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terça-feira, 7 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18 - Caridade-atitude



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18


Caridade-atitude


Caridade que se expresse tão somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade é também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

No templo doméstico, é compreensão e gentileza.

Em família, é cooperação desinteressada e fraterna.

Na profissão, é a honestidade.

No trabalho, é o dever bem cumprido.

Na dor, é fortaleza.

Na alegria, é temperança.

Na saúde, é a presença útil.

Na enfermidade, é a paciência.

Na abastança, é o serviço a todos.

Na pobreza, é diligência.

Na direção, é a respeitabilidade.

Na obediência, é humildade digna.

Entre amigos, é a confiança.

Entre adversários, é perdão das ofensas.

Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos.

Entre os bons, é o auxílio aos menos bons.

Na cultura, é o amparo à ignorância.

No poder, é a autoridade sem abuso.

Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento.

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da Terra, os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.


Emmanuel














quinta-feira, 9 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 7 - A busca



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 7


A busca


Portanto eu vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. — (Lucas, 11:9)

Todo desejo é rogativa endereçada às Forças Sublimes que governam a vida; e toda realização, em nosso caminho, é oração atendida por semelhantes poderes.

Toda aquisição, porém, exige pagamento e toda conquista tem o preço que lhe corresponde.

Acharás o que procuras, — disse o Senhor, — mas pagarás igualmente pelo que receberes.

Pede a beleza física e tê-la-ás realmente, todavia, as tentações de natureza inferior multiplicar-te-ão os anseios.

Roga a riqueza material e, de certo, atingir-lhe-ás o patrimônio amoedado na Terra, mas a tua aflição, na defesa da posse, reduzirá o teu círculo de alegria.

Solicita o brilho da fama e, sem dúvida, a popularidade fulgurará em teu nome; entretanto, a tua paz sofrerá golpes rudes.

Insiste na materialização de teus propósitos pessoais, nas linhas obscuras da leviandade ou do egoísmo e, incontestavelmente, receberás a experiência que exiges; contudo, em teus erros encontrarás o elixir amargo, destinado à própria cura.

Aprendamos a procurar a felicidade, não propriamente conosco, mas em companhia do Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Logicamente, junto d’Ele, padronizando a nossa busca pelos seus moldes de amor, nem sempre marcharemos entre aplausos e flores, mas conheceremos, de perto, a luta, a renunciação, a dor e o sacrifício, terminando talvez o nosso roteiro pela flagelação e pela cruz; entretanto, nessa estrada pedregosa e sublime, escura e luminosa, tocada de feridas e resplendores, encontraremos a alegria divina da imortalidade, porquanto estaremos buscando em todos os ângulos da jornada a santificante Vontade de Deus.


Emmanuel












segunda-feira, 6 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 16 - Amealhando a riqueza real



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 16


Amealhando a riqueza real


Não te despreocupes da verdadeira propriedade, para que a propriedade irrisória não te perturbe o roteiro e encegueça o coração.

Há bens inalienáveis e preciosos que podes perfeitamente conduzir contigo do caminho terrestre para o Mundo Espiritual.

Para isso, é indispensável saibas usar os talentos que a Sabedoria da Vida te confiou.

Cada dia, em toda parte, dispões da riqueza das horas para as mais nobres aquisições.

Conquista com as próprias mãos a experiência do trabalho que te aprimora e te eleva.

Adquire com os próprios olhos a seleção do bem, assegurando a alegria daqueles que te cercam.

Arquiva nos ouvidos a prudência e a serenidade que te conferirão a luz do discernimento.

Entesoura com o próprio verbo a felicidade de auxiliar, vazando do escrínio da própria alma as joias da compreensão e da paz, alicerçando a alegria onde pisem teus pés.

Amealha os valores da educação que te possam içar o espírito aos cimos da cultura e do aprimoramento.

Não olvides que o serviço ao próximo, que o dever bem cumprido, que o estudo edificante e que o gesto de bondade, nas faixas do espaço e do tempo, constituem a bagagem que te aliciará o tesouro da simpatia hoje e amanhã, aqui e além…

Não te limites à caridade do menor esforço que se estende facilmente a preço de supérfluo.

O dinheiro que mobilizas para o conforto alheio é uma bênção, mas o esforço que despendes para que a vida se faça melhor com o teu concurso é virtude rara a se te incorporar no próprio caráter.

Dar o que retemos é devolver ao mundo a quota de nosso débito, mas doar a nós mesmos, a benefício dos outros, através de nosso suor, de nossa renúncia, de nosso silêncio ou de nosso sorriso, é realizar o investimento da verdadeira felicidade que nos seguirá da sombra terrestre à Luz Espiritual.


Emmanuel








sexta-feira, 28 de março de 2025

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 13 - A chave de luz



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 13


A chave de luz


Lembra-te de que ninguém avança sem companhia. Toda obra pede auxílio e cooperação.

A árvore protege a fonte, tanto quanto a fonte alimenta a árvore.

O pão que extingue a fome é filho da compaixão do solo que nutriu a semente, da renúncia da semente que germinou para o sol e da força do sol que amparou a terra obscura e sustentou a semente frágil.

Assim também, vida afora, nas empresas que o mundo te conferiu, não prescindirás de braços amigos que te estendam socorro e fraternidade.

Todavia, não basta exponhas a outrem as necessidades que te afligem, nem vale te desmandes na queixa, encarecendo perante alheios ouvidos a angústia de teus problemas, a fim de que a verdadeira amizade se te revele, eficiente e prestigiosa.

Indispensável saibas abrir as portas dos corações para que te não falte concurso às construções da existência.

Corações que, muitas vezes, jazem trancados na avareza, afogados no vinagre da aflição ou deprimidos nos espinheiros do sofrimento.

Corações que padecem a flagelação do egoísmo, a paralisia do orgulho, o desvario da vaidade, a chaga da ignorância e o assalto do desalento.

Não te impressione, porém, a seara da treva em que se mergulham. Quase todos esperam apenas a chave de luz que lhes descerre a passagem da noite para o dia, para a luz da libertação.

Avizinha-te deles com ternura e bondade, sem agravar-lhes a dor. Desvenda-lhes o próprio ser, em forma de compreensão e serviço e todos virão ao teu encontro, sustentando-te os passos na tarefa a que te impuseste na vida, porque, em verdade é da lei do Senhor que alma alguma resista ao toque da humildade com a chave da gentileza.


Emmanuel










sábado, 28 de dezembro de 2024

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 8 - Na rota evolutiva



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 8


Na rota evolutiva


O Espírito jamais retrocede na viagem da evolução. 

No entanto, muitas vezes, embora não perca na essência os tesouros adquiridos no campo da inteligência, o viajor da imortalidade é compelido à paradas necessárias ao justo refazimento, sempre que moralmente se envolva em compromissos escusos perante a Justiça da Vida.

Semelhante imperativo da regeneração, na senda do progresso, determina dificuldades e inibições no plano da forma, em que somos habitualmente internados, para essa ou aquela reparação no Plano Físico.

É assim que o malfeitor genial, não obstante trazer consigo o acervo da própria cultura devidamente arquivado, volta ao corpo enfermiço, quase sempre para sanar na idiotia os desequilíbrios com que se fez o empreiteiro da delinquência.

E é ainda aí que todos nós, apesar de conservarmos intactos, adentro do cérebro e do coração, os nossos valores íntimos, sem quebra de qualquer dos recursos que possuímos, padecemos, na Terra, a incursão de moléstias difíceis tanto quanto o domínio de circunstâncias constrangedoras a nos asfixiarem as melhores aspirações, pagando, através do vaso físico atormentado, os erros conscientemente cometidos no pretérito próximo ou remoto, perante a Lei de Amor que nos governa os caminhos.

Lembremo-nos de que o presidiário, por trás da grade que lhe desfigura o semblante, não perde a riqueza da instrução ou do ideal, da sensibilidade ou da memória, não obstante indicado à sentença que o segrega no resgate preciso.

E, sabendo que cada um de nós é o arquiteto do próprio destino, saibamos afeiçoar-nos ao serviço incessante do bem, porque todo bem é degrau de ascensão para o Alto, arrebatando-nos do império da sombra para a bênção da luz.


Emmanuel











quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 4 - Serve e caminha




Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 4


Serve e caminha


Possivelmente, trazes o coração preso a difícil processo de angústia.

Sofreste, talvez, o menosprezo das criaturas que mais amas.

Perdeste o lar que te assegurava a razão de viver.

Caíste em armadilhas de treva que ainda te encarceram em amargura.

Perpetraste erros que te lançam em transitória desvalia.

Ludibriaram-te os sentimentos com desrespeito que nunca esperaste.

Carregas a conta de débitos que despenderás muito tempo a resgatar.

Experimentaste prejuízos que te parecem fogo no pensamento.

Passaste por injúrias que te dilapidaram a alma.

Conheceste a preterição em serviço e suportas o travo da humilhação.

Padeces enfermidade que os próprios companheiros te declaram irreversível.

Choras entes queridos, cuja existência, no Plano Físico, a morte encerrou, largando-te ao nevoeiro das lágrimas.

Seja qual for a tribulação que te flagela o campo mental, ergue-te em espírito, confia na Divina Providência, serve e caminha…

Em teu próprio lugar de trabalho, se prossegues doando à vida o melhor de ti mesmo, guarda a certeza de que todos os teus problemas serão solucionados e dissolvidos, nos arquivos do tempo, pela Onipresente Misericórdia de Deus.


Emmanuel







quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18 - Caridade-atitude




Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18


Caridade-atitude


Caridade que se expresse tão somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade é também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

No templo doméstico, é compreensão e gentileza.

Em família, é cooperação desinteressada e fraterna.

Na profissão, é a honestidade.

Não trabalho, é o dever bem cumprido.

Na dor, é fortaleza.

Na alegria, é temperança.

Na saúde, é a presença útil.

Na enfermidade, é a paciência.

Na abastança, é o serviço a todos.

Na pobreza, é diligência.

Na direção, é a respeitabilidade.

Na obediência, é humildade digna.

Entre amigos, é a confiança.

Entre adversários, é perdão das ofensas.

Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos.

Entre os bons, é o auxílio aos menos bons.

Na cultura, é o amparo à ignorância.

No poder, é a autoridade sem abuso.

Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento.

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da Terra, os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.


Emmanuel







quarta-feira, 24 de junho de 2020

Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 1 - A viagem continua



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 1


A viagem continua


Não admitas que desalento e azedume te anulem a confiança em Deus e em ti mesmo.

Estamos todos num curso de aperfeiçoamento espiritual, valendo por viagem difícil para os Cimos da Espiritualidade.

Toda subida exige suor.

Se já retiraste do vale, no encalço dos montes dedicados ao conhecimento superior, onde se te descerrarão novas luzes, segue adiante e não desanimes.

Terás talvez perdido certas preciosidades. Não te impressiones.

Sabes que os Mensageiros da Luz te esperam à frente e não se te faria possível alcançá-los sob o peso de bagagem excessiva.

Provavelmente, sofreste o afastamento de amigos. Não te aflijas.

Seguindo sempre, obterás mais facilmente as condições precisas a fim de auxiliá-los para que se te reinstalem na equipe.

Pessoas amadas resolveram descansar, sem necessidade, nas margens da senda, impondo-te o desapontamento da separação temporária. Não te incomodes.

Todas elas serão compelidas pelas circunstâncias a retomarem o caminho.

Sugestões de imaginária fadiga te empalidecem o ânimo. Não te deixes abater por impressões negativas.

Trazes contigo o manancial da fé, sobre o qual se te apoia a sustentação na jornada.

A morte, em vários casos, te haverá furtado a presença alentadora de alguém, cujo carinho te escorava a sensibilidade, no dia a dia. Não te interrompas, porém.

Essa criatura se adiantou na estrada, de modo a aguardar-te, com mais riqueza de amor, no Mais Além.

Haja o que houver, não te detenhas na subida escabrosa, porque a viagem continua, independentemente de nossa própria vontade, e essa viagem é a própria vida que Deus nos concede a cada um para que, gradativamente, nos desfaçamos de qualquer sombra na conquista da luz.


Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano