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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 12 - Um inimigo só



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 12


Um inimigo só


Quando a luz do conhecimento evangélico penetra o plano obscuro de nossa mente, estabelece-se a divisão, no mundo de nossa alma, entre o bem e o mal, entre a claridade e a sombra.

Compreendemos, então, que o nosso conceito de paz se modifica. E, observamos, espantados, a paz do cofre recheado de ouro, que se transforma, com o tempo, em aflição da avareza;

do excessivo reconforto da carne que, não raro, se converte em moléstia infeliz;

da alegria da herança amoedada que, frequentemente, desaparece em amarga tortura mental;

do contentamento da posse efêmera que, pouco a pouco, dá lugar a lamentável escravidão do espírito;

da mentirosa segurança do poder humano que, cedo, se mergulha na pesada corrente do desencanto…

Chegamos, desta forma, a entender que a paz fictícia da morte moral acompanha sempre os iníquos e os perversos, os maus aparentemente triunfantes e os enganados de todos os matizes que despertam, invariavelmente, nos espinheiros da dor e da desesperação.

Por isso mesmo, a revelação do Evangelho em nós, na profunda intimidade de nossa alma, é guerra — luta imensa — que nos compele ao aprimoramento incessante e se nos vemos, realmente, muitas vezes, separados de nossos familiares e de nossos laços mais queridos ao coração, segundo o ensinamento da Boa Nova, somos obrigados a reconhecer que nesse combate sem sangue do nosso campo interior, somente possuímos um grande inimigo — o nosso próprio “eu” — separado da verdade divina, que precisamos reestruturar, nos moldes sublimes do nosso Divino Mestre, a golpes de sacrifício pessoal, a fim de que nos coloquemos ao encontro da grande fraternidade, para a vitória plena do amor em nosso espírito, em marcha sublime para a nossa destinação de filhos de Deus, na felicidade da Vida Imortal.


Emmanuel






VÍDEO:

Pare de Perder a Paz! Artur Valadares 



RTV Harmonia - Para uma sociedade melhor.





Fonte: O Caminho † Escritura do Espiritismo Cristão

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 1 - Procurar e encontrar



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 1


Procurar e encontrar


Lucas 11.9: “Buscai, e achareis.”


Estudando o Evangelho em sua Divina simplicidade, jamais nos cansemos de aprender com a Natureza.

Não basta procurar para que o êxito te acompanhe. É preciso saber o que fizeste daquilo que já encontraste.

O verme pede luz e recolhe a claridade solar. Em troca, aduba a terra, auxiliando a sementeira.

A árvore reclama a presença da fonte que lhe refresque as raízes, obtendo o manancial que lhe assegura a seiva farta. Em troca, entrega a quem passa todo um tesouro de serviço a expressar-se em frutos dadivosos, assistência e doçura.

A abelha suspira pelo néctar que lhe enriquece a moradia e recebe das flores preciosa alimentação. Em troca, oferece ao homem o milagre do mel.

Todos os elementos e todos os seres buscam algo e algo encontram, estendendo o câmbio valioso da cooperação e da simpatia que garantem o mundo em seus fundamentos.

Reflitamos o ensino e situemo-nos na posição do usufrutuário que dispõe consigo de infinitos recursos, em favor de si mesmo.

Procurávamos ocasião de resgatar o pretérito e clamávamos pelo reencontro com antigos adversários para o trabalho de recuperação e de reajuste.

Suplicávamos talentos, possibilidades, tempo e dons…

E, tudo isso brilha em nosso coração e em nossos braços, enquanto a oportunidade nos favorece agora a recomposição do destino…

Valorizemos, desse modo, os meios que já nos felicitam a existência e, em troca, do carinho com que a Bondade Celeste nos ampara, saibamos produzir mais trabalho, mais compreensão e mais fraternidade junto de nós.

Amanhã, sofreremos a inspeção da Contabilidade Divina.

Que não sejamos identificados na condição do servo ocioso que gastou a riqueza dos dias procurando vantagens e benefícios, quando benefícios e vantagens nos cercam por todos os ângulos do caminho.

Que a Justiça Eterna nos encontre por trabalhadores fiéis que fizeram do amor recebido mais ampla lavoura de amor, a fim de que o amor, como Divindade Imperecível da Vida, nos coroe de paz e vitória, hoje e sempre.


Emmanuel









terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 7 - Pureza de coração



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 7


Pureza de coração


Não te prendas tão somente aos imperativos da pureza exterior.

Aparência, muita vez, é contraste e ilusão.

Há pessoas que trajam linho alvo, carregando lodo na consciência.

Há sacerdotes envergando hábitos irrepreensíveis trazendo consigo impiedade e negação.

Há juízes de mãos corretamente lavadas, cujo Espírito é um espinheiro de venalidade cruel.

Há tribunos de frases perfeitas na sagração do bem, cujos sentimentos se nutrem com as venenosas raízes do mal.

Há crentes que reverenciam a caridade nos templos em que se aproximam das bênçãos do Céu, mal dissimulando o chavascal de ódio e exclusivismo em que se comprazem.

Não basta a feição externa da vida para que os problemas do mundo se resolvam.

A beleza vitoriosa, no campo físico, quase sempre pode ser simplesmente máscara que o tempo arrebata e consome.

A impecabilidade do traje, em muitas ocasiões, pode reduzir-se a dourado esconderijo dos interesses inferiores.

Lembremo-nos de que o Senhor se referia à pureza do coração e procuremos cultivá-la conosco em primeiro lugar.

O coração limpo clareia os olhos e os ouvidos que, inspirados nele, não conseguem ver e ouvir senão o bem por onde caminham.

Do coração puro sobe Luz Celeste ao cérebro que raciocina, sublimando no Espírito os pensamentos que arroja de si mesmo, na modelagem do destino que lhe cabe realizar.

Esforcemo-nos por encontrar a “parte melhor” onde estivermos.

O Sopro Divino alenta na Criação todas as cousas e todas as criaturas.

Não vale reprovar, criticar, condenar ou destruir.

Em todos os lugares, surpreenderemos o apelo do Todo-Misericordioso, induzindo-nos a cooperar na exaltação de seu Amor Infinito.

Busquemos auxiliar a todos, totalizando em nossa fraternidade, os velhos e os jovens, os bons e os menos bons, os felizes e os infelizes, os sábios e os ignorantes, os ricos de Luz e os pobres de entendimento, e, nessa faina bendita de louvar o bem, lavaremos o tecido sutil de nossas almas para que o nosso coração se faça puro, nele erguendo o santuário em que contemplaremos, um dia, em Espírito e Verdade, a Divina Presença de Deus.


Emmanuel










quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 20 - Refletindo a lição



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 20


Refletindo a lição


Refletindo a lição de Jesus, quanto aos trabalhadores últimos que seriam primeiros no Reino do Céu,  recorramos às imagens mais simples na esfera da natureza.

Imaginemos na vida terrestre vastíssimo vale em que se confundem velhas experiências inferiores e mentalizemos o salário celeste como sendo um tesouro de luz no pináculo de alcantilada e agressiva montanha.

Convidados os primeiros servos à excursão difícil para a conquista da Divina Riqueza, eis que, de início, preferem explorar recursos auríferos, nas faldas do monte, contentando-se em negociá-los com a multidão da planície, a pretexto de garantirem vida fácil.

Chamados os segundos, começam a subida, contudo, impressionam-se, adiante, com os deslumbramentos da fauna e da flora, em plena serra, e resolvem parar, construindo celeiros que lhes assegurem saciedade e conforto.

Trazidos os terceiros, ao invés de realizarem a ascensão, consagram-se a indagações fastidiosas e indébitas, em torno da montanha ciclópica, medindo-lhe a horizontalidade e permanecendo no mesmo nível.

Os últimos trabalhadores convocados, porém, não se demoram no egoísmo ou na distração…

Consideram o objetivo que lhes cabe alcançar e, esquecendo dificuldades e sacrifícios, rasgam precioso trilho vertical, entre a base e o cimo, adquirindo, como é justo, antes dos companheiros, o tesouro de claridade eterna que lhes enriquece o espírito para sempre.

O apontamento do Mestre recorda nossas responsabilidades para com o tempo.

Ninguém pergunta ao homem, no mundo espiritual, quantos dias desfrutou na Terra, mas, sim, o que fez das bênçãos das horas com que foi agraciado pela Providência Divina.

Ninguém é chamado a explicar, além do mundo, quantos princípios teóricos abraçou em matéria de fé, mas, é constrangido a esclarecer quanto bem realizou com a religião que lhe clareava o caminho.

Se desejas atingir a luz e a alegria, a paz e a felicidade, depois da experiência corpórea na carne, repara o que fazes do tempo e dos recursos que o Céu te confiou.

Hoje ainda, auxilia a ti mesmo, auxiliando aos outros, para que amanhã te vejas auxiliado pelo Salário Divino reservado pelas Leis que nos regem tão somente para aqueles que fizeram da própria vida um cântico de trabalho incessante, erguido ao Amor que nunca morre.


Emmanuel








Fonte: 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 8 - Humildade do coração



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 8


Humildade do coração


“Bem-aventurados os pobres de espírito”, proclamou o Senhor.

Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade do coração.

O Mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.

Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas criaturas encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidades do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.

Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda nos agitamos, perante o Universo.

Jesus induzia-nos à esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.

Esvaziemos o coração de todos os detritos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.

Cada dia é nova revelação do Senhor para a existência.

Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.

Cada dor é uma bênção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.

Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.

Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.

 Toda a riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.

Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou: — “Aprendei de mim que sou humilde de coração.” 


Emmanuel












quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 2 - Na obra cristã




Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 2


Na obra cristã


Para que nós, os cristãos, não venhamos a falsear a profecia de que somos portadores, é imprescindível nos atenhamos à Obra de Amor e Luz que nos cabe, na concretização dos princípios do Mestre e Senhor, cuja lição levantamos dos velhos sepulcros da letra em que se nos aprisiona a experiência religiosa.

Disse-nos o Senhor:

“Não julgueis para que não sejas julgado”. 

Isto, decerto, não equivale dizer que é preciso abolir a análise do nosso campo de inteligência, mas, sim, que toda condenação é vinagre no pão da fraternidade com que pretendemos nutrir a concórdia entre os homens.

Asseverou, de outra feita:

“Serás medido com medida idêntica a que aplicares a teu irmão”. 

Isto também não indica que devemos marchar indiferentes a confrontações e definições, necessárias à elevação de nível do progresso que nos é próprio, mas, sim, que usar as armas da ironia ou da violência, com que somos defrontados no roteiro comum, será o mesmo que atirar petróleo à fogueira, com o propósito de extinguir o incêndio da crueldade.

Lembremo-nos, pois, na oficina de trabalho a que fomos conduzidos, de que somente amando aos inimigos e auxiliando aos que nos perseguem, através do silêncio digno e da oração espontânea, segundo os ensinamentos do Divino Orientador, que nos propomos seguir, é que realmente seremos fiéis à Luz Profética, com que somos chamados a construir a nova Mentalidade Cristã para os Tempos Novos.

Conjuguemos, assim, emoções e pensamentos, palavras e atitudes, atos e fatos, num só objetivo: a Obra de genuíno Esclarecimento das Almas, com base em nosso próprio testemunho de serviço e de amor, na certeza de que, se a árvore, no quadro da Natureza, retira do adubo repelente a seiva fecundante que lhe assegura a frutescência, em plenitude de substância e beleza, também, nós outros, encravados, ainda, em nossas próprias imperfeições, podemos retirar delas os mais santos recursos de aprendizado, aproveitando-os na consecução da tarefa edificante que nos compete realizar e atingindo, por fim, a Verdadeira Comunhão com Aquele que é para nós todos, na Terra, a Luz do Caminho, o Alimento da Verdade e o Brilho Incessante da Vida.


Emmanuel








domingo, 20 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 8 - Humildade do coração




Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 8


Humildade do coração


“Bem-aventurados os pobres de espírito”, proclamou o Senhor.

Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade do coração.

O Mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.

Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas criaturas encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidades do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.

Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda nos agitamos, perante o Universo.

Jesus induzia-nos à esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.

Esvaziemos o coração de todos os detritos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.

Cada dia é nova revelação do Senhor para a existência.

Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.

Cada dor é uma bênção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.

Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.

Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.

 Toda a riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.

Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou: — “Aprendei de mim que sou humilde de coração.” 


Emmanuel






sábado, 22 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 14 - Palavra e oração



Emmanuel - Livro Refúgio - Chico Xavier - Cap. 14


Palavra e oração


Não olvides que a boa palavra é combustível de amor para que a chama da prece te clareie o caminho.

Guarda-a contigo por talento genuíno da caridade e a simpatia da vida prestigiar-te-á todas as petições.

Em casa, será o pão de alegria com que entreterás a confiança na lareira doméstica.

Na via pública, angariar-te-á o socorro da gentileza para que teu passo seja mantido com segurança.

Junto aos amigos, dar-te-á de retorno o estímulo santo ao trabalho que o mundo te solicita desempenhar.

Perante os adversários, transformar-se-á em respeito e admiração no ânimo de quantos ainda te não possam compreender.

Ante o ministério público dos que foram chamados a administrar, ser-te-á nota de crédito e gratidão na justiça que pede o amparo e o entendimento de todos.

Lembra-te de que a palavra edificante será sempre a esmola de teu pensamento e de tua boca, beneficiando a senda em que transites e, seja ensinando nas assembleias ou conversando na intimidade, omite toda imagem do mal para que o bem reine puro.

A frase construtiva e generosa é princípio de solução nos mais complicados processos do sofrimento.

Unge o dom de falar no bálsamo que lhe flui da faculdade de levantar e de redimir, e, a tua oração, quando proferida, influenciará todas as almas que te partilham a marcha, à feição de luz fendendo o espaço em raio ascendente de esperança, para trazer-te a resposta divina, por intermédio daqueles que te acompanham, com a força da realização e com a suavidade da bênção.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano