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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Irmã Scheilla - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29 - Bens e males



Irmã Scheilla - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29


Bens e males


Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.

Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.

A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.

Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.

Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.

Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males do espírito e há quem geme nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.

Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo.

Se desejas entesourar na estrada o bem dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.

Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.


Irmã Scheilla












quarta-feira, 5 de março de 2025

Scheilla - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 75 - O instrumento



Scheilla - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 75


O instrumento


Onde estiveres agradece ao Senhor o instrumento da purificação. Ninguém vive sem ele.

Aqui, é o esposo de trato difícil.

Além, é a companheira de presença desagradável.

Acolá, é o filho rebelde.

Mais além, é a filha inconsequente.

Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.

Amanhã, será o chefe áspero.

Depois, será o subalterno distraído.

Agora, é o companheiro que desertou.

Mais tarde, será o adversário, compelindo-te à aflição.

Silencia, aproveita e segue adiante.

A pedra recebe do martelo que a estilhaça, a dignidade com que se faz útil à construção.

O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.

Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para recolher a lição do progresso.

Cada caminho cede lugar a outro caminho. Cada experiência conduz a experiência maior.

Toda luta é pão espiritual e toda dor é impulso a sublime ascensão.

Aprendamos, pois, a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que, entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da glória eterna.


Irmã Scheilla










(Psicografia de F. C. Xavier)

domingo, 2 de março de 2025

Scheilla - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 14 - Figurino



Scheilla - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 14


Figurino


À medida que se lhe alteia o padrão cultural, preocupa-se a pessoa humana com o próprio aspecto.

É preciso impressionar de maneira agradável. E a moda entra em ação para solucionar-lhe o problema.

Movimentam-se alfaiates e modistas, lojas e gabinetes, agulhas e trenas para o mister da costura.

Confecção simples e alta confecção. Surgem as criações para inverno e verão, outono e primavera, em linhas especiais segundo as sugestões de tempo e clima.

Combinações e negócios felizes, no mundo, quase sempre se realizam conforme as credenciais do figurino e, por isso, homens e mulheres capricham no concurso de esbeltez e elegância que levam a efeito, cotidianamente, nas ruas.

Não nos esqueçamos, porém, de que somos igualmente observados no reino da verdade, através do porte espiritual que adotamos.

Nossos pensamentos são as criações de que se nos veste a personalidade autêntica e, por eles, somos conhecidos, vistos, ouvidos e analisados na Vida Superior, cabendo-nos o dever de buscar em Jesus o modelo das nossas atitudes e decisões.

Nos círculos terrestres, os requerimentos à autoridade humana, para serem considerados, reclamam primor de apresentação. E, no Mundo Espiritual, muitas vezes, depois dessa ou daquela petição aos Administradores Celestes, temos ouvido, de coração opresso: — “Filha, repare seu figurino”.


Irmã Scheilla










sexta-feira, 8 de julho de 2022

Scheilla - Livro Jornada de Amor - Júlio Cezar Grandi Ribeiro e Maria de Lourdes C. Silva - Cap. 33 - Evangelho e Tempo



Scheilla - Livro Jornada de Amor - Júlio Cezar Grandi Ribeiro e Maria de Lourdes C. Silva - Cap. 33


Evangelho e Tempo


Ânimo, trabalhadores! Tomai dos vossos arados e das vossas charruas; lavrai os vossos corações; arrancai deles a cizânia; semeai a boa semente que o Senhor vos confia e o orvalho do amor lhe fará produzir frutos de caridade. – Um Espírito amigo. (Bordeaux, 1862.) O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. 18 - Dar-se-á àquele que tem - Item 15 


O Culto do Evangelho, em qualquer parte, é fonte de abençoada riqueza espiritual, preservando-nos os alicerces do equilíbrio psicossomático.

Estamos situados, diante uns dos outros, na mesma gleba de responsabilidades intransferíveis, mobilizando, em nosso próprio benefício, o câmbio de valores morais que nos ampliará os créditos imperecíveis no sublime erário da Vida Maior.

Muitas vezes, procuramos os livros que nos entremostrem as emancipações da bolsa ou nos posicionem nos altiplanos do bem-estar social.

De outras, demandamos o convívio com as lições e cursos que nos dignifiquem entre destaques e títulos traduzidos nos diplomas que nos honorificam os potenciais da inteligência.

Quase sempre nos interessam as páginas instrutivas que apontem vantagens a curto prazo.

O cérebro pode arrojar-se em conquistas, vencendo os impositivos das horas, no acumulo de ciência e sabedoria.

Entretanto, o coração reclama tempo e esforço para disciplinar-se no aprendizado do amor.

As letras podem se harmonizar com facilidade, nos escaninhos da inteligência. Mas as virtudes não se acomodam sem luta e perseverança no vaso do coração.

Eis por que o Culto do Evangelho em nossas vidas, seja na experiência individual, no aconchego dos lares ou na ambiência dos templos, deve representar um curso de longo alcance, onde repetir significa dar ênfase ao aprendizado eficaz.

Os testes do dia-a-dia representam verificações preciosas de nossos espíritos em marcha, na auto-avaliação de que não nos exime o Mestre, na escola da Vida.

Ouvir sem escutar ou aprender sem demonstrar são experiências que nunca somam virtudes ao coração.

O Culto do Evangelho há de traduzir paz e corado na primeira hora, esperança e incentivo logo depois, para, em seguida, sugerir à nossa rebeldia, em subsequentes recidivas dos temas, o aperfeiçoamento de nossos espíritos.

Não há evangelização do indivíduo sem a necessária cota de tempo e esforço na prática das sublimes.

Breve confronto de nossa realidade espiritual com o Evangelho que aprendemos a cultuar nos leva a reconhecer que ainda não trazemos Jesus no coração, retratando-o em nossas atitudes.

Nas escolas do mundo somos favorecidos com o apoio da instrução que nos ensina a admirar a vida exterior. 

Nos templos da fé somos inspirados às reformulação da consciência ativa, nas reflexões do amor que nos induzem à educação eficaz.

A sabedoria com o mundo faz conta do tempo e reclama vultosas despesas com o ensino sistemático.

Mas o aprendizado com o Evangelho, precioso código para a Vida Eterna, não sobrecarrega a bolsa nem contabiliza as horas. Pede unicamente a disciplina do coração a repetir os ensinamentos de Jesus.


Irmã Scheilla












quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Scheilla - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 75 - O instrumento




Scheilla - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 75


O instrumento


Onde estiveres agradece ao Senhor o instrumento da purificação. Ninguém vive sem ele.

Aqui, é o esposo de trato difícil.

Além, é a companheira de presença desagradável.

Acolá, é o filho rebelde.

Mais além, é a filha inconsequente.

Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.

Amanhã, será o chefe áspero.

Depois, será o subalterno distraído.

Agora, é o companheiro que desertou.

Mais tarde, será o adversário, compelindo-te à aflição.

Silencia, aproveita e segue adiante.

A pedra recebe do martelo que a estilhaça, a dignidade com que se faz útil à construção.

O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.

Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para recolher a lição do progresso.

Cada caminho cede lugar a outro caminho. Cada experiência conduz a experiência maior.

Toda luta é pão espiritual e toda dor é impulso a sublime ascensão.

Aprendamos, pois, a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que, entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da glória eterna.


Scheilla










(Psicografia de F. C. Xavier)