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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

La Fontaine - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano VI, Junho de 1863 - Jornal de estudos psicológicos - Dissertações espíritas - Conhecer-se a si mesmo - Sociedade Espírita de Sens, 9 de março de 1863



La Fontaine - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano VI, Junho de 1863 - Jornal de estudos psicológicos - Dissertações espíritas


Conhecer-se a si mesmo

Sociedade Espírita de Sens, 9 de março de 1863


O que impede, por vezes, que vos corrijais de um defeito, de um vício, é, certamente, que não vos apercebeis que o tendes. Enquanto vedes os menores defeitos do vosso próximo, do vosso irmão, nem mesmo suspeitais de que tendes as mesmas falhas, talvez cem vezes maiores que as deles. Isto nada mais é que uma consequência do orgulho que vos leva, como a todos os seres imperfeitos, a não achar nada de bom senão em vós. Deveríeis vos analisar como se não fôsseis vós mesmos. Imaginai, por exemplo, que aquilo que fizestes ao vosso irmão vos tivesse sido feito por ele. Colocai-vos no lugar dele. O que faríeis? Respondei sem ideia preconcebida, pois suponho que queirais a verdade. 

Assim fazendo, estou certo de que muitas vezes descobrireis defeitos vossos, que antes não havíeis notado. 

Sede francos convosco mesmos; travai conhecimento com o vosso caráter, mas não o aduleis, porque as crianças aduladas às vezes se tornam más e os aduladores são os primeiros a experimentar os efeitos. Voltai ao alforje onde estão os vossos e os alheios defeitos. Ponde os vossos na frente e os dos outros atrás e atentai bem para ver se isso não vos faz abaixar a cabeça, quando tiverdes essa carga na frente.


La Fontaine



Fonte: Kardecpedia

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Allan Kardec - Revista Espírita - Ano VI, Junho de 1863 - Dissertações espíritas - A amizade e a prece



Allan Kardec - Revista Espírita - Ano VI, Junho de 1863 - Dissertações espíritas


A amizade e a prece 


Ao criar as almas Deus não estabeleceu diferença entre elas. Que esta igualdade de direitos entre elas sirva de princípio à amizade, que outra coisa não é senão a unidade nas tendências e nos sentimentos. A verdadeira amizade só existe entre os homens virtuosos, que se reúnem sob a proteção do Todo-Poderoso, para se encorajarem reciprocamente no cumprimento de seus deveres. Todo coração verdadeiramente cristão possui o sentimento da amizade. Ao contrário, esta virtude encontra no egoísmo das almas viciosas a pedra de tropeço que, semelhante à semente caída sobre a rocha árida, a torna infecunda para o bem.

Cercai vossa alma com o muro protetor de uma prece cheia de fé, a fim de que o inimigo, seja interno ou externo, aí não possa penetrar.

A prece eleva o Espírito do homem para Deus, liberando-o de todas as inquietudes terrenas, transportando-o para um estado de tranquilidade, de paz, que o mundo não lhe poderia oferecer. Quanto mais confiante e fervorosa for a prece, melhor será ouvida e mais agradável a Deus. 

Quando a alma do homem, inteiramente penetrada de zelo santo, eleva-se para o céu na prece íntima e ardente, os inimigos interiores, isto é, as paixões do homem, e os inimigos exteriores, isto é, os vícios do mundo, são impotentes para forçar os muros que a protegem. 

Homens, orai a Deus com toda confiança, do fundo do coração, com fé e verdade!


[Anônimo]








(Sociedade Espírita de Viena, Áustria – Traduzido do alemão)
Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Kardequiano