segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Meimei - Livro Deus Aguarda - Chico Xavier - Cap. 14 - Ensinamento vivo



Meimei - Livro Deus Aguarda - Chico Xavier - Cap. 14


Ensinamento vivo


Nunca te vingues.

Guarda a paciência e desculpa sempre.

Esta é uma página real no livro do cotidiano:
Um amigo em provação sofrera golpes sobre golpes.

O companheiro, que supusera, lhe fosse mais dedicado, arrasara-lhe a alegria.

Apropriara-se-lhe, indebitamente, da chácara que o pai lhe havia confiado, ao despedir-se da existência; apartara-o da esposa com atitudes fraudulentas e, por fim, tomara-lhe o filho quase criança e, após habituá-lo à cocaína, dele fizera perigoso salteador.

Por isso mesmo, jurou aniquilá-lo.

Cientificara-se de que o conturbado irmão compareceria a determinada festividade, em data à distância de um mês, depois de complementar o seu plano infeliz.

Adquiriu a arma de que se serviria e ensaiou o gesto trágico.

Na semana que se lhe seguiu ao projeto, no entanto, foi conduzido por irmãos devotados a certo lar que se entrega ao culto do Evangelho do Cristo.

A lição em pauta era o perdão para os inimigos.

O inesperado visitante escutou as preleções da hora e comoveu-se ao refletir nos ensinamentos de Jesus.

Iluminado por súbita renovação, decidiu esquecer as ofensas recebidas.

No dia imediato, reconhecia-se outro, à procura da felicidade própria, na certeza de que Deus o abençoaria.

Passaram as horas sobre as horas, quando eis que a vida lhe traz uma surpresa estranha: no mesmo sítio, onde praticaria o delito, na data prefixada, ao término das manifestações de regozijo de quantos partilhavam a festa mencionada, aquele que se lhe fizera desapiedado agressor caiu nos braços da morte, sob violento colapso cardíaco.

Ensinamento do fato: jamais nos vinguemos.

Todos nós, aqui, ali e mais além, estamos todos sob o controle das leis de Deus.


Meimei












domingo, 20 de setembro de 2026

Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Chico Xavier / Carlos Antônio Baccelli - Cap. 157 - Cultura do coração



Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Chico Xavier / Carlos Antônio Baccelli - Cap. 157


Cultura do coração

 
“Nosso amigo André Luiz costuma imprimir uma nova expressão à frase, asseverando: “O coração da cultura é a cultura do coração”, enfatizando a nossa necessidade de sublimar os próprios sentimentos.”


Chico Xavier










Emmanuel - Livro Inspiração - Chico Xavier - Cap. 19 - Problema de rendimento



Emmanuel - Livro Inspiração - Chico Xavier - Cap. 19


Problema de rendimento


"Porém muitos primeiros virão a ser os últimos, e muitos últimos virão a ser os primeiros." — (MATEUS, 19:30)


Não basta viva o homem longa existência na forma física para que se lhe exalte a romagem nos fastos do tempo. É imprescindível conhecer-lhe o conteúdo da grande marcha.

Muitos atravessaram por mais de um século o terreno caminho deixando, porém, na retaguarda, os minutos repletos de rebeldia e desencanto, de inutilidade e solidão.

Muitos outros legaram, aos descendentes, após enorme sequência de lustros do calendário, a lamentável herança da crueldade, muita vez a expressar-se no crime.

Outros, no entanto, guardando os talentos do corpo físico, a prazo curto, souberam entesourar, na esteira das horas, sublimes patrimônios de aprendizado e serviço, no justo entendimento da responsabilidade de respirar e viver…

Não vale penetrar a oficina do Cristo e pavonear-se com títulos exteriores, valendo-se da crença inoperante para escudar-se na preguiça ruinosa.

Observa a produção de tua fé, inventaria as próprias ações, em contato com os dons que te felicitam, e compreenderás que a lição de Jesus, quanto aos últimos que serão os primeiros no Reino dos Céus; se refere aos Espíritos valorosos e decididos, abnegados e resolutos que fazem da própria vida não somente um florilégio de preciosas afirmações verbais, mas sim um roteiro de amor e luz, sentido e realizado com o próprio sacrifício, para que as lutas do presente na Terra se transformem, desde hoje, em trilho de ascensão para o Celeste Porvir.


Emmanuel















Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 33 - Benefícios imediatos



Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 33


Benefícios imediatos


Entre o Aprendiz e o Orientador se estabeleceu precioso diálogo:

— Instrutor, qual é a força que domina a vida?

— Sem dúvida é o amor.

— Esse poder tudo resolve de pronto?

— Entre as criaturas humanas, de modo geral, ainda existem problemas, alusivos ao amor que demandam muito tempo a fim de que se atinja a solução no campo do entendimento.

— E qual o recurso máximo que nos garante segurança entre as desarmonias do mundo?

— A fé.

— Pode a fé ser obtida, de momento para outro?

— Não é assim. A confiança raciocinada reclama edificação vagarosa no curso dos dias.

— A que fator nos cabe recorrer, para que se nos conservem o ânimo e a alegria de servir entre os conflitos da existência?

— A paz.

— E a paz surge espontânea?

— Também não. Ninguém conhece a verdadeira paz sem trabalho e todo trabalho pede luta.

— Então, Instrutor, não existe elemento algum no mundo que nos assegure benefícios imediatos?

— Existe.

— Onde está esse prodígio, se vejo atritos por toda parte, na Terra?

O Mentor fez expressivo gesto de compreensão e rematou:

— Filho, a única força capaz de proporcionar-nos triunfos imediatos, em quaisquer setores da vida, é a força da paciência.


Emmanuel













sábado, 19 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. II - Comentários ao Evangelho segundo Marcos - Chico Xavier - Cap. 70 - O maior



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. II - Comentários ao Evangelho segundo Marcos - Chico Xavier - Cap. 70


O maior


Ainda e sempre, a vaidade humana prossegue na caça incessante aos títulos máximos na Terra.

Cartazes da imprensa e programas radiofônicos na atualidade cogitam de campeões variados que brilham, passageiros, na ribalta do mundo.

O maior pensador…

O maior cientista…

O maior industrial…

O artista maior…

E o campo de realizações terrestres, copiando-lhes o impulso, apresenta com garbo os seus expoentes mais altos…

O maior arranha-céu…

O maior transatlântico…

O maior espetáculo…

A fortuna maior…

Todavia, semelhantes pruridos de evidência terrestre não são novos.

Há quase vinte séculos, surgiam eles igualmente no colégio dos seguidores humildes do Senhor.

Nem mesmo os aprendizes do Evangelho, despretensiosos e simples conseguiram fugir à tentação do destaque pessoal.

Eles próprios, na antevisão do paraíso, indagaram do Mestre, com desassombro inconsciente: — Quem seria o maior no Reino dos Céus? 

E a resposta do Cristo, ainda hoje, é um desafio à nossa fé.

O maior no Reino do Amor será sempre aquele que se fizer o servo infatigável de todos, aquele que, em se esquecendo, oferece aos outros a própria alegria que não possui, e que, em se ajustando à máquina do bem, possa apagar-se, contente e anônimo, atendendo, no lugar que lhe é próprio, a tarefa que o Senhor lhe determina…

Se procuras, desse modo, a comunhão com Jesus, onde estiverdes, olvida a ti mesmo pela glória de ser útil.

Ajuda, aprende, ampara, compreende, crê e espera cada dia…

E, servindo sempre, encontrarás com o Mestre Divino a felicidade perfeita, penetrando com Ele o segredo sublime da cruz, pelo qual, em se rendendo à suprema renúncia, fez-se a luz das nações e a esperança da Humanidade inteira.


Emmanuel







(Reformador, novembro 1955, página 245)

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46 - Crescei



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46


Crescei


“Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-Cristo.” — PEDRO. (2 Pedro, 3:18)


A situação de destaque preocupa constantemente a ideia do homem.

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.


Emmanuel














sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16 - A trilogia bendita



Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16


A trilogia bendita


Em tempos remotos, o Senhor vinha ao mundo frequentes vezes entender-se com as criaturas.

Certa vez, encontrou um homem irado e mau, que outra coisa não fazia senão atormentar os semelhantes. Perseguia, feria e matava sem piedade. Quando esse Espírito selvagem viu o Senhor, aproximou-se atraído pela luz d’Ele, a chorar de arrependimento.

O Cristo, bondoso, dirigiu-lhe a palavra:

— Meu filho, por que te entregaste assim à perversidade? Não temes a justiça do Pai? Não acreditas no Celeste Poder? A vida exige fraternidade e compreensão.

O malfeitor, que se mantinha prisioneiro da ignorância, respondeu em lágrimas:

— Senhor, de hoje em diante serei um homem bom.

Alguns anos passaram e Jesus voltou ao mesmo sítio. Lembrou-se do infeliz a quem havia aconselhado e buscou-o. Depois de certa procura, foi achá-lo oculto numa choça, extremamente abatido. Interpelado quanto à causa de tão lamentável transformação, o mísero respondeu:

— Ai de mim, Senhor! Depois que passei a ser bom, ninguém me respeitou! Fiz-me escárnio da rua… Tenho usado a compaixão e a generosidade, segundo me ensinaste, mas em troca recebo apenas o ridículo, a pedrada e a dilaceração…

O Mestre, porém, abençoou-o e falou:

— O teu lucro na eternidade não será pequeno com o sacrifício. Entretanto, não basta reter a bondade. É necessário saber distribuí-la. 

Para bem ajudar, é preciso discernir. Realmente é possível auxiliar a todos. Contudo, se a muita gente devemos ternura fraterna, a numerosos companheiros de jornada devemos esclarecimento enérgico.   

Estimularemos os bons a serem melhores e cooperaremos, a benefício dos maus, para que se retifiquem. 

Nunca observaste o pomicultor? Algumas árvores recebem dele irrigação e adubo; outras, no entanto, sofrerão a poda, a fim de serem convenientemente amparadas.

O Senhor retirou-se e o aprendiz retomou a luta para conquistar o conhecimento.

Peregrinou através de muitos livros, observou demoradamente os quadros da vida e recebeu a palma da ciência.

Os anos correram apressados, quando o Cristo regressou e procurou-o, novamente.

Dessa vez, encontrou-o no leito, enfermo e sem forças.

Replicando ao Divino Amigo, explicou-se:

— Ai de mim, Senhor! Fui bom e recebi injustiças, entesourei a ciência e minhas dificuldades cresceram de vulto.

Aprendi a amar e desejar em sã consciência, a idealizar com o Plano superior, mas vejo a ingratidão e a discórdia, a dureza e a indiferença com mais clareza. Sei aquilo que muita gente ignora e, por isto mesmo, a vida tornou-se-me um fardo insuportável…

O Mestre, porém, sorriu e considerou:

— A tua preparação para a felicidade ainda não se acha completa. Agora, é preciso ser forte. Acreditas que a árvore respeitável conseguiria viver e produzir, caso não soubesse tolerar a tempestade?  

A firmeza interior, diante das experiências da vida, conferir-te-á o equilíbrio indispensável. Aprende a dizer adeus a tudo o que te prejudica na caminhada em direção da luz divina e distribuirás a bondade, sem preocupações de recompensa, guardando o conhecimento sem surpresas amargas. Sê inquebrantável em tua fé e segue adiante!

O aprendiz reergueu-se e nunca mais experimentou a desarmonia, compreendendo, enfim, que a bondade, o conhecimento e a fortaleza são a trilogia bendita da felicidade e da paz.


Neio Lúcio