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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Progresso intelectual e moral



Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Progresso intelectual e moral
(Enviada pelo Sr. Sabô, de Bordéus)


Venho dizer-vos que o progresso moral é o de mais útil aquisição, porque nos corrige as más inclinações e nos torna bons, caridosos e devotados aos nossos irmãos. Contudo, o progresso intelectual é também útil ao nosso adiantamento, porque eleva a alma e faz-nos julgar mais corretamente as nossas ações, assim facilitando o progresso moral. Inicia-nos aos ensinos que Deus nos proporciona há séculos por intermédio de tantos homens de méritos diversos, que vieram sob todas as formas e em todas as línguas para nos dar a conhecer a verdade, e que não eram senão Espíritos já adiantados, enviados por Deus para o desenvolvimento do entendimento humano. Mas, na época em que viveis, a luz que iluminava apenas um pequeno número vai brilhar para todos. Trabalhai, pois, para compreenderdes a grandeza, o poder, a majestade, a justiça de Deus; para compreenderdes a sublime beleza de suas obras; para compreenderdes as magníficas recompensas concedidas aos bons e os castigos infligidos aos maus; para compreenderdes, enfim, que o único objetivo que deveis aspirar é o de vos aproximardes dele.


Georges

(Bispo de Périgueux e de Sarlat, feliz por ser um dos guias do médium)
 









Fonte: Kardecpedia

sábado, 8 de outubro de 2022

Mardochée - Revista Espírita - Allan Kardec - Ano IV - Outubro de 1861 - Ensinamentos e dissertações espíritas - A Terra Prometida



Mardochée - Revista Espírita - Allan Kardec - Ano IV - Outubro de 1861 - Ensinamentos e dissertações espíritas


A Terra Prometida


O Espiritismo se ergue, e em breve sua luz fecunda vai iluminar o mundo. Seu brilho magnífico protestará contra os ataques dos interessados em conservar os abusos e contra a incredulidade do materialismo. Os que duvidam sentir-se-ão felizes por encontrar nesta doutrina nova, tão bela e tão pura, o bálsamo consolador que os curará do ceticismo e os tornará aptos a melhorar e progredir, como todas as demais criaturas. Privilegiados serão aqueles que, renunciando às impurezas da matéria, se lançaram em voo rápido até o ápice das ideias mais puras e buscaram desmaterializar-se completamente.

Povos! Erguei-vos para assistir a aurora desta vida nova, que vem para vos regenerar; que vem, enviada por Deus, para vos unir em santa comunhão fraterna. Oh! Como serão felizes os que, ouvindo esta voz abençoada do Espiritismo, seguirem sua bandeira e cumprirem o apostolado que reconduzirá os irmãos tresmalhados pela dúvida e pela ignorância, ou embrutecidos pelo vício!

Voltai, ovelhas dispersas, voltai ao aprisco. Levantai a cabeça, contemplai o vosso Criador, e prestareis homenagem ao seu amor por vós. Retirai prontamente o véu que vos ocultava o Espírito da Divindade; admirai-o em toda a sua beleza; prosternai-vos, com o rosto ao solo, e arrependei-vos. O arrependimento vos abrirá as portas da felicidade, as portas de um mundo melhor, onde reinam o amor mais puro, a fraternidade mais estreita, onde cada um sente alegria na alegria do próximo.

Não sentis que se aproxima o momento em que vão surgir coisas novas? Não sentis que a Terra está em trabalho de parto? Que querem estes povos que se mexem, se agitam, se aprestam para a luta? Por que vão combater? Para quebrar as cadeias que impedem o progresso de sua inteligência; que absorvem a sua seiva; que semeiam a desconfiança e a discórdia; que armam o filho contra o pai e o irmão contra o irmão; que corrompem as nobres aspirações e que matam o gênio. Ó liberdade! Ó independência! nobres atributos dos filhos de Deus, que alargais o coração e elevais a alma, é por vós que os homens se tornam bons, grandes e generosos; é por vós que nossas aspirações se voltam para o bem; é por vós que a injustiça desaparece, os ódios se extinguem e a discórdia foge envergonhada, extinguindo o seu facho tremendo que projeta clarões tão sinistros. Irmãos! Escutai a voz que vos diz: Marchai! Marchai para essa brilhante meta que vedes diante de vós! Marchai para esse brilhante raio de luz que está à vossa frente, como outrora a coluna luminosa à frente do povo de Israel. Sereis conduzidos à verdadeira Terra Prometida, onde reina a felicidade eterna, reservada aos puros Espíritos. Armai-vos de virtudes; limpai-vos das impurezas, e então a rota vos parecerá fácil e a encontrareis juncada de flores. Percorrê-la-eis com um inefável sentimento de alegria, porque a cada passo compreendereis que vos aproximais da meta onde podereis conquistar as palmas eternas.


Mardochée








Enviada pelo Sr. Rodolphe, de Mulhouse

sexta-feira, 19 de março de 2021

Vosso Espírito protetor - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Diferentes maneiras de fazer a caridade




Vosso Espírito protetor - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Diferentes maneiras de fazer a caridade


NOTA: A comunicação seguinte foi recebida em nossa presença, no grupo de Perrache:

“Sim, meu amigos, virei sempre ao vosso meio, sempre que for chamado. Ontem senti-me muito feliz entre vós, quando ouvi o autor dos livros que vos abriram os olhos testemunhar o desejo de vos ver reunidos, para vos dirigir palavras benevolentes. Para vós todos é ao mesmo tempo um grande ensinamento e poderosa lembrança. Apenas, quando vos falou do amor e da caridade, senti que diversos entre vós se perguntavam: “Como fazer a caridade? Às vezes não tenho nem o necessário”.

“A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras. Podeis fazê-la por pensamento, palavras e obras. Em pensamento, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem ao menos ter visto a luz. Uma prece de coração os alivia. Por palavras, dirigindo aos vossos companheiros de todos os dias alguns conselhos bons. Dizei aos homens amargurados pelo desespero e pelas privações, e que blasfemam o nome do Todo-Poderoso: “Eu era como vós. Eu sofria, era infeliz, mas acreditei no Espiritismo e, vede, estou agora radiante”. Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da carreira; morrerei como vivi”. Respondei-lhes: “Deus tem para vós todos uma justiça igual. Lembrai-vos dos trabalhadores da última hora”. Às crianças já viciadas por seu ambiente, que vão vagar pelas estradas, prontas a sucumbir a todas as más tentações, dizei: “Deus vos vê, caros meninos”, e não temais repetirlhes muitas vezes estas suaves palavras. Elas acabarão germinando em suas jovens inteligências e, em vez de pequenos vagabundos, tereis feito homens. Também isto é caridade.

Vários dentre vós também dizem: “Ora essa! Somos tão numerosos na Terra que Deus não pode ver-nos todos”. Escutai bem isto, meus amigos. Quando estais no pico de uma montanha, vosso olhar não abarca os milhares de grãos de areia que formam essa montanha? Então! É assim que Deus vos vê. Ele vos dá o livre-arbítrio, da mesma forma que dais a esses grãos de areia a liberdade de ir e vir, ao sabor do vento que os dispersa. Apenas Deus, em sua infinita misericórdia, pôs no fundo de vosso coração uma sentinela vigilante, chamada consciência. Escutai-a. Ela só vos dará bons conselhos. Por vezes vós a entorpeceis, opondo-lhe o Espírito do mal, e então ela se cala. Tende certeza, porém, que a pobre abandonada se fará ouvir, tão logo lhe tenhais deixado perceber a sombra do remorso. Escutai-a; interrogai-a, e muitas vezes vos achareis consolados pelo conselho que tiverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega uma bandeira. Eu vos dou esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. Praticai esta máxima. Univos em torno desta bandeira e dela recebereis a felicidade e a consolação”.


Vosso Espírito protetor



Sociedade Espírita de Lyon


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas - Progresso intelectual e moral




Georges - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espiritas


Progresso intelectual e moral
(Enviada pelo Sr. Sabô, de Bordéus)


Venho dizer-vos que o progresso moral é o de mais útil aquisição, porque nos corrige as más inclinações e nos torna bons, caridosos e devotados aos nossos irmãos. Contudo, o progresso intelectual é também útil ao nosso adiantamento, porque eleva a alma e faz-nos julgar mais corretamente as nossas ações, assim facilitando o progresso moral. Inicia-nos aos ensinos que Deus nos proporciona há séculos por intermédio de tantos homens de méritos diversos, que vieram sob todas as formas e em todas as línguas para nos dar a conhecer a verdade, e que não eram senão Espíritos já adiantados, enviados por Deus para o desenvolvimento do entendimento humano. Mas, na época em que viveis, a luz que iluminava apenas um pequeno número vai brilhar para todos. Trabalhai, pois, para compreenderdes a grandeza, o poder, a majestade, a justiça de Deus; para compreenderdes a sublime beleza de suas obras; para compreenderdes as magníficas recompensas concedidas aos bons e os castigos infligidos aos maus; para compreenderdes, enfim, que o único objetivo que deveis aspirar é o de vos aproximardes dele.


Georges

(Bispo de Périgueux e de Sarlat, feliz por ser um dos guias do médium)
 





sábado, 31 de outubro de 2020

Ferdinand - Revista espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espíritas - Vinde a nós




Ferdinand - Revista espírita - Allan Kardec, Ano IV, Maio de 1861 - Ensinamentos e dissertações espíritas


Vinde a nós
 

O Espiritismo é a aplicação da moral evangélica pregada pelo Cristo em toda a sua pureza; e os homens que o condenam sem conhecê-lo são pouco prudentes. Com efeito, por que qualificar de superstição, de charlatanice, de sortilégio, de demonomania as coisas que o vulgar bom-senso faria aceitar se quisessem estudá-lo? A alma é imortal: é o espírito. A matéria inerte é o corpo perecível a despojar-se de suas formas para se transformar, quando abandonada pelo Espírito, num monte de podridão sem nome. E vós achais lógico, vós que não acreditais no Espiritismo, que esta vida, que para a maioria dentre vós é de amargura, de dores, de decepções, um verdadeiro purgatório, não tenha outro objetivo senão o túmulo! Desenganai-vos. Vinde a nós, pobres deserdados dos bens, das grandezas e dos prazeres terrenos. Vinde a nós e sereis consolados, vendo que vossas dores, vossas privações, vossos sofrimentos devem abrir-vos as portas de mundos felizes e que Deus, justo e bom para todas as criaturas, só nos provou para nosso bem, segundo estas palavras do Cristo: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. ─ Vinde, pois, incrédulos e materialistas. Colocai-vos sob a bandeira na qual, em letras de ouro, estão escritas estas palavras: Amor e caridade para os homens, que são todos irmãos; bondade e justiça, indulgência de um pai grande e generoso para os Espíritos que criou, e que eleva a si por caminhos seguros, embora vos sejam desconhecidos. A caridade, o progresso moral e o desenvolvimento intelectual vos conduzirão ao autor e senhor de todas as coisas.

Não vos instruímos senão para que, por vossa vez, trabalheis para espalhar essa instrução, mas sobretudo fazei-o sem azedume. Sede pacientes e esperai. Lançai a semente. A reflexão e a ajuda de Deus fá-la-ão frutificar, a princípio para um pequeno número que fará como vós, e aumentando pouco a pouco o número dos trabalhadores, vos fará esperar, após as semeaduras, uma boa e abundante colheita.


Ferdinand,



Filho do médium.
(Enviada pela Sra. Cazemajoux, Médium de Bordeaux)



sexta-feira, 23 de outubro de 2020

São Luís - Revista Espírita - Allan Kardec - Ano IV - Fevereiro de 1861 - Questões e problemas diversos




São Luís - Revista Espírita - Allan Kardec - Ano IV - Fevereiro de 1861 


Questões e problemas diversos
(Sumário)


Em um mundo superior, como Júpiter ou outro, tem o Espírito encarnado a lembrança de suas existências passadas, assim como a do seu estado errante?

Resposta. – Não; desde que o Espírito se reveste do envoltório material, perde a lembrança de suas existências anteriores.

Entretanto, sendo rarefeito em Júpiter o envoltório corporal, ali o Espírito não seria mais livre?

Resposta. – Sim, mas ainda suficientemente denso para extinguir, no Espírito, a lembrança do passado.

Então os Espíritos que habitam Júpiter e que se comunicaram conosco encontravam-se mergulhados no sono?

Resposta. – Certamente. Naquele mundo, sendo o Espírito muito mais elevado, melhor compreende Deus e o Universo; mas o seu passado se apaga por enquanto, sem o que se obscureceria a sua inteligência. Ele mesmo não se compreenderia; seria o homem da África, o da Europa ou da América? o da Terra, de Marte ou de Vênus? Não se recordando mais, é ele mesmo, o homem de Júpiter, inteligente, superior, compreendendo a Deus; eis tudo.

Observação – Se o esquecimento do passado é necessário num mundo adiantado como Júpiter, com mais razão deve sê-lo em nosso mundo material. É evidente que a lembrança de nossas existências precedentes causaria lamentável confusão em nossas ideias, sem falar de todos os outros inconvenientes já assinalados a respeito. Tudo quanto Deus faz leva o selo de sua sabedoria e de sua bondade; não nos cabe criticar, ainda mesmo quando não compreendamos o objetivo.

A Srta. Eugénie, um dos médiuns da Sociedade, oferece notável particularidade, de certo modo excepcional, que é a prodigiosa facilidade com que escreve e a incrível prontidão com que os mais diversos Espíritos se comunicam por seu intermédio. Há poucos médiuns com tão grande flexibilidade. A que se deve isto?

Resposta. – Deve-se antes ao médium que ao Espírito; este escreveria menos veloz por um outro médium, pela razão de que a natureza do instrumento já não seria a mesma. Assim, há médiuns desenhistas, outros são mais aptos para a Medicina, etc.; o Espírito atua conforme a mediunidade. Deve-se, pois, a uma causa física, antes que a uma causa moral. Os Espíritos se comunicam tanto mais facilmente por um médium, quanto mais rapidamente se dá a combinação entre os fluidos deste último e os do Espírito; mais que os outros ele se presta à rapidez do pensamento, de que se aproveita o Espírito, como vos aproveitais de um carro rápido quando estais com pressa. Esta vivacidade do médium é puramente física; seu próprio Espírito não tem nenhuma participação nesse processo.

As qualidades morais do médium não terão alguma influência?

Resposta. – Elas exercem uma grande influência nas simpatias dos Espíritos, porquanto deveis saber que alguns possuem tal antipatia por certos médiuns que não é senão com a maior repugnância que se comunicam por eles.


São Luís