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quarta-feira, 19 de março de 2025

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Viera - Cap. 21 - Estímulo



André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Viera - Cap. 21


Estímulo


Não condenar, não inculpar, não agravar os problemas de quem resvalou no caminho.

Todos temos aprendido de Jesus acerca da tolerância.

Todos refletimos no impositivo da compaixão.

Ainda assim, se não é certo "atirar a primeira pedra" aos companheiros que tombam, desgovernados, será justo negar apoio aos que se levantam?

Urge fortalecer o bem onde o bem aparece.

Quantas vezes, o lidador capaz de produzir um milhão de horas em ação de benemerência, cai exausto a meio da caminhada por lhe sonegarem alguns minutos de incentivo ao refazimento?

Mães e pais, esposos e esposas, comumente isolados no conforto doméstico, suscetíveis de atingir até a longevidade em silencioso heroísmo, cedo se recolhem à enfermidade ou à desencarnação prematura, por não encontrarem no espaço estreito do lar, em anos a fio de labor e abnegação, uma frase ou um gesto só, aquecidos de reconhecimento e de amor, que os induzam a sofrer e a viver.

Não te dês à lisonja que desfigura o caráter de quem a propina e costuma envenenar a mente desprevenida naqueles que a recebem.

Onde encontres a intenção nobre "fazendo força" para servir, cunha a frase espontânea de estímulo ao trabalho por moeda invisível de compreensão e de afeto, à maneira de adubo na árvore iniciante.

Estrelas derramam raios de luz nas sombras da noite.

Fios d'água formam deleitosos oásis balsamizando o deserto.

Podes igualmente clarear o caminho dos que edificam estradas novas para o futuro e amenizar a sede de energia dos que jazem ameaçados pelo desânimo, à frente dos empeços que enxameiam, no mundo, os alicerces das boas obras.

Uma palavra de entendimento, um gesto de bênção para as criaturas que fazem o melhor de si para o bem dos outros.

Um olhar generoso, uma prece furtiva, um aperto de mão. Frequentemente, o coroamento de todo um apostolado depende apenas disso. Se duvidas, observa o poder da gota de óleo quando é chamada a lubrificar a máquina seca.


André Luiz







terça-feira, 12 de outubro de 2021

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Viera - Cap. 21 - Estímulo




André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Viera - Cap. 21


Estímulo


Não condenar, não inculpar, não agravar os problemas de quem resvalou no caminho.

Todos temos aprendido de Jesus acerca da tolerância.

Todos refletimos no impositivo da compaixão.

Ainda assim, se não é certo "atirar a primeira pedra" aos companheiros que tombam, desgovernados, será justo negar apoio aos que se levantam?

Urge fortalecer o bem onde o bem aparece.

Quantas vezes, o lidador capaz de produzir um milhão de horas em ação de benemerência, cai exausto a meio da caminhada por lhe sonegarem alguns minutos de incentivo ao refazimento?

Mães e pais, esposos e esposas, comumente isolados no conforto doméstico, suscetíveis de atingir até a longevidade em silencioso heroísmo, cedo se recolhem à enfermidade ou à desencarnação prematura, por não encontrarem no espaço estreito do lar, em anos a fio de labor e abnegação, uma frase ou um gesto só, aquecidos de reconhecimento e de amor, que os induzam a sofrer e a viver.

Não te dês à lisonja que desfigura o caráter de quem a propina e costuma envenenar a mente desprevenida naqueles que a recebem.

Onde encontres a intenção nobre "fazendo força" para servir, cunha a frase espontânea de estímulo ao trabalho por moeda invisível de compreensão e de afeto, à maneira de adubo na árvore iniciante.

Estrelas derramam raios de luz nas sombras da noite.

Fios d'água formam deleitosos oásis balsamizando o deserto.

Podes igualmente clarear o caminho dos que edificam estradas novas para o futuro e amenizar a sede de energia dos que jazem ameaçados pelo desânimo, à frente dos empeços que enxameiam, no mundo, os alicerces das boas obras.

Uma palavra de entendimento, um gesto de bênção para as criaturas que fazem o melhor de si para o bem dos outros.

Um olhar generoso, uma prece furtiva, um aperto de mão. Frequentemente, o coroamento de todo um apostolado depende apenas disso. Se duvidas, observa o poder da gota de óleo quando é chamada a lubrificar a máquina seca.


André Luiz












domingo, 28 de março de 2021

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Veira - Cap.22 - Religião e vida




André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Veira - Cap.22


Religião e vida


Pompas religiosas herdadas de avoengos da Humanidade ainda hoje suscitam tristeza em múltiplos ambientes da fé.

Procura-se comumente o contato com as Forças Superiores da Vida, que operam em nome da Providência, com o verbo reprimido em posturas e maneiras previamente estudadas, qual se as relações com Deus devessem obedecer às rígidas etiquetas das cortes antigas, em que os corações dos vassalos batiam muito longe dos reis.

Se os costumes sociais alcançaram atualmente feição nitidamente mais liberal nas civilizações de liderança, não acontece o mesmo em matéria de cultos.

Tomamos o serviço religioso como sendo clima exótico para se engavetar a alma no preparo da morte, como se mergulha carne em salmoura.

Decerto que não será lícito dispensar a dignidade e a decência das atividades do sentimento e do estudo, em torno da Espiritualidade Maior, mas é necessário exonerar a máscara em nosso intercâmbio com os planos sublimes.

Nesse sentido, é mais que justo recorrer ao exemplo do Mestre, em cujo tempo, cerimônias e rituais já haviam atingido culminâncias.

Jesus lê e ora nos cenáculos consagrados à prece, mas isso não o impede de tratar dos assuntos da alma sob o céu a pleno campo.

Em nenhum texto evangélico aparece notícia de artifícios ou meneios que houvesse ele usado para impressionar.

Prefere sempre mais o templo da natureza para os transbordamentos da alma que os santuários de pedra.

As orações que nos deixou são modelos de concisão e simplicidade sem a mínima ideia de solenidade ou dramatização.

E se hoje na Terra fala a ciência da possibilidade de chamar os recém-desencarnados à existência, atenuando-se o império da morte, Jesus foi o pioneiro de semelhante movimento, conferindo a vários mortos o retorno à vida, por mais tempo, demonstrando que nem sempre a desencarnação é fulminativa e que, por isso mesmo, na maioria dos casos, será possível reajustar o recém-desencarnado na casa orgânica, ainda usufruível, ponto essencial para compreendermos a necessidade de abolição dos ofícios fúnebres perfeitamente incompatíveis com o senso da perenidade da alma.

E ele mesmo, o Mestre, institui a base do cristianismo em sua própria sobrevivência, materializando-se à frente dos seguidores, para que a certeza da imortalidade dissipe para sempre a neblina da angústia ante a separação transitória.

A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo, precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é sinônimo de vida eterna.

Holofote da verdade espanejando no horizonte avelhantadas teias de treva, para que o homem contemple adiante os objetivos dos próprios destinos, o Espiritismo vem quebrar as limitações menos dignas e romper os condicionamentos inferiores, à maneira de processo natural de evolução, destinado a libertar o espírito na Terra para estágios mais altos de ascensão e progresso, tais como aqueles que desfazem a casca do ovo e desintegram o envoltório da semente, para que a ave e a planta ganhem atividade e altura.

Reverenciamos nele o caminho da renovação pavimentado de esperança e alegria. Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver.


André Luiz







quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 47 - S. O. S.




André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 47


S. O. S. 


A existência terrestre é comparada ao firmamento que nem sempre surge perfeitamente anilado.

Dias sobrevêm nos quais as nuvens da prova se entrechocam de improviso, estabelecendo o aguaceiro das lágrimas.

Raios de angústia varrem o céu da esperança...

Granizos de sofrimento apedrejam os sonhos...

Rajadas de calúnia açoitam a alma...

Enxurrada carreando maledicência invade o caminho anunciando subversão...

Multiplicam-se os problemas, traçando os testes do destino em que se nos verificará o aproveitamento dos valores que o mundo nos oferece.

Entretanto, a facilitação de cada problema solicita três atitudes essencialmente distintas, tendendo ao mesmo fim.

Silêncio diante do caos.

Oração à frente do desafio.

Serviço perante o mal.

Se a tentação aparece entenebrecendo a estrada, recorramos à oração.

Se a ofensa nos injuria, refugiemos no serviço.

Toda perturbação pode ser limitada pelo silêncio até que se lhe extinga o núcleo de sombra.

Toda impropriedade mental desaparece se lhe antepomos a luz da oração.

Todo desequilíbrio engenhado pelas forças das trevas é suscetível de se regenerar pela energia benéfica do serviço.

O trânsito da vida possui também sinalização peculiar.

Silêncio - previne contra o perigo.

Oração - prepara a passagem livre.

Serviço - garante a marcha correta.

Em qualquer obstáculo, valer-se desse trio de paz, discernimento e realização é assegurar a própria felicidade.

S.O.S. é hoje o sinal de todas as nações para configurar as súplicas de socorro e, na esfera de todas as criaturas existe outro S.O.S., irmanando silêncio, oração e serviço, como sendo a síntese de todas as respostas.


André Luiz






segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 10 - Casamento e divórcio



 
André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 10


Casamento e divórcio


Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.

A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.

Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas.

Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.

Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência. Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa.

Sogro e sogra, cunhados e tutores consanguíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício.

O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito.

Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas.

Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar. 

Divulguemos o principio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam.

Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus. 


André Luiz 






sábado, 22 de agosto de 2020

André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 25 - Tesouro Divino



André Luiz - Livro Sol nas Almas - Waldo Vieira - Cap. 25


Tesouro Divino


Oportuno meditar, de vez em vez, quanto aos valores do tempo, a fim de que não nos enganemos no apreço que se deve inelutavelmente ao aproveitamento das horas.

O ritmo do tempo é disposto de tal modo pela Sabedoria do Universo, que basta alguma reflexão superficial para entendermos o senso das oportunidades que surgem múltiplas e diferenciadas entre si, oferecendo-nos aquilo que podemos nomear como sendo o "momento da realização".

Nos processos da Natureza, tarefas existem que reclamam estação especial, a menos que se arrisque o homem a problemático tentame artificial.

A produção da primavera não é a mesma do outono.

Atividades do verão recusam climas de inverno.

Assim também, na experiência humana. Ha construções espirituais para a infância, outras para a madureza.

Especificam-se obrigações para as pessoas casadas que diferem daquelas que se reservam aos solteiros e vice-versa.

Cada tempo é um tempo diverso do outro, embora se pareçam qual acontece com os dias supostamente iguais e que no fundo, são absolutamente diversos quanto à posição que lhes cabe no calendário.

A Doutrina Espírita despertando-nos para a acepção exata do tempo como sendo concessão do Senhor, empréstimo de recursos, caução de valores potenciais ou contrato entre nós e a vida para execução de serviços determinados, que reverterão invariavelmente a benefício de nós mesmos, ensinando-nos que é preciso aproveitar o "momento da realização" que a oportunidade exibe à nossa frente.

Trabalhar se é instante de trabalhar, aprender se é ocasião de aprender, ouvir se é a hora de ouvir, falar se o ensejo é de falar, com o discernimento preciso, a fim de que o tempo não se escoe debalde.

Preencher os claros da existência e ocupar os vazios da estrada com plantações de estudo, serviço, bondade e construção.

Habituamo-nos a dizer que é necessário dar tempo ao tempo nisso ou naquilo e todos nos achamos concordes quanto a semelhante imposição.

Mas o tempo da expectativa nada cria de bom e de útil, sem o tempo de preparação do que seja útil e bom.

Aguardamos o dia de colher, entretanto não há dia de colher se não houve dia de plantar.

O tempo é crédito permanentemente aberto pelo Criador, na instituição da eternidade da vida e dos mundos para todas as criaturas, contudo, só existe, em substância, se aproveitado.

Repetimos incessantemente que é necessário contar com o tempo e esperar o tempo, mas o tempo sozinho, ao invés de fazer o bem que não fazemos, como deteriora de modo providencial o que está feito, chamando-nos à responsabilidade de continuar com o serviço que não nos compete menosprezar.

Vejamos o medicamento sem uso ou a casa desabitada que confiamos inconsideradamente à força do tempo; o que era remédio se transfigura em veneno e o que representava refúgio se transforma em ruína.

Não nos iludamos, pois, sobre o tempo.

Empreguemo-lo, agindo, aprendendo, servindo, aprimorando ou mais claramente, melhorando a nós mesmos para que possamos melhorar a paisagem espiritual ou material onde estejamos.

Tempo é tesouro divino em nossas mãos, contudo somente vale se lhe damos valor.


André Luiz