quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Emmanuel - Livro Correio Fraterno - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 58 - Mudança de Plano



Emmanuel - Livro Correio Fraterno - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 58


Mudança de Plano


Não esperes pela morte do corpo físico para realizares o serviço da própria elevação.

Cada dia é oportunidade de ascensão ao melhor.

Cada tarefa edificante é degrau com que podemos subir às Esferas superiores.

Todos respiramos em Planos distintos e todos podemos alcançar horizontes mais altos.

Se te habituaste à irritação, cultiva o silêncio e a tolerância, com as quais te desvencilharás dos laços sombrios da cólera, penetrando os domínios da luz.

Se tens a infelicidade de comprar inimigos, através de atitudes impensadas, detém-te na serenidade e aprende a servir aos teus desafetos, alcançando, assim, o reino brilhante da simpatia.

Se ainda te debates nos desvãos da ignorância, não te esqueças do esforço na leitura sadia e edificante para a aquisição do conhecimento e da sabedoria.

Se respiras no resvaladouro da queixa, esquece a ociosidade e o desânimo, e, erguendo-te para o trabalho digno, consagra-te ao suor enobrecente, a fim de incorporares ao teu patrimônio espiritual o otimismo e a paz, o bom ânimo e a alegria.

Há milhões de “círculos de vida”, dentro de nossa residência planetária.

Cada criatura vive na faixa de sentimentos a que se ajusta.

O verme agarra-se à escuridão do subsolo.

O batráquio mora no charco.

A ave plana e canta na altura.

A chama envolve-se nas emanações da luz que irradia.

Assim também, cada alma reside na esfera de ideal e pensamento que forma para si mesma.

Quem deseje, pois, um mundo melhor pode avançar, pelo trabalho e pela boa vontade, no roteiro da ascensão, desde hoje.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Batuíra - Livro Chico Xavier Pede Licença - Espíritos Diversos — F. C. Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 35 - Atualidade terrestre




Batuíra - Livro Chico Xavier Pede Licença - Espíritos Diversos/ Herculano Pires & Chico Xavier - Cap. 35


Atualidade terrestre




Meus amigos.

O texto escolhido por nossos instrutores da Vida Maior recaiu na advertência do Senhor: — “quando derdes um festim, convidai os pobres e os estropiados…” 

Vemos nisso, em nível mais alto de deduções, a penúria espiritual do mundo e as mutilações de ordem moral que enxameiam na Terra, solicitando-nos a provisão necessária de amor e luz.

Sentimos hoje, talvez como nunca, o impositivo da distribuição dos recursos imprescindíveis da alma.

Em toda parte estamos cercados por um mundo sedento de socorro e esperança.

Nos decênios últimos, milhões de companheiros da Humanidade, que gravitavam em torno da comunidade planetária, voltaram ao Plano Físico impondo ao Orbe novas perspectivas de libertação e progresso.

Esmagadora percentagem dos recém-chegados, através das portas da reencarnação, no fundo não se constitui de seres mais adiantados espiritualmente e sim de legiões imensas que aguardavam oportunidade para o retorno à experiência no lado mais denso da vida.

Isso vem criando os desníveis que conhecemos e os desequilíbrios que transparecem atualmente de quase todos os setores da atividade humana.

Estamos na residência física do planeta assim como grande família que recebeu apressadamente e sem a devida preparação largo acréscimo de parentes que há muito tempo viviam distantes, a exigir-nos agora providências múltiplas para que consigamos todos viver, conviver e sobreviver.

É, decerto, a hora do festim da inteligência em que somos todos induzidos a cooperar com os nossos irmãos para que disponham de possibilidades básicas na existência, de modo a alcançarem os objetivos de segurança e evolução a que demandam.

Aprendemos a repartir o pão.

Atingimos o momento de estender a paciência e a tolerância.

Temos doado apoio afetivo aos entes mais caros. Chegou o instante de exteriorizarmos o coração em forma de entendimento e de amor.

Divulgação dos nossos princípios espíritas-evangélicos, não só de maneira determinada, mas por todas as formas que se nos façam possíveis.

Iluminar os caminhos e suportar os que transitam por eles carregando desespero ou desânimo, angústia ou perturbação.

Dar as mãos aos companheiros da estrada e ouvir-lhes os doestos e injúrias, as blasfêmias e lamentações com espírito de socorro e de paz.

Trabalhemos, sim, trabalhemos sempre mais, esparzindo os conhecimentos que nos honorificam a vida pelo acréscimo da Misericórdia Divina.

Antes de tudo, tanto quanto pudermos, solicitemos a todos, ou melhor, a cada um de nós, serenidade e serviço junto daqueles amados nossos, na órbita do lar, para que a tranquilidade e a bênção nos vivifiquem no desempenho dos deveres que o Senhor nos atribui.

Os pais difíceis, o filho problema, o esposo complexo, a esposa em desequilíbrio, o companheiro enigma e todos aqueles que se nos vinculam à experiência pessoal, transformados para nós em desafios inquietantes à nossa capacidade de entender e de amar — todos eles, os que se nos apresentam na moldura da provação — se erigem como sendo os necessitados a que nos cabe servir no festim da compreensão.

Pedimos determinadas concessões a Jesus e Jesus nos solicita determinados tipos de trabalho em Sua Seara de Infinito Amor. E essa seara começa de nossa própria casa.

Amemo-nos como Jesus nos amou. 

Esta será talvez para nós todos, agora, na atualidade do Mundo, a maior mensagem.



Batuíra



Batuíra (Antônia Gonçalves da Silva), pioneiro da imprensa espírita em São Paulo, patrono do Clube dos Jornalistas Espíritas e do Grupo Espírita Emmanuel, figura de destaque na história do Espiritismo no Brasil. A Rua Espírita, do Lavapés, tem esse nome em virtude de ter sido aberta por Batuíra, que nela viveu e instalou as oficinas e a redação do jornal “Verdade e Luz”.


Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Chico Xavier - Livro Evangelho de Chico - Carlos A. Baccelli, pág. 299 - Imortalidade




Chico Xavier - Livro Evangelho de Chico - Carlos A. Baccelli, pág. 299


Imortalidade


Emmanuel já escreveu por nosso intermédio: Escapamos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos…

Um Espírito Amigo nos disse que a morte do corpo não é mais do que um sono mais prolongado de que despertamos como somos, como estamos e como queremos.


Chico Xavier

Henrique Karroiz - Mensagem Cristalina - Angela Coutinho




Henrique Karroiz -  Mensagem Cristalina - Angela Coutinho

IRMÃOS E AMIGOS


Jesus veio a nós trazendo a beleza de Sua espiritualidade, a abrangência de Suas vibrações, a beleza de Sua realeza em amor e humildade. Não precisamos e não devemos lembrar-nos de Sua figura na cruz, mas, sim, da mensagem cristalina que trouxe a esta esfera, ainda, hoje, em multiplicidade de observações e posturas a cerca de Suas palavras, porém, trazendo a nós esta Alma que vive nas altas esferas, doando-se de maneira tão plena e pura a todos que precisam crescer e apreender as leis universais do amor, da caridade e da fé.

Olhemos para nós mesmos e ponderemos sobre se estamos seguindo as tantas orientações do Mestre Nazareno, se estamos buscando andar como Ele andou e, vivendo em posturas humildes e fraternas. Não precisamos retornar aos momentos de torturas e sofrimentos do Mestre na Galileia, para nos consolidarmos com a Sua doutrina. Não, a postura das almas deverá ser única diante Dele, pois Ele nos olha e acompanha nossa caminhada, vendo o quanto ainda distorcemos Suas palavras e amontoamos conceitos e dogmas tão distantes de tudo que nos trouxe.

Amemos como Ele nos amou e continua amando; perdoemos e aceitemos nossos irmãos como são, sem que as críticas se avolumem e nos tornemos distantes uns dos outros; pratiquemos o amor e a fé com lisura espiritual, definindo bem o que é “amar a seu próximo como a si mesmo”, até que possamos alcançar o Seu último mandamento:

"Ama a teu próximo como Eu vos amei."


Henrique Karroiz

Mensagem psicografada por Angela Coutinho em 15 de março de 2013, Petrópolis, RJ.


Fonte: GCE - Grupo de Comunicação Espiritual

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Pág. 49 - Prolegômenos



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Pág. 49 


Prolegômenos 


Fenômenos alheios às leis da ciência ordinária se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente.

A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma potência inteligente e os fatos provaram que essa potência é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa potência declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do envoltório corporal do homem. Assim é que foi revelada a doutrina dos Espíritos.

As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.

Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

Este livro é o repositório de seus ensinos. Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a forma de algumas partes da redação constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar.

Entre os Espíritos que concorreram para a execução desta obra, muitos se contam que viveram, em épocas diversas, na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. Outros, pelos seus nomes, não pertencem a nenhuma personagem cuja lembrança a história guarde, mas cuja elevação é atestada pela pureza de seus ensinamentos e pela união em que se acham com os que usam de nomes venerados.

Eis em que termos nos deram, por escrito e por muitos médiuns, a missão de escrever este livro:

“Ocupa-te com zelo e perseverança do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. Mas, antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos, a fim de lhe verificarmos todas as minúcias.

“Estaremos contigo sempre que o pedires, para te ajudarmos nos teus outros trabalhos, porquanto esta é apenas uma parte da missão que te está confiada e que já um de nós te revelou.

“Entre os ensinos que te são dados, alguns há que deves guardar para ti somente, até nova ordem. Quando chegar o momento de os publicares, nós to diremos. Enquanto esperas, medita sobre eles, a fim de estares pronto quando te dissermos.

“Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos (1), porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o espírito adquire conhecimentos.

“Não te deixes desanimar pela crítica. Encontrarás contraditores encarniçados, sobretudo entre os que têm interesse em enganar. Encontrá-los-ás mesmo entre os Espíritos, porque os que ainda não estão completamente desmaterializados procuram freqüentemente semear a dúvida, por malícia ou ignorância. Prossegue sempre. Crê em Deus e caminha com confiança: aqui estaremos para te amparar e vem próximo o tempo em que a verdade brilhará de todos os lados.

“A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento, o do amor do bem, e se unirão por um laço fraterno, que envolverá o mundo inteiro. Estes deixarão de lado as miseráveis questões de palavras, para só se ocuparem com o que é essencial. E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de Espíritos superiores.

“Com perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado.

“Lembra-te de que os Espíritos Bons só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse, e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; eles se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer compreensível a luz.”


Allan Kardec





Prefácio de Bezerra de Menezes - Filosofia Espírita - Volume XVI


Não deves esmorecer nos caminhos; quando a porta é estreita, quando as dificuldades se acumulam, quando os teus caminhos requerem de ti disciplina e esforço, critério e honestidade, é porque esse caminho tem direcionamento na verdade.

Para que o objetivo seja alcançado, é preciso que te lembres sempre da honestidade e da perseverança com Jesus, nos labores de todos os dias. Mesmo que sejas perseguido, maltratado, injuriado, crucificado por todos os meios, mesmo que a própria natureza te peça sacrifícios, não esmoreças, seguindo Jesus. Isso é a vida te testando, para ver se pode contar contigo como discípulo do Divino Mestre.

Com a perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a Doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado. (Prolegômenos - "O Livro dos Espíritos")

Medita neste escrito e segue avante no bem comum.

Não deves esquecer-te da benevolência em todos os trabalhos aonde fores chamado a servir. A caridade salva teus ideais na nobreza, em que deves palmilhar a tua vida.

Se és justo e alguém te calunia, não te importes, que as pedradas transformar-se-ão em flores para a glória do amor.

Se és honesto e os desonestos investem contra ti, querendo que os acompanhes, sê firme, e mesmo que te custe tempo e posição, segue Jesus, que a tua honestidade te levará à tranqüilidade de consciência e te evitará a volta à Terra com muitas dificuldades.

Se o teu amor causa muita inveja em quem desconhece essa virtude, não esmoreças nos caminhos que o Mestre te inspirou. Segue avante, pois somente essa virtude garante a tua paz de consciência.

Lendo esta obra, lembra-te de que ela constitui esforço dos benfeitores espirituais, para que ela chegue as tuas mãos e sirva de ponte para mudar teus pensamentos e transformar tuas idéias para que sejam sempre melhores.

O Espiritismo já foi muito combatido por aqueles que ignoravam seus alicerces; agora, está mais respeitado, pelo que ele faz pela sociedade. Nele, os homens encontram todas as diretrizes para se tornarem homens de bem, e prepararem a juventude para o amanhã. Os pais dos jovens que freqüentam as casas espíritas é que podem dizer dos frutos que a Doutrina produz moralmente em seus filhos: é um trabalho silencioso que se opera nos corações.

A moral espírita é a mesma moral cristã, capaz de formar uma consciência reta, que possa ser exemplificada, por vezes, até nos comandos das nações. Aparentemente, o mundo se encontra em convulsão, à beira de um perigo iminente; no entanto, Deus é todo Amor e Poder e, em um segundo, ou fração do mesmo, Ele, o Todo-Poderoso, pode tirar o mundo e a humanidade do caos em que está prestes a cair. Devemos confiar, porque, quem fez os mundos sabe como dirigi-los para o bem e a harmonia.

Nós, como seguidores de Jesus, seguimos Seus ensinamentos e sempre obedecemos aos Seus desígnios, para o complemento da grande obra do Amor na face da Terra. Se o Brasil está escolhido para ensinar ao. mundo a fraternidade, os demais países também estão escolhidos para assimilar todo amor de Jesus, sempre vivo e amoroso. Milhares de Espíritos estão trabalhando na Terra pela sua renovação. As alegrias desses missionários são visíveis em todos os lugares, para que, no amanhã, a paz, aquela paz que somente Deus pode dar, se estabeleça nos corações para sempre.

Não temas o monstro do orgulho e do egoísmo, pois que eles desaparecerão da face da Terra, e os homens tornar-se-ão livres desses agentes da ignorância, formando assim um só rebanho, tendo Jesus como único Pastor.

Desejamos para todos os leitores desta obra, fruto do trabalho do nosso Miramez, a paz de consciência juntamente com a harmonia do coração.

Jesus abençoe a todos.


Bezerra de Menezes 


Belo Horizonte, 18 de Agosto de 1987.



Livro Filosofia Espírita Vol. 16 - Miramez / João Nunes Maia - Prefácio


NOTA: (1) A cepa acima que se vê na pág. 48 é o fac-símile da que os Espíritos desenharam.


São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc., etc...




Chico Xavier - Livro Chico Xavier com Você - Carlos A. Baccelli - Pág. 99 - Tempo perdido





Chico Xavier - Livro Chico Xavier com Você - Carlos A. Baccelli - Pág. 99


Tempo perdido


A questão mais aflitiva para o Espírito no Além é a consciência do tempo perdido…



Chico Xavier



(O Evangelho de Chico Xavier, p. 17)


Meimei - Livro Deus Aguarda - Chico Xavier - Pág. 73 - Prece de Entendimento





Meimei - Livro Deus Aguarda - Chico Xavier - Pág. 73


Prece de Entendimento



Agradeço as bênçãos que me deste, sem que eu soubesse compreendê-las.

Roguei-te paz e me enviaste as tribulações que me tumultuaram o recanto de ação, compelindo-me a lutar, por dentro de mim, para asserenar aqueles que me cercam e somente após reconhecê-los tranquilos é que notei a paz de todos eles, habitando-me o coração.

Supliquei-te defesa e determinaste que forças contrárias ao meu reconforto me atingissem o espírito e o ambiente em que me encontro, obrigando-me a longo esforço para criar refúgio e apoio para quantos me confiaste ao amor e, apenas depois de observá-los felizes, é que reconheci comigo a alegria de todos eles em forma de segurança.

Obrigado, Senhor, porque não me doaste aquilo de que eu precisava, segundo as minhas requisições e sim de acordo com as minhas necessidades.

E agradeço, ainda, porque me mostraste, sem palavras, a significação do ensino que transmitiste ao teu apóstolo da humildade:  

— “É dando que se recebe.”



Meimei