Amaral Ornellas - Livro Parnaso de Além-Túmulo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 9
Ave Maria
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.
O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.
Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!
Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!
Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.
Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
Amaral Ornellas
Amaral Ornellas. Funcionário público. Nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Outubro de 1885 e desencarnou a 5 de Janeiro de 1923. Talento brilhante, deixou dois volumes de Poesia, consagrados pela crítica coeva, além de copiosa literatura teatral e doutrinária.
Amaral Ornellas - Livro Instruções Psicofônicas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 56
A oração
A nossa reunião da noite de 17 de março de 1955 caracterizou-se pelo esforço assistencial intensivo. Entidades desencarnadas, em lamentável desequilíbrio, reclamaram-nos grande atenção… E, muitas vezes, fomos constrangidos à prece para melhor assimilarmos o auxílio dos nossos Benfeitores do Alto.
Finalizando as nossas tarefas, Meimei compareceu, através do médium, reconfortando-nos com bondade.
— “Meus irmãos — disse a nossa companheira —, todos partilhamos o contentamento da nossa noite de serviço e, quanto nos é possível, estamos colaborando para que fluidos restauradores nos controlem o ambiente, restituindo-lhe o equilíbrio físico, indispensável à luta redentora em que nos situamos. Pedimos mais alguns instantes de silêncio e harmonia mental, pois estamos com a visita do nosso amigo Amaral Ornellas, que algo nos dirá, relativamente à oração.”
Retirou-se Meimei e o nosso irmão mencionado, operando imediata transfiguração do médium, ocupou-lhe os recursos psicofônicos e, de pé, depois de ligeira saudação, pronunciou o significativo soneto que transcrevemos.
A princípio, é um rumor do coração que clama,
Asa leve a ruflar da alma que anseia e chora…
Depois, é como um círio hesitante da aurora,
Convertendo-se, após, em resplendente chama…
Então, ei-la a vibrar como estrela sonora!
É a prece a refulgir por milagrosa flama,
Glória de quem confia e poder de quem ama,
Por mensagem solar, cindindo os céus a fora…
Depois, outro clarão do Além desce e fulgura.
É a resposta divina aos rogos da criatura,
Trazendo paz e amor em fúlgidos rastilhos!…
Irmãos, guardai na prece o altar do templo vosso!
Através da oração, nós bradamos: — “Pai Nosso!”
E através dessa luz, Deus responde: — “Meus filhos!”
ÁUDIO: Poesia para a alma #34 - A oração (Amaral Ornellas/Chico Xavier) NEPE Paulo de Tarso Na voz de Flavia Contartesi
Gustavo Adolfo do Amaral Ornellas, poeta, dramaturgo, jornalista e médium espírita brasileiro. Teve atuação dinâmica nos meios literários, destacando-se como autor da peça intitulada O Gaturama, premiada pela Academia Brasileira de Letras. Desenvolveu seus trabalhos no campo doutrinário junto à Federação Espírita Brasileira, tendo sido ainda diretor da revista Reformador.
Foi médium passista, tarefa que exerceu até aos últimos dias de sua vida, e autor de inúmeras poesias de cunho espírita. (Wikipédia)