21 - Alô Laurinho, e agora?




Priscilla Pereira - Livro Antenas de Luz - Mensagens familiares de Laurinho / Chico Xavier - Cap. 21


Alô Laurinho, e agora?


“… Porque eu vo-lo digo em verdade: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daqui para ali, e ela se transportaria e nada vos seria impossível.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. XIX, item 1).


E, aqui, esperando por mais algumas lições, encontro-me parada há algum tempo, imaginando como poderia terminar este volume, pois estou sempre querendo colocar algo mais que possa conscientizar corações.

Mas, onde encontrar mais provas sobre tudo que Laurinho nos diz, se estou, em casa, com o pensamento na saúde que me impede de estar perto da “caixa postal” que meu filho escolheu, que são as mãos de Chico Xavier? Cá estou, sem condições de ir até Uberaba, pois que, neste ano, encontro-me às voltas com tratamentos médicos.

Por vezes, percebo que uma força qualquer tenta impedir-me de terminar esta coletânea de mensagens, mas, ao mesmo tempo, lembro-me que apostava comigo mesma, que terminaria há uns meses atrás. E de que maneira seria? Saibam que tudo que aqui está contido, foi escrito diretamente, sem muito pensar, pois que tudo é fruto colhido do fundo do coração.

Não vendo possibilidade, exclamei: “E agora, Laurinho, como vou fazer?”.

Foi incrível! A partir desse momento, tudo foi se encaixando da melhor maneira possível, até que tive a oportunidade maravilhosa e tão querida de ir até nossa “caixa postal”.

Implorei a Laurinho pelas suas comunicações, pois precisava de mais palavras, de mais ensinamentos. Pedi muito a Deus, para que me iluminasse a mente e me ajudasse nesse pequenino trabalho de boa vontade, embora tão simples e do coração. É a fé, meus irmãos! Já tive tantas provas, já recebi tanto de Deus que, pelo tamanho da minha fé, não desanimo nunca.

De fato, a fé remove montanhas e um pedido de mãe, sem dúvida alguma, é atendido.

A fé segura, sincera, verdadeira é aquela que nos impele em direção ao Alto, na compreensão de que Deus não nos desampara nunca.

Lembremo-nos de nosso Evangelho: “Não basta ver. É preciso compreender, para possuirmos a fé verdadeira.” A fé raciocinada pela qual tanto me debato, não é uma simples crença. É algo muito superior, que talvez, trazemos no renascer e, oxalá, seja um sinal de um pouquinho de evolução.

Em sentido figurado, as montanhas transportadas são as dificuldades, o nosso egoísmo, o nosso apego à matéria, mas tudo venceremos porque entendemos não só a necessidade da fé, mas, também, a necessidade da compreensão da própria fé. Graças a Deus, meus pedidos têm sido ouvidos e sinto-me muito feliz por ser atendida, apesar de toda minha imperfeição.

E a você, meu filho, só lhe peço: nunca abandone aquele que pretende melhorar-se, tentando galgar os degraus desta escola, no mister de ajudar, mesmo com pequeninas e insignificantes palavras, os nossos irmãos mais carentes da verdade.


Priscilla Pereira








terça-feira, 2 de junho de 2020

Priscilla P. S. Basile - Livro Gaveta da Esperança - Chico Xavier - Mensagens familiares de Laurinho - Cap. 2 - A viagem



Priscilla P. S. Basile - Livro Gaveta da Esperança - Chico Xavier - Mensagens familiares de Laurinho - Cap. 2


A viagem


Com a “viagem” de nosso filho querido, Laurinho, muita coisa se modificou para nós.

Hoje, não almejamos senão caminhar numa linha reta, procurando amar ao nosso próximo como a nós mesmos.

Sabemos que estamos na Terra para progredirmos, burilando e educando o nosso Espírito, cumprindo provas necessárias escolhidas por nós mesmos, porém, sustentados pela infinita bondade de Deus, que não desampara a ninguém.

Acreditamos na Lei Universal de Causa e Efeito: colhemos hoje o que semeamos ontem.

Por que nascem criaturas deformadas ou anormais? Por que uns têm de tudo, enquanto outros mendigam um pedaço de pão?

Deus, que não castiga a ninguém, em Sua infinita bondade, não permitiria esse sofrimento se nós mesmos, em outras vidas passadas, não fôssemos devedores, ou cúmplices, de algo muito grave.

Ao voltarmos à Terra para o nosso burilamento, escolhendo uma dessas condições dolorosas, estaremos resgatando aquilo que tenhamos feito, procurando nossa recuperação e progresso.

E voltaremos quantas vezes forem necessárias, até atingirmos um determinado grau de perfeição, ganhando sempre alguns pontinhos para a próxima viagem.

Aceitando as provas com coragem, substituindo a nossa dor por favores materiais e, principalmente, morais e espirituais, em benefício do nosso próximo, ficaremos mais aliviados, mais confiantes, recebendo mais amor e bênçãos do Plano Superior.

Mães queridas! irmãs na dor, aqui estou para ajudá-las a empunhar a bandeira da coragem e da fé.

Não sou nenhuma fortaleza, mas, graças a Deus e a tudo o que consegui assimilar dos maravilhosos ensinamentos da Doutrina Espírita, venci a dor, venci a barreira da morte, a qual, tenho absoluta certeza, não existe. Ela é apenas uma mudança de estado de vida, uma troca de lugares, uma viagem longa mas bem mais maravilhosa do que todas as que já tenhamos feito.

O que nos falta é a compreensão e a fé em Deus, para aceitarmos que, realmente, a morte não existe. Ficaríamos, porventura, algumas dezenas de anos aqui na Terra e, depois, tudo se acabaria?

Não, essa explicação não é lógica nem aceitável. Temos provas e mais provas de que a vida continua, de que a Verdadeira Vida é aquela que começa exatamente quando esta se extingue e o corpo físico baixa à terra.

É claro, todos temos direito à imaginação, ao raciocínio e, principalmente, à saudade, mas precisamos ter absoluta Fé em Deus que, sendo infinitamente bom, nunca irá nos desamparar.


Priscilla Pereira da Silva Basile








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano