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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 3 - Ascensão



Emmanuel - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 3


Ascensão


Ainda e sempre, mergulha as mãos na corrente cristalina do trabalho e serve sem repouso.

A fonte lustral do amor ao próximo é o bálsamo purificador de nossas vidas.

Não te julgues sozinho na batalha interior em que te equilibras, muita vez, chorando em lágrimas imanifestas, a deslizarem dos olhos para dentro do coração.

Muitos amigos seguem-te os passos e todos se rejubilam, diante do esforço a que te afeiçoas, esforço de quem se confia ao buril do Senhor para que Ele nos plasme novos destinos.

Onde houver amargura, planta as flores da consolação e onde a necessidade ruge, aflitiva e angustiosa, faze a luz do socorro amigo, a desfazer se em amor.

O maior privilégio dos discípulos de Jesus é sempre aquele de auxiliar sem retribuição e de agir, desinteressadamente, em Seu Nome.

Não te surpreendam as sombras e pedras da estrada.

Todos possuímos, à frente de nós, o desafio sublime da ascensão… Ascensão a expressar-se em renúncia à nossa própria felicidade, para que a felicidade dos outros à qual devemos hipotecar devotamento e carinho, nos impulsione para Deus, Nosso Pai de Amor Infinito.

Em nome de quantos te amam, desvelando-se por tua alegria e por tua paz, rogamos-te paciência e perseverança no bem.

Hoje, meu amigo, é a noite, mas, amanhã é o Celeste Despertar. E que a nova alvorada te encontre na vitória cristã, abençoado e feliz, com Jesus no coração, são os nossos votos.


Emmanuel


(Página dedicada a Joaquim Alves.) 







Joaquim Alves, mais conhecido no meio espírita por "Jô", nasceu na capital paulista, em 10 de julho de 1911.

Trabalhou em várias atividades assistenciais da Federação Espírita do Estado de São Paulo, sempre levando às criaturas necessitadas palavras de consolo e de carinho, dentro dos ensinamentos que a Doutrina nos ensina.

Joaquim Alves, descendente de portugueses, não se casou, doando sua vida ao próximo. Esteve em Portugal e em alguns países da África, levando as palavras consoladoras da Doutrina de Jesus. (clubedosespiritas). 




quarta-feira, 16 de junho de 2021

Emmanuel - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Iniciação mediúnica




Emmanuel - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Iniciação mediúnica


Assinalas contigo o fenômeno mediúnico e ante as emoções diferentes que te invadem o mundo íntimo, experimentas a perturbação e a dor… Em vista disso, rogas orientação e socorro.

Não olvides, porém, que o problema reside em ti mesmo e que não te reajustarás sem a própria cooperação.

O médico poderá ser competente e caritativo, entretanto, não dispõe de recursos para salvar o enfermo que não deseja curar-se.

Se pretendes equilíbrio e segurança, antes de tudo, através da oração, solicita a Divina Providência te auxilie a policiar a própria mente, sustentando o bem a teu próprio favor.

Em seguida, trabalha na extensão desse mesmo bem, quanto estiver ao teu alcance, porque todos os processos de obsessão, quase sempre nascidos da força mediúnica inconsciente, crescem na medida de tuas horas inúteis.

Assim sendo, ainda mesmo com sacrifício cumpre teus deveres no lar ou no círculo de trabalho em que o Senhor te situou a existência, empregando o cérebro e o coração naquilo que possas realizar de melhor. 

E, além das obrigações naturais que te enriquecem a luta, refugia-te no estudo nobre e na caridade incansável, alavancas seguras de tua libertação.

O livro edificante opera o saneamento da alma, descerrando-te os mais elevados caminhos da Terra e o serviço prestado desinteressadamente ao próximo ampara-te com os valores da simpatia, angariando-te as bênçãos do Céu.

O doente a quem ajudas será remédio em tuas feridas e o desesperado a quem reconfortas será consolo em teu coração.

Não reclames do Cristo o milagre de teu reajuste. Pede ao Mestre Divino te conceda serviço e entendimento, para que restaures a ti próprio, enfileirando-te entre os servidores leais da luz.

Não te queixes dos adversários e perseguidores desencarnados. Eles são nossos próprios companheiros, afetos do nosso “ontem”, que deixamos à retaguarda, em muitas circunstâncias, envenenados por nossas próprias ações destrutivas.

Se aguardamos proteção e carinho dos benfeitores que se erguem na Altura, acima de nós, como fugir ao concurso aos nossos irmãos menos felizes, que sofrem, dementados, entre a delinquência e a miséria, para que se retirem do tenebroso vale das sombras, ao qual, muitas vezes, se arrojaram com o impensado impulso de nossas mãos?

Oferece-lhes, assim, o teu exemplo vivo na paciência e na abnegação, na fé e na caridade, na tolerância e no dever dignamente cumprido, para que leiam em tua vida a cartilha da própria transformação.

Não basta, pois, desenvolver a mediunidade que trazes, latente. É indispensável te aprimores, através do trabalho e da prece, com bases na fraternidade e no estudo, para que te faças operário do Cristo com que o Cristo possa contar.

Não percas tempo, entre o anestésico do desânimo e o fel da lamentação.

Devotemo-nos ao bem de todos, aprendendo e auxiliando, amando e servindo sempre.

Ser “médium” significa ser “medianeiro”

Não vale, desse modo, apenas guardar o título. É imprescindível a nossa expansão no discernimento e no mérito, na compreensão e na bondade, com utilidade para os outros e aperfeiçoamento de nós mesmos, que nos habilitem a ser devotados artífices do amor e fiéis mensageiros da luz.


Emmanuel







sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Bezerra de Menezes - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 14 - O Evangelho no lar




Bezerra de Menezes - Livro Temas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 14


O Evangelho no lar


Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da consanguinidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o Amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do Cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhes o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos Espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.


Bezerra de Menezes