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domingo, 29 de janeiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 9 - Serve e Confia

 

Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 9


Serve e Confia


“784. Bastante grande é a perversidade do homem. Não parece que, pelo menos do ponto de vista moral, ele, em vez de avançar, caminha aos recuos?

“Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia-a-dia reprimindo os abusos. Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas. (O Livro dos Espíritos)


Alma que sofre, olha a terra encharcada e ferida, coberta de árvores quebradas e banhada pelas águas dos rios transbordantes!

Aqui e ali a destruição e o lamaçal assinalam a passagem terrível da tormenta desenfreada.

Contempla o jardim despedaçado pelo granizo e o vento, deixando flores mortas no chão e raízes acima do solo.

Fita as águas lodosas dos rios cheios conduzindo destroços e morte..

A devastação passou abraçada à ruína e a vida periclita em derredor.

No entanto, no dia seguinte, brilha o sol generoso. Osculando tudo, indistintamente, leva a toda a parte a bênção da esperança e do refazimento.

Confiante, o homem resolve cooperar com a mensagem de mais alto.

Abre valas, desvia os cursos dágua, revolve a terra, retifica a vegetação destroçada e semeia na gleba úmida.

O tempo se encarrega de devolver a esse homem resoluto a beleza da paisagem, a bênção do grão e o doce aroma das flores espalhado no ar… E o sol compassivo segue adiante.

Vai mais além, alma em sofrimento, e fita a terra ressequida, o chão ferido pelas setas douradas do sol, os rios em pó, nem água nem lama, a vegetação crestada e a vida a morrer…

A seca impiedosa tudo destruiu.

Todavia, subitamente, carreadas por ventos bons, nuvens andantes entornam suas ânforas cheias, cobrindo de umidade e vida a terra torturada.

O homem, animado pelo auxílio inesperado, corre ao chão e o afaga com os instrumentos de amanho, sendo felicitado, depois, com o verde dos campos e o ouro das espigas, contemplando as fontes cantantes a sombra do arvoredo… E o sol compassivo segue adiante.

Enxuga, então, tuas lágrimas de agora.

Se a tormenta hoje te inunda o coração, desfazendo o jardim dos teus sonhos ou alagando com as lágrimas da inquietação o teu pomar de fantasias, aguarda o Sol generoso, doador de bênçãos, serve e confia, semeando a esperança no próprio coração.

Se a ingratidão queimou o frescor da tua alegria e a injustiça secou o teu rio de confiança na vida, serve ainda mais e mais confia nas abençoadas nuvens portadoras da abundância da felicidade. Quando chegarem, renovarão teus celeiros com os sadios grãos da serenidade e da paz.

Cala todas as dores para que a cortina líquida do pranto não obnubile a visão azul dos céus que te mandarão o socorro em mensagens de luminoso alento.

Hoje significa o teu momento de semear, sejam quais forem as condições.

Deixa ao futuro aquilo que o presente ainda não pode resolver e, sem desfalecimento, serve e confia, observando que “o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos”, inspirado, esse homem em crescimento, que te observa a conduta espírita e cristã, nos teus salutares exemplos de fé e serviço.


Joanna de Ângelis












quinta-feira, 1 de julho de 2021

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 63 - Serve e confia




Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 63


Serve e confia


“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados…” — PAULO (1 Coríntios, 1.9)


Frequentemente, aparecem os companheiros que se dizem inabilitados para a tarefa que se lhes conferiu.

Assumiram compromissos de que se afastam nas primeiras dificuldades, alegando incompetência; iniciam empreendimentos de que se retiram, logo surjam certos empeços, declarando-se frágeis para o trabalho a fazer.

E retardam a execução de serviços que lhes carreariam paz e felicidade sem delonga maior.

Se te sentes na órbita de semelhante problema, persevera no dever que abraçaste e não temas.

As Leis Divinas jamais falham.

A Natureza não espera frutos de laranjeira nascente.

A Vida não senta a criança na cátedra do professor.

Se repontam horas de crise nos encargos que te competem, mantém-te firme no lugar de trabalho em que o mundo te colocou e cultiva a certeza de que não te faltará auxílio para a concretização do bem a que te dedicas.

Rememoremos as palavras do Apóstolo Paulo, quando nos assevera: “Fiel é Deus pelo qual fostes chamados”, conscientizando-nos de que Deus não nos deixará tentar empresa alguma, acima das forças de que possamos dispor. 

Com semelhante dedução, prossigamos nas tarefas em que fomos engajados, com vistas ao bem de todos, agindo e aprendendo, trabalhando e servindo, ante a bênção de Deus.


Emmanuel