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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Progresso intelectual e moral



Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Progresso intelectual e moral
(Enviada pelo Sr. Sabô, de Bordéus)


Venho dizer-vos que o progresso moral é o de mais útil aquisição, porque nos corrige as más inclinações e nos torna bons, caridosos e devotados aos nossos irmãos. Contudo, o progresso intelectual é também útil ao nosso adiantamento, porque eleva a alma e faz-nos julgar mais corretamente as nossas ações, assim facilitando o progresso moral. Inicia-nos aos ensinos que Deus nos proporciona há séculos por intermédio de tantos homens de méritos diversos, que vieram sob todas as formas e em todas as línguas para nos dar a conhecer a verdade, e que não eram senão Espíritos já adiantados, enviados por Deus para o desenvolvimento do entendimento humano. Mas, na época em que viveis, a luz que iluminava apenas um pequeno número vai brilhar para todos. Trabalhai, pois, para compreenderdes a grandeza, o poder, a majestade, a justiça de Deus; para compreenderdes a sublime beleza de suas obras; para compreenderdes as magníficas recompensas concedidas aos bons e os castigos infligidos aos maus; para compreenderdes, enfim, que o único objetivo que deveis aspirar é o de vos aproximardes dele.


Georges

(Bispo de Périgueux e de Sarlat, feliz por ser um dos guias do médium)
 









Fonte: Kardecpedia

sexta-feira, 19 de março de 2021

Vosso Espírito protetor - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Diferentes maneiras de fazer a caridade




Vosso Espírito protetor - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Diferentes maneiras de fazer a caridade


NOTA: A comunicação seguinte foi recebida em nossa presença, no grupo de Perrache:

“Sim, meu amigos, virei sempre ao vosso meio, sempre que for chamado. Ontem senti-me muito feliz entre vós, quando ouvi o autor dos livros que vos abriram os olhos testemunhar o desejo de vos ver reunidos, para vos dirigir palavras benevolentes. Para vós todos é ao mesmo tempo um grande ensinamento e poderosa lembrança. Apenas, quando vos falou do amor e da caridade, senti que diversos entre vós se perguntavam: “Como fazer a caridade? Às vezes não tenho nem o necessário”.

“A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras. Podeis fazê-la por pensamento, palavras e obras. Em pensamento, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem ao menos ter visto a luz. Uma prece de coração os alivia. Por palavras, dirigindo aos vossos companheiros de todos os dias alguns conselhos bons. Dizei aos homens amargurados pelo desespero e pelas privações, e que blasfemam o nome do Todo-Poderoso: “Eu era como vós. Eu sofria, era infeliz, mas acreditei no Espiritismo e, vede, estou agora radiante”. Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da carreira; morrerei como vivi”. Respondei-lhes: “Deus tem para vós todos uma justiça igual. Lembrai-vos dos trabalhadores da última hora”. Às crianças já viciadas por seu ambiente, que vão vagar pelas estradas, prontas a sucumbir a todas as más tentações, dizei: “Deus vos vê, caros meninos”, e não temais repetirlhes muitas vezes estas suaves palavras. Elas acabarão germinando em suas jovens inteligências e, em vez de pequenos vagabundos, tereis feito homens. Também isto é caridade.

Vários dentre vós também dizem: “Ora essa! Somos tão numerosos na Terra que Deus não pode ver-nos todos”. Escutai bem isto, meus amigos. Quando estais no pico de uma montanha, vosso olhar não abarca os milhares de grãos de areia que formam essa montanha? Então! É assim que Deus vos vê. Ele vos dá o livre-arbítrio, da mesma forma que dais a esses grãos de areia a liberdade de ir e vir, ao sabor do vento que os dispersa. Apenas Deus, em sua infinita misericórdia, pôs no fundo de vosso coração uma sentinela vigilante, chamada consciência. Escutai-a. Ela só vos dará bons conselhos. Por vezes vós a entorpeceis, opondo-lhe o Espírito do mal, e então ela se cala. Tende certeza, porém, que a pobre abandonada se fará ouvir, tão logo lhe tenhais deixado perceber a sombra do remorso. Escutai-a; interrogai-a, e muitas vezes vos achareis consolados pelo conselho que tiverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega uma bandeira. Eu vos dou esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. Praticai esta máxima. Univos em torno desta bandeira e dela recebereis a felicidade e a consolação”.


Vosso Espírito protetor



Sociedade Espírita de Lyon


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Progresso intelectual e moral




Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Progresso intelectual e moral
(Enviada pelo Sr. Sabô, de Bordéus)


Venho dizer-vos que o progresso moral é o de mais útil aquisição, porque nos corrige as más inclinações e nos torna bons, caridosos e devotados aos nossos irmãos. Contudo, o progresso intelectual é também útil ao nosso adiantamento, porque eleva a alma e faz-nos julgar mais corretamente as nossas ações, assim facilitando o progresso moral. Inicia-nos aos ensinos que Deus nos proporciona há séculos por intermédio de tantos homens de méritos diversos, que vieram sob todas as formas e em todas as línguas para nos dar a conhecer a verdade, e que não eram senão Espíritos já adiantados, enviados por Deus para o desenvolvimento do entendimento humano. Mas, na época em que viveis, a luz que iluminava apenas um pequeno número vai brilhar para todos. Trabalhai, pois, para compreenderdes a grandeza, o poder, a majestade, a justiça de Deus; para compreenderdes a sublime beleza de suas obras; para compreenderdes as magníficas recompensas concedidas aos bons e os castigos infligidos aos maus; para compreenderdes, enfim, que o único objetivo que deveis aspirar é o de vos aproximardes dele.


Georges

(Bispo de Périgueux e de Sarlat, feliz por ser um dos guias do médium)
 





domingo, 27 de setembro de 2020

Lamennais - Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1861 - Allan Kardec - Maio - Ensinamentos e dissertações espiritas - A pintura e a música




Lamennais - Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1861 - Allan Kardec - Maio - Ensinamentos e dissertações espiritas


A pintura e a música


A Arte foi definida cem mil vezes: é o belo, o verdadeiro, o bem. A música, que é um dos ramos da Arte, está inteiramente no domínio da sensação. Entendamo-nos e procuremos não ser obscuro. A sensação se produz no homem quando este compreende a Arte de duas maneiras distintas, mas estreitamente ligadas: A sensação do pensamento, que tem por conclusão a melancolia ou a filosofia, e depois a sensação que pertence toda ao coração. A música, a meu ver, é a arte que vai mais diretamente ao coração. A sensação ─ compreendei-me ─ está toda no coração. A pintura, a arquitetura, a escultura, a pintura antes de tudo, atingem muito mais a sensação cerebral. Numa palavra, a música vai do coração ao espírito, a pintura do pensamento ao coração. A exaltação religiosa criou o órgão. Na Terra, quando a poesia toca o órgão, os anjos do Céu lhe respondem. Assim, a música séria, religiosa, eleva a alma e os pensamentos. A música leve faz vibrar os nervos, nada mais. Eu bem que gostaria de citar algumas personalidades, mas não tenho o direito: não estou mais na Terra. Amai o Réquiem de Mozart, que o matou. Não desejo, mais do que os Espíritos, a vossa morte pela música, mas a morte viva; aí está o esquecimento de tudo quanto é terreno, pela elevação moral.


Lamennais


(Sociedade espírita de Paris - Médium: Sr. Alfred Didier)