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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Allan Kardec - Livro A Gênese - A Gênese Segundo o Espiritismo - Cap. 2 - Deus - A Providência - Item 24



Allan Kardec - Livro A Gênese - A Gênese Segundo o Espiritismo - Cap. 2 - Deus


A Providência 


24. Seja ou não assim no que concerne ao pensamento de Deus, isto é, quer o pensamento de Deus atue diretamente, quer por intermédio de um fluido, para facilitarmos a compreensão à nossa inteligência, figuremo-lo sob a forma concreta de um fluido inteligente que enche o universo infinito e penetra todas as partes da criação: a Natureza inteira mergulhada no fluido divino. Ora, em virtude do princípio de que as partes de um todo são da mesma natureza e têm as mesmas propriedades que ele, cada átomo desse fluido, se assim nos podemos exprimir, possuindo o pensamento, isto é, os atributos essenciais da Divindade e estando o mesmo fluido em toda parte, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude. Nenhum ser haverá, por mais ínfimo que o suponhamos, que não esteja saturado dele. Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.

Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele. Os nossos pensamentos são como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente. 


Allan Kardec











Fonte: ipeak.net

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Filho de Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 3 - Deus, teu refúgio



Joanna de Ângelis - Livro Filho de Deus - Divaldo P. Franco - Cap. 3


Deus, teu refúgio


Deus é o teu amigo perfeito, acessível, sempre disposto a ouvir-te as queixas e a apresentar-te soluções.

Jamais se cansa, nunca se exaspera.

Se buscado, atende, paciente.

Quando rejeitado pela ignorância ou rebeldia humana, permanece, discreto, aguardando.

Silencioso, fala em todas as expressões da Natureza, manifestando-se de mil modos impossíveis de não serem percebidos.

Sempre indulgente, é refúgio seguro, onde o consolo se expande, tranquilizando aquele que busca albergue.

Está suficientemente perto para tomar conhecimento das tuas necessidades. No entanto, não te constrange, obrigando-te a receber-lhe o auxílio.

Ele te propõe sugestões supremas e conselhos sensíveis, com a claridade da sabedoria que te ilumina interiormente.

Às vezes, te inspira antes dos acontecimentos para que te poupes aos desastrosos e te beneficies com os favoráveis.

Com Deus no coração e na mente agirás com decisão feliz e desempenharás as tuas tarefas com dinamismo elevado.

Ele provê todas as tuas necessidades, mas não as assume, anulando o teu esforço e valor, assim
candidatando-te à inutilidade.

Ele te abençoa, quer o busques ou não. Contudo, se te elevas em pensamento, sintonizando com Suas dádivas, assimilarás melhor a irradiação desse supremo amor.

Nada faças sem te apoiares nesse Amigo certo, seguro e paternal, que é Deus. 


Joanna de Ângelis


















quinta-feira, 18 de abril de 2024

Antero de Quental - Livro Parnaso de Além-Túmulo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Deus




Antero de Quental - Livro Parnaso de Além-Túmulo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Deus


Quem, senão Deus, criou obra tamanha,
O espaço e o tempo, as amplidões e as eras,
Onde se agitam turbilhões de esferas,
Que a luz, a excelsa luz, aquece e banha?

Quem, senão ELE fez a esfinge estranha
No segredo inviolável das moneras,
No coração dos homens e das feras,
No coração do mar e da montanha?!

Deus!… somente o Eterno, o Impenetrável,
Poderia criar o imensurável
E o Universo infinito criaria!…

Suprema paz, intérmina piedade,
E que habita na eterna claridade
Das torrentes da Luz e da Harmonia!! 


Antero de Quental










Nascido na ilha de S. Miguel, nos Açores, em 1842 e desencarnado por suicídio em 1891. É vulto eminente e destacado nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico.





sábado, 14 de novembro de 2020

Batuíra - Livro Bênçãos de Amor - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5 - Deus, nosso Pai




Batuíra - Livro Bênçãos de Amor - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5


Deus, nosso Pai


Honrar nosso pai é honrar também a Deus. O nosso Pai de Infinita Bondade.

No instituto doméstico, os filhos amadurecidos na experiência honorificam os pais, através das obrigações executadas no lar.

Na residência planetária, os filhos de Deus, edificados na compreensão de suas leis, dignificam o Todo-Misericordioso por intermédio dos deveres retamente cumpridos, diante da humanidade nos caminhos do mundo.

Amamos a Deus na pessoa do próximo. Comecemos o exercício dessa abnegação que nos proporcionará o necessário acesso à Luz Divina.

Fomos feridos nas tarefas cotidianas? Saibamos esquecer as ofensas do companheiro que ainda ignora as consequências do mal.

Golpes de injúria desceram sobre nós, procurando exterminar-nos a esperança e a coragem? Entendamos a inexperiência daqueles que desconhecem a força da sombra que desencadeiam para si mesmos e continuemos a colaborar no levantamento do bem de todos.

Quem vem lá, faminto ou desesperado, tentando encontrar socorro e consolação? Pausemos para servir porque é nosso familiar que nos bate à porta, suplicando asilo e compreensão.

Que pensar do infeliz que passa na via pública enxovalhado por sarcasmo e condenação? Nenhuma dúvida paira em nosso espírito quanto ao imperativo de entendê-lo e auxiliá-lo porquanto ele é nosso irmão pela Paternidade Divina e espera por nosso devotamento.

Deus, o Senhor Supremo da Vida, o Pai que nos recebe diariamente os protestos de fidelidade e de amor conta em verdade conosco e em verdade precisa de nós. Espera confiantemente sejamos o amparo aos desajustados, a fortaleza dos fracos, a energia dos fatigados, a bênção dos que foram lançados à solidão.

Deus necessita de nós e deseja receber-nos a cooperação ainda que humilde. Envia-nos os necessitados de toda espécie e de todas as procedências para que Lhe representemos a Providência Divina. Em toda parte, é possível receber esse mandato sublime e desempenhá-lo.

É por isso que Jesus, o filho mais altamente consagrado ao Supremo Senhor que a Terra já conheceu, assim se expressou fazendo-nos sentir que Deus está conosco e espera por nós em todas as circunstâncias: “Todo o bem que fizerdes no mundo ao último dos pequeninos, em verdade, é a mim que o fizestes.”


Batuíra







quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Allan Kardec - A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - A Gênese - Cap. II - Deus - Da natureza divina - Item 11




Allan Kardec - A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - A Gênese - Cap. II - Deus


Da natureza divina 


11. Deus é imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

Allan Kardec




As qualidades de Deus

As qualidades de Deus são marcadas pelas nossas comparações pálidas, por não haverem outras em que possamos nos apoiar. Sujeitamos o Senhor às nossas fracas deduções em confronto com os nossos dons, colocando o nosso Pai Celestial dotado das nossas faculdades altamente aprimoradas. Que Ele nos perdoe as comparações.

Quando falamos que Deus é a Suprema Inteligência, é porque não encontramos recursos na linguagem para destacá-Lo de outra forma. Inteligência e razão ainda são posses do Espírito comum; o Criador está acima de todas as colocações humanas, e mesmo espirituais, do nosso plano. Quando falamos que Deus é Amor, certamente estamos diminuindo o Grande Foco de Luz que nos sustenta todos. O amor é um dos Seus atributos; Ele é muito mais que o amor. Ele é, pois, o Incomparável.

A ansiedade dos homens em conhecer Deus, Seus atributos, Sua intimidade, é impulso dos primeiros passos a criatura na escala evolutiva, e isso vai se arrefecendo de acordo com a sequência do despertar espiritual; não que os Espíritos percam a vontade de conhecê-lo, pelo contrário: o que perdem é o interesse de passar dos limites das suas forças. Não desejando contrariar as leis, cumprem os seus deveres e esperam a sábia vontade d'Aquele que tudo conhece pela onisciência dos Seus valores.

A magnitude de Deus ofusca todas as luzes e a sua bondade inspira todas as bondades do universo; o seu amor alimenta todo o amor da criação e o seu trabalho é o exemplo que deveremos operar constantemente. É muito bom falar de Deus, pensar em Deus e, se for o caso, escrever sobre Deus, porque é neste ambiente que passamos a conhecê-Lo melhor e respeitá-Lo condignamente. Enquanto assim agimos, estamos condicionando ideias elevadas acerca da Sua inconfundível personalidade. Este exercício é de alto valor para a nossa integração com a Divindade, pois se processa uma operação de seleção de valores nas nossas intimidades, como no íntimo de quem, porventura, nos ouvir ou ler. É tempo que o próprio tempo aperfeiçoará nas bênçãos do Comandante Maior.

Uma coisa falamos com muita alegria: que as sementes dos atributos do Criador se encontram plantadas nas nossas consciências, na profundidade do nosso ser e, se assim podemos dizer, a força do progresso se encarregará de despertá-las para a luz e fazê-las crescerem para a fonte de onde vieram.

Ninguém foge desses caminhos delineados pela Grande Vida. A área da nossa liberdade é muito pequena para sabermos o de que verdadeiramente precisamos; tudo obedece à vontade d'Aquele que nos criou, tudo vem d'Ele e vai para o Seu seio fecundo e celestial.

Quem deseja analisar a capacidade de Deus, que observe a Sua criação, a harmonia e a mecânica do Universo. Tudo é luz na Sua feição divina, mesmo o que pensamos ser treva, por nos faltarem dons desenvolvidos na busca da intimidade das coisas.

Oh! Homens que caminhais conosco, se quereis viver felizes, deixai despertar as luzes que existem em vossos corações, na conjuntura das vossas forças, agradecendo à Divindade e tomando as mãos do Cristo, que Ele vos libertará!

Sejamos fortes na educação de nós mesmos todos os dias, porque é na persistência do trabalho e no esforço do dever, que beijamos as flores da sabedoria como se fossem a face do Criador, nos dignando para um novo amanhecer.


Miramez



Filosofia Espírita Volume 1 - João Nunes Maia
Cap. 13 





quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Allan Kardec - A Gênese - A Gênese Segundo o Espiritismo - Cap. II - Deus - Existência de Deus



Allan Kardec - A Gênese - A Gênese Segundo o Espiritismo - Cap. II - Deus


Existência de Deus


Sendo Deus a causa primária de todas as coisas, a origem de tudo o que existe, a base sobre que repousa o edifício da criação, é também o ponto que importa consideremos antes de tudo.

Constitui princípio elementar que é pelos seus efeitos que se julga uma causa, mesmo quando ela se conserve oculta.

Se, fendendo os ares, um pássaro é atingido por mortífero grão de chumbo, deduz-se que hábil atirador o alvejou, ainda que este último não seja visto. Nem sempre, pois, se faz necessário vejamos uma coisa, para sabermos que ela existe. Em tudo, observando os efeitos é que se chega ao conhecimento das causas.

Outro princípio igualmente elementar e que, de tão verdadeiro, passou a axioma é o de que todo efeito inteligente tem que decorrer de uma causa inteligente.

Se perguntassem qual o construtor de certo mecanismo engenhoso, que pensaríamos de quem respondesse que ele se fez a si mesmo? Quando se contempla uma obra-prima da arte ou da indústria, diz-se que há de tê-la produzido um homem de gênio, porque só uma alta inteligência poderia concebê-la. Reconhece-se, no entanto, que ela é obra de um homem, por se verificar que não está acima da capacidade humana; mas, a ninguém acudirá a idéia de dizer que saiu do cérebro de um idiota ou de um ignorante, nem, ainda menos, que é trabalho de um animal, ou produto do acaso.

Em toda parte se reconhece a presença do homem pelas suas obras. A existência dos homens antediluvianos não se provaria unicamente por meio dos fósseis humanos: provou-a também, e com muita certeza, a presença, nos terrenos daquela época, de objetos trabalhados pelos homens. Um fragmento de vaso, uma pedra talhada, uma arma, um tijolo bastarão para lhe atestar a presença. Pela grosseria ou perfeição do trabalho, reconhecer-se-á o grau de inteligência ou de adiantamento dos que o executaram. Se, pois, achando-vos numa região habitada exclusivamente por selvagens, descobrirdes uma estátua digna de Fídias, não hesitareis em dizer que, sendo incapazes de tê-la feito os selvagens, ela é obra de uma inteligência superior à destes.

Pois bem! lançando o olhar em torno de si, sobre as obras da Natureza, notando a providência, a sabedoria, a harmonia que presidem a essas obras, reconhece o observador não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana. Ora, desde que o homem não as pode produzir, é que elas são produto de uma inteligência superior à Humanidade, a menos se sustente que há efeitos sem causa.

A isto opõem alguns o seguinte raciocínio:

As obras ditas da Natureza são produzidas por forças materiais que atuam mecanicamente, em virtude das leis de atração e repulsão; as moléculas dos corpos inertes se agregam e desagregam sob o império dessas leis. As plantas nascem, brotam, crescem e se multiplicam sempre da mesma maneira, cada uma na sua espécie, por efeito daquelas mesmas leis; cada indivíduo se assemelha ao de quem ele proveio; o crescimento, a floração, a frutificação, a coloração se acham subordinados a causas materiais, tais como o calor, a eletricidade, a luz, a umidade, etc. O mesmo se dá com os animais. Os astros se formam pela atração molecular e se movem perpetuamente em suas órbitas por efeito da gravitação. Essa regularidade mecânica no emprego das forças naturais não acusa a ação de qualquer inteligência livre. O homem movimenta o braço quando quer e como quer; aquele, porém, que o movimentasse no mesmo sentido, desde o nascimento até a morte, seria um autômato. Ora, as forças orgânicas da Natureza são puramente automáticas.

Tudo isso é verdade; mas, essas forças são efeitos que hão de ter uma causa e ninguém pretende que elas constituam a Divindade. Elas são materiais e mecânicas; não são de si mesmas inteligentes, também isto é verdade; mas, são postas em ação, distribuídas, apropriadas às necessidades de cada coisa por uma inteligência que não é a dos homens. A aplicação útil dessas forças é um efeito inteligente, que denota uma causa inteligente. Um pêndulo se move com automática regularidade e é nessa regularidade que lhe está o mérito. É toda material a força que o faz mover-se e nada tem de inteligente. Mas, que seria esse pêndulo, se uma inteligência não houvesse combinado, calculado, distribuído o emprego daquela força, para fazê-lo andar com precisão? Do fato de não estar a inteligência no mecanismo do pêndulo e do de que ninguém a vê, seria racional deduzir-se que ela não existe? Apreciamo-la pelos seus efeitos.

A existência do relógio atesta a existência do relojoeiro; a engenhosidade do mecanismo lhe atesta a inteligência e o saber. Quando um relógio vos dá, no momento preciso, a indicação de que necessitais, já vos terá vindo à mente dizer: aí está um relógio bem inteligente?

Outro tanto ocorre com o mecanismo do Universo: Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras.

A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação, como pela evidência material dos fatos. Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram; entretanto, creem instintivamente na existência de um poder sobre-humano. Eles vêem coisas que estão acima das possibilidades do homem e deduzem que essas coisas provêm de um ente superior à Humanidade. Não demonstram raciocinar com mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram a si mesmas? 


Allan Kardec






Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec