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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 3 - Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita - O homem durante a vida terrena - Questão 129



Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 3 - Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita


O homem durante a vida terrena 


129. Será Deus o criador do mal?

Deus não criou o mal; Ele estabeleceu leis, e estas são sempre boas, porque Ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente, seria perfeitamente feliz; porém, os Espíritos, tendo seu livre-arbítrio, nem sempre as observam, e é dessa infração que provém o mal.


Allan Kardec















domingo, 4 de abril de 2021

Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 2 - Noções elementares de Espiritismo - Fim providencial das manifestações espíritas - Item 50




Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 2 - Noções elementares de Espiritismo


Fim providencial das manifestações espíritas


50. O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e dar aos crentes ideias mais justas sobre o futuro.

Os bons Espíritos nos vêm instruir para nosso melhoramento e avanço, e não para revelar-nos o que não devemos saber ainda, ou o que só deve ser conseguido pelo nosso trabalho.

Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio sem estudar, todo preguiçoso ficar rico sem trabalhar; é o que Deus não quer.

Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o eximem do trabalho nem das investigações, a fim de lhe deixar o mérito.


Allan Kardec







sexta-feira, 19 de março de 2021

Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 3 - Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita - Questão 161




Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. 3


Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita 


161. A prece será útil às almas sofredoras?

Todos os bons Espíritos a recomendam e os imperfeitos a pedem como meio de aliviar os seus sofrimentos. A alma, por quem se pede, experimenta um consolo, porque vê na prece um testemunho de interesse, e o infeliz é sempre consolado, quando encontra pessoas que compartilhem de suas dores. De outro lado, pela prece o exortamos ao arrependimento e ao desejo de fazer o necessário para ser feliz; é neste sentido que se pode abreviar-lhe as penas, quando ele, de seu lado, o favorece com a sua boa vontade. (Ver O Livro dos Espíritos, questão 664. Revista espírita, dezembro de 1859, Efeitos da prece.)


Allan Kardec






sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. II - Noções elementares de Espiritismo - Dos Espíritos - Item 7




Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. II - Noções elementares de Espiritismo


Dos Espíritos


7. Os Espíritos não são, como supõem muitas pessoas, uma classe à parte na criação, porém as almas, despidas do seu invólucro corporal, daqueles que viveram na Terra ou em outros mundos.

Aquele que admite a sobrevivência da alma ao corpo admite, pelo mesmo motivo, a existência dos Espíritos; negar os Espíritos seria negar a alma.


Allan Kardec





quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Allan Kardec - Livro O que é o Espiritismo? - Cap. II - Noções elementares de Espiritismo - Fim providencial das manifestações espíritas



Allan Kardec - Livro  O que é o Espiritismo? - Cap. II - Noções elementares de Espiritismo


Fim providencial das manifestações espíritas


O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e dar aos crentes ideias mais justas sobre o futuro.

Os bons Espíritos nos vêm instruir para nosso melhoramento e avanço, e não para revelar-nos o que não devemos saber ainda, ou o que só deve ser conseguido pelo nosso trabalho.

Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio sem estudar, todo preguiçoso ficar rico sem trabalhar; é o que Deus não quer.

Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o eximem do trabalho nem das investigações, a fim de lhe deixar o mérito.

Faria ideia bem falsa dos Espíritos, quem neles quisesse ver auxiliares dos leitores da buena-dicha.

Os Espíritos sérios se recusam a ocupar-se de coisas fúteis; os frívolos e zombeteiros tratam de tudo, respondem a tudo, predizem tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e encontram maligno prazer em mistificar as pessoas demasiado crédulas. Neste caso, é essencial conhecer-se perfeitamente a natureza das perguntas que se podem dirigir aos Espíritos. (Ver O livro dos médiuns, item 286.)

Fora do terreno do que pode ajudar o nosso progresso moral, só há incerteza nas revelações que se podem obter dos Espíritos.

A primeira consequência má, para aquele que desvia sua faculdade do fim providencial, é ser mistificado pelos Espíritos enganadores que pululam ao redor dos homens; a segunda é cair sob o domínio desses mesmos Espíritos, que podem, por pérfidos conselhos, conduzi-lo a adversidades reais e materiais na Terra; a terceira é perder, depois da vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

As manifestações não são, pois, destinadas a servir aos interesses materiais; sua utilidade está nas consequências morais que delas dimanam; não tivessem, elas, porém, como resultado senão fazer conhecer uma nova Lei da natureza, demonstrar materialmente a existência da alma e sua imortalidade, e já isso seria muito, porque era largo caminho novo aberto à filosofia.


Allan Kardec






Fonte: Kardecpedia

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Allan Kardec - O que é o Espiritismo? - Cap. I - Pequena conferência Espírita - Segundo diálogo - O cético - Diversidade dos Espíritos



Allan Kardec - O que é o Espiritismo? - Cap. I - Pequena conferência Espírita - Segundo diálogo - O cético


Diversidade dos Espíritos


V. — Falais de Espíritos bons ou maus, sérios ou frívolos; confesso-vos que não compreendo essa diferença; parece-me que, deixando o envoltório corporal, os Espíritos se despojam das imperfeições inerentes à matéria; que a luz se deve fazer para eles, sobre todas as verdades que nos são ocultas, e que eles ficam libertos dos prejuízos terrenos.

A. K. — Sem dúvida eles ficam livres das imperfeições físicas, isto é, das dores e enfermidades corporais; porém, as imperfeições morais são do Espírito e não do corpo. Entre eles há alguns que são mais ou menos adiantados, mo­ral e intelectualmente.

Seria erro acreditar que os Espíritos, deixando o corpo material, recebem logo a luz da verdade.

É possível admitirdes que, quando morrerdes, não haja distinção alguma entre o vosso Espírito e o de um selvagem? Assim sendo, de que vos serviria ter trabalhado para a vossa instrução e melhoramento, quando um vadio, depois da mor­te, será tanto quanto vós?

O progresso dos Espíritos faz-se gradualmente e, algu­mas vezes, com muita lentidão. Entre eles alguns há que, por seu grau de aperfeiçoamento, vêem as coisas sob um ponto de vista mais justo do que quando estavam encarnados; outros, pelo contrário, conservam ainda as mesmas paixões, os mes­mos preconceitos e erros, até que o tempo e novas provas os venham esclarecer. Notai bem que o que digo é fruto da expe­riência, colhido no que eles nos dizem em suas comunicações. É, pois, um princípio elementar do Espiritismo que existem Espíritos de todos os graus de inteligência e moralidade.

V. — Por que não são perfeitos todos os Espíritos? Tê-los-á Deus assim criado em tão diversas categorias?

A. K. — É o mesmo que perguntar por que todos os alunos de um colégio não estão cursando a aula de Filosofia.

Todos os Espíritos têm a mesma origem e o mesmo desti­no; as diferenças que os separam não constituem espécies distintas, mas exprimem diversos graus de adiantamento. Os Espíritos não são perfeitos, porque não são mais do que as almas dos homens, que não atingiram também a perfeição; e, pela mesma razão, os homens não são perfeitos por serem encarnações de Espíritos mais ou menos adiantados. O mun­do corporal e o mundo espiritual estão em contínuo revezamento; pela morte do corpo, o mundo corporal fornece seu contingente ao espiritual; pelos nascimentos, este alimenta a humanidade.

Em cada nova existência, o Espírito dá maior ou menor passo no caminho do progresso, e, quando adquiriu na Terra a soma de conhecimentos e a elevação moral que o nosso glo­bo comporta, ele o deixa, para ir viver em mundo mais elevado onde vai aprender novas coisas.

Os Espíritos que formam a população invisível da Terra são, de alguma sorte, o reflexo do mundo corporal; neles se encontram os mesmos vícios e as mesmas virtudes; há entre eles sábios, ignorantes e charlatães, prudentes e levianos, filó­sofos, raciocinadores, sistemáticos; como se não se despissem de seus prejuízos, todas as opiniões políticas e religiosas têm entre eles representantes; cada um fala segundo suas idéias, e o que eles dizem é, muitas vezes, apenas a sua opinião pes­soal; eis o motivo por que se não deve crer cegamente em tudo o que dizem os Espíritos.

V. — Sendo assim, apresenta-se imensa dificuldade: nes­ses conflitos de opiniões diversas, como distinguir-se o erro da verdade? Não descubro a utilidade dos Espíritos, nem o que ganhamos em conversar com eles.

A. K. — Quando eles apenas servissem para dar-nos a prova de sua existência e de serem as almas dos homens, só isto seria de grande importância para quantos ainda duvidam que tenham uma alma e ignoram o que será deles depois da morte.

Como todas as ciências filosóficas, esta exige longos es­tudos e minuciosas observações; é só assim que se aprende a distinguir a verdade da impostura, e que se adquire os meios de afastar os Espíritos enganadores. Acima dessa turba de baixa esfera, existem os Espíritos superiores, que só têm em vista o bem, e cuja missão é guiar os homens pelo bom cami­nho; cumpre-nos sabê-los apreciar e compreender. Estes nos vêm ensinar grandes coisas; mas não julgueis que o estudo dos outros seja inútil; para bem conhecer um povo é necessá­rio estudá-lo sob todas as faces. Vós mesmos tendes a prova disso; pensáveis que bastava aos Espíritos deixarem seu envoltório corpóreo para que ficassem isentos de todas as suas imperfeições; ora, são as comunicações com eles que nos en­sinaram que isto não se dá, e fizeram-nos conhecer o verda­deiro estado do mundo espiritual, que a todos nós interessa no mais alto ponto, pois que todos temos que ir para lá.

Quanto aos erros que se podem originar da divergência de opiniões entre os Espíritos, eles desaparecem por si mes­mos, à medida que se aprende a distinguir os bons dos maus, os sábios dos ignorantes, os sinceros dos hipócritas, absolutamente como se dá entre nós; então, o bom-senso repelirá as falsas doutrinas.

V. — A minha observação subsiste sempre no ponto de vista das questões científicas e outras que podemos submeter aos Espíritos. A divergência de suas opiniões, sobre as teorias que dividem os sábios, deixa-nos na incerteza.

Compreendo que, não possuindo todos o mesmo grau de instrução, não podem saber tudo; mas, então, que peso pode ter para nós a opinião daqueles que sabem, quando não podemos distinguir quem erra ou quem tem razão? Vale tanto dirigirmo-nos aos homens como aos Espíritos.

A. K. — Essa reflexão é ainda uma conseqüência da ignorância do verdadeiro caráter do Espiritismo.

Aquele que supõe nele achar meio fácil de saber tudo, de tudo descobrir, labora em grande erro.

Os Espíritos não estão encarregados de trazer-nos a ciência já feita; seria, realmente, muito cômodo se nos bastasse pedir para sermos logo servidos, ficando assim dispensados do trabalho de estudar.

Deus quer que trabalhemos, que o nosso pensamento se exercite; e só por esse preço adquiriremos a ciência; os Espíritos não vêm libertar-nos dessa necessidade: eles são o que são; o Espiritismo tem por objeto estudá-los, a fim de que, por analogia, fiquemos sabendo o que seremos um dia; e não para nos fazer conhecer o que nos deve ser oculto, ou revelar-nos as coisas antes do tempo próprio.

Tampouco os Espíritos são leitores da buena-dicha, e aquele que se vangloria de obter deles certos segredos, prepa­ra para si estranhas decepções da parte dos Espíritos galhofeiros: em uma palavra, o Espiritismo é uma ciência de observação, e não uma arte de adivinhar e especular. Nós o estudamos com o fim de conhecer o estado das individualidades do mundo invisível, as relações que nos prendem a elas, sua ação oculta sobre o mundo visível, e não para dele tirar qual­quer vantagem material.

Deste ponto de vista, não há Espírito algum cujo estudo não nos traga alguma utilidade; alguma coisa aprendemos sempre com todos eles; as suas imperfeições, os defeitos, a incapacidade, a ignorância mesmo, são outros tantos objetos de observação, que nos iniciam na natureza intima desse mundo; e quando eles não nos instruam, nós, estudando-os, nos instruímos, como fazemos quando observamos os costu­mes de um povo desconhecido para nós. Quanto aos Espíritos esclarecidos, esses nos ensinam muito, porém sempre nos li­mites do possível; nunca lhes perguntemos o que eles não podem ou não devem revelar; contentemo-nos com o que nos dizem; querer ir além é sujeitarmo-nos às manifestações dos Espíritos frívolos, sempre dispostos a falar de tudo. A expe­riência nos ensina a julgar do grau de confiança que lhes devemos conceder.


Allan Kardec




V. - O visitante
A. K. - Allan Kardec




Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec