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sábado, 9 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Prefácio - Perante Jesus



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Prefácio


Perante Jesus


“Vinde a mim todos os que andais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” — (Mateus, 11:28)


Certa feita, convidou-nos o Divino Mestre: — “Vinde a mim, todos vós que sofreis e vos aliviarei…” 

E através do tempo, todos nós, os que nos consideramos imperfeitos e infelizes, fomos a Ele, a fim de ouvir-Lhe as instruções.

Os oprimidos e aflitos, os doentes, os cansados, os sedentos de justiça, os desarvorados, os desvalidos, os desamparados, os perseguidos, os caluniados, os tristes, os desesperados, os fracos, os irritadiços, os incompreendidos e toda uma legião de sofredores, buscamo-Lo, avidamente, aguardando-Lhe os ensinamentos e promessas, manifestando-nos em torno dele, qual ocorre neste livro.

E o Divino Mestre respondeu-nos com as instruções da Boa Nova, cuja validade é definitiva para todos os tempos.

Amparou-nos o Senhor, reconfortou-nos, esclareceu-nos, traçando-nos os caminhos para chegarmos até Ele e conhecermos a nós mesmos, expressando-se claramente, com vistas a todos os povos.

Reergueu-nos o ânimo e guiou-nos para a Verdade e para o Bem, iluminando-nos o coração e a inteligência.

Cabe-nos, agora, a obrigação de escutar-Lhe as orientações e acompanhar-Lhe os exemplos que Lhe caracterizam a Grandeza.


Emmanuel


Uberaba, 19 de janeiro de 1990.











domingo, 20 de abril de 2025

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 14 - Renunciação



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 14


Renunciação


Abandonar pai e mãe, a fim de nos confiarmos à perfeita integração com o Cristo, não será, de modo algum: a negação de nossos deveres domésticos, o esquecimento do nosso débito para com os progenitores e nem o deliberado abandono das nossas obrigações em família, para nos entregarmos ao desvario da delinquência.

A verdadeira renúncia não é desistência da luta edificante e, sim, o trabalho silencioso no auxílio àqueles que nos propomos auxiliar ou salvar.

Quem renuncia com Jesus não se ausenta da paisagem de serviço onde a vida lhe impõe dificuldades amargas e problemas difíceis, mas permanece fiel ao Mestre, no quadro de provações em que lhe cabe exercitar a humildade e a paciência, aprendendo a apagar-se na esfera do próprio “eu” para o justo soerguimento daqueles que o cercam.

Quem sinceramente abandona os pontos de vista inferiores, desvencilhando-se das pesadas algemas do egoísmo inquietante, sob a inspiração do Evangelho, guarda os ensinamentos recebidos e auxilia aos parentes e amigos, afeiçoados e conhecidos, com desvelo e segurança.

O Apóstolo, aliás, nos adverte: “Se não sabemos amar ao irmão que se encontra mais próximo de nós, como poderemos amar a Deus que se encontra distante?”

Se não amparamos ao companheiro que vemos, como conseguiremos auxiliar aos anjos que ainda não podemos ver?

Em matéria de renunciação não nos esqueçamos do exemplo do Senhor. Vilipendiado, escarnecido, dilacerado e crucificado, Jesus renuncia ao contentamento de permanecer em seu Divino Apostolado na Galileia, aceitando o extremo sacrifício, mas, ao terceiro dia, depois do transe da morte, sob a Eterna Claridade da Ressurreição; ei-Lo que volta aos beneficiários indiferentes e aos discípulos enfraquecidos, revelando a qualidade do seu Amor Excelso e Sublime pela Humanidade inteira.

Abandonar os que convivem conosco, portanto, por amor ao Evangelho, é calar os pruridos de nossa personalidade exclusivista e gritante, para ser-lhes mais úteis, no anonimato da compreensão e da caridade.

Para seguirmos ao Cristo não basta esquecer o mal e sim plantar sobre a ignorância e sobre a penúria que o produzem, a lavoura divina do verdadeiro bem.


Emmanuel












sábado, 3 de fevereiro de 2024

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 1 - No roteiro cristão



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 1


No roteiro cristão


Em verdade, Cristo avança…

E se realmente necessitamos da sabedoria que Lhe erija um trono de glorificação no cérebro dos homens, não podemos prescindir do amor que Lhe pavimente o caminho no reino das almas.

Há cultura da inteligência e há cultura do coração.

É por isso que, aceitando o campo vasto do Espiritismo Evangélico por abençoada escola de preparação, à frente do futuro, compreendemos que a fenomenologia possui o destacado lugar que lhe compete, nos arraiais doutrinários, e não ignoramos que as ilações filosóficas constituem complemento inalienável do esquema de ensinamentos que integram o patrimônio sublime da Nova Revelação.

Assinalamos, no entanto, por serviço urgente e inadiável a educação do Homem Interior, afeiçoando-o ao Evangelho Redivivo, nos padrões do Cristo, gerando energias do caráter e do sentimento, únicos moldes de elevação moral, suscetíveis de garantir a renovação do mundo.

Se o Mestre torna ao planeta por intermédio de vozes inúmeras que se fazem emissárias do seu Verbo de Luz, não podemos, indiscutivelmente, olvidar a construção dos caminhos espirituais, destinados a veicular-Lhe a Divina Influenciação.

É por esse motivo que nos detemos no esforço de erguimento da alma popular a mais altos níveis, a fim de que a fortuna científica de alguns se descentralize, em benefício de todos, e para que a bênção do amor se incline ao fundo vale, onde se debatem as forças desvairadas da discórdia e da ignorância, desintegrando as nuvens de miséria e de dor que impedem a planificação da Terra melhor, sob a inspiração do nosso Divino Mestre.

Nesse sentido, urge nos convertamos, não somente em ouvintes atenciosos da palavra ou em pregoeiros da fraseologia brilhante, mas igualmente em trabalhadores ativos e sinceros, capazes de suportar a charrua pesada nas tarefas sacrificiais da nova sementeira, colaborando na edificação do Homem Renovado, efetivamente digno do título da Humanidade que vaidosamente ostentamos.

A esfera de serviço agiganta-se, sob todos os aspectos, e Jesus, na vanguarda, pede mãos operosas e corações devotados ao Infinito Bem que extirpem da plantação espiritual do mundo os vermes destruidores do egoísmo e do orgulho, da maldade e do ódio, sem eliminar a vida promissora das vergônteas valiosas que enriquecerão a gleba planetária, no futuro grandioso, reclamando braços que não se recolham, desalentados e indolentes, diante da perturbação e do sofrimento, da dificuldade e da sombra, colocando, acima de tudo, a obra que nos compete desenvolver, e incentivando, com o milagre da boa vontade incessante, a criação da mente cristã, segura e compreensiva, apta a aplicar, com alegria, os sagrados princípios que a Boa Nova nos convida a materializar, na legítima consagração do Reino do Amor entre todas as criaturas.

A hora moderna, saturada de doutrinação verbalística, através da hipertrofia da inteligência, exige entendimento e ação, ensino e prática, teoria e exemplo, palavras e obras, conclusões e fatos, ideal e realização.

A crise de instrutores gera crises de ignorância, tanto quanto a preguiça do semeador faz a indigência do celeiro.

E para que não nos despenhemos nos precipícios da morte e da treva, plasmando com a nossa própria riqueza cerebral o catafalco de nossas grandezas, é imprescindível a concentração de grandes falanges de servidores da Luz, no aperfeiçoamento do coração, a fim de que o Senhor encontre sendas libertas, nos campos do espírito em que nos agitamos, promovendo, com segurança, a nossa redenção.

Em toda parte, esperam por nós a educação e a assistência, solicitando-nos não apenas projetos salvacionistas, mas também atividade regeneradora e trabalho fecundo para que todos os nossos companheiros de peregrinação terrestre, nas diversas estações em que a nossa romagem se subdivide, encontrem na atuação de nossa fé o concurso da fraternidade real, sentida, vivida e intensamente aplicada, possibilitando a manifestação do Reino de Deus, entre nós, na exaltação do presente e na garantia do porvir.

Eis porque o Espiritismo para nós outros significa acesso à Boa Nova, compelindo-nos à melhoria da comunidade pelo aprimoramento de nós mesmos.

Nele encontramos a Doutrina de Luz, descerrando templos de caridade e compreensão no espírito humano, arrebatando-nos a alma ao cárcere das trevas e conduzindo-nos ao trabalho salutar e santificante, através do qual traçaremos o roteiro iluminado em que o Mestre nos retomará ao seu regaço, reconquistando-nos para o engrandecimento do seu Reino de Amor, hoje e sempre.


Emmanuel











terça-feira, 21 de junho de 2022

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 13 - Convencer-se e converter-se



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 13


Convencer-se e converter-se


Muito fácil convencer-se alguém da Verdade do Senhor, transformando a vida dos companheiros.

Muito difícil, porém, converter-se ao Senhor da Verdade, renovando a própria vida.

O homem apenas convencido pode:

construir maravilhosos templos para o culto religioso e morrer desabrigado;

orientar o combate aos inimigos da Humanidade e permanecer possuído por terríveis adversários de si mesmo;

distribuir benefícios incontáveis e atingir o fim da experiência terrestre em angustiosa fome do coração;

acender inúmeras lâmpadas no caminho e entregar-se à morte às escuras;

receber prodigiosos dons do Céu e estendê-los aos semelhantes, persistindo em asfixiante cegueira no campo íntimo.

O homem somente convencido:

derruba sem construir,

critica sem cooperar,

discute sem esclarecer,

exige de todos sem auxiliar a ninguém,

hostiliza o bem provável, sem edificar o bem positivo.

Muito perigoso convencer-se quanto à verdade espiritual pelo raciocínio, sem converter-se a ela pelo coração.

Muitos chamados, poucos escolhidos. 

Muitos se convencem, poucos se convertem.

Somente o homem verdadeiramente convertido a Jesus adquire suficiente poder para desligar-se dos domínios do “eu”, buscando o Reino de Deus.

Só é instrumento capaz de atender, com eficiência, no divino trabalho da redenção humana ao descobrir o júbilo de servir, no legítimo entendimento da evolução e da eternidade.

Representa, efetivamente, o discípulo fiel, o cooperador decidido e voluntário.

Para o seu raciocínio unido ao sentimento, terminou o nevoeiro da negação, da incerteza e da dúvida. O Senhor determina e ele obedece.


Emmanuel









quinta-feira, 3 de junho de 2021

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 13 - Convencer-se e converter-se




Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 13


Convencer-se e converter-se


Muito fácil convencer-se alguém da Verdade do Senhor, transformando a vida dos companheiros.

Muito difícil, porém, converter-se ao Senhor da Verdade, renovando a própria vida.

O homem apenas convencido pode:

construir maravilhosos templos para o culto religioso e morrer desabrigado;

orientar o combate aos inimigos da Humanidade e permanecer possuído por terríveis adversários de si mesmo;

distribuir benefícios incontáveis e atingir o fim da experiência terrestre em angustiosa fome do coração;

acender inúmeras lâmpadas no caminho e entregar-se à morte às escuras;

receber prodigiosos dons do Céu e estendê-los aos semelhantes, persistindo em asfixiante cegueira no campo íntimo.

O homem somente convencido:

derruba sem construir,

critica sem cooperar,

discute sem esclarecer,

exige de todos sem auxiliar a ninguém,

hostiliza o bem provável, sem edificar o bem positivo.

Muito perigoso convencer-se quanto à verdade espiritual pelo raciocínio, sem converter-se a ela pelo coração.

Muitos chamados, poucos escolhidos. 

Muitos se convencem, poucos se convertem.

Somente o homem verdadeiramente convertido a Jesus adquire suficiente poder para desligar-se dos domínios do “eu”, buscando o Reino de Deus.

Só é instrumento capaz de atender, com eficiência, no divino trabalho da redenção humana ao descobrir o júbilo de servir, no legítimo entendimento da evolução e da eternidade.

Representa, efetivamente, o discípulo fiel, o cooperador decidido e voluntário.

Para o seu raciocínio unido ao sentimento, terminou o nevoeiro da negação, da incerteza e da dúvida. O Senhor determina e ele obedece.


Emmanuel







segunda-feira, 1 de março de 2021

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 17 - O Evangelho no coração




Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 17


O Evangelho no coração


Quando o Evangelho vive somente em nossa cabeça, sofremos o perigo de queda nas discussões infindáveis, porque a intemperança mental é a vaidade sempre fazem a boa vizinhança.

Quando se localiza, exclusivamente, em nossos olhos, é provável desçamos da luminosa posição de companheiros para a condição de inquisidores e fiscais dos nossos melhores amigos, porquanto, é sempre mais fácil descobrir os erros alheios que surpreender os nossos.

Quando jaz situado simplesmente em nossos ouvidos, somos suscetíveis de perder valiosas sementeiras de fraternidade; de vez que a nossa vigilância imperfeita, sem qualquer dificuldade, se converte em suspeita.

Quando palpita, entretanto, em nosso coração, ( † ) o Evangelho renova-nos a vida. Brilha dentro de nós, por abençoada estrela de compreensão e misericórdia. Seus raios divinos apagam a malícia em nosso olhar, santificando-nos a audição e sublimando-nos os impulsos, intenções e motivos; elevam nossos sentimentos para o Céu, projetando-os simultaneamente na Terra, através de nossos braços, em obras genuínas de amor, fraternidade e sabedoria.

Quando encontrarmos o discípulo do Senhor, sem oportunidades de fixar as cicatrizes e defeitos do próximo, sem horas para guardar os tóxicos da maledicência e sem ocasião para salientar os males dos outros mantendo-se tranquilamente no santo serviço da caridade e da luz, a bem de todos, estejamos convencidos de que esse companheiro terá colocado o Testamento Redentor, no imo do peito, vivendo entre os necessitados e sofredores do caminho terrestre, na condição de abençoada lâmpada acesa que sombra alguma alcançará.


Emmanuel







sábado, 20 de fevereiro de 2021

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 5 - Exposição espírita




Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 5


Exposição espírita


Quando mais se afeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se fazem as necessidades do intercâmbio.

À vista disso, nos mecanismos da propaganda, em toda parte, os mostruários do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição de sombra e luz.

Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas transformações, a Doutrina Espírita é o cais seguro do raciocínio, garantindo a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro humano, com vistas ao proveito comum.

Daí a necessidade da exposição constante dos valores espíritas evangélicos, sem o ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo.

Serviço de sustentação do progresso renovador.

Quando puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e salvamento.

Auxilia a página espírita e esclarecedora a transitar no veículo das circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira da semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se transformará em árvore benfeitora.

Ampara o livro espírita, em sua função de mentor da alma, na cátedra do silêncio.

Prestigia o templo espírita com o respeito e a presença, com o entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de escola para a Vida Superior.

Como possas e quando possas, relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho.

Disse-nos Jesus: “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”. 

Podes e deves, assim, expor a tua ideia espírita, através da vitrina do exemplo e da palavra, na loja de tua própria vida para fazê-la brilhar.


Emmanuel







 Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 19 - Lembremo-nos




Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 19


Lembremo-nos


Aceitando a luz do Evangelho na consciência e no coração somos, de imediato, promovidos à condição de cooperadores do Divino Pomicultor, no campo imenso da vida.

E cada criatura possui a gleba que lhe cabe cultivar.

É a família consanguínea a que nos ajustamos…

É a oficina de trabalho que nos aguarda o concurso…

É o santuário de fé religiosa onde a bênção do Mais Alto nos felicita…

Nesses círculos de ação, em que nossa existência atua nas existências alheias, podemos simbolizar as almas que nos partilham a luta como árvores vivas, de cuja produção somos de alguma sorte responsáveis no que tange à prestação de serviço que nos compete ofertar-lhes constantemente.

Assim considerando, não basta estejamos dispostos a manejar o machado na destruição caprichosa do vegetal que se tornou passível de nossa reprovação.

É preciso examinar se, à maneira do Senhor, já fizemos o bem possível para analisar com segurança.

Antes de censurar a plantação que nos rodeia, reparemos o teor de nosso concurso à terra confiada ao nosso esforço.

Antes de golpear a árvore preguiçosa, atentemos para as necessidades que lhe caracterizam o desenvolvimento e a frutificação.

Muitos reclamam do tronco desamparado produtos incompatíveis com o abandono em que vive e muitos entregam frondes e flores a vermes roazes e a ervas sufocantes, esperando inutilmente a colheita frustrada pela inércia a que se associam.

Recordando este símbolo, não movimente a pesada lâmina da crítica no ambiente em que a Bondade Divina te situou, sem antes considerar a qualidade de tua cooperação, junto daqueles que respiram contigo o ar em que te sustentas.

Recorda que se ninguém pode amaldiçoar a árvore que feneceu por falta de adubação e defesa, ninguém poderá igualmente exigir seara abundante e preciosa onde apenas se espalhou o escalracho da negligência.

Atende, enquanto é hoje, ao círculo de trabalho que te coube no imenso pomar da vida e guarda a certeza de que do teu suor e do teu carinho na lavoura do Eterno Bem, nascerá, em teu favor, o celeiro de alegria e vitória com que te enriquecerás no Abençoado Amanhã.


Emmanuel






Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 6 - Resposta em Jesus




Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 6


Resposta em Jesus


Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a resposta em Jesus:

Para o sarcasmo a resposta é caridade em forma de silêncio.

Para a calúnia a resposta é caridade em forma de perdão.

Para o egoísmo a resposta é caridade em forma de renúncia.

Para o fanatismo a resposta é caridade em forma de tolerância.

Para a ingratidão a resposta é caridade em forma de esquecimento.

Para a preguiça a resposta é caridade em forma de trabalho.

Para a tentação a resposta é caridade em forma de resistência.

Para a ignorância a resposta é caridade em forma de educação.

Para a violência a resposta é caridade em forma de brandura.

Para o crime a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas da delinquência.

Para as trevas a resposta é caridade em forma de luz.

Para todos os processos de atividade inferior a resposta é caridade em forma de auxílio à criação do melhor.

Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do Bem.


Emmanuel







quinta-feira, 11 de junho de 2020

Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 5 - Exposição espírita



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Cap. 5


Exposição espírita


Quando mais se afeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se fazem as necessidades do intercâmbio.

À vista disso, nos mecanismos da propaganda, em toda parte, os mostruários do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição de sombra e luz.

Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas transformações, a Doutrina Espírita é o cais seguro do raciocínio, garantindo a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro humano, com vistas ao proveito comum.

Daí a necessidade da exposição constante dos valores espíritas evangélicos, sem o ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo.

Serviço de sustentação do progresso renovador.

Quando puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e salvamento.

Auxilia a página espírita e esclarecedora a transitar no veículo das circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira da semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se transformará em árvore benfeitora.

Ampara o livro espírita, em sua função de mentor da alma, na cátedra do silêncio.

Prestigia o templo espírita com o respeito e a presença, com o entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de escola para a Vida Superior.

Como possas e quando possas, relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho.

Disse-nos Jesus: “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”. 

Podes e deves, assim, expor a tua ideia espírita, através da vitrina do exemplo e da palavra, na loja de tua própria vida para fazê-la brilhar.


Emmanuel







 Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano