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domingo, 22 de março de 2026

André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 43 - Crítica



André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 43


Crítica


2. "Se somente amardes os que vos amam que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que as amam? — Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? — Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? — Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. — Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus." — LUCAS, 6:32 a 36. (E.S.E - Capítulo XII — Amai os vossos inimigos - Retribuir o mal com o bem.)


Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes de iniciar.

Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.

Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstias ocultas que podem atingir você mesmo.

Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho, até que volte.

Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.

Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é problema dele.

Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.

Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência.

Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.

Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente.


André Luiz










Psicografia Chico Xavier.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 303 / 306 - Crítica, perdão e paciência

 

Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 303 / 306


Crítica, perdão e paciência


A liberdade de interpretação dos ensinamentos de Jesus é tamanha, que nos deu também uma indicação muito grande para a crítica. 

Se somos criticados, respondemos com melindre e paramos de trabalhar; se criticamos, criamos problemas para os companheiros… 

Quando falamos em perdão, não nos podemos esquecer, como sendo força geradora de paciência, que precisa ser utilizada com mais frequência com os amigos do que com os inimigos declarados… 

Os inimigos se afastam de nós (…); mesmo dentro da família, quando abraçamos a transformação, somos colocados à margem… 

No grupo dos amigos vamos encontrar uma batalha incessante — batalha de humildade construída dentro do nosso coração, na superação dos obstáculos em benefício da ideia que defendemos e professamos.

Se um amigo, ou os amigos, não tem paciência conosco, os grupos não prosperam, não frutificam em amor, em esperança, no socorro espiritual… 

Perdoar aos amigos! A gente nunca se lembra que é preciso perdoar aos amigos, ter paciência com eles, porque em observações de caráter imediato, que não são verdadeiras, nos deixamos levar por impressões… 

Muitas vezes, vamos conhecer a verdade depois de semanas ou mesmo depois da morte… 

Na paciência de uns para com os outros, vamos encontrar menos entraves. 

Então, essa paciência com os amigos é muito importante, porque, se nós colocarmos a nossa memória em funcionamento e perguntarmos a nós mesmos quantas vezes tivemos paciência com os inimigos, encontraremos o número um, porque depois não voltamos ao convívio deles… 

Mas, se nos indagarmos quantas vezes faltamos com paciência com os amigos? Vamos nos admirar, porque o número é imenso…

Se temos que ser tolerados todos os dias por aqueles que convivem conosco, qual o motivo da nossa intolerância para com esses mesmos companheiros que em nada diferem de nós nas lutas que travam consigo?!

Diamante é lapidado, não com pétalas de rosas; o ouro é levado ao cadinho… 

Nós todos estamos lutando… Vamos pedir a Deus paciência e pedir aos nossos amigos para que tenham paciência conosco. Eu peço paciência para todo mundo! 

Atualmente, dizem que eu estou doente… Sou uma pessoa bem-humorada, carregando uma engrenagem que está pesada, mas carrego com muita alegria…


Chico Xavier











sábado, 22 de agosto de 2020

Hammed - Livro As Dores da Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 20 - Crítica



Hammed - Livro As Dores da Alma - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 20


Crítica


– Carma são estruturas não somente sobre nossos feitos e atitudes, mas também sobre nossas sentenças e juízos, críticas e opiniões –

No evangelho de Lucas, capítulo VI, versículo 42, o Mestre propõe: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho do teu irmão”.

Por projeção psicológica entende-se a atitude de perceber nos outros, com certa facilidade, nossos conflitos e dificuldades, com recusa, no entanto, de vê-los em nós mesmos.

Dependendo do grau de distorção que fazemos dos fatos, para atender a nossas teorias e irrealidades, é que se inicia em nossa intimidade o processo da paranoia. Os paranoicos possuem uma característica peculiar: relacionam qualquer acontecimento do mundo consigo mesmos, ou, melhor dizendo, desvirtuam a realidade dos fatos, trazendo para o nível pessoal tudo o que ocorre em sua volta.

Quanto mais conscientizada for a criatura, tanto mais entende a ordem das coisas e mais as questionará em seu simbolismo. Estar perfeitamente harmonizado e centrado em tudo o que existe é o requisito primordial para atingirmos a plenitude da vida.

Tudo o que criticamos, veemente, no exterior encontraremos em nossa intimidade. Isso nos leva a entender que o ambiente em que vivemos é, em verdade, um espelho onde nos vemos exata e realmente como somos.

Se, na exterioridade, algo de inoportuno estiver ocorrendo conosco ou chamando muito a nossa atenção, é justamente porque ainda não estamos em total harmonia na interioridade. Significa que devemos analisar melhor e estudar ainda mais a área correspondente ao nosso mundo íntimo.

Vejamos o que dizem os Embaixadores do Bem sobre quem analisa os defeitos alheios: “Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evita-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade…”(1)

Todas as maldades e eventos desagradáveis que visualizamos fora são somente mensageiros ou intermediários que tornam consciente a nossa parte inconsciente. Tudo o que, realmente, estamos vivenciando no presente é tudo aquilo que estamos precisando neste momento.

Lemos a respeito de um assunto e logo atraímos criaturas que também se interessam pelo mesmo tema. Impressionamo-nos com um artigo de revista e, logo em seguida, sem nunca comentar esse fato com ninguém, aparecem pessoas nos presenteando com livros que abrangem essa matéria.

Esse encadeamento de fatos ou “elos do acaso” tem sua razão de ser, pois se baseia na lei das atrações ou das afinidades. Portanto, todo conhecimento, informação, acontecimento ou aproximação de que verdadeiramente precisamos, por certo, vivenciaremos.

“…Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo…”(1)

Nossas afirmações diante da vida retornarão sempre de maneira inequívoca. Carmas são estruturas não somente sobre nossos feitos e atitudes, mas também sobre nossas sentenças e juízos, críticas e opiniões.

Os efeitos do eco são reflexões de ondas que incidem sobre um obstáculo e retornam ao ponto de origem. Analogicamente, poderemos entender o mecanismo espiritual de funcionamento da lei de ação e reação em nossas existências. Atos ou palavras, repetidas sucessivamente, voltarão ecoando sobre nós mesmos; são “veredictos” resultantes de nossas apreciações e estimativas vivenciais.

Todas as nossas suspeitas sistemáticas tem raízes na falta de confiança em nós mesmos, e não nos outros. Por isso:

— se criticarmos o comportamento sexual alheio, podemos estar vivendo enormes conflitos afetivos dentro do próprio lar;

— se tememos a desconsideração, é possível termos desconsiderado alguma coisa muito significativa dentro de nossa intimidade;

— se desconfiarmos de que as pessoas querem nos controlar, provavelmente não estamos na posse do comando de nossa vida interior; e

— se condenamos a hipocrisia dos outros, talvez não estejamos sendo leais com nossas próprias vocações e ideias.

Projetar nossas mazelas e infortúnios sobre alguma coisa ou pessoa não resolve a nossa problemática existencial. Somente quando reconhecermos nossas “traves” – dispositivos interiores que limitam nossa marcha evolutiva – é que poderemos ver com lucidez que, realmente, são elas as verdadeiras fontes de infelicidade, que nos distanciam da paz e da harmonia que tanto buscamos.

O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional.

Os dicionários definem crítica como sendo um exame detalhado que visa a salientar as qualidades ou os defeitos do objeto a ser julgado. É comum encontramos alguém criticando o trabalho de outro sem tê-lo vivenciado pessoalmente, isto é, desaprovando o que nem sequer tentou fazer. Tudo isso faz parte da incoerência humana.

A crítica nociva é característica de indivíduos que não realizam nada de importante, não enfrentam desafios nem se arriscam a mudanças. Ficam sentados, observando o que as pessoas dizem, fazem e pensam para, depois, filosofar improdutivamente sobre as realizações alheias, usando suas elucubrações dissociadas do equilíbrio. As discordâncias são perfeitamente saudáveis e normais, desde que estejam fundamentadas em fatos concretos e não nos vapores das suposições ou das projeções da consciência.

Há quem diga que a crítica é profissionalizada, por ser um meio fácil e rentável para destacar os incapazes e inabilidosos, tomando-os pessoas importantes e formidáveis. Porém, não por muito tempo.

Os verdadeiros realizadores deste mundo não têm tempo para censuras e condenações, pois estão sempre muito ocupados na concretização de suas tarefas. Ajudam os fracos e inexperientes, ensinando os que não são talentosos, em vez de maldizê-los.

A crítica pode ser construtiva e útil. Cada um de nós pode, livremente, optar entre o papel de ironizar e o de realizar.

A crítica pode ser empregada como forma de inocentar-nos da responsabilidade de nossa própria ineficiência e de atribuir nossas frustrações e fracassos aos que, realmente, são criativos e originais.

Em verdade, para se viver com equilíbrio mental, emocional e social, é necessário, acima de tudo, respeitar os direitos dos outros, assim como queremos que os nossos sejam respeitados.

De acordo com o pensamento da Espiritualidade Maior: “Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais (...) a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes (...) Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas.”(2)

As “represálias” evidenciadas nesta questão podem ser consideradas como as desforras ou as vinganças que, comumente, os indivíduos fazem através de críticas, injúrias, sátiras e depreciações. Nesse tema, é oportuno ressalvar que, em muitas ocasiões, em decorrência das emoções patológicas, é perfeitamente possível pessoas sentirem-se humilhadas, vendo atitudes de arrogância e insulto onde não existem.

No mundo interior dos críticos implacáveis, pode existir uma intimidação, originalmente adquirida na infância, em virtude da autoridade e ameaça dos pais. Vozes do passado eco em suas mentes, solicitando, insistentemente, que sejam “pontuais e infalíveis”, “exatos e bem informados”,“super-responsáveis e controlados”.

As exigências do pretérito criaram-lhes um padrão de comportamento mental, caracterizado por constante cobrança e acusação, fazendo com que projetem tudo isso sobre os outros. O medo de cometerem erros e o fato de desconfiarem de si mesmos, conferem-lhes uma existência ambivalente. Vivem, ao mesmo tempo, entre a sensação de perseguição e a de superioridade. Além do mais, quem critica imagina-se sensacional e em vantagem.

Desesperadamente, observam e desconfiam de si mesmos. Exteriorizam e transferem toda essa sensação de auto-acusação, condenando os outros. Essa operação emocional funciona como uma válvula de escape, a fim de compensar a auto perseguição e aplacar as cobranças convulsivas do seu mundo interior.

Os críticos são especialistas em detectar e resolver os problemas que não lhes dizem respeito, mas, contrariamente, possuem uma grave dificuldade em aceitar a sua própria problemática existencial.

A Lei Divina nos dá o livre-arbítrio para escolhermos e concretizarmos nosso programa de aprendizagem, ou seja, livre opção para elegermos o caminho a ser percorrido, para expandirmos nossa consciência. O plano de instrução nos oferecerá duas possibilidades básicas, a saber: A aprendizagem consciente e a inconsciente.

A aprendizagem consciente é aquela em que estamos prontos para agir e resolver as coisas, mediante uma assimilação atuante ou uma participação voluntária.

A aprendizagem inconsciente é a que entrará em vigor, automaticamente, quando desprezamos, conscientemente, a resolução e compreensão do nosso roteiro de instrução. Em resumo: o sofrimento sempre entra em ação, quando não aprendemos espontaneamente.

O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional; portanto, sua possibilidade de integralizar novos conceitos e experiências é quase nula. Quanto mais ele projeta a culpa e a acusação ao mundo exterior, recusando cumprir sua aprendizagem conscientemente, mais sofrerá com os reflexos de suas atitudes. Jesus Cristo, conhecendo os traços de caráter da humanidade terrena em evolução, advertiu-os: “Ouvi-me, vós todos, e compreendei. Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem.”(3) A tendência em julgar e criticar os outros, com intenção maldosa, recebe a denominação de malícia; em outras palavras, o indivíduo nessas condições vê os outros com os olhos da “própria maldade”.


Hammed




(1) – Questão 903 –
Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios?

“Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar proveito, para evita-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: ‘Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não a trave no seu próprio”.

(2) – Questão 871 – 
Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?

“Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impõe deveres recíprocos.”

(3) Marcos 7:.4 e 15



Fonte: As Dores da Alma -pdf