terça-feira, 26 de novembro de 2024

André Luiz - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 30 - Conquistando simpatia



André Luiz - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 30


Conquistando simpatia


Aprenda a sorrir para estender a fraternidade.

Eleve o seu vocabulário para o intercâmbio com os outros.

Carregue as suas frases com baterias de compreensão e otimismo.

Eduque a voz para que ela seja a moldura digna de sua imagem.

Converse motivando as pessoas para o bem a fazer.

Não corte o assunto com anotações diferentes daquilo que interessa ao seu interlocutor.

Quem aprende a ouvir com respeito fala sempre melhor.

Diante de problemas a solucionar, esclareça com serenidade sem destacar a perturbação.

Quanto possível, procure calar suas mágoas, reservando-as para os seus colóquios com Deus.

Recordemos: todos necessitamos uns dos outros e a palavra simples e espontânea é a chave da simpatia.


André Luiz










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Humberto de Campos - Livro Cartas e Crônicas - Chico Xavier - Cap. 37 - Mensagem breve



Humberto de Campos - Livro Cartas e Crônicas - Chico Xavier - Cap. 37


Mensagem breve


Realmente você tem razão quando afirma que o mundo parece modificado e que precisamos imenso desassombro para viver dentro dele.

Os últimos cinquenta anos operaram gigantesca reviravolta nos costumes da Terra. A casa patriarcal que havíamos herdado do século XIX transformou-se no apartamento a dependurar-se nos arranha-céus; a locomotiva enfumaçada é quase uma joia rara de museu à frente do avião que elimina distâncias; a gazeta provinciana foi substituída pelos jornais da grande imprensa; e os saraus caseiros desapareceram, ante a invasão do rádio, cuja programação domina o mundo.

O automóvel, o transatlântico, o cinema e a televisão constituem outros tantos fatores de informe rápido, alterando a mente do povo em todos os climas.

E a garantia dos cidadãos? Em quase todos os países há leis de segurança para empregados e patrões, homens e mulheres, jovens e crianças.

Há direitos de greve, licença, litígio e descanso remunerado.

Existem capitães da indústria e comércio, acumulando riquezas mágicas de um dia para outro, desde que não soneguem o imposto relativo aos monopólios que dirigem contra a harmonia econômica.

Temos operários desfrutando inexplicável impunidade, na destruição das casas em que trabalham, com a indisciplina protegida em fundamentos legais.

Há jovens amparados na difusão da leviandade e da mentira, sem qualquer constrangimento por parte das forças que administram a vida pública.

Não estamos fazendo pessimismo.

Sabemos que o mundo permanece sob o governo místico das rédeas divinas e não ignoramos que qualquer perturbação é fenômeno passageiro, em função de reajuste da própria região onde surge o desequilíbrio.

Com as nossas observações, tão somente nos propomos reconhecer que a criatura humana de nossa época está mais livre e, por isso, mais destacada em si mesma.

Nos grandes períodos de transição, qual o que estamos atravessando, somos como que chamados pela Sabedoria Divina a provar nossa madureza interior, nossa capacidade de autodireção.

Daí resulta a desordem aparente, em que somos compelidos à revelação da própria individualidade.

Na organização coletiva, no grupo social, na equipe de trabalho ou no reduto doméstico, vê-se o homem de hoje obrigado a mostrar-se tal qual é, classificando-se, de imediato, pela própria conduta.

As dissensões, os conflitos, as lutas e os embates de todas as procedências oferecem a impressão de caos, provocando a gritaria dos profetas da decadência, e, por isso mesmo, as almas que não se armaram de fé e que não se sustentaram fiéis às raízes simples da vida sofrem pavorosos desastres psíquicos, que as situam nos escuros domínios da alienação mental.

Cresce a loucura em todas as direções. O hospício é a última fronteira dos enfermos do espírito, de vez que se agitam eles em todos os setores de nosso tempo, à maneira de consciências que, impelidas ao autoexame, tentam fugir de si mesmas, humilhadas e estarrecidas.

Em razão disso, creia que o melhor caminho para não cair nas mãos dos psiquiatras é o ajustamento real de nossa personalidade aos princípios cristãos que abraçamos, porque o problema é da alma e não da carne.

Não precisaremos discutir.

A hora atual da Terra é inegavelmente dolorosa, mas a tempestade de hoje passará, como as de ontem.

Refugiemo-nos em Cristo.

O Senhor é a nossa fortaleza.

Se tivermos bastante coragem de viver o Cristianismo em sua feição pura, na condição de solitários carregadores de nossa cruz, poderemos encarar valorosamente a crise e dizer-lhe num sorriso confiante: — “Vamos ver quem pode mais”.


Humberto de Campos 
(Irmão X)










segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 26 - Véus



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 26


Véus


“Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.” — PAULO (2 Coríntios, 3.16)


Não é fácil rasgar os véus que ensombram a mente humana.

Quem apenas analisa, pode ser defrontado por dificuldades inúmeras, demorando-se muito tempo nas interpretações alheias.

Quem somente se convence, pode tender ao dogmatismo feroz.

Muitos cientistas e filósofos, escritores e pregadores assemelham-se aos pássaros de bela plumagem, condenados a baixo voo em cipoais extensos. 

Vigorosas inteligências, temporariamente frustradas por véus espessos, estão sempre ameaçadas de surpresas dolorosas, por não se afeiçoarem, realmente, às verdades que elas mesmas admitem e ensinam.

Exportadores de teorias, olvidam os tesouros da prática e daí as dúvidas e negações que, por vezes, lhes assaltam o entendimento. Esperam o bem que ainda não semearam e exigem patrimônios que não construíram, por descuidados de si próprios.

Conseguem teorizar valorosamente, aconselhar com êxito, mas, nos grandes momentos da vida, sentem-se perplexos, confundidos, desalentados… 

É que lhes falta a verdadeira transformação para o bem, com o Cristo, e, para que sintam efetivamente a vida eterna com o Senhor, é indispensável se convertam ao serviço de redenção. 

Somente quando chegam a semelhante cume espiritual é que se libertam dos véus pesados que lhes obscurecem o coração e o entendimento, atingindo as Esferas Superiores, em voos sublimes para a Divindade.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 18 - Ponto de apoio



Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 18


Ponto de apoio 


Ainda que não disponhas de tempo e recursos, não hostilizes a ninguém.

Auxilia aos semelhantes, quanto puderes, e quando não possas fazer aquilo que se te pede, abençoa e passa.

Cada criatura, na essência, é uma porta pela qual o Amor Infinito pode manifestar-se.

Muitas vezes, a pessoa que hoje menosprezamos, amanhã será o ponto de apoio pelo qual necessitaremos do socorro de Deus.


Emmanuel









Emmanuel - Livro O Essencial - Chico Xavier - Cap. 11 - Buscando paz



Emmanuel - Livro O Essencial - Chico Xavier - Cap. 11


Buscando paz


Aquele que te agride
Pode ser um doente.

Não te queixes. Espera,
Não dramatizes. Ora.

O troco do silêncio
É uma bênção de paz.

Recorda quantas vezes
Ferimos sem querer.

Se o golpe é dos mais graves,
Entrega o assunto a Deus.

Para sanar o mal,
Bastar-se-á viver.


Emmanuel










Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 17 - Depois da morte



Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 17


Depois da morte


Filhos, depois da morte é que valorizareis, com maior propriedade, cada minuto que a Divina Providência vos concedeu no corpo físico... Além das estreitas fronteiras do túmulo é que lamentareis a oportunidade de ascensão espiritual que malbaratastes, permitindo-vos envolver em questiúnculas de somenos...

Quando vos contemplardes, redivivos, na Vida que se desdobra para lá do sepulcro, é que observareis o que fizestes de vós mesmos na imagem que se vos refletirá no espelho da própria consciência...

Quando maior lucidez vos favorecer nas Dimensões do Infinito, sereis invadidos pelo inevitável remorso de quem, sobre a Terra, não se ocupou quanto deveria da Verdade que transcende os interesses imediatos dos homens...

Pranteareis, então, a inversão de valores a que consagrastes a existência, reconhecendo-vos na condição do aluno leviano que tudo daria para voltar às primeiras lições, na escola que desprezou, e recomeçar o aprendizado...

Olhareis o céu constelado na vastidão do Cosmos que não alcançais e suspirareis, de novo, pelo aconchego do ninho terrestre, robustecendo as asas frágeis nos voos em que muitos vos antecederam...

Então, porque disputastes sem medir conseqüências para a felicidade alheia, tornareis ao mundo sem que a luta vos conceda tréguas à paz...

Caminhareis entre a renúncia e o sacrifício, silenciando queixas e dores, para as quais, na maioria das vezes, os que renteiam convosco serão omissos...

Tomando nos ombros a cruz que desprezastes, seguireis com determinação em meio a injúrias e apupos, à semelhança Daquele que, um dia, nos mostrou o caminho de acesso à Grande Altura!...

Filhos, não relegueis a plano secundário o que vos seja de interesse para a vida fora das dimensões da matéria que logo chega.

Enquanto vos sorri o Dia e a Grande Noite não vem, trabalhai com afinco preparando o lugar que vos aguarda em plena imortalidade.

Ainda hoje, modificai os vossos propósitos para o bem e sejam mais nobres os vossos passos na Vida!


Bezerra de Menezes










 

domingo, 24 de novembro de 2024

Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 16 - Mérito intransferível



Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 16


Mérito intransferível


Filhos, estais convictos de que, para os trabalhadores, o mérito do trabalho é pessoal e intransferível. 

Quem obedece e realiza lucra mais do que quem simplesmente ordena, negando-se a ombrear com os companheiros que disputam o privilégio de servir. 

Sem dúvida, quem idealiza o bem, ensejando a outros oportunidade de concretizá-lo, cumpre elevada função entre os homens, não olvidemos, no entanto, que deve ser de seu interesse o envolvimento direto nas tarefas que planeja.

Quem fala e ensina o caminho acende uma luz, mas quem ouve e se dispõe a percorrê-lo ilumina-se com ela. 

Digo-vos assim, a propósito de quantos costumam se queixar das inúmeras atividades que são convidados a desempenhar na casa espírita... Quantos não são os que se sentem sobrecarregados espiritualmente, chegando mesmo a se imaginarem explorados na boa vontade que revelam? Quantos não são os que se afastam, por serem concitados a efetuarem, constantes doações pecuniárias, em face das despesas inevitáveis para que o trabalho seja sustentado?

Não acrediteis, sob qualquer pretexto, que a vossa bolsa, em nome da caridade, se abre para poupar aqueles que ainda demonstram excessivo apego aos bens materiais e tampouco admitais que, lavrando o campo do espírito, alguém vos seja capaz de substituir no rosto o suor que devereis verter por vós mesmos...

A Contabilidade Divina, que jamais se equivoca, se debita em vosso nome o que passastes a dever aos cofres da Divina Providência, credita em vosso benefício tudo quanto vos advém do próprio esforço. 

Não vos canseis, pois, e nem vos desalenteis, quando, porventura, pesar um tanto mais sobre os vossos ombros o lenho das obrigações espirituais que abraçastes voluntariamente ou que vos foram delegadas por aqueles que se renderam ao comodismo.

Recordai-vos das inolvidáveis palavras do Cristo: "O Filho do Homem veio para servir, e não para ser servido". 

Por conseguinte, somente quem serve desinteressadamente conhece a alegria íntima que o serviço do bem pode proporcionar.

Filhos, agradecei aos Céus a oportunidade de já terdes sido admitidos na vossa presente romagem terrestre, como os últimos dentre os últimos servos do Senhor, dando assim inicio à jornada de vossa ansiada redenção espiritual.


Bezerra de Menezes